Rei Lear é uma
tragédia de William
Shakespeare escrita entre 1603 e 1606
e representada, pela
primeira vez, em 26 de
Dezembro de 1606. É
apresentada em verso
e prosa e
constituída por cinco
actos. Considerada uma
das melhores tragédias
do dramaturgo, a
peça baseia-se na
lenda do rei
dos Bretões, Lear,
cuja primeira versão
foi escrita pelo
historiador Geoffrey de
Monmouth, no século
XII.
A
acção inicia-se com
a decisão do
rei em renunciar
ao poder, dividindo
o reino em
três partes para
distribuir cada uma
pelas suas três
filhas, Regan, Goneril
e Cordélia. Antes
da legação, Lear
pede às filhas
que deem provas
do seu amor
filial. As duas
primeiras, Regan e
Goneril, manifestam o
seu pseudo amor pela
adulação. Lear, satisfeito, entrega-lhes as partes do reino
correspondentes a cada
uma delas. Posteriormente, as jovens casam
respetivamente com o
Duque de Cornwall
e o Duque
de Albany.
Mas
o rei destina
o melhor território
para a sua
filha dileta, Cordélia,
a mais nova
das três irmãs.
Esta afirma o
seu amor filial
com toda a
simplicidade. Incompreendida,
Lear, furioso, deserda-a. Por falta de
dote, um dos
seus pretendentes, o
Duque de Burgundy,
desinteressa-se por ela. No entanto, o
rei de França,
reconhecendo as virtudes e o carácter
correto de Cordélia,
casa com a
jovem.
Afastado das funções régias, Lear conserva
unicamente o título
de rei e um séquito, que o
acompanha quando visita
Regan e Goneril.
Aos poucos, começa
a aperceber-se da
falsidade destas filhas. À medida que
envelhece, vai sentindo
não só a
decadência das suas
condições físicas e
mentais, como também
o abandono de
todos.
Tendo
conhecimento de tal
situação e da
agitação provocada por
vários nobres no
seu antigo reino,
Cordélia envia as
tropas francesas em
auxílio do pai,
para salvá-lo das
vicissitudes por que
passava. Em vão.
É capturada e
enforcada por ordem
da irmã Regan.
Por rivalidades amorosas, esta acaba por
ser envenenada por
Goneril, que a
seguir se suicida,
apunhalando-se. Lear, ao saber da morte
da filha Cordélia,
morre de desgosto.
Destacam-se
algumas realizações artísticas baseadas na obra: a abertura sinfónica O Rei Lear,
composta, em 1831,
por Hector Berlioz;
a pintura de
Willam Dyce, intitulada
"King Lear and
the fool in
the storm" (tradução
livre: Rei Lear
e o bobo na tempestade); várias
versões televisivas, como a de Peter
Brook (1953), com
interpretação de Orson
Welles no papel
de Lear, e
a de Grigori
Kozintsev (1970), e
a de Michael
Eliot (1983), na
qual Lear é
desempenhado por Laurence Olivier, e, ainda, a versão teatral
realizada por Christian
Liardet, em 1999.
Rei Lear. In Infopédia [Em linha].
Porto: Porto Editora, 2003-2012.
Wikipedia

Rei Lear e o bobo na tempestade", por William
Dyce

Goneril e
Regan,
por Edwin Austin Abbey
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