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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

21 de Setembro de 1558: Morre Carlos V, Imperador do Sacro Império Romano-Germânico

Monarca da família dos Habsburgos, foi imperador do Sacro Império Romano-Germânico (como Carlos V) e rei de Espanha (como Carlos I). Nasceu em Gand a 24 de Fevereiro de 1500, filho de Filipe, duque da Borgonha, senhor da Flandres e arquiduque da Áustria. Herdou do seu pai os Países Baixos e o Franco Condado. Quando, em 1516, morre Fernando de Aragão, o seu neto Carlos (V) torna-se Carlos I de Espanha. Devido à incapacidade de reinar de Joana, a Louca, sua mãe e filha dos Reis Católicos, Carlos tomou posse de Castela e suas dependências na América, de Aragão, do reino de Napóles e da Sicília, para além de portos-chave no Norte de África (Trípoli, Oran, Bougie)
Em 1519, é eleito Imperador Germânico, ganhando a Francisco I, que chegou a fazer prisioneiro, e a Carlos de Espanha. Teve depois que dominar inúmeras revoltas no interior dos seus vastos Estados (os comunerosem Castela, 1520-22; o povo de Gand, 1539-40; os príncipes alemães protestantes, 1546-1555), para além de estar constantemente em guerra com a França de Francisco I e contra o avanço do Império Otomano.
Devido à dimensões do seu império, Carlos V foi um soberano itinerante: quando abdica, em Bruxelas, em Outubro de 1555, afirma que, no seu reinado, fizera 9 viagens à Alemanha, 16 a Espanha, 4 a França, 2 a África, 2 a Inglaterra, 7 a Itália e 10 aos Países Baixos.Vários foram os seus êxitos maiores para a construção da sua monarquia imperial: vitória de Pavia, em 1525, que lhe rende o Milanês (região de Milão), em detrimento da França; eleição do seu irmão Fernando como rei da Boémia e da Hungria, em 1526 (a quem, aliás, a partir de 1522, cedia o governo dos territórios austríacos e dos legados Habsburgos); conquista de Tunes, em 1535; vitória de Mühlberg, em 1547, que ataca em cheio a liga protestante alemã; por último, a mais importante, a conquista de imensos territórios na América. Aqui, residia a força e o poder universal de Carlos V, baseados não no título imperial, mas no facto de ser senhor efectivo de importantes territórios exteriores ao Império Germânico. Há, no fundo, um império dito de Carlos V, o "Império onde o sol nunca se punha".Na América, base do Siglo de orode Espanha e das riquezas do séc.XVI, Carlos V criou os vice-reinos do México (1535) e de Lima (1542). No seu reinado, os Espanhóis exploram o Panamá (1513) e atingem o Iucatão. Fernão de Magalhães e Del Cano circum-navegam o Mundo. Conquistam o Império Inca a partir de 1524; atingem a Florida (1528), Buenos Aires e o Mississípi (1538). Coronado chega à Califórnia (1539). Em 1545 abrem-se as Minas de Potosí (Bolívia), um dos pilares da economia de Carlos V.
Teve 3 derrotas no seu império: não recuperou a Borgonha à França; não destruiu o Império Otomano; não reconstituiu a unidade católica na Alemanha.Senhor de grande parte da Europa e de quase toda a América, possuidor de intermináveis riquezas, abdicou em 1555 do senhorio da Borgonha para Filipe II (seu filho e de D. Isabel de Portugal, com quem teve também D. Joana, mãe de D. Sebastião) e, em 1556, também lhe a coroa espanhola e suas dependências. No mesmo ano, entregou a Fernando a coroa imperial e retirou-se para o mosteiro jerónimo de Yuste, onde morreu a 21 de Setembro de 1558, depois de ter construído o maior império da Terra.


Carlos V. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)
Retrato de Carlos V, Imperador do Sacro Império Romano Germânico
File:Emperor charles v.png
O Imperador Carlos V por Juan Pantoja de la Cruz, cópia de um retrato de Ticiano
Arquivo: Empire of Charles V.png
Os domínios de Carlos V

segunda-feira, 25 de junho de 2018

25 de Junho de 1530: A Confissão de Augsburgo é apresentada ao Imperador Carlos V

No dia 25 de Junho de 1530, os príncipes que haviam aderido à Reforma foram convidados a explicar-se no Parlamento alemão. Na ocasião, Philipp Melanchton, amigo de Lutero, apresentou a proclamação da fé luterana.

Para melhor compreender a importância da Confissão de Augsburgo, é necessário apresentar a situação histórica no contexto da Reforma da Igreja, impulsionada pelo estudioso Martinho Lutero, da Ordem dos Monges  de Santo Agostinho. Ele  aprofundou a teoria da religião a partir de 1510, quand retornou de uma viagem a Roma, decepcionado com a corrupção que constatara no alto clero.
Aprofundando os seus estudos, concluiu que o homem só se pode salvar pela fé incondicional em Deus, não pelas obras praticadas ou pela indulgência comprada. A fim de arrecadar fundos para financiar a reconstrução da Basílica de São Pedro, o papa Leão X havia permitido o perdão dos pecados a todos que contribuíssem financeiramente para a Igreja.
Escandalizado com essa salvação comprada a dinheiro, Lutero afixou na porta da catedral de Wittenberg, no leste da Alemanha, um manifesto público (as 95 teses), em que protestou contra a atitude do papa e expôs os elementos da sua doutrina. Iniciava-se, desta maneira, uma longa discussão entre Lutero e as autoridades eclesiásticas, culminando com a sua excomunhão pelo papa, em 1520.
No dia 21 de Janeiro de 1530, o imperador Carlos V convocara uma Dieta imperial a reunir-se em Abril seguinte, em Augsburgo, no sul da Alemanha. Para dispor de uma frente unida contra os turcos nas suas operações militares, ele exigiu o fim do conflito entre protestantes e católicos.
Os príncipes e representantes das cidades livres do Império foram convidados a discutir as diferenças religiosas na futura Dieta, na esperança de superá-las e restaurar a unidade. Atendendo ao convite, o príncipe eleitor da Saxónia pediu aos seus teólogos em Wittenberg que preparassem um relato sobre as crenças e práticas nas igrejas da sua terra, que seria apresentado ao imperador.
Sob a coordenação de Philipp Melachton, foram reunidas as doutrinas compiladas nos documentos conhecidos como Artigos de Schwabach, de 1529, e Artigos de Torgau, de Março de 1530.
Lutero, que não estava presente em Augsburgo, foi consultado por correspondência, mas as emendas e revisões continuaram a ser feitas até à véspera da apresentação formal ao imperador, em 25 de Junho de 1530. Assinada por sete príncipes e pelos representantes de duas cidades livres, a Confissão imediatamente foi reconhecida como uma declaração pública de fé.
De acordo com as instruções do imperador, os textos das confissões foram apresentados em alemão e latim. Diante da Dieta foi lido o texto alemão, que é, por isso, tido como mais oficial.
A Confissão representava um esforço para manter a Igreja unida e continha as principais teses da doutrina de Lutero, entre as quais as que dizem respeito à doutrina da justificação, ou da salvação. Mesmo que a Confissão tivesse sido redigida em estilo conciliador, evitando ataques e reivindicações, não foi aceite pela Igreja Católica e a sua divulgação ficou proibida.
A rejeição da Confissão de Augsburgo deu força à separação entre luteranos e católicos. Passaram-se quatro séculos de condenações recíprocas e guerras religiosas. O diálogo, suspenso em 1530, só recomeçou em 1967, após o Concílio Ecuménico Vaticano II.
Philipp Schwarzerd foi o compilador, não somente da Confissão, como também de outro documento muito importante, conhecido como Apologia da Confissão de Augsburgo. Philipp nasceu em Bretten, Baden, em 1497. O seu tio-avô, o famoso humanista Reuchlin, exerceu grande influência sobre ele.
Devido à admiração pelo idioma grego, "helenizou" o sobrenome, adotando o nome de Melanchthon, conforme a tradução de "terra negra" para o grego. Foi grande amigo de Lutero e o seu mais fiel aliado na causa da Reforma. Se, de um lado, Lutero era profundo conhecedor da Palavra de Deus, Melanchthon foi um dos maiores conhecedores das línguas originais nas quais a Palavra de Deus havia sido escrita.

 Fontes: Opera Mundi
 wikipedia (imagens)
A Confissão de Augsburgo é apresentada a Carlos V
Representação da Confissão de Augsburgo na janela de uma Igreja em Speyer na Alemanha

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

21 de Setembro de 1558: Morre Carlos V, Imperador do Sacro Império Romano-Germânico

Monarca da família dos Habsburgos, foi imperador do Sacro Império Romano-Germânico (como Carlos V) e rei de Espanha (como Carlos I). Nasceu em Gand a 24 de Fevereiro de 1500, filho de Filipe, duque da Borgonha, senhor da Flandres e arquiduque da Áustria. Herdou do seu pai os Países Baixos e o Franco Condado. Quando, em 1516, morre Fernando de Aragão, o seu neto Carlos (V) torna-se Carlos I de Espanha. Devido à incapacidade de reinar de Joana, a Louca, sua mãe e filha dos Reis Católicos, Carlos tomou posse de Castela e suas dependências na América, de Aragão, do reino de Napóles e da Sicília, para além de portos-chave no Norte de África (Trípoli, Oran, Bougie)
Em 1519, é eleito Imperador Germânico, ganhando a Francisco I, que chegou a fazer prisioneiro, e a Carlos de Espanha. Teve depois que dominar inúmeras revoltas no interior dos seus vastos Estados (os comunerosem Castela, 1520-22; o povo de Gand, 1539-40; os príncipes alemães protestantes, 1546-1555), para além de estar constantemente em guerra com a França de Francisco I e contra o avanço do Império Otomano.

Devido à dimensões do seu império, Carlos V foi um soberano itinerante: quando abdica, em Bruxelas, em Outubro de 1555, afirma que, no seu reinado, fizera 9 viagens à Alemanha, 16 a Espanha, 4 a França, 2 a África, 2 a Inglaterra, 7 a Itália e 10 aos Países Baixos.Vários foram os seus êxitos maiores para a construção da sua monarquia imperial: vitória de Pavia, em 1525, que lhe rende o Milanês (região de Milão), em detrimento da França; eleição do seu irmão Fernando como rei da Boémia e da Hungria, em 1526 (a quem, aliás, a partir de 1522, cedia o governo dos territórios austríacos e dos legados Habsburgos); conquista de Tunes, em 1535; vitória de Mühlberg, em 1547, que ataca em cheio a liga protestante alemã; por último, a mais importante, a conquista de imensos territórios na América. Aqui, residia a força e o poder universal de Carlos V, baseados não no título imperial, mas no facto de ser senhor efectivo de importantes territórios exteriores ao Império Germânico. Há, no fundo, um império dito de Carlos V, o "Império onde o sol nunca se punha".Na América, base do Siglo de orode Espanha e das riquezas do séc.XVI, Carlos V criou os vice-reinos do México (1535) e de Lima (1542). No seu reinado, os Espanhóis exploram o Panamá (1513) e atingem o Iucatão. Fernão de Magalhães e Del Cano circum-navegam o Mundo. Conquistam o Império Inca a partir de 1524; atingem a Florida (1528), Buenos Aires e o Mississípi (1538). Coronado chega à Califórnia (1539). Em 1545 abrem-se as Minas de Potosí (Bolívia), um dos pilares da economia de Carlos V.

Teve 3 derrotas no seu império: não recuperou a Borgonha à França; não destruiu o Império Otomano; não reconstituiu a unidade católica na Alemanha.Senhor de grande parte da Europa e de quase toda a América, possuidor de intermináveis riquezas, abdicou em 1555 do senhorio da Borgonha para Filipe II (seu filho e de D. Isabel de Portugal, com quem teve também D. Joana, mãe de D. Sebastião) e, em 1556, também lhe a coroa espanhola e suas dependências. No mesmo ano, entregou a Fernando a coroa imperial e retirou-se para o mosteiro jerónimo de Yuste, onde morreu a 21 de Setembro de 1558, depois de ter construído o maior império da Terra.
 

Carlos V. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)
Retrato de Carlos V, Imperador do Sacro Império Romano Germânico
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O Imperador Carlos V por Juan Pantoja de la Cruz, cópia de um retrato de Ticiano
Arquivo: Empire of Charles V.png
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

24 de Fevereiro de 1500: Nasce Carlos V, Imperador do Sacro Império Romano-Germânico

Monarca da família dos Habsburgos, foi imperador do Sacro Império Romano-Germânico (como Carlos V) e rei de Espanha (como Carlos I). Nasceu em Gand a 24 de Fevereiro de 1500, filho de Filipe, duque da Borgonha, senhor da Flandres e arquiduque da Áustria, falecido em 1506. Nesta data, herda os Países Baixos e o Franco Condado. Quando, em 1516, morre Fernando de Aragão, o seu neto Carlos (V) torna-se Carlos I de Espanha. Devido à incapacidade de reinar de Joana, a Louca, sua mãe e filha dos Reis Católicos, Carlos tomou posse de Castela e suas dependências na América, de Aragão, do reino de Napóles e da Sicília, para além de portos-chave no Norte de África (Trípoli, Oran, Bougie).


Em 1519, é eleito Imperador Germânico, ganhando a Francisco I, que chegou a fazer prisioneiro, e a Carlos de Espanha. Teve depois que dominar inúmeras revoltas no interior dos seus vastos Estados (os comunerosem Castela, 1520-22; o povo de Gand, 1539-40; os príncipes alemães protestantes, 1546-1555), para além de estar constantemente em guerra com a França de Francisco I e contra o avanço do Império Otomano.
 
Devido à dimensões do seu império, Carlos V foi um soberano itinerante: quando abdica, em Bruxelas, em Outubro de 1555, afirma que, no seu reinado, fizera 9 viagens à Alemanha, 16 a Espanha, 4 a França, 2 a África, 2 a Inglaterra, 7 a Itália e 10 aos Países Baixos.Vários foram os seus êxitos maiores para a construção da sua monarquia imperial: vitória de Pavia, em 1525, que lhe rende o Milanês (região de Milão), em detrimento da França; eleição do seu irmão Fernando como rei da Boémia e da Hungria, em 1526 (a quem, aliás, a partir de 1522, cedia o governo dos territórios austríacos e dos legados Habsburgos); conquista de Tunes, em 1535; vitória de Mühlberg, em 1547, que ataca em cheio a liga protestante alemã; por último, a mais importante, a conquista de imensos territórios na América. Aqui, residia a força e o poder universal de Carlos V, baseados não no título imperial, mas no facto de ser senhor efectivo de importantes territórios exteriores ao Império Germânico. Há, no fundo, um império dito de Carlos V, o "Império onde o sol nunca se punha".Na América, base do Siglo de orode Espanha e das riquezas do séc.XVI, Carlos V criou os vice-reinos do México (1535) e de Lima (1542). No seu reinado, os Espanhóis exploram o Panamá (1513) e atingem o Iucatão. Fernão de Magalhães e Del Cano circum-navegam o Mundo. Conquistam o Império Inca a partir de 1524; atingem a Florida (1528), Buenos Aires e o Mississípi (1538). Coronado chega à Califórnia (1539). Em 1545 abrem-se as Minas de Potosí (Bolívia), um dos pilares da economia de Carlos V.
 
Teve 3 derrotas no seu império: não recuperou a Borgonha à França; não destruiu o Império Otomano; não reconstituiu a unidade católica na Alemanha.Senhor de grande parte da Europa e de quase toda a América, possuidor de intermináveis riquezas, abdicou em 1555 do senhorio da Borgonha para Filipe II (seu filho e de D. Isabel de Portugal, com quem teve também D. Joana, mãe de D. Sebastião) e, em 1556, também lhe a coroa espanhola e suas dependências. No mesmo ano, entregou a Fernando a coroa imperial e retirou-se para o mosteiro jerónimo de Yuste, onde morreu a 21 de Setembro de 1558, depois de ter construído o maior império da Terra.
 



Carlos V. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)

 
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O Imperador Carlos V por Juan Pantoja de la Cruz, cópia de um retrato de Ticiano
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