Na sequência das invasões francesas e da partida da família real para o Brasil, e não obstante as vitórias sobre as forças napoleónicas, Portugal
tornou-se um país abandonado pelo seu rei nas mãos de uns quantos oficiais ingleses. Os portugueses sentiam que D. João VI descurara o reino, sentiam que a metrópole se tornara numa colónia do Brasil, sob influência britânica, situação agravada
ainda pela constante
drenagem de recursos
para a colónia e o permanente desequilíbrio orçamental.Em
1817, várias pessoas
foram presas sob a acusação de conspirarem contra a vida de Beresford e contra a regência. A sentença foi dura: a execução de doze portugueses, incluindo Gomes
Freire de Andrade. Esta atitude, longe de acalmar os ânimos, antes os exaltou.Em 22 de janeiro de 1818, Manuel Fernandes Tomás fundou no Porto uma associação secreta - o Sinédrio -, cuja atividade consistia
em acompanhar a atividade política e intervir, se fosse caso disso.No ano de 1820 vários fatores iriam contribuir para o agravamento da situação.
O liberalismo triunfou
em Espanha, aprofundando-se os já existentes contactos com
liberais portugueses.Beresford partiu em fins de março para o Brasil, a fim de obter junto de D. João VI mais amplos poderes. O Sinédrio aproveita a sua ausência para aumentar significativamente o seu
já grande número de membros e preparar irreversível e definitivamente a revolução.Assim, às primeiras horas da manhã de 24 de agosto de 1820, o exército, sob a liderança dos coronéis Sepúlveda e Cabreira, revoltou-se no Campo de Santo Ovídio, no Porto. De imediato se efetuou uma reunião na Câmara Municipal, formando-se uma
Junta Provisional do
Governo Supremo do
Reino, sob a presidência do brigadeiro-general António da
Silveira. A Junta tinha como objetivos imediatos a tomada da regência do reino nas suas mãos e a convocação de Cortes que redigiriam a Constituição.Em Lisboa a regência tentou resistir, mas soçobrou perante um novo levantamento, a 15 de setembro, que formou um Governo Interino.Em 28 de setembro os revolucionários do Norte
e do Sul juntam-se numa nova Junta Provisional, presidida
por Freire Andrade
(parente do mártir
executado em 1817).
O novo
Governo quase nada
fez além de organizar as eleições para as Cortes. Estas, realizadas em dezembro de 1820, de imediato solicitaram o regresso à metrópole de D. João VI. Em janeiro de 1821 as Cortes elegeram um novo governo e uma nova regência (presidida
pelo conde de Sampaio), para governar até ao regresso do rei.
Revolução de 1820. In Infopédia [Em
linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. wikipédia (imagens)

António
da Silveira Pinto da Fonseca, Presidente da Junta Provisional do Governo
Supremo
do
Reino
O
General de Brigada Sepúlveda, em gravura de 1822
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