Monge
ortodoxo russo, de seu verdadeiro nome Grigori Iefimovitch, nasceu em Prokrovskoie, junto a Tiumen, na Sibéria, em 1864 ou 1865, e faleceu em Petrogrado (São Petersburgo) a 16 de Dezembro de
1916. Proveniente de uma família de camponeses iletrados, adquiriu fama de santo homem e de curandeiro capaz de obrar milagres.
Por volta de 1905, a sua já conhecida reputação de místico introdu-lo no círculo restrito da Corte imperial russa, onde consta que chega mesmo a salvar Alexis, o filho do czar, de hemofilia. Perante este acontecimento, a czarina Alexandra Fedorovna dedicar-lhe-á uma atenção cega e uma confiança desmedida, denominando-o mesmo de "mensageiro de Deus". Com esta proteção, rapidamente Rasputin, influenciando ocultamente a Corte e principalmente a família imperial russa, colocará homens como ele no topo da hierarquia da poderosa Igreja Nacional Russa. Todavia, o seu comportamento dissoluto, licencioso e devasso (orgias, envolvimento com mulheres da alta sociedade) dará azo a denúncias por parte de políticos atentos à sua trajetória poluta, entre os quais se destacam Stolypine e Kokovtsov. O czar Nicolau II afasta então Rasputin, mas a czarina Alexandra mantém a sua confiança absoluta no decadente monge.
A Primeira Guerra Mundial trará novos contornos à atuação de Rasputin, já odiado pelo povo, que o acusa de espionagem ao serviço da Alemanha. Escapa a várias tentativas de aniquilamento, mas acaba por ser vítima de uma trama de aristocratas da grande estirpe russa, entre os quais Yussupov. É envenenado num jantar a 16 de Dezembro de 1916. Durante
um banquete, o príncipe Yussupov e os seus amigos ofereceram a Rasputin um pudim
contendo cianeto de potássio em quantidade suficiente para matar várias pessoas.
Embora Rasputin tenha comido grande quantidade desse pudim, ele não morreu. Por
esse motivo, e pelo facto de serem atribuídos poderes satânicos ao monge
criou-se uma lenda de sobrenaturalidade . A lenda só foi desfeita em 1930,
quando foi descoberto que alguns açúcares, como a glicose e a sacarose, se
combinados com o cianeto, formam uma substância praticamente sem toxicidade,
denominada cianidrina. Posteriormente, Rasputin teria sido fuzilado, sendo
atingido por um total de onze tiros, tendo no entanto sobrevivido; foi castrado
e continuou vivo somente quando foi agredido e o atiraram inconsciente no rio
Neva ele morreu, não pelos ferimentos, mas por hipotermia.
Rasputine. In Infopédia [Em linha].
Porto: Porto Editora,
2003-2012.
wikipedia (imagens)
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Rasputin em 1915
Rasputin
com a sua filha (esquerda) c. de 1911

Príncipe Félix
Yussupov, assassino de
Rasputin