Quinto imperador romano,
tornou-se infame pela
sua vida de
devassidão tendo perseguido ferozmente os cristãos. Lucius Domicius Aenobarbus, depois Nero Claudius
Caesar Drusus Germanicus, era filho
de Agripina, a Jovem e
de Gneus
Domitius Aenobarbus. Nasceu em Antium
a 15 de Dezembro de 37 d.
C., sendo adoptado por Cláudio em 50. Casou
com Octávia, filha
deste e de
Messalina, em 53.
Foi proclamado imperador quando Cláudio faleceu, a 13 de Outubro de 54.
Era então aluno
de Séneca. A sua autoridade
apoiava-se nos pretorianos do prefeito Burro.No início do
seu reinado é
favorável ao Senado.
Porém, algumas tragédias palacianas (como o assassinato de Britânico, filho
de Cláudio) auguram
mau futuro. Só com o
assassínio de
Agripina, em Março de 59 (ordenado pelo próprio),
Nero governa pessoalmente, cada vez mais
afastado de Séneca.
Assume, então, o aspecto de um
soberano helenístico.
Burro morre em 62.
O novo prefeito
do Pretório é
Tigelino. Nessa altura,
Nero inicia-se na
religião mazdaísta e
no culto do
Sol-Rei.
Depois do incêndio de
Roma, em 64 (reconstrução da Domus
Transitoria ou Casa
Dourada), atribuído a
um propósito premeditado de Nero, eclodiu
a Revolta de
Pisão (65), na
qual estava comprometida uma grande parte
da aristocracia senatorial. A repressão é
implacável.
Em 66, Nero vai
para a Grécia, onde
participa nos Jogos.
No ano seguinte,
é chamado a
Roma, onde tem
de enfrentar várias
sublevações, como a
de Julius
Vindex, governador
da Gália
lionesa (província de
Lugdunum, Gália)
e depois a
de Galba, governador
da Tarraconense, na
Hispânia, e ainda
a de Otão,
na Lusitânia. O Senado
declara Nero como
vencido em 68.
Nesse ano, em Junho, Nero
suicida-se.
A veracidade das histórias sobre o reinado de Nero é
duvidosa, pois não sobreviveram fontes bibliográficas contemporâneas ao
imperador. As primeiras histórias existentes mostram-se críticas demais ou são
uma série de louvores. Além disso, a credibilidade dos relatos fica também
embaçada pela presença de acontecimentos fantásticos e inverossímeis, sendo
muitas as contradições que podemos encontrar entre os diferentes
autores. Alguns historiadores conhecidos,
como Fábio Rústico, Clúvio
Rufo e Plínio
o Velho, escreveram condenando o reinado de Nero
em relatos que se perderam. Também foram escritas histórias sobre ele, de datas
anteriores à sua ascensão ao trono, embora se desconheça o seu
conteúdo.Por outro lado, fontes
diferentes às citadas acrescentam uma visão limitada sobre o imperador, embora
poucas sejam favoráveis. Algumas das fontes porém, retratam-no como um imperador
competente e popular entre o povo romano, especialmente no
Oriente.
Nero.
In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora,
2003-2012.
Wikipedia
(imagens)
Os remorsos de Nero após o assassinato da sua mãe- John William Waterhouse
Moeda com Nero e
Agripina
O Imperador Nero no
Cinema
Quo
Vadis
Quo
Vadis é um filme épico de 1951 realizado por Mervyn LeRoy , a partir de
um guião de John Lee Mahin , SN Behrman e Sonya Levien, cuja acção decorre entre
os anos 64 e 68. O filme conta a história de um comandante militar romano,
Marcus Vinicius ( Robert Taylor ) que regressa da guerra e apaixona-se por uma
cristã devota, Lygia ( Deborah Kerr ), e a pouco e pouco aproxima-se cada vez
mais do cristianismo. A história de amor é contada no contexto histórico do
início do cristianismo e da perseguição de Nero ( Peter
Ustinov).
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