Benito
Mussolini nasceu a 29 de Julho de 1883 e passou os seus primeiros anos de vida
numa pequena vila na província.
Foi-lhe
dado o nome de Benito em honra do revolucionário mexicano Benito Juárez. Tal
como o seu pai, Benito tornou-se socialista e mais tarde um marxista. Foi
influenciado por aquilo que leu de Friedrich Nietzsche, e uma outra doutrina
muito comum no seu tempo e que o influenciou foi a do "sindicalismo
revolucionário", sustentada pelo escritor francês Georges Sorel
(1847-1922).
Em 1902
emigrou para a Suíça para fugir ao serviço militar, mas, incapaz de encontrar um
emprego permanente, foi até mesmo preso por ser considerado vagabundo e acabou
por ser expulso. Foi deportado para a Itália, onde foi forçado a cumprir o
serviço militar. Depois de novos problemas com a polícia, ele conseguiu um
emprego num jornal na cidade de Trento (à época sob domínio austro-húngaro) em
1908. Foi nesta altura que escreveu um romance, chamado:"A amante do
cardeal".
Mussolini
tinha um irmão, Arnaldo, que se tornou um conhecido teórico do
fascismo.
Uniu-se
informalmente com Rachele Guidi e em 1910 nasceu a primeira filha, Edda.
Contraiu matrimónio civil somente cinco anos mais tarde. Em 1916 nasce Vittorio,
em 1918 Bruno, em 1927 Romano e em 1929, Anna Maria.
No início
da sua carreira de jornalista e político foi um tenaz propagandista do
socialismo italiano, em defesa do qual escreveu vários artigos no jornal
esquerdista Avanti, de que era redactor-chefe. Em 1914, tornou-se responsável
pelo jornal Popolo d'Itália, onde defendeu a intervenção italiana em favor dos
aliados e contra a Alemanha. Expulso do Partido Socialista Italiano, alistou-se
no exército - quando a Itália entrou na Primeira Guerra Mundial, aliando-se à
Grã-Bretanha e à França - e alcançou a patente de sargento, vindo a ser ferido
em combate por uma granada.
Em 1919,
fundou os Fasci Italiani di Combatimento, organização que originaria, mais
tarde, o Partido Fascista. Baseando-se numa filosofia política teoricamente
socialista, conseguiu a adesão dos militares descontentes e de grande parte da
população, alargou os quadros e a dimensão do partido.
Após um
período de grandes perturbações políticas e sociais, período em que alcançou
grande popularidade, chegou a chefe do partido (Duce).
Em 1922
organizou, juntamente com Bianchi, De Vecchi, De Bono e Italo Balbo, a famosa
marcha sobre Roma, um golpe de propaganda. O próprio Mussolini nem sequer esteve
presente, tendo chegado de comboio.
Usando as
suas milícias designadas camicie neri (camisas negras) para instigar o
terror e combater abertamente os socialistas, conseguiu que os poderes
investidos o nomeassem para formar governo. Foi nomeado Primeiro Ministro pelo
rei Vítor Manuel III, alcançando a maioria parlamentar e, consequentemente,
poderes absolutos no governo do país.
Logo após
a sua subida ao poder, iniciou uma campanha de fanatização que culminaria com o
aumento do seu poder, devido à interdição dos restantes partidos políticos e
sindicatos. Nessa campanha foi apoiado pela burguesia e pela Igreja. Em 1929,
necessitando de apoio desta e dos católicos, pôs fim à Questão Romana (conflito
entre os Papas e o Estado italiano) assinando a Concordata de São João Latrão
com Pio XI. Por esse tratado, firmou-se um acordo pelo qual se criava o Estado
do Vaticano, o Sumo Pontífice recebia indemnização monetária pelas perdas
territoriais, o ensino religioso era obrigatório nas escolas italianas, o
catolicismo tornava-se a religião oficial da Itália e proibia-se a admissão em
cargos públicos dos sacerdotes que abandonassem a batina. Na política externa,
após uma campanha de conquista contra a Abissínia, pela qual tenta reconstituir
um império africano, alinha com a Alemanha hitleriana e o Japão imperial,
apesar de saber que a Itália não se encontra em condições de suportar novo
conflito; vê-se arrastado, como parceiro menor, para a II Guerra Mundial que
estala em 1939 e que irá pôr a ferro e fogo a Europa, a África e a Ásia,
terminando com a derrota. Quando esta se aproxima, em plena contra ofensiva
aliada, os militares lançam um golpe de estado que depõe Mussolini, que é
encarcerado e algum tempo depois libertado por paraquedistas alemães. Enquanto
os militares colocam a Itália ao lados dos aliados e os alemães ocupam larga
extensão da península italiana, Mussolini tenta manter no norte da Itália uma
República Social (a República de Saló, do nome do local onde se instalou), que
se aguenta tempo artificialmente, de acordo com as exigências da política de
guerra da Alemanha. Mussolini não tem aí qualquer poder efectivo, acabando por
se ver forçado a tentar a fuga, em condições desesperadas, perante o avanço dos
aliados e dos movimentos de resistência. Em Abril de 1945, após as tropas alemãs
capitularem na Itália, os guerrilheiros antifascistas ("partigiani")
conquistaram Milão e apertaram o cerco a Mussolini. Na época, o ex-ditador já
estava afastado do poder (desde 1943) e contava com a protecção das tropas nazis
para dominar partes da Itália que não haviam sido ocupadas pelos aliados.
Segundo relatos, Mussolini tentou fugir para a Suíça, ou a Áustria, quando foi
preso pelos homens da resistência italiana, ele e sua companheira,
Clara Petacci, foram executados e os seus corpos
transportados para Milão e colocados na Piazza Loreto onde ficaram pendurados
pelos pés numa viga, sendo retirados horas depois e deixados na via
pública. Entretanto, desde o fim da guerra, as circunstâncias da
morte de Mussolini e a identidade do assassino fazem parte de constantes
confusões, disputas e controvérsias na Itália.
No dia seguinte à execução do ditador, o primeiro-ministro italiano Ivanoe Bonomi confirmou o fuzilamento. Em Portugal, António de Oliveira Salazar, determinou a celebração de missas em Lisboa pela alma de Mussolini e Hitler, que morreria dois dias depois do Duce. O governo de Salazar decretou luto oficial pela morte de Hitler.
Fontes: Infopédia
Biografias UOL Educação
Wikipedia (Imagens)
No dia seguinte à execução do ditador, o primeiro-ministro italiano Ivanoe Bonomi confirmou o fuzilamento. Em Portugal, António de Oliveira Salazar, determinou a celebração de missas em Lisboa pela alma de Mussolini e Hitler, que morreria dois dias depois do Duce. O governo de Salazar decretou luto oficial pela morte de Hitler.
Fontes: Infopédia
Biografias UOL Educação
Wikipedia (Imagens)
Retrato de Benito Mussolini, fotografado por George
Grantham Bain

Manifesto fascista
publicado no Il Popolo
d'Italia, 06 de Junho de
1919

Benito
Mussolini na capa da revista Newsweek , 13
de Maio de 1940
O corpo de Mussolini (segundo a partir da esquerda) junto a ClaraPetacci (no meio) e outros fascistas na Piazzale Loreto, Milão

O corpo de Mussolini (segundo a partir da esquerda) junto a ClaraPetacci (no meio) e outros fascistas na Piazzale Loreto, Milão

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