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sábado, 11 de fevereiro de 2017

11 de Fevereiro de 1990: Libertação de Nelson Mandela

No dia 11 de Fevereiro de 1990, Nelson Mandela foi libertado. O líder do Congresso Nacional Africano (ANC) passara 27 anos na prisão devido à luta contra o apartheid.

Todos reconheceram que a África do Sul estava diante de uma viragem histórica, quando o então chefe de governo Frederik Willem de Klerk anunciou, em 2 de Fevereiro de 1990, a libertação de Nelson Mandela. Símbolo da luta da população negra contra o racismo, ele  tornara-se, ao longo dos 27 anos que passou na cadeia, o prisioneiro mais famoso do mundo.
Nelson Rolihlahla Dalibhunga Mandela nasceu a 18 de Julho de 1918. O seu pai era chefe da tribo Thembu, do povo xhosa. Nelson Mandela começou a estudar Direito na universidade para negros de Fort Hare, mas foi expulso por liderar uma greve estudantil. Em Joanesburgo, estagiou num escritório de advocacia e fez um curso de Direito por correspondência. Em 1942, formou-se pela Universidade de Pretória.
Já nos tempos de estudante, Mandela era comprometido politicamente e ingressou cedo no Congresso Nacional Africano (ANC). O Congresso Nacional Africano empenhava-se  em reivindicar direitos e melhorar a qualidade de vida da maioria negra oprimida pelos brancos na África do Sul – a princípio, através de contactos com lideranças políticas e cartas com pedidos de apoio; mais tarde, organizando greves e manifestações.
Em 1952, Mandela abriu o primeiro escritório de advocacia para negros de Joanesburgo, uma ousadia tremenda, num país em que o regime diminuía a cada dia os direitos da população negra. A situação política interna chegou a tal ponto que, em 1960, a polícia abriu fogo contra os que participavam numa grande manifestação em Shaperville. Saldo da violência: 69 mortos e centenas de feridos. O governo decretou estado de excepção e mandou prender vários militantes, entre os quais Nelson Mandela.
O ANC e outros partidos e associações que criticavam o regime foram proibidos. Em Dezembro de 1961, Mandela ajudou a criar a ala militante Lança da Nação, tornando-se o primeiro comandante da organização clandestina especializada em sabotagens. Em 1962, saiu escondido do país para pedir apoio, principalmente financeiro, à sua causa.

Ao retornar à África do Sul, ainda no mesmo ano, foi preso e condenado a cinco anos de prisão por participar na organização de protestos. Em Outubro de 1963, Mandela e outros sete réus foram condenados a prisão perpétua, acusados de terem organizado 150 actos de sabotagem. Até 1981, ele esteve na temida prisão de Robben Island, perto da Cidade do Cabo. Mais tarde foi transferido para a prisão de alta segurança de Pollsmoor.
Depois de se tratar de uma tuberculose durante algumas semanas numa clínica, Mandela passou a viver numa casa, no pátio de outra prisão perto da Cidade do Cabo. Nos 28 anos em que esteve preso, a resistência dos negros sul-africanos contra o apartheid foi se tornando cada vez mais violenta. A comunidade internacional também aumentou a pressão contra o governo sul-africano através de sanções e boicotes.
Ao assumir o governo em 1989, Frederik de Klerk reconheceu que reformas eram inevitáveis, para que o país não submergisse na guerra civil e no caos. Em Fevereiro de 1990, cancelou a interdição do ANC, revogou algumas leis racistas e libertou Nelson Mandela. Os anos seguintes ainda foram bastante confusos, com a minoria branca a tentar manter a supremacia, semeando a discórdia entre os grupos negros.
Até que, nas primeiras eleições democráticas em 1994, o ANC obteve 60% dos votos e Nelson Mandela foi eleito presidente da África do Sul, cargo que ocupou até 1999. Em 1993, ele e Frederik de Klerk receberam o Prémio Nobel da Paz "pelo seu comprometimento em prol da conciliação e pela sua coragem e integridade".
Fontes: DW
wikipedia(imagens)

Em 11 de fevereiro de 1990, Mandela, acompanhado por Winnie, sua esposa na época, deixa a prisão Victor Verster
Nelson Mandela em 1937
Ficheiro:Young Mandela.jpg
Ficheiro:46664 logo.jpg
O número de Nelson Mandela na Ilha Robben
Ficheiro:Frederik de Klerk with Nelson Mandela - World Economic Forum Annual Meeting Davos 1992.jpg
Nelson Mandela e Frederik de Klerk


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

11 de Fevereiro de 1990: Libertação de Nelson mandela

No dia 11 de Fevereiro de 1990, Nelson Mandela foi libertado. O líder do Congresso Nacional Africano (ANC) passara 27 anos na prisão devido à luta contra o apartheid.


Todos reconheceram que a África do Sul estava diante de uma viragem histórica, quando o então chefe de governo Frederik Willem de Klerk anunciou, em 2 de Fevereiro de 1990, a libertação de Nelson Mandela. Símbolo da luta da população negra contra o racismo, ele  tornara-se, ao longo dos 27 anos que passou na cadeia, o prisioneiro mais famoso do mundo.
Nelson Rolihlahla Dalibhunga Mandela nasceu a 18 de Julho de 1918. O seu pai era chefe da tribo Thembu, do povo xhosa. Nelson Mandela começou a estudar Direito na universidade para negros de Fort Hare, mas foi expulso por liderar uma greve estudantil. Em Joanesburgo, estagiou num escritório de advocacia e fez um curso de Direito por correspondência. Em 1942, formou-se pela Universidade de Pretória.
Já nos tempos de estudante, Mandela era comprometido politicamente e ingressou cedo no Congresso Nacional Africano (ANC). O Congresso Nacional Africano empenhava-se  em reivindicar direitos e melhorar a qualidade de vida da maioria negra oprimida pelos brancos na África do Sul – a princípio, através de contactos com lideranças políticas e cartas com pedidos de apoio; mais tarde, organizando greves e manifestações.
Em 1952, Mandela abriu o primeiro escritório de advocacia para negros de Joanesburgo, uma ousadia tremenda, num país em que o regime diminuía a cada dia os direitos da população negra. A situação política interna chegou a tal ponto que, em 1960, a polícia abriu fogo contra os que participavam numa grande manifestação em Shaperville. Saldo da violência: 69 mortos e centenas de feridos. O governo decretou estado de excepção e mandou prender vários militantes, entre os quais Nelson Mandela.
O ANC e outros partidos e associações que criticavam o regime foram proibidos. Em Dezembro de 1961, Mandela ajudou a criar a ala militante Lança da Nação, tornando-se o primeiro comandante da organização clandestina especializada em sabotagens. Em 1962, saiu escondido do país para pedir apoio, principalmente financeiro, à sua causa.


Ao retornar à África do Sul, ainda no mesmo ano, foi preso e condenado a cinco anos de prisão por participar na organização de protestos. Em Outubro de 1963, Mandela e outros sete réus foram condenados a prisão perpétua, acusados de terem organizado 150 actos de sabotagem. Até 1981, ele esteve na temida prisão de Robben Island, perto da Cidade do Cabo. Mais tarde foi transferido para a prisão de alta segurança de Pollsmoor.
Depois de se tratar de uma tuberculose durante algumas semanas numa clínica, Mandela passou a viver numa casa, no pátio de outra prisão perto da Cidade do Cabo. Nos 28 anos em que esteve preso, a resistência dos negros sul-africanos contra o apartheid foi se tornando cada vez mais violenta. A comunidade internacional também aumentou a pressão contra o governo sul-africano através de sanções e boicotes.
Ao assumir o governo em 1989, Frederik de Klerk reconheceu que reformas eram inevitáveis, para que o país não submergisse na guerra civil e no caos. Em Fevereiro de 1990, cancelou a interdição do ANC, revogou algumas leis racistas e libertou Nelson Mandela. Os anos seguintes ainda foram bastante confusos, com a minoria branca a tentar manter a supremacia, semeando a discórdia entre os grupos negros.
Até que, nas primeiras eleições democráticas em 1994, o ANC obteve 60% dos votos e Nelson Mandela foi eleito presidente da África do Sul, cargo que ocupou até 1999. Em 1993, ele e Frederik de Klerk receberam o Prémio Nobel da Paz "pelo seu comprometimento em prol da conciliação e pela sua coragem e integridade".
Fontes: DW
wikipedia(imagens)
Nelson Mandela em 1937
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O número de Nelson Mandela na Ilha Robben
Ficheiro:Frederik de Klerk with Nelson Mandela - World Economic Forum Annual Meeting Davos 1992.jpg
Nelson Mandela e Frederik de Klerk
Em 11 de fevereiro de 1990, Mandela, acompanhado por Winnie, sua esposa na época, deixa a prisão Victor Verster

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

11 de Fevereiro de 1990: Libertação de Nelson mandela


No dia 11 de Fevereiro de 1990, Nelson Mandela foi libertado. O líder do Congresso Nacional Africano (ANC) passara 28 anos na prisão devido à luta contra o apartheid.

Todos reconheceram que a África do Sul estava diante de uma viragem histórica, quando o então chefe de governo Frederik Willem de Klerk anunciou, em 2 de Fevereiro de 1990, a libertação de Nelson Mandela. Símbolo da luta da população negra contra o racismo, ele  tornara-se, ao longo dos 28 anos que passou na cadeia, o prisioneiro mais famoso do mundo.

Nelson Rolihlahla Dalibhunga Mandela nasceu a 18 de Julho de 1918. O seu pai era chefe da tribo Thembu, do povo xhosa. Nelson Mandela começou a estudar Direito na universidade para negros de Fort Hare, mas foi expulso por liderar uma greve estudantil. Em Joanesburgo, estagiou num escritório de advocacia e fez um curso de Direito por correspondência. Em 1942, formou-se pela Universidade de Pretória.

Já nos tempos de estudante, Mandela era comprometido politicamente e ingressou cedo no Congresso Nacional Africano (ANC). O Congresso Nacional Africano empenhava-se  em reivindicar direitos e melhorar a qualidade de vida da maioria negra oprimida pelos brancos na África do Sul – a princípio, através de contactos com lideranças políticas e cartas com pedidos de apoio; mais tarde, organizando greves e manifestações.

Em 1952, Mandela abriu o primeiro escritório de advocacia para negros de Joanesburgo, uma ousadia tremenda, num país em que o regime diminuía a cada dia os direitos da população negra. A situação política interna chegou a tal ponto que, em 1960, a polícia abriu fogo contra os que participavam numa grande manifestação em Shaperville. Saldo da violência: 69 mortos e centenas de feridos. O governo decretou estado de excepção e mandou prender vários militantes, entre os quais Nelson Mandela.
O ANC e outros partidos e associações que criticavam o regime foram proibidos. Em Dezembro de 1961, Mandela ajudou a criar a ala militante Lança da Nação, tornando-se o primeiro comandante da organização clandestina especializada em sabotagens. Em 1962, saiu escondido do país para pedir apoio, principalmente financeiro, à sua causa.

Ao retornar à África do Sul, ainda no mesmo ano, foi preso e condenado a cinco anos de prisão por participar na organização de protestos. Em Outubro de 1963, Mandela e outros sete réus foram condenados a prisão perpétua, acusados de terem organizado 150 actos de sabotagem. Até 1981, ele esteve na temida prisão de Robben Island, perto da Cidade do Cabo. Mais tarde foi transferido para a prisão de alta segurança de Pollsmoor.

Depois de se tratar de uma tuberculose durante algumas semanas numa clínica, Mandela passou a viver numa casa, no pátio de outra prisão perto da Cidade do Cabo. Nos 28 anos em que esteve preso, a resistência dos negros sul-africanos contra o apartheid foi se tornando cada vez mais violenta. A comunidade internacional também aumentou a pressão contra o governo sul-africano através de sanções e boicotes.

Ao assumir o governo em 1989, Frederik de Klerk reconheceu que reformas eram inevitáveis, para que o país não submergisse na guerra civil e no caos. Em Fevereiro de 1990, cancelou a interdição do ANC, revogou algumas leis racistas e libertou Nelson Mandela. Os anos seguintes ainda foram bastante confusos, com a minoria branca a tentar manter a supremacia, semeando a discórdia entre os grupos negros.

Até que, nas primeiras eleições democráticas em 1994, o ANC obteve 60% dos votos e Nelson Mandela foi eleito presidente da África do Sul, cargo que ocupou até 1999. Em 1993, ele e Frederik de Klerk receberam o Prémio Nobel da Paz "pelo seu comprometimento em prol da conciliação e pela sua coragem e integridade".
Fontes: DW
wikipedia(imagens)
Nelson Mandela em 1937
Ficheiro:Young Mandela.jpg
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O número de Nelson Mandela na Ilha Robben
Ficheiro:Frederik de Klerk with Nelson Mandela - World Economic Forum Annual Meeting Davos 1992.jpgNelson Mandela e Frederik de Klerk
 

segunda-feira, 4 de março de 2013

81º aniversário de Miriam Makeba

Miriam Makeba, cantora sul-africana, é hoje recordada com um google doodle, no dia em que completaria 81 anos. Makeba, que nasceu a 4 de Março de 1932 e morreu a 10 de novembro de 2008, foi uma defensora dos direitos humanos no seu país, dominado pelo Apartheid.
A Google dedica a homenagem ao estilo doodle a Miriam Makeba, uma cantora sul-africana que colocou o seu talento ao serviço da defesa das pessoas. Makeba, conhecida como ‘Mamã África’, nasceu em Joanesburgo, no dia 4 de Março de 1932. Se fosse viva, completaria hoje o seu 81.º aniversário.
Zenzile Miriam Makeba inspira a página principal do motor de busca, neste dia 4 de Março, com um doodle que concede mediatismo mundial a uma grande activista pelos direitos humanos no seu país, devastado pelo Apartheid.
O sucesso da luta de Makeba deve-se sobretudo ao seu talento, que lhe concedeu protagonismo em África do Sul. Miriam começou a cantar em meados de 1950, na flor da juventude, cativando o público com um estilo que misturava os blues norte-americanos e os tradicionais ritmos do seu país de origem.
No entanto, a dimensão do seu talento não lhe permitiu capitalizar lucros. A homenageada de hoje com um google doodle vendia inúmeros discos em África do Sul, mas as margens de lucro eram muito reduzidas, além que de não recebia nada pelos royalties. Esta injustiça levou Miriam Makeba a emigrar para os EUA, com a finalidade de viver da música, a sua grande paixão.
Cerca de 10 anos depois de ter começado a carreira, em meados de 60, ‘Mama África’ participa no documentário ‘Come Back, África’, que tinha como finalidade a luta anti-Apartheid (regime que perdurou na que imperou no país de Nelson Mandela entre 1948 e 1994, sendo declarado um fracasso por Frederik de Klerk, presidente da África do Sul, a 2 de Fevereiro de 1990.
Miriam Makeba foi muito bem acolhida na Europa e mal vista nos defensores do regime, o que a levou a permanecer no ‘velho continente’. Viaja para Londres e encontra-se com o cantor e ator norte-americano Harry Belafonte, também ele negro. Belafonte faz a ponte entre Makeba e o mercado musical dos EUA.
A cantora estava no auge da carreira e recolhia grande prestígio, também pela luta pelos direitos humanos, que era uma batalha partilhada com Harry Belafonte – um defensor dos direitos civis norte-americanos, que colocava a arte ao serviço de causas humanitárias.
E nos EUA Miriam Makeba grava inúmeros discos, obtendo grande acolhimento do público, Da sua discografia, destaca-se ‘Pata Pata’, tema que se transforma num fenómeno mundial. ‘Mamã África’ e Belafonte conquistam, em 1966, um Grammy (categoria folk), prestigiado prémio que reconhece o álbum ‘An Evening with Belafonte/Makeba’.
Enquanto proliferava o seu sucesso musical, o país de origem de Miriam Makeba bania a cantora. Aliás, a venda dos seus discos foi proibida em África do Sul, precisamente por ação do governo racista.
Este ‘veto’ a Miriam Makeba acentua-se quando, em 1963, a cantora que hoje comemoraria 81 anos protesta com veemência, num Comité das Nações Unidas contra o Apartheid, contra as condições de tratamento aos negros sul-africanos.
nome de Miriam Makeba é colocado na lista negra do regime, que lhe retira a nacionalidade e a impede de regressar ao seu país. Makeba torna-se apátrida.
Mas, o veto à cantora não se fazia apenas em África do Sul. Também nos EUA a igualdade de direitos era miragem. Em 1968, Miriam casa-se com Stokely Carmichael, um ativista político que esteve na fundaçã do ‘Black Power’, movimento de defesa dos negros. O marido de Makeba era também porta-voz dos Panteras Negras.
A partir de então, ‘Mamã África’ vê cancelados os contratos com as editoras e vê anuladas as suas digressões. Revivia em solo norte-americano os efeitos do .
Este é o facto que faz suscitar o regresso de Miriam Makeba a África, não a África do Sul. Guiné acolhe a cantora e do seu marido. Makeba tornou-se delegada deste país na ONU, recebendo o prémio da paz ‘Dag Hammarskjöld’ e retomando o sucesso da sua carreira.
Assiste à independência de Moçambique, cantando ‘A Luta Continua’, que se transforma tema inspirador da Frelimo. Em 1975, a maior tragédia da sua vida, com a perda da sua filha única, o que leva Miriam Makeba a mudar-se para a Bélgica.
Com Paul Simon, reconquista o público dos EUA, até que, com o fim do Apartheid e consequente revogação de leis racistas, regressa ao seu país, em 1990, a pedido do presidente Nelson Mandela, que a acolheu de braços abertos.
Ingressou no cinema, onde participa em filmes que retratam a história do Apartheid e é agraciada com alguns prémios, que reconhecem a luta de Miriam pelos direitos humanos.
No dia 9 de Novembro de 2008, participava num concerto em Itália, quando sofre um ataque cardíaco. Viria a morrer no dia seguinte. E se não fosse um doodle da Google, milhões de pessoas deixariam de conhecer a sua luta, que constitui grande parte da vida desta cantora activista.
Fonte: PT Jornal
wikipedia (Imagens)
 
 
Homenagem Google a Miriam Makeba
 
Miriam Makeba e Dizzy Gillespie, 1991
File:Miriam Makeba10.JPG