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sexta-feira, 13 de julho de 2018

13 de Julho de1954: Morre a pintora mexicana Frida Kahlo

No dia 13 de Julho de 1954, já abatida devido a uma broncopneumonia, morre a grande pintora mexicana, Frida Kahlo.
Ela nasceu no bairro Coyoacán, na Cidade do México, em 6 de Julho de 1907. Em 1913 é-lhe diagnosticada poliomielite, doença que acabou por causar sequelas na sua perna direita. Inicia os estudos na Escola Nacional em 1922, onde teve a oportunidade de observar Diego Rivera pintar o mural A Criação. Nessa mesma época, recebe aulas de gravação do mestre Fernando Fernández.
Em 17 de Setembro de 1926, sofre um terrível acidente enquanto viajava num autocarro. O resultado foi a ruptura da coluna em três lugares, assim como da clavícula, de três costelas, da perna e do pé direito. Ficou impedida para sempre de ter filhos. O acidente marcaria toda a sua vida. O manancial de horrores físicos deu origem às tragédias traduzidas na sua obra artística.
Durante a convalescença, começa a pintar os primeiros quadros. São retratos escuros, de formas rígidas e convencionais. Com Rivera, aprimoraria a técnica pictórica. Reencontra-se com Rivera quando ele regressa da União Soviética, em 1927, e pinta os frescos da Secretaria de Educação. O pintor mostra interesse pela artista e sua obra. Dois anos depois casam-se. Ela tinha 22 anos e ele 43.
O casal viaja para os Estados Unidos, instalando-se finalmente em Nova Iorque. Nesta cidade, Kahlo pinta My dress hanging there, quadro que prenuncia a sua obra contundente, repleta de símbolos. A influência da estética popular e religiosa mexicana marcaria a sua obra.
Em 1934, regressam ao México e instalam-se no atelier da rua Altavista, em San Ángel. Sofre um aborto e é operada ao pé direito. O processo de desfiguração do seu corpo é constante e isto reflecte-se nos seus trabalhos. Rivera tem um romance com a sua irmã, Cristina, facto que a leva a uma profunda depressão. Separa-se de Rivera e viaja para Nova Iorque.
Frida regressaria ao México apenas em 1937, época na qual Leon Trotsky e a sua esposa, Natália, chegam ao país. Frida vai sozinha recebê-los no porto de Tampico. Instalam-se na sua casa de Coyoacán. É um ano dos mais prolíficos de Kahlo, quando produz  Minha irmã e euO defunto DimasMeus avósMeus pais …
André Breton chega ao México em 1938, trazendo consigo uma visão predisposta a encontrar o surrealismo de Frida. Mas essa etiqueta na obra de Kahlo foi um equívoco ao qual ela respondeu: “Pensaram que eu era surrealista. Nunca pintei os meus sonhos, apenas pintei a minha própria realidade”.
Organiza uma primeira exposição individual na Julien Levy Gallery, em Nova Iorque. Vive um romance com o fotógrafo Nicholas Murray. Vai a Paris para visitar a exposição sobre o México, que Breton organiza com obras pré-hispânicas e 18 quadros da própria Frida.
Em 1940, participa na Exposição Internacional do Surrealismo na Galeria de Arte Mexicana com as telas As Duas Fridas e A Mesa Ferida. Em 21 de Agosto desse ano, Trotsky é assassinado. A sua admiração pelo líder russo levou-a a ter um romance com ele.
Participa em São Francisco na Exibição Internacional Golden Gate e, em Nova Iorque, na exposição Vinte Séculos de Arte Mexicana.
No final do ano, volta a unir-se a Diego Rivera. Regressam ao México em 1941. É nomeada professora da Escola de Pintura e Escultura La Esmeralda em 1943. De 1944 a 1949, participa em diversas exposições nacionais e internacionais. Em 1950, fica internada durante nove meses devido a uma complicação do procedimento de enxerto de um osso na coluna vertebral. Ali mesmo pinta A Minha Família, obra que deixa inconcluída…
Em 1953, organiza uma ampla exposição individual no México, na Galeria de Arte Contemporânea. É internada para a amputação da perna direita devido a um quadro de gangrena. Expõe na British Art Council. Frida acabaria por falecer no dia 13 de Julho de 1954. Criadora da sua própria personagem, tema da sua própria obra, é considerada uma das artistas fundamentais da arte mexicana e mundial.

 Fontes: Opera Mundi
 Estórias da História
http://www.collectorsweekly.com/
 wikipedia (imagens)


Top: Frida Kahlo wearing a signature colorful look. Photo by Nickolas Murray. Above: Frida displays the three elements of Tehuana dress—the floral headpiece, square-cut blouse, and long skirt.

Frida Kahlo em 1932

sexta-feira, 6 de julho de 2018

06 de Julho de 1907: Nasce a pintora mexicana Frida Kahlo

Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon foi uma das personagens mais marcantes da história do México. Patriota declarada, comunista e revolucionária Frida Kahlo, como ficou conhecida, teve uma vida de superações e sofrimentos que reflectidos na sua obra  tornaram-na uma das maiores pintoras do século XX.
Nascida a 6 de Julho de 1907 em Coyoacan, México, filha de um fotógrafo judeu-alemão Guillermo Kahlo e de Matilde Calderon y Gonzales, Frida sempre foi apaixonada pela cultura do seu país e adorava tudo que remetesse às tradições mexicanas. Facto que ela  fazia sempre questão de demonstrar na sua maneira de vestir e no seu trabalho ao incluir elementos da cultura popular.
A  vida de Frida está envolta em tragédia, a primeira acontece quando tinha seis anos e uma poliomelite  deixou-a de cama durante vários dias. Como sequela, Frida fica com um dos pés atrofiado e uma perna mais fina que a outra. Mas o facto trágico que mudaria a sua vida para sempre aconteceu quando ela tinha dezoito anos.
Frida na época estudava medicina na primeira turma feminina da escola Preparatória Nacional. Então, no dia 17 de Setembro de 1925,  de regresso a casa, ela e seu noivo Alejandro Goméz Arias, sofreram um grave acidente de autocarro que a deixou perto da morte. Trespassada por uma barra de ferro pelo abdómen e sofrendo múltiplas fracturas, inclusive na coluna vertebral, Frida levou vários meses para recuperar. Ao todo foram necessárias 35 cirurgias e mesmo depois da recuperação ela teria complicações por causa do acidente para o resto da sua vida.
Foi durante o período em que esteve a recuperar-se que surgiu a pintora.  A mãe de Frida colocou um espelho sobre a cama e um cavalete adaptado para que ela pudesse pintar deitada e Frida fez o seu primeiro auto-retrato dedicado a Alejandro que a havia abandonado: “Auto-retrato com vestido de Terciopelo”. Sobre a sua obstinação em pintar auto-retratos, 55 ao todo, que representam um terço de toda sua obra ela justificava dizendo: “Pinto a mim mesma porque estou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor”.
Dois anos depois do acidente Frida leva três dos seus quadros a Diego Rivera, um famoso pintor da época que  conhecera quando frequentava a Escola Preparatória Nacional em 1922, para que os analisasse. Esse encontro resultou no amor de ambos e na revelação de uma grande artista.
Em 21 de Agosto de 1929 eles casam-se, Frida então com 22 anos e Rivera com 43, dando início a um relacionamento dos mais extravagantes da história da arte. Em 1930 Frida engravida e sofre o primeiro aborto ficando muito abalada pela impossibilidade de levar adiante uma gravidez devido ao seu estado de saúde delicado. 
No mesmo ano, tendo já recuperado a mobilidade, porém com limitações e tendo que usar frequentemente um colete de gesso, Frida acompanha Diego nas suas viagens aos EUA revelando o seu talento ao mundo e encantando a todos com a sua forma de ser irreverente e única.
Em 1932 ela sofre o segundo aborto sendo hospitalizada em Detroit (EUA), e a sua mãe morre de  no dia 15 de Setembro do mesmo ano. Em 1934 o casal está de volta ao México, mas Frida sofre novo aborto e tem os dedos do pé direito amputados. O relacionamento com Rivera piora e ele começa a traí-la com a sua irmã mais nova Cristina. No ano seguinte Frida e Rivera separam-se e Frida conhece o escultor Isamu Noguchi com quem tem um caso, mas  ela e Rivera acabam por reconciliar-se e voltam a morar juntos no México.
Em 1936 novas cirurgias no pé além de persistentes dores de coluna, um problema de úlcera, anorexia e ansiedade. Em 1937, Frida conhece Leon Trotski que se refugia na sua casa em Coyoacan junto com a esposa Natalia Sedova. Trotsky foi o seu mais famoso caso de amor.
Em 1938, Fria Kahlo conhece André Breton, escritor, poeta e famoso teórico do surrealismo, que se encanta pela sua obra e lhe apresenta Julian Levy, coleccionador e dono de uma galeria em Nova Iorque, responsável por organizar a primeira exposição individual de Frida, realizada em 1939.
A exposição foi um sucesso absoluto e posteriormente ela realizou exposições em Paris onde conheceu grandes artistas como Pablo Picasso, Kandinsky, Marcel Duchamp, Paul Eluard e Max Ernst. Frida foi a primeira pintora mexicana a ter um de seus quadros expostos no Museu do Louvre, mas foi apenas em 1953, um ano antes da sua morte, que ela consegue realizar uma exposição das suas obras na Cidade do México.
Ainda em 1939 Frida e Diego separam-se novamente, desta vez oficialmente, mas voltam a  casar-se a 8 de Dezembro do ano seguinte.
Em 1942 ela começa a escrever o seu famoso diário onde descreve sobre todas as suas dores e pensamentos num emaranhado de textos propositadamente sobrepostos, cheio de ilustrações e cores.
De 1942 a 1950 Frida é eleita membro do Seminário de Cultura do México, passa a dar aulas na escola de arte “La Esmeralda”, mas a sua saúde cada vez pior  obriga-a a leccionar em casa. Com o quadro “Moisés”, Frida ganha o Prémio Nacional de Pintura concedido pelo Ministério da Cultura do México. Nesse período também é obrigada a fazer mais de seis cirurgias e usar um colete de ferro que quase a impede de respirar permanecendo longos períodos no hospital e tendo de usar uma cadeira de rodas.
Na noite de 13 de Julho de 1954 Frida Kahlo é encontrada morta na sua cama. A versão oficial divulgou que ela teve morte por embolia pulmonar, mas as suas últimas palavras no seu diário foram: “Espero a partida com alegria…e espero nunca mais voltar…Frida.”

Fontes: Infoescola
www.museofridakahlo.
           Infopédia
wikipedia (Imagens)


Arquivo: Frida Kahlo Diego Rivera 1932.jpg
Frida Kahlo e Diego Rivera
Arquivo: Frida Kahlo (auto-retrato) jpg.

Auto Retrato - Frida Kahlo



quinta-feira, 6 de julho de 2017

06 de Julho de 1907: Nasce a pintora mexicana Frida Kahlo

Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon foi uma das personagens mais marcantes da história do México. Patriota declarada, comunista e revolucionária Frida Kahlo, como ficou conhecida, teve uma vida de superações e sofrimentos que reflectidos na sua obra  tornaram-na uma das maiores pintoras do século XX.
Nascida a 6 de Julho de 1907 em Coyoacan, México, filha de um fotógrafo judeu-alemão Guillermo Kahlo e de Matilde Calderon y Gonzales, Frida sempre foi apaixonada pela cultura do seu país e adorava tudo que remetesse às tradições mexicanas. Facto que ela  fazia sempre questão de demonstrar na sua maneira de vestir e no seu trabalho ao incluir elementos da cultura popular.
A  vida de Frida está envolta em tragédia, a primeira acontece quando tinha seis anos e uma poliomelite  deixou-a de cama durante vários dias. Como sequela, Frida fica com um dos pés atrofiado e uma perna mais fina que a outra. Mas o facto trágico que mudaria a sua vida para sempre aconteceu quando ela tinha dezoito anos.
Frida na época estudava medicina na primeira turma feminina da escola Preparatória Nacional. Então, no dia 17 de Setembro de 1925,  de regresso a casa, ela e seu noivo Alejandro Goméz Arias, sofreram um grave acidente de autocarro que a deixou perto da morte. Trespassada por uma barra de ferro pelo abdómen e sofrendo múltiplas fracturas, inclusive na coluna vertebral, Frida levou vários meses para recuperar. Ao todo foram necessárias 35 cirurgias e mesmo depois da recuperação ela teria complicações por causa do acidente para o resto da sua vida.
Foi durante o período em que esteve a recuperar-se que surgiu a pintora.  A mãe de Frida colocou um espelho sobre a cama e um cavalete adaptado para que ela pudesse pintar deitada e Frida fez o seu primeiro auto-retrato dedicado a Alejandro que a havia abandonado: “Auto-retrato com vestido de Terciopelo”. Sobre a sua obstinação em pintar auto-retratos, 55 ao todo, que representam um terço de toda sua obra ela justificava dizendo: “Pinto a mim mesma porque estou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor”.
Dois anos depois do acidente Frida leva três dos seus quadros a Diego Rivera, um famoso pintor da época que  conhecera quando frequentava a Escola Preparatória Nacional em 1922, para que os analisasse. Esse encontro resultou no amor de ambos e na revelação de uma grande artista.
Em 21 de Agosto de 1929 eles casam-se, Frida então com 22 anos e Rivera com 43, dando início a um relacionamento dos mais extravagantes da história da arte. Em 1930 Frida engravida e sofre o primeiro aborto ficando muito abalada pela impossibilidade de levar adiante uma gravidez devido ao seu estado de saúde delicado. 
No mesmo ano, tendo já recuperado a mobilidade, porém com limitações e tendo que usar frequentemente um colete de gesso, Frida acompanha Diego nas suas viagens aos EUA revelando o seu talento ao mundo e encantando a todos com a sua forma de ser irreverente e única.
Em 1932 ela sofre o segundo aborto sendo hospitalizada em Detroit (EUA), e a sua mãe morre de  no dia 15 de Setembro do mesmo ano. Em 1934 o casal está de volta ao México, mas Frida sofre novo aborto e tem os dedos do pé direito amputados. O relacionamento com Rivera piora e ele começa a traí-la com a sua irmã mais nova Cristina. No ano seguinte Frida e Rivera separam-se e Frida conhece o escultor Isamu Noguchi com quem tem um caso, mas  ela e Rivera acabam por reconciliar-se e voltam a morar juntos no México.
Em 1936 novas cirurgias no pé além de persistentes dores de coluna, um problema de úlcera, anorexia e ansiedade. Em 1937, Frida conhece Leon Trotski que se refugia na sua casa em Coyoacan junto com a esposa Natalia Sedova. Trotsky foi o seu mais famoso caso de amor.
Em 1938, Fria Kahlo conhece André Breton, escritor, poeta e famoso teórico do surrealismo, que se encanta pela sua obra e lhe apresenta Julian Levy, coleccionador e dono de uma galeria em Nova Iorque, responsável por organizar a primeira exposição individual de Frida, realizada em 1939.
A exposição foi um sucesso absoluto e posteriormente ela realizou exposições em Paris onde conheceu grandes artistas como Pablo Picasso, Kandinsky, Marcel Duchamp, Paul Eluard e Max Ernst. Frida foi a primeira pintora mexicana a ter um de seus quadros expostos no Museu do Louvre, mas foi apenas em 1953, um ano antes da sua morte, que ela consegue realizar uma exposição das suas obras na Cidade do México.
Ainda em 1939 Frida e Diego separam-se novamente, desta vez oficialmente, mas voltam a  casar-se a 8 de Dezembro do ano seguinte.
Em 1942 ela começa a escrever o seu famoso diário onde descreve sobre todas as suas dores e pensamentos num emaranhado de textos propositadamente sobrepostos, cheio de ilustrações e cores.
De 1942 a 1950 Frida é eleita membro do Seminário de Cultura do México, passa a dar aulas na escola de arte “La Esmeralda”, mas a sua saúde cada vez pior  obriga-a a leccionar em casa. Com o quadro “Moisés”, Frida ganha o Prémio Nacional de Pintura concedido pelo Ministério da Cultura do México. Nesse período também é obrigada a fazer mais de seis cirurgias e usar um colete de ferro que quase a impede de respirar permanecendo longos períodos no hospital e tendo de usar uma cadeira de rodas.
Na noite de 13 de Julho de 1954 Frida Kahlo é encontrada morta na sua cama. A versão oficial divulgou que ela teve morte por embolia pulmonar, mas as suas últimas palavras no seu diário foram: “Espero a partida com alegria…e espero nunca mais voltar…Frida.”

Fontes: Infoescola
www.museofridakahlo.
           Infopédia
wikipedia (Imagens)


Arquivo: Frida Kahlo Diego Rivera 1932.jpg
Frida Kahlo e Diego Rivera
Arquivo: Frida Kahlo (auto-retrato) jpg.

Auto Retrato - Frida Kahlo



quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

08 de Dezembro de 1886: Nasce Diego Rivera, consagrado artista plástico mexicano

Diego Rivera foi um artista mexicano, criador de diversos murais espalhados por cidades do México e dos Estados Unidos.
Na verdade, o seu nome completo era Diego María de la Concepción Juan Nepomuceno Estanislao de la Rivera y Barrientos Acosta y Rodríguez. Facilitando a vida de jornalistas e do público, decidiu adoptar apenas Diego Rivera.
Nascido em 8 de Dezembro de 1886 em Guanajuato,  começou a partir de 1896 a fazer aulas na Academia de São Carlos, desobedecendo aos desejos do seu pai que queria vê-lo na carreira militar. No começo do século, recebeu bolsas de estudo para viajar até Espanha e conhecer obras de Goya, El Greco, Brueghel e ingressar no ateliê de Eduardo Chicharro, um dos mais importantes retratistas espanhóis.
Ao contrário de outros grandes artistas gráficos como José Clemente Orozco, artista filiado no Exército Constitucionalista, e de David Alfaro Siqueiros, alto oficial, Diego Rivera não teve participação directa no conflito político e militar da Revolução Mexicana de 1910. Em 1916, depois de passar por diversos países da América do Sul, fixa-se em Paris, onde mantém contacto com artistas como Picasso, Ochoa e Inclán, aderindo então ao cubismo. Em 1917, influenciado por Paul Cezanne, aproxima-se do pós-impressionismo, conseguindo chamar a atenção pelas suas telas de cores vivas.
Em 1920 empreende uma viagem à Itália onde aprofunda o estudo da arte renascentista. Quando toma conhecimento de que José Vasconcelos fora designado ministro da Educação do México, regressa ao seu país e participa em iniciativas artísticas ao lado de Orozco, Siqueiros e Tamayo.
Em 1927, Rivera é convidado para as cerimónias dos 10 anos da Revolução Bolchevique em Moscovo. Casa-se com a pintora Frida Kahlo em 1929, ano em que é expulso do Partido Comunista. Em 1930 é convidado para a realização de diversas obras nos Estados Unidos, onde a sua temática comunista desataria contradições, críticas e atritos com proprietários, governo e imprensa locais.
Em 1933 ocorre um dos episódios mais controversos da sua vida. O magnata John Rockefeller contrata Rivera para pintar um mural na entrada do edifício RCA em Nova Iorque. Era o principal edifício do Rockefeller Center. Situado na 5ª Avenida era um marco emblemático do capitalismo.
Rivera desenhou então o mural sob o tema O Homem na Encruzilhada de Caminhos ou o Homem Controlador do Universo. Estando para completá-lo, resolveu incluir um retrato de Lenine. A reação da imprensa foi imediata e virulenta. Rockefeller considerou o retrato como insulto pessoal, mandou cobrir o mural e ordenou que fosse destruído. De volta ao México em 1934, pintou o mesmo mural no 3º andar do Palácio de Belas Artes.
Em 1936 solicita ao presidente Lázaro Cárdenas asilo político a Leon Trotsky, o que se concretiza no ano seguinte, sendo recebido na Casa Azul de Frida Kahlo. Em 1940, já divorciado de Kahlo e afastado do dissidente soviético, volta a casar-se com ela.
Em 1946 pintou uma das suas obras mais importantes Sonho de uma Tarde Dominical na Alameda Central no Hotel do Prado. Integra com Orozco e Siqueiros a comissão de Pintura Mural do Instituto Nacional de Belas Artes.
Em 1950 ilustrou o livro Canto Geral de Pablo Neruda. Em 1952 realizou o mural A Universidade, a Família Mexicana, a Paz e a Juventude Esportista no Estádio Olímpico Universitário na Cidade do México.
Em 1953, Rivera cria uma obra-prima que se encontra no Teatro dos Insurgentes, Cidade do México. Tal obra tem um elevado significado pois cada imagem representa parte da história do México. O mural é feito de pequenos azulejos de vidro. A colocação esteve a cargo do mestre Luigi Scodeller.
Há uma cena em que aparece o popular comediante Cantinflas a receber dinheiro dos grupos abastadas da sociedade mexicana representada por capitalistas, militares, um clérigo e uma cortesã. Os pobres encontram-se do lado esquerdo representando os grupos exploradas. Atrás de todo o cenário vislumbra-se a antiga Basílica de Guadalupe.
Em Junho de 1954, morre Frida Kahlo e no ano seguinte casa-se com Emma Hurtado. Viaja para a União Soviética para uma intervenção cirúrgica. Falece em 24 de Novembro de 1957 em sua casa, actualmente conhecida como Museu Casa Estúdio Diego Rivera e Frida Kahlo. Os seus restos mortais foram colocados na Rotunda das Pessoas Ilustres, contrariamente à sua última vontade.

 Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Diego Rivera (fotografia de Carl van Vechten, 1932)

Frida Kahlo e Diego Rivera em 1932, foto de Carl Van Vechten
Detroit Industry, Mural Norte, 1932–33. Detroit Institute of Arts.
Mural  de Tlatelolco, Palacio Nacional, México

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

08 de Dezembro de 1886: Nasce Diego Rivera, consagrado artista plástico mexicano



Diego Rivera foi um artista mexicano, criador de diversos murais espalhados por cidades do México e dos Estados Unidos.
Na verdade, o seu nome completo era Diego María de la Concepción Juan Nepomuceno Estanislao de la Rivera y Barrientos Acosta y Rodríguez. Facilitando a vida de jornalistas e do público, decidiu adoptar apenas Diego Rivera.
Nascido em 8 de Dezembro de 1886 em Guanajuato,  começou a partir de 1896 a fazer aulas na Academia de São Carlos, desobedecendo aos desejos do seu pai que queria vê-lo na carreira militar. No começo do século, recebeu bolsas de estudo para viajar até Espanha e conhecer obras de Goya, El Greco, Brueghel e ingressar no ateliê de Eduardo Chicharro, um dos mais importantes retratistas espanhóis.
Ao contrário de outros grandes artistas gráficos como José Clemente Orozco, artista filiado no Exército Constitucionalista, e de David Alfaro Siqueiros, alto oficial, Diego Rivera não teve participação directa no conflito político e militar da Revolução Mexicana de 1910. Em 1916, depois de passar por diversos países da América do Sul, fixa-se em Paris, onde mantém contacto com artistas como Picasso, Ochoa e Inclán, aderindo então ao cubismo. Em 1917, influenciado por Paul Cezanne, aproxima-se do pós-impressionismo, conseguindo chamar a atenção pelas suas telas de cores vivas.
Em 1920 empreende uma viagem à Itália onde aprofunda o estudo da arte renascentista. Quando toma conhecimento de que José Vasconcelos fora designado ministro da Educação do México, regressa ao seu país e participa em iniciativas artísticas ao lado de Orozco, Siqueiros e Tamayo.
Em 1927, Rivera é convidado para as cerimónias dos 10 anos da Revolução Bolchevique em Moscovo. Casa-se com a pintora Frida Kahlo em 1929, ano em que é expulso do Partido Comunista. Em 1930 é convidado para a realização de diversas obras nos Estados Unidos, onde a sua temática comunista desataria contradições, críticas e atritos com proprietários, governo e imprensa locais.
Em 1933 ocorre um dos episódios mais controversos da sua vida. O magnata John Rockefeller contrata Rivera para pintar um mural na entrada do edifício RCA em Nova Iorque. Era o principal edifício do Rockefeller Center. Situado na 5ª Avenida era um marco emblemático do capitalismo.
Rivera desenhou então o mural sob o tema O Homem na Encruzilhada de Caminhos ou o Homem Controlador do Universo. Estando para completá-lo, resolveu incluir um retrato de Lenine. A reação da imprensa foi imediata e virulenta. Rockefeller considerou o retrato como insulto pessoal, mandou cobrir o mural e ordenou que fosse destruído. De volta ao México em 1934, pintou o mesmo mural no 3º andar do Palácio de Belas Artes.
Em 1936 solicita ao presidente Lázaro Cárdenas asilo político a Leon Trotsky, o que se concretiza no ano seguinte, sendo recebido na Casa Azul de Frida Kahlo. Em 1940, já divorciado de Kahlo e afastado do dissidente soviético, volta a casar-se com ela.
Em 1946 pintou uma das suas obras mais importantes Sonho de uma Tarde Dominical na Alameda Central no Hotel do Prado. Integra com Orozco e Siqueiros a comissão de Pintura Mural do Instituto Nacional de Belas Artes.
Em 1950 ilustrou o livro Canto Geral de Pablo Neruda. Em 1952 realizou o mural A Universidade, a Família Mexicana, a Paz e a Juventude Esportista no Estádio Olímpico Universitário na Cidade do México.
Em 1953, Rivera cria uma obra-prima que se encontra no Teatro dos Insurgentes, Cidade do México. Tal obra tem um elevado significado pois cada imagem representa parte da história do México. O mural é feito de pequenos azulejos de vidro. A colocação esteve a cargo do mestre Luigi Scodeller.
Há uma cena em que aparece o popular comediante Cantinflas a receber dinheiro dos grupos abastadas da sociedade mexicana representada por capitalistas, militares, um clérigo e uma cortesã. Os pobres encontram-se do lado esquerdo representando os grupos exploradas. Atrás de todo o cenário vislumbra-se a antiga Basílica de Guadalupe.
Em Junho de 1954, morre Frida Kahlo e no ano seguinte casa-se com Emma Hurtado. Viaja para a União Soviética para uma intervenção cirúrgica. Falece em 24 de Novembro de 1957 em sua casa, actualmente conhecida como Museu Casa Estúdio Diego Rivera e Frida Kahlo. Os seus restos mortais foram colocados na Rotunda das Pessoas Ilustres, contrariamente à sua última vontade.

 Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Diego Rivera (fotografia de Carl van Vechten, 1932)

Frida Kahlo e Diego Rivera em 1932, foto de Carl Van Vechten
Detroit Industry, Mural Norte, 1932–33. Detroit Institute of Arts.
Mural  de Tlatelolco, Palacio Nacional, México

domingo, 5 de abril de 2015

Cartas de amor de Frida Kahlo para amante espanhol vão a leilão em Nova Iorque

“Sinto que te amo desde sempre, mesmo antes de ainda teres nascido.” “A única coisa que para mim é certa é que te amo.” “Não me abandones. Mantém-me dentro de ti, imploro-te.” As palavras, tão apaixonadas quanto desesperadas, são da pintora mexicana Frida Kahlo para o artista espanhol José Bartoli, quando ainda era casada com o famoso muralista Diego Rivera. A relação, que aconteceu mais por palavras tendo em conta a distância entre os dois, durou de 1946 a 1949. É a primeira vez que estas cartas vêm a público. Vão ser leiloadas dia 15 em Nova Iorque.
Frida Kahlo (1907-1954)  tinha acabado de ser operada à coluna vertebral quando a sua irmã Cristina lhe apresentou José Bartoli (1910-1995). Tinha 39 anos, estava na cama do hospital em Nova Iorque, a cidade que o espanhol escolheu para se refugiar, fugido da Guerra Civil em Espanha. Foi em 1946. Antes de regressar ao México, pouco depois do seu primeiro encontro, Bartoli pediu à pintora que lhe escrevesse. Queria saber como recuperava, ter a certeza de que Frida Kahlo estava bem.
E assim aconteceu. Na primeira carta do lote de 25 que a 15 de Abril vai a leilão na Doyle, em Nova Iorque, Frida conta como está a recuperar na sua Casa Azul. O seu desejo é o de ficar boa depressa para quando Bartoli viajar até ao México ela possa estar com ele. Semanas depois, em finais de Agosto, percebe-se que os dois já se encontraram. As pequenas formalidades que até então existiam desapareceram. Frida Kahlo está apaixonada.
“Bartoli, na noite passada senti como se muitas asas me acariciassem toda, como se as tuas impressões digitais tivessem bocas que beijavam a minha pele. Os átomos do meu corpo são os teus”, escreve a mexicana, ao mesmo tempo, que diz não querer atrapalhar a vida do espanhol, especialmente o seu trabalho. Ele devia ser livre e ela amá-lo-ia para sempre.
O romance estava só no início. À medida que o tempo passa as cartas vão crescendo, têm entre duas a 12 páginas. José Bartoli é o seu grande confidente. Frida Kahlo conta-lhe tudo. A sua relação tumultuosa com Rivera, as dores que todos os dias sentia devido aos seus problemas de saúde – a mexicana ficou com a coluna desfeita depois do acidente que sofreu em 1925 a bordo de um autocarro, tinha 18 anos –, até às suas pinturas. Dizia-lhe o que fazia todos os dias, quanto tempo havia pintado, a quem ia vender aquelas obras. Sentia-se terrivelmente sozinha, deprimida. Bartoli era a sua razão para viver.
“Por ti voltei a viver, a pintar, a ser feliz, a comer melhor”, escreve aquela que é hoje considerada uma das pintoras mais importantes do século XX. A sua dependência de Bartoli é visível a cada carta que escreve. O pedido desesperado para que este não a abandone repete-se até à exaustão. “És a razão do meu viver, tudo o que sempre sonhei e não tens ideia do quanto eu preciso de ti para não me sentir sozinha.”
Nestas cartas Frida era Mara, diminutivo de Maravillosa, assim lhe chamava o espanhol, que quando lhe escrevia dirigia às cartas a Sonja, sua amiga, ou a Cristina, a sua irmã, para que Diego Rivera não desconfiasse.
Numa das cartas, em finais de 1946, Frida Kahlo fala de como o período não lhe veio e o bom que era se ela estivesse grávida de Bartoli, embora soubesse que isso seria praticamente impossível, uma vez que nunca antes tinha conseguido ter um filho. Mesmo assim, a pintora sonha: “Se fosse realidade, nada na vida me daria mais alegria. Consegues imaginar um pequeno Bartoli ou uma pequena Mara?”
No lote, cuja estimativa máxima da leiloeira aponta para os 120 mil dólares (aproximadamente 110 mil euros), não há respostas de Bartoli, apenas rascunhos que este guardou dentro dos envelopes originais das cartas de Frida a que respondia. Ela também era o sol do seu universo, escrevia o espanhol, que com o tempo deixou de lhe escrever. Até ao dia em que Frida soube que Bartoli esteve no México sem a ter avisado. Eventualmente o tom desesperado da mexicana nas cartas afastou-o, sugere no catálogo do leilão a historiadora e autora da biografia de Frida Kahlo, Hayden Herrera.
Herrera entrevistou José Bartoli para o seu livro sobre a mexicana e na apresentação destas cartas a autora garante que o espanhol nunca perdeu o seu amor por Frida. “Se lhe perguntasses sobre ela, ele falaria com grande veneração, mas também com moderação”, afirma.
Verdade é que apesar de o amor não ter ido longe, Bartoli guardou estas cartas, juntamente com fotos, desenhos e pequenos objectos que Frida lhe enviava, até à sua morte, sem nunca ter revelado o seu conteúdo. Quando em 1995 o espanhol morreu, a correspondência ficou nas mãos da sua família.

 Fonte: Público

José Bartoli

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Mais de 350 fotografias do arquivo de Frida Kahlo vão ser restauradas

O arquivo dos artistas mexicanos Frida Kahlo e Diego Rivera tem cerca de 6500 fotografias.
Destas, 369 começaram a ser restauradas, num projecto que deverá estar concluído no final do ano e que é financiado pelo Bank of America Merril Lynch, noticiou a revista The Art Newspaper.
Kahlo e Rivera fotografavam muito, e reuniram um arquivo de imagens que inclui não apenas as que eram tiradas por eles mas as de amigos e figuras conhecidas do mundo da arte do século XX como Man Ray ou Henri Cartier-Bresson. Há também muitas imagens de Guillermo, pai de Frida e um conhecido fotógrafo na década de 30 do século passado.
“Estas fotografias oferecem-nos um importante testemunho histórico da vida de Frida e de Diego. Permitem-nos compreender muitos aspectos da personalidade de Frida, a sua vida familiar, a sua relação com Diego e com os amigos, a sua visão política, social e sexual, a sua peculiar forma de vestir e de se pentear, a sua doença e as muitas operações que fez às costas, a frustração por não ter filhos e a sua intensa vida social”, afirma, citada pelo The Art Newspaper, Hilda Trujillo, directora do museu La Casa Azul, a antiga casa de Frida, transformada em museu em 1958.
As imagens cobrem um largo período, que vai desde 1880 (Frida nasceu em 1907 e morreu em 1954) e se estende por 70 anos. Há fotos de tudo, desde momentos de férias do casal de artistas até objectos que os inspiraram nos respectivos trabalhos.
O Bank of America Merrill Lynch já tinha, em 2012, apoiado a conservação de quatro desenhos preparatórios de Diego Rivera (1886-1957), incluindo, conta o The Art Newspaper, um da obra Man at the Crossroads, que Rivera fez para o Rockefeller Center, em Nova Iorque, mas que foi tapado por ordem de Nelson Rockefeller que não gostou do facto de incluir uma imagem de Lenine.
O restauro das 369 fotografias é um dos 25 projectos seleccionados pelo banco no âmbito do seu programa de conservação de arte – uma iniciativa que começou em 2010 e que já apoiou 58 projectos em 26 países. 

 Fonte: Público
Frida tornou-se um ícone e foram até feitas bonecas iguais a ela 

terça-feira, 31 de julho de 2012

Frida Kahlo e Amy Winehouse


A artista argentina Carolina Gallo criou uma representação da cantora britânica, Amy Winehouse ao género do famoso autorretrato de Frida Kahlo.
As semelhanças não estão apenas no cabelo preto ou nas sobrancelhas, mas, de acordo com Miguel Lopez do site Tr3s da MTV, a ligação surge porque ambas eram "imensamente talentosas, ferozmente originais e morreram demasiado cedo".
O retrato foi já utilizado em março de 2011, para a promoção de uma cadeia de música de Rosário, na Argentina. A imagem deixa claro o caráter indomável e as vidas controversas das duas mulheres
A cantora aparece caracterizada como a artista mexicana em 'Autorretrato com colar de espinho', o quadro pintado em 1940 por Kahlo, uma metáfora para a vida de ambas as artistas.
Fonte: DN

Amy 'Kahlo' Winehouse