terça-feira, 31 de julho de 2018

31 de Julho de 1865: Nasce o Infante D. Afonso de Bragança, o popular "Arreda"

Afonso Henrique Maria Luís Pedro de Alcântara Carlos Humberto Amadeu Fernando António Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis João Augusto Júlio Valfando Inácio de Bragança, era este o nome do único irmão de D.Carlos, filho de D.Luís e D. Maria Pia de Sabóia. Nasceu no dia 31 de Julho de 1865 em Lisboa.
Foi Duque do Porto, Condestável de Portugal e o último vice-rei da Índia Portuguesa, general do exército, inspector da arma de artilharia e comandante honorário dos bombeiros voluntários da Ajuda.


Chegou a ser nomeado pela corte,  herdeiro da coroa, durante o reinado de D.Manuel II seu sobrinho. Após a implantação da Republica, exilou-se em Itália, com a sua mãe. Casou-se em Madrid em 1917, com 
Nevada Stoody Hayes, cidadã norte americana, desse casamento morganático (quando alguém de sangue real se casa com pessoa de condição inferior não transmitindo prerrogativas) não teve filhos. 

Faleceu em Nápoles em 1920 com 54 anos e encontra-se sepultado no Panteão dos Bragança em S. Vicente de Fora, Lisboa, para onde foi trasladado em 1921. 

Ficou conhecido em Lisboa pelos seus gritos de "Arreda, arreda" quando conduzia automóveis pela cidade.Amante de carros e de velocidade, corria pelas ruas no seu automóvel aos gritos «Arreda, Arreda!» para que as pessoas saíssem da frente, o que lhe valeu o cognome.
Em 1901, foi publicado o primeiro Código da Estrada, que determinava um limite máximo de 10 km por hora. Por excesso de velocidade, o infante foi o protagonista de um dos primeiros desastres em Portugal, quando o carro derrapou, na estrada entre Sintra e Cascais – os jornais de 27 de Agosto de 1906 deram conta desse acidente, que deixou "Sua Alteza com uma costela quebrada".

Foi responsável pela organização  das primeiras corridas de carros em Portugal. A primeira corrida foi em Agosto de 1902, no hipódromo de Belém, organizada por D. Afonso. Ao despique, um Locomobile conduzido pelo americano Abott, um Panhard et Levassor conduzido pelo francês Beauvalet e um Darracq conduzido por Alfredo Vieira. E o Fiat de D. Afonso. Dez voltas, quatro objectos de arte em disputa e vitória de Abbot – «com um avanço de quase duas voltas sobre os outros dois concorrentes».

Fontes:
Revista Sábado
wikipédia (imagens)

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