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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

27 de Dezembro de 1901: Nasce a actriz alemã Marlene Dietrich

Atriz alemã, nasceu a 27 de dezembro de 1901, em Shöneberg, e morreu a 6 de maio de 1992, em Paris, vítima de insuficiência renal. A aparência sofisticada e a sensualidade lânguida fizeram dela uma das estrelas com mais encanto da história do cinema. De seu nome verdadeiro Maria Magdalena Dietrich, era filha de um severo militar prussiano. Estudou violino e mais tarde interpretação dramática. Depois de ter feito algum teatro amador, fez em 1919 a sua estreia cinematográfica com Im Schatten des Glückes. Gradualmente, tornou-se uma das primeiras figuras do cinema germânico, trabalhando com realizadores consagrados como Rudolf Sieber, G. W. Pabst, Alexander Korda e Josef Von Sternberg. Foi este que, deslumbrado com um espetáculo de Dietrich num cabaret, a convidou para protagonizar Der Blaue Engel (O Anjo Azul, 1930), título que fez de si uma figura mítica e uma vamp do cinema. Os produtores americanos ficaram impressionados com a sua presença na tela e convidaram-na a instalar-se em Hollywood. Aí, o seu primeiro título foi Morocco (Marrocos, 1930), onde fez par romântico com Gary Cooper e que lhe valeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Atriz. Durante a década de 30, foi a atriz mais bem paga de Hollywood, somando um cachet de 200 mil dólares por cada filme em que participava. Desse período, destacam-se Shangai Express (O Expresso de Xangai, 1932), Blonde Venus (Vénus Platinada, 1932), The Scarlet Empress (A Imperatriz Vermelha, 1934) e Destry Rides Again (A Cidade Turbulenta, 1939). Em 1939, obteve a cidadania norte-americana, algo que enfureceu Adolf Hitler. Os jornais do seu país natal, controlados pelo aparelho nazi, apelidavam-na de antigermânica. Durante a guerra, a atriz gastou largas somas para custear a vinda de amigos alemães para os Estados Unidos. Após a guerra, participou em filmes franceses e ingleses. Foi dirigida por Alfred Hitchcock em Stage Fright (Pavor nos Bastidores, 1950), por Billy Wilder em Witness For the Prosecution (Testemunha de Acusação, 1957) e por Orson Welles em Touch of Evil (A Sede do Mal, 1958). Em 1960, voltou ao seu país natal onde fez uma digressão musical. Se em Berlim foi aclamada triunfalmente, em Munique foi alvo de numerosos insultos. Regressou a Hollywood para filmar uma participação secundária em Judgement at Nuremberg (O Julgamento de Nuremberga, 1961), onde interpretou Madame Bertholt, viúva de um oficial nazi. Decidiu então dedicar-se a uma carreira de espetáculos musicais, percorrendo os principais cabarets americanos e europeus. Começou então a perder a batalha contra o alcoolismo e em 1968, no decurso de um concerto em que se apresentou visivelmente embriagada, caiu do palco, sofrendo fratura exposta das pernas. Decidiu então instalar-se em Paris, vivendo num estado de semi-reclusão que interromperia em 1979, quando voltou ao mundo do cinema para filmar uma participação no filme Just a Gigolo (A História de um Gigolo), ao lado de David Bowie. 
Marlene Dietrich. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (imagens)

File:Marlene Dietrich in No Highway (1951) (Cropped).png
Marlene Dietrich, 1951
File:Marlene Dietrich in Shanghai Express (1932) by Don English.png


 Marlene Dietrich em Shanghai Express (1932)






terça-feira, 25 de dezembro de 2018

25 de Dezembro de 1977: Morre o actor e realizador Charlie Chaplin

Realizador, actor e compositor inglês nascido a 16 de Abril de 1889, em Londres, e falecido a 25 de Dezembro de 1977, em Vevey, na Suíça. Filho de artistas do vaudeville, viveu uma infância humilde, marcada pelo abandono do lar por parte do pai alcoólico. Aos 5 anos, participava em espetáculos, cantando e dançando nas ruas da capital inglesa ao lado do seu irmão Sydney. Depois duma breve passagem por um orfanato, junta-se a uma companhia infantil de teatro. Mais tarde, por influência de seu irmão Sidney, é contratado pela Companhia Teatral de Fred Karno, onde permaneceu até 1912, alcançando algum prestígio a nível interno. Em 1912, durante uma digressão aos Estados Unidos, onde atuou ao lado de Stan Laurel, chamou a atenção do produtor cinematográfico Mack Sennett, patrão do Keystone Studios. Após uma difícil negociação, estrear-se-ia- em 1914 com uma prestação secundária em Making a Living (1914). Neste mesmo ano, participou em 35 filmes da Keystone e cada participação fez crescer a sua cotação como atcor. Em Mabel's Strange Predicament (A Estranha Aventura de Mabel, 1914), desempenhou pela primeira vez a personagem que o imortalizaria aos olhos de milhões de cinéfilos: Charlot, o vagabundo com o chapéu de coco, calças largas e bengala em constante movimento que numa sucessão de gags cómicos procura libertar-se de forma pouco ortodoxa de inúmeras situações desfavoráveis, ora pontapeando agentes da lei, ora cortejando belas mulheres. O facto de os espectadores se identificarem com as peripécias de Charlot ajudou ao retumbante êxito da personagem que surgiria novamente em The Masquerader (Charlot Faz de Vedeta, 1914), Laughing Gas (Charlot Dentista, 1914),The Rounders (Que Noite!, 1914) e Mabel's Busy Day (Charlot e as Salsichas, 1914). Começou também a dirigir as suas próprias curtas-metragens, iniciando essa nova faceta com Making a Living (1914). Após mais um sucesso com The Tramp (Charlot Vagabundo, 1915), Chaplin recebeu um contrato milionário da First National Studios com uma cláusula irrecusável: a de manter o controlo absoluto da criação artística dos filmes que interpretava e dirigia. Dando asas a toda a sua imaginação e talento, somou êxitos em cadeia, dos quais se destacou o célebre The Kid (O Garoto de Charlot, 1921). No início dos loucos anos 20, era o comediante mais bem pago de Hollywood, facto que o levou a enveredar por uma nova aventura: juntamente com o realizador D.W.Griffith e os atores Douglas Fairbanks e Mary Pickford, fundou a United Artists que em breve se tornou numa das produtoras de maior sucesso do Mundo. Nesta tripla faceta de ator-realizador-produtor, continuou a maravilhar os espectadores, imortalizando cenas clássicas como a de comer atacadores dos sapatos cozidos, em Gold Rush (A Quimera do Ouro, 1925). Em 1928, ainda a Academia dava os seus primeiros passos, Chaplin recebia nomeações para 2 Óscares como Ator e Realizador em The Circus (O Circo, 1928). O seu último filme mudo foi o inesquecível Modern Times (Tempos Modernos, 1936) onde caricaturizou de forma genial o sistema industrial. No seu filme seguinte, fez uma brilhante sátira a Adolf Hitler e ao regime nazi em The Great Dictator (O Grande Ditador, 1940), mas o filme não caiu bem entre a sociedade conservadora norte-americana, encabeçada pelo magnata da imprensa William Randolph Hearst que procurou ridicularizar a película. No entanto, a sua interpretação de Adenoid Hinkel, Ditador da Tomânia, permitiu a Chaplin ser nomeado para o Óscar de Melhor Ator. A partir daí, a carreira de Chaplin começou a ressentir-se duma constante publicidade negativa, devido a divórcios litigiosos, acusações de adultério e vários processos de paternidade. Para agravar a situação, veio o estrondoso falhanço comercial de Monsieur Verdoux (O Barba Azul, 1947), uma comédia negra demasiado avançada para a época sobre um homem que se casa constantemente, assassinando em seguida as suas esposas para beneficiar das respetivas heranças. Em 1952, o senador McCarthy acusou-o de simpatias comunistas e recusou-lhe o visto de entrada nos EUA, obrigando Chaplin a refugiar-se na Suíça. Foi na Europa que Chaplin promoveu o seu filme seguinte, o brilhante drama Limelight (Luzes da Ribalta, 1952) sobre um palhaço decadente que se apaixona por uma jovem bailarina. Neste filme, salientou-se a magistral banda sonora (da autoria de Chaplin que lhe valeu um Óscar em 1972, ano em que o filme foi lançado comercialmente em Hollywood), o sketch cómico-musical com Buster Keaton e uma breve aparição de Geraldine Chaplin, sua filha e que viria também a tornar-se atriz de créditos firmados. Chaplin ainda realizaria mais dois filmes: A King in New York (Um Rei em Nova Iorque, 1957), que passou quase despercebido, e A Countess From Hong-Kong (A Condessa de Hong-Kong, 1967), uma comédia romântica que, apesar de protagonizada por Marlon Brando e Sophia Loren, foi um fiasco de bilheteira. Em 1972, aos 83 anos, recebeu finalmente permissão para entrar nos Estados Unidos e foi aplaudido entusiasticamente de durante dez minutos por uma plateia em êxtase quando recebeu um Óscar Honorário pelo seu contributo à arte cinematográfica.
Charles Chaplin. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.
wikipedia (Imagem)

 Ficheiro:Charlie Chaplin.jpg




sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

21 de Dezembro de 1925: Estreia de "O Couraçado Potemkin" em Moscovo

O júri internacional de cinema da Exposição Mundial de Bruxelas, em 1958, considerou -o unanimemente "o melhor filme de todos os tempos". No entanto, O Couraçado Potemkin fez pouco sucesso, quando estreou no Teatro Bolshoi de Moscovo, em 21 de Dezembro de 1925.
Encomendado pelo Estado soviético, o filme de Serguei Mikhailovich Eisenstein (1898–1948) celebrava oficialmente os 20 anos da revolução de 1905, que tinha instaurado a democracia popular no país dos czares.
Eisenstein, que actuou primeiro durante alguns anos no teatro, como cenógrafo e figurinista, compartilhava as ideias da vanguarda russa, que rejeitava a concepção artística da burguesia e pretendia intervir no quotidiano através de uma nova arte. O cinema, com as suas novas possibilidades de montagem, pareceu-lhe então o campo de acção ideal.
O sucesso da  sua  primeira longa-metragem, A Greve (1924), levou o governo soviético a contratá-lo para escrever o guião e realizar o filme que comemoraria o jubileu da revolução de 1905.
Durante as filmagens em Odessa, o realizador acabou por descartar as cenas já rodadas e reformulou completamente o guião. A revolta dos marinheiros do navio de guerra Potemkin, da frota russa no Mar Negro, deveria ser apenas um episódio, mas tornou-se tema da película, simbolizando o levantamento popular contra o regime czarista.
Eisenstein não quis, contudo, fazer uma crónica dos acontecimentos históricos, apostando antes na enorme força sugestiva que as imagens adquiriram graças à sua inovadora técnica de montagem.
As sequências mais marcantes do filme tornaram-se verdadeiramente antológicas, como a do avanço dos soldados em passos marciais contra a população e a do carrinho de bebe descendo pelos degraus da escadaria de Odessa.
Na União Soviética, o filme só cativou as massas depois de começaram a chegar as notícias do sucesso, mas também das proibições e das intervenções da censura na Europa e nos Estados Unidos.
Fontes: DW
wikipedia (imagens)



Vintage Potemkin.jpg

Cartazes do Filme




segunda-feira, 5 de novembro de 2018

05 de Novembro: Dia Mundial do Cinema

Cinema Paraíso, de Giuseppe Tornatore

O realizador Salvatore é um realizador de sucesso em Roma, e numa noite recebe a notícia que o seu amigo Alfredo morreu. É nesta altura que Salvatore se relembra de tudo o que pensava que podia ter esquecido. Relembra os seus tempos de infância, vividos numa cidade pequena da Sícilia (Giancaldo), assombrada pela pós-guerra e pela imagem do pai que nunca voltou da guerra. Estes eram tempos difíceis, reinavam a fome, a pobreza, a censura e o cinema era o espaço onde as populações podiam sonhar e por breves momentos serem felizes. As cenas passadas nos cinemas retratam as situações mais caricatas: o início dos namoros, as partidas das crianças, a corrida destas mesmas para a primeira fila frente ao ecrã, negócios obscuros, inclusive cenas de sexo.
Salvatore relembra-se enquanto Toto e o seu amigo Alfredo, o projeccionista da sua cidade que lhe mostrou os segredos do cinema e das projecções e assim estimulou-lhe a grande paixão pelo cinema.
O filme retrata o amor nas suas diversas frentes: o amor de mãe versus mulher, amor de adolescente (contrariado neste caso, uma vez que o pai de Elena não gostava de Salvatore por este ser pobre), o amor sob forma de amizade, e o amor pelo cinema. É também devido a esses “duros” amores que se fazem escolhas, sacrifícios, sofrem-se consequências e muitas vezes obrigam-nos a fugir dessas realidades para criarmos em nosso torno uma redoma de vidro aparentemente intocável. Mas na noite em que Salvatore recebeu a triste noticia, percebeu que não podia fugir do passado, pois querendo ele ou não ele existia, e por isso mesmo tinha que o enfrentar. Assim passados muitos anos de ter “fugido” da sua terra natal, Salvatore volta à sua terra para o funeral do seu amigo e reencontra os rostos envelhecidos daqueles que o acompanharam durante a sua infância, e então sente-se de novo em casa.
Antes de partir, Alberto deixou um presente a Salvatore. Uma fita. Salvatore só a viu quando regressou a Roma. É então que se emociona quando se depara que aquela fita era aquilo que sempre sonhara: o conjunto das cenas cortadas dos filmes, à causa da censura. Essas cenas não são mais do que os beijos mais famosos do cinema, majestosamente montados numa sequência extremamente emocionante e inesquecível.
Fontes: Cinema Paraíso. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.
Cinema7:Cinema Paraíso
Imbd