quarta-feira, 2 de agosto de 2017

02 de Agosto de 1934: Morre Paul von Hindenburg, presidente da República de Weimar

No dia 2 de Agosto de 1934, falece Paul von Hindenburg, presidente da República de Weimar da Alemanha, abrindo as portas para o “governo total” de Adolf Hitler, designado chanceler em Janeiro de 1933.

A vida de Hindenburg foi sempre marcada pela tradição militar prussiana. O seu pai havia sido um oficial prussiano e o próprio Hindenburg, com 19 anos, lutou na Guerra das Sete Semanas contra a Áustria e mais tarde, na Guerra Franco-Prussiana. Foi finalmente promovido ao posto de general antes de se retirar da carreira militar em 1911. 

No entanto, foi durante a Primeira Guerra Mundial que Hindenburg viria a ser uma figura proeminente nacionalmente. Foi convocado para ser o lugar tenente do major-general Erich Ludendorff, um eminente estratego militar. Ludendorff havia sido bem sucedido em expulsar os invasores russos da Prússia oriental – porém o crédito dessa façanha foi atribuído a Hindenburg. 

Com o desenrolar da guerra, a estatura de Hindenburg foi sendo elevada a proporções épicas, chegando a influenciar o imperador Guilherme II para fazer dele o comandante de todas as forças militares, a despeito das dúvidas quanto às qualidades estratégicas de Hindenburg. De facto, graves erros de cálculo da parte de Hindenburg resultaram na derrota da Alemanha que não titubeou em atribuí-la a Ludendorff. Por seu lado, Ludendorff e os generais acusaram os políticos como responsáveis pela derrota. 

Monárquico apreciador de regimes autoritários, Hindenburg não obstante assumiu as rédeas de um governo republicano pós-guerra como presidente em 1925. Temeroso das tensões sociais lideradas tanto pelas correntes de esquerda quanto pelos extremistas de direita, e à luz da Depressão e dos duros termos do Tratado de Versalhes que exigia pesadas reparações da Alemanha, Hindenburg autorizou o seu chanceler, Heinrich Bruning, a dissolver o Reichstag (parlamento) caso necessário e a convocação de novas eleições, como de facto ocorreu. Essas novas eleições fizeram o Partido Nazi passar a ser o segundo maior partido no Reichstag. 

Reeleito presidente em 1932, Hindenburg já tinha perdido o apoio de muitos dos elementos mais conservadores do seu governo, que passaram a apoiar o partido de Hitler, o qual viam como a chave para o restabelecimento do prestígio germânico bem como o baluarte contra o avanço do bolchevismo. Após uma sucessão de chanceleres que se mostraram ineficientes em reverter o declínio acentuado da economia germânica e recebendo o necessário apoio dos nazis para formar uma coligação Hindenburg, relutante, mas recebendo pressão dos sectores conservadores, dos partidos de direita e de certos sectores social-democratas, acabou por nomear Hitler como chanceler da Alemanha. Hindenburg nunca foi um ardente defensor de Hitler, mas pouco fez para deter e impedir as acções de Hitler, quando começou a empregar tácticas de terror para consolidar o poder dos nazis. 

Quando Hindenburg morreu, era ainda uma respeitada figura nacionalmente. Foi sepultado, ao lado da sua mulher, em Tannenberg, o lugar da grande vitória contra os russos durante a Primeira Guerra Mundial. Quando a Segunda Guerra Mundial estava a chegar ao fim, com o avanço do Exército Vermelho, os seus corpos foram removidos para que os soviéticos não pudessem deles se apossar. Foram posteriormente sepultados pelos norte-americanos em Marburgo. 
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

Retrato de Paul von Hindenburg por Max Liebermann

 Adolf Hitler  cumprimenta o Presidente Paul von Hindenburg na abertura do Reichstag  em Potsdam,  Março de 1933

Sem comentários:

Enviar um comentário