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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

27 de Fevereiro de 380: O Imperador Teodósio promulga o Édito de Tessalónica ordenando que o cristianismo seja a religião oficial do Estado Romano.

Depois da renúncia ao "paganismo" por parte do estado imperial romano em 379, foi promulgado o Édito de Tessalónica a 27 de Fevereiro de 380, pelo qual todos os súbditos do imperador de Roma se deveriam "reunir na fé transmitida aos Romanos pelo apóstolo Pedro". O referido édito  também conhecido como Cunctos Populos ou De Fide Catolica  foi promulgado  Teodósio, imperador com o qual a Igreja assume-se como único credo oficial do Império e detentora do primado moral. A Igreja, agora numa relação mais estreita com o Estado, lançava-se na sua organização e consolidação territorial. Desde Constantino, todavia, que aquela nova organização monoteísta, legalmente reconhecida, começara a empreender esforços de gestão das comunidades crescentes de cristãos. 

A organização da Igreja romano-cristã partiu da cidade, isto é, da fixação de comunidades cristãs em núcleos urbanos, os quais gradualmente passaram a ser a base da organização eclesiástica, pois muitas cidades se tornaram sedes de bispado - daí o termo , do latim sedes, "cadeira", o mesmo que cathedra, de onde deriva o sinónimo de sé, "catedral". Cada bispo torna-se assim, aclamado pelo povo e confirmado pelos seus congéneres de comunidades próximas, líder da sua comunidade, não apenas espiritual mas também, cada vez mais, temporalmente. Mas os esforços de estruturação da Igreja romano-cristã já tinham começado no século III, um século violento e sangrento, sem dúvida, mas intelectualmente notável no Cristianismo e com comunidades cada vez mais ativas e maiores a exigirem enquadramento e organização eclesiástica. 

A partir de começos do século III, surgem os concílios provinciais, isto é, reuniões de bispos de uma região com objetivo de defesa da ortodoxia cristã. O primeiro concílio universal, ou ecuménico, reunindo bispos de todo o Império, foi o de Niceia, em 325, convocado pelo imperador Constantino, importante para a organização da Igreja, pois criou os fundamentos da organização das províncias eclesiásticas, metropolitas, lideradas por arcebispos, das quais as mais antigas, como Antioquia, Alexandria, como também Constantinopla, Jerusalém e a própria Roma passarão a patriarcados. O bispo de Roma, patriarca, primaz da nova Cristandade, só receberá o título de papa a partir do século V. Roma, a mais importante metrópole do Ocidente, ganha o título de Sede Apostólica, primaz do Ocidente, já que no Oriente apenas lhe reconheciam supremacia honorífica e não disciplinar ou em termos de doutrina. 
A Igreja após Constantino entrou numa era de expansão, conseguindo interditar o paganismo e passando ela própria a perseguir, de certo modo, os pagãos. Igreja e estado confundem-se cada vez mais, com o segundo a tornar-se um braço secular de apoio à primeira, principalmente na repressão e aniquilamento de heresias e de hereges, como sucedeu com o Arianismo, por exemplo. O Cristianismo tendia a tornar-se num fator de coesão e unidade do Império em desagregação, pelo que as divisões no seio da religião oficial, patentes nas lutas entre a ortodoxia e as heresias (heterodoxia), não poderiam ser toleradas pela tutela imperial. O culto cristão tornou-se público, o que fez com que se erigissem novos templos ou se adaptassem anteriores estruturas, como as basílicas, que agora passam a ter um fim religioso e não apenas administrativo ou judicial. Os cristãos passam a ter uma relação com a realidade político-social maior, participando em atos públicos e até integrando o exército. Também a cristianização dos povos "bárbaros" e do Norte de África, onde surgiriam comunidades cristãs ativas e intelectualmente brilhantes (Hippona, Cartago...), reforçou a autoridade e prestígio da Igreja de Roma, enquanto que as comunidades orientais, de matriz grega (o Ocidente era mais latino...) se destacavam mais no plano teológico, no que foram fermento de muitas heresias, em contrapartida (Arianismo, Monofisismo, Nestorianismo, etc...). No Oriente, vários grupos cristãos não gregos, como os povos siríacos, os Arménios ou os Coptas de África, enveredaram, por exemplo, pela condenada heresia monofisita (Cristo apenas tinha uma natureza, a humana, e não duas, a divina e a humana), o que abalou a unidade da Igreja romano-cristã, minada também pela divisão no Império Romano entre o Oriente e o Ocidente, com duas "capitais", Constantinopla e Roma, respetivamente. As rivalidades entre os patriarcados orientais e destes em relação a Constantinopla, a par do viveiro de heresias e da multiplicação de experiências monástico-eremíticas, tornaram a Igreja Romano-Cristã do Oriente muito mais dividida e em afastamento e confronto face ao Ocidente, palco de polémicas entre a erudita Alexandria e a cosmopolita Constantinopla, por exemplo.
Roma, todavia, gozava da sua antiguidade e estatuto imperial, da sua vetusta urbanidade, a Urbe, caput mundi, apesar de empobrecida, insegura e ameaçada constantemente, além de crescentemente anárquica. Graças ao Cristianismo, a queda do império foi adiada, mas não por muito tempo, já que aquela adveio em 476. Todavia, a Igreja Romano-Cristã não desapareceu, consolidou-se e expandiu-se, não apenas na cristianização dos povos germânicos que pulverizaram o antigo império como também através da expansão do monaquismo no Ocidente. O Império do Oriente prosseguiu a sua marcha de vida, mantendo o respeito por Roma e pela tradição. O estatuto dos papas tal fazia perseverar, insuflando autoridade e organização numa cidade, Roma, caída nas garras dos saques e devastações dos germânicos. A organização episcopal, a construção de inúmeras igrejas, o crescimento das antigas dioceses e o aparecimento de inúmeras novas, o fermento espiritual e intelectual mantiveram o prestígio de Roma, mais afastada das querelas e disputas teológicas que varriam o Oriente.
Fontes: Infopédia
wikipedia (imagens)

Teodósio I

Santo Ambrósio e o Imperador Teodósio -  Anthony van Dyck

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

24 de Janeiro de 76: Nasce o Imperador Adriano

Públio Élio Trajano Adriano, terceiro imperador romano (117-138) da dinastia dos antoninos, nasceu a 24 de Janeiro de 76 em Itálica, Bética,Espanha, foi um dos mais importantes imperadores da história romana. Filho de Públio Aélio Adriano e Domicia Paulina, tornou-se um homem culto, amante das artes e do direito, e como tribuno da II Legião, distinguiu-se em sucessivas campanhas militares empreendidas pelo seu tio e antecessor, o imperador Trajano. Foi nomeado chefe do exército e governador da Síria antes de ser adoptado por Trajano, a quem sucedeu (117) após o falecimento do imperador. Durante o seu governo empenhou-se em reforçar a unidade do império e garantir sua prosperidade. Incentivou as relações entre as províncias do império e aboliu a subordinação das províncias à metrópole e criou uma federação de cidades gregas, denominada Panhellenium. Contribuiu activamente para a consolidação do direito romano, a cidadania e a liberdade religiosa. Estendeu o direito do Lácio às províncias, abrandou as leis que regiam a escravidão e encomendou a Salvius Julianus a elaboração do Edictum Perpetuum, obra que serviria de ponto de partida para toda a literatura jurídica desde então. Reestruturou o conselho imperial, reformou a legislação e organizou os diferentes sectores da vida pública. Para garantir a presença romana em todo o império, fez constantes viagens como soberano romano, por todo o Império. Esteve na Bretanha, onde mandou construir uma imensa linha fortificada conhecida como Muralha de Adriano. Reconstruiu o famoso edifício do Panteão, reuniu um grande número de obras de arte e nos últimos anos do seu reinado, permaneceu em Roma. Governou com mais severidade e proporcionou ao império um período de esplendor, realizando um governo onde a engenharia romana atingiu o seu auge, sendo ele próprio um grande arquitecto. Adoptou Arrio Antonino, (138) que lhe sucedeu no trono com o nome de Antonino Pio. Morreu em 10 de Julho desse mesmo ano em Baias, Itália, e foi sepultado no magnífico mausoléu que mandara construir em Roma, hoje conhecido como Castelo de Sant'Angelo.

Adriano. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
wikipedia (Imagens)

Arquivo: Busto Adriano Musei Capitolini MC817.jpg
Busto de Adriano
Arquivo: Hadrians parede de Housesteads1.jpg
Muralha de Adriano (parte da fortificação no norte de Inglaterra)
 Ficheiro:RomaCastelSantAngelo.jpg
 Castelo de Santo Ângelo ou Mausoléu de Adriano- A sua primitiva estrutura foi iniciada em 135 pelo imperador Adriano 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

17 de Janeiro de 395: Morte do Imperador Teodósio marca a partilha definitiva do Império Romano

A morte do imperador romano Teodósio I no dia 17 de Janeiro de 395 marca a partilha definitiva do Império Romano. A seu filho Arcádio, de 18 anos, o imperador lega o Oriente, com capital em Constantinopla, e ao seu filho Honório, de 11 anos, o Ocidente, com capital em Ravena. Esta cisão pode ainda hoje ser vista na fronteira que separa a Croácia, ocidental e católica, da Sérvia e da Bósnia, oriental e ortodoxa.

A história do século V está marcada pelo fim da unidade imperial do Império Romano. O Império Romano do Ocidente entra em longo período de agonia antes do seu desaparecimento, inevitável depois das invasões bárbaras. O Império Romano do Oriente entra numa fase de mutação que o converteria em Império Bizantino.

A morte de Teodósio deu lugar a uma dessas datas que marcaram a história do Ocidente, inclusive a história de toda a Europa. Não se pode perder de vista que geograficamente o Império Romano ia desde a Península Ibérica até à Arménia.

As diversas lendas sobre a decadência de Roma costumam mascarar a realidade. As invasões bárbaras já haviam começado século e meio antes e a ascensão da Igreja Católica ao poder além da nomeação de bárbaros para a chefia de Estado prenunciavam o fim do império. A guerra de Teodósio contra Arbogastes mostrava à sociedade que o poder imperial já não infundia o mesmo temor de antes.

Teodósio havia previsto que com sua norte o império se dividiria em dois. Partia da constatação realista de um facto: diante da aguda crise, uma só entidade seria ingovernável, em especial porque os filhos do imperador eram ainda jovens e sem experiência. Decide então criar dois impérios de dimensões similares, o Império do Oriente a ser governado por seu filho Arcaádio e o do Ocidente por Flávio Honório, um menino.

Todavia, o que mudava, acima de tudo, era a eleição do regente. Tratava-se do general, Estílicon, marido de Serena, sobrinha de Teodósio. A escolha é sensata porque Estílicon, embora ambicioso, era um homem competente. Se bem que fosse desde 385 cidadão romano, era de origem vândala. Na corte, isto representava uma afronta a toda uma classe aristocrata e conservadora. No entanto, a evidência mostrava que os mais capazes para administrar o império eram os bárbaros.

 Na corte do Oriente, o império era administrado por Rufino. Nascido na Aquitânia de origem obscura, este sexagenário, católico, inteligente e eloquente, mostrava-se ambicioso. Apreciado por Teodósio e favorito do jovem Arcádio desde 394, chega de uma maneira quase natural aos mais altos cargos. Porém outro personagem, muito mais obscuro, faria estragos na corte. Tratava-se de Eutrópio, um eunuco, ex-escravo, nascido na Arménia e que fora recrutado por Teodósio.
Rufino, por seu lado, torna impossível a vida dos visigodos aos quais havia vencido em Tesália na Primavera de 395, evitando ao mesmo tempo que Estílicon se apoderasse de Ilírico, zona na costa do Mar Adriático, a norte da Macedónia. Eutrópio não quis ficar para trás e em 27 de Abril, aproveitando-se da viagem de Rufino à Síria, casa Arcádio com Eudóxia, filha do notável franco, Flávio Bauto. Esta jovem, apreciada pela sua beleza e jovialidade, encanta o imperador, o que tranquiliza Eutrópio.

Momentaneamente aliado de Estílicón, Eutrópio prepara a eliminação de Rufino. Em Novembro de 395, sugere a Arcádio organizar um desfile das tropas com a finalidade de cumprimentar os homens do general godo Gainas os quais, não obstante, tinham acabado de saquear Olímpia. Rufino é convidado e, colhido numa armadilha, é apunhalado diante do imperador em 27 de Novembro de 395.

Uma vez no poder e cada vez mais audacioso e cruel, o  eunuco Eutrópio, humilha e desonra os oficiais e funcionarios a seu bel prazer. Pior ainda, vende os cargos públicos, cria e suprime empregos  e  comporta-se como um verdadeiro tirano. À sombra dele, Arcádio, homem enfermiço e insignificante, desaparece pouco a pouco. Eutrópio chega inclusive a exilar  o seu antigo protector,  Abundâncio, e depois despoja dos seus bens a Timas, um general influente e famoso, quem é enviado ao Egipto, onde morreria na miséria.

Em 398, Eutrópio é nomeado fidalgo e patrício e no ano seguinte, cônsul. Começa então a inspirar medo em todos os cortesãos. Temido, manda erigir estátuas em sua honra.


Na Primavera, Gainas arrasa os arredores de Constantinopla. Em Julho de 399, é nomeado Aureliano, um prefeito do pretório hostil a Eutrópio. Uma vez capturado, Eutrópio é desterrado para Chipre, onde volta a ser preso. Levado à Calcedónia, em Bitínia, é julgado e decapitado.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

Disco o Missorium Teodosio MPLdC.jpg
Arcádio
Honorius steel engraving.jpg
Flávio Honório
Divisão do Império após a morte de Teodósio

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

31 de Dezembro de 406: Os Vândalos cruzam o rio Reno e invadem a Gália

Em 31 de Dezembro de 406, bandos de vândalos, de alanos e suevos cruzam o rio Reno, caminhando sobre o leito congelado, perto de Mogúncia, na actual Renânia (Alemanha). As tribos bárbaras prosseguem na direcção sudoeste e assolam a Gália (hoje, França) sem encontrar resistência.

No início do século V, o Império Romano  encontrava-se em decadência e mostrava-se incapaz de reagir. Em poucos anos, os germânicos ocupam a Espanha e o norte da África. Tal como eles, outros povos bárbaros invadem o sul da Europa: os visigodos, os ostrogodos e os francos. A Europa converte-se num mosaico de reinos bárbaros. 

Os vândalos invadem também a região da Mauritânia (hoje, Argélia e Líbia) e ocupam Cartago, a capital romana da África. 
Os vândalos dividiam-se entre as tribos de asdingos e silingos. Os silingos viviam na região conhecida como Grande Germânia, onde hoje é a Silésia (actuais Polónia e República Checa). No século II, os asdingos, liderados pelos reis Raus e Rapt, deslocaram-se para o sul, e atacaram os romanos na região do baixo Danúbio. Depois entraram num acordo de paz e estabeleceram-se a oeste, na Dácia (Roménia) e na Panónia (Hungria romana). 

Em 400 ou 401, os vândalos,  com os seus aliados (os alanos sármatas e os suevos germânicos), iniciaram uma deslocação para oeste, sob o comando do rei Godegisílio, possivelmente por causa de ataques dos hunos. Nessa mesma época, os asdingos já haviam sido cristianizados. Muitos, como antes os godos, adoptaram o Arianismo, uma crença que estava em oposição à principal corrente do Cristianismo do Império Romano, que depois cresceram como Catolicismo e Ortodoxia Oriental.   
  
Os vândalos viajaram para oeste, pelas margens do Danúbio sem muita dificuldade, mas quando alcançaram o Reno, encontraram a resistência dos francos, que habitavam e controlavam as possessões romanas, no norte da Gália. Cerca de 20 mil vândalos, inclusive Godegisílio, morreram na batalha. Com a ajuda dos alanos, porém, conseguiram derrotar os francos e, em 31 de Dezembro de 406, cruzaram o Reno para invadir a Gália. Sob o comando do filho de Godegisílio, Gunderico, os vândalos pilharam e saquearam no caminho, sempre em direcção sudoeste, através da Aquitânia. 

Em Outubro de 409, os vândalos cruzaram os Pirinéus, penetrando na Península Ibérica, onde receberam terras dos romanos. O meio-irmão de Gunderico, Genserico, começou a construir uma esquadra e, em 429, cruzou o estreito de Gibraltar, indo para leste, até Cartago. Genserico transformou o reino dos vândalos e alanos num estado poderoso no Mediterrâneo, conquistando a Sicília, a Sardenha, a Córsega e as Ilhas Baleares. A capital era Saldae, actual Bejaia, no norte da Argélia. 

Quando os árabes chegaram para conquistar o Magrebe e a Península Ibérica, mais de dois séculos mais tarde, trataram a região toda como terra dos vândalos, e  baptizaram-na  Al-Andalus.
Fontes: Opera Mundi
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Saque de Roma pelos Vândalos em 455.-  Heinrich Leutemann 

Mapa mostrando a migração dos vândalos

domingo, 30 de dezembro de 2018

30 de Dezembro de 39: Nasce o Imperador Romano Tito Flávio

Tribuno militar, nasceu a 30 de Dezembro do ano 39, filho primogénito de Vespasiano. Foi educado na corte de Nero e começou a sua carreira como tribuno militar na Germânia e a seguir na Bretanha. Mais tarde, depois de ter sido questor, é nomeado lugar-tenente do pai na Judeia, em 66.Em 69, o pai faz-se proclamar imperador pelos soldados. Tito termina a guerra da Judeia, conquistando Jerusalém de assalto, em 70. Os romanos penetraram na cidade e iniciaram um assalto frontal sobre o Templo. Segundo  Flávio Josefo (historiador judeu romano), Tito ordenara que o Templo não fosse destruído, porém, durante a batalha pela cidade, um soldado lançou uma tocha para o interior do Templo e este ardeu depressa. O cronista Sulpício Severo, no entanto, afirma que Tito ordenou a destruição do Templo. Fosse o que fosse, o Templo foi totalmente destruído e a cidade saqueada, após o que os soldados proclamaram-no Imperator no campo de batalha.
No ano seguinte, regressa a Roma e é associado ao Império. Pensou casar-se com a rainha Berenice, mas é obrigado a renunciar a essa ideia para não enfrentar a opinião pública desfavorável.
Vespasiano, seu pai, morre em 79 e Tito sucede-lhe como imperador, mas o seu império foi efémero, pois morre a 13 de Setembro de 81.
Foi durante o seu reinado que ocorreu a famosa erupção do Vesúvio que engoliu Pompeia, Herculano e Stabia. Tito deu o seu nome a terras e ao arco que celebra o seu triunfo.
Tito Flávio Vespasiano. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. 
Wikipedia(imagens)




File:Titus of Rome.jpg
Busto do Imperador Tito
Ficheiro:Detail from Arch of Titus.jpg
Triunfo de Tito, detalhe do Arco de Tito em Roma
Ficheiro:Colosseum in Rome, Italy - April 2007.jpg

A construção de Anfiteatro Flávio, conhecido habitualmente como o Coliseu de Roma, começou na década de 70 sob o reinado de Vespasiano e foi inaugurado sob o reinado de Tito nos anos 80.

sábado, 22 de dezembro de 2018

22 de Dezembro de 244: Nasce o imperador Diocleciano

César Caio Aurélio Valério Diocleciano Augusto  é coroado imperador romano em 20 de Novembro de 284. O seu reinado durou até 305, quando abdicou por problemas de saúde.
Nascido em 22 de Dezembro de 244 em Diocleia, perto de Salona, Dalmácia, de família ilíria humilde, começou a carreira militar no império de Numeriano. Foi governador de Mísia, antiga região do noroeste da Ásia Menor, e em 282 foi chefe da guarda imperial. Em 283 tornou-se cônsul. Foi aclamado imperador pelas Legiões no dia 20 de Novembro de 284, depois do assassinato de Numeriano.
O seu primeiro acto como imperador foi assassinar pessoalmente o assassino de Numeriano, Árrio Áper. Tomou uma atitude corajosa quando dividiu o império romano em dois: oriental e ocidental. Para governar o império romano ocidental nomeou Maximiniano, ficando Diocleciano com o oriental, quando recuperou a Mesopotâmia e estabeleceu protectorado sobre a Arménia.
Durante os anos 293 a 305 impôs uma reforma política, militar, judicial, económica e financeira ao império. Criou também uma tetrarquia. Nomeou Galério para governar com ele no oriente e depois ser o seu sucessor; para o governo do ocidente nomeou Constâncio Cloro. Maximiano governava a Itália e a África, e Constâncio Cloro, a Grã-Bretanha, a Gália e a Espanha. Galério governava as regiões do Danúbio e a Ilíria, e Diocleciano, o Egipto e a maior parte do oriente.
Durante as campanhas contra os sármatas e tribos do Danúbio (285-290), os alamanos (288) e os usurpadores na província do Egipto (297-298), Diocleciano expulsou das fronteiras do império as ameaças ao seu poder.
Em 299, negociou com os sassânidas, tradicional inimigo do império no Oriente, obtendo uma paz duradoura. Separou e ampliou os serviços militar e civil e reorganizou as divisões provinciais de Nicomédia, Mediolanum e Augusta Trevorum, implementando o maior governo na história do Império Romano.
Tendendo ao absolutismo, comum aos governantes do século III, passou a denominar-se autócrata. Estimulou formas imponentes nas cerimónias públicas e na arquitectura. As despesas burocráticas e militares e os projectos megalómanos levaram a uma reforma tributária, com a elevação, a partir de 297, dos impostos.
Nem todos os planos de Diocleciano tiveram sucesso. O Édito sobre os Preços Máximos de 301, a sua tentativa de controlar a inflação por meio do controlo de preços, foi mal sucedido. O sistema tetrárquico ruiu logo após a abdicação de Diocleciano ante as disputas dinásticas rivais de Magêncio e Constantino.  A perseguição de Diocleciano (303-311), a maior e mais sangrenta perseguição oficial do cristianismo, não só não conseguiu destruir a comunidade cristã como ainda a deixou mais fortalecida.
Após 324, a religião tornou-se maioritária no império, especialmente depois do seu primeiro imperador cristão, Constantino. Apesar dos insucessos, as reformas de Diocleciano alteraram fundamentalmente a estrutura do governo imperial romano, e ajudaram a estabilizar o império económica e militarmente, permitindo que seguisse intacto nos 100 anos subsequentes , apesar de ter chegado perto do colapso total durante a juventude de Diocleciano.

Em 1 de Maio de 305, debilitado pela doença, Diocleciano abandonou o palácio imperial e tornou-se o primeiro imperador romano a abdicar voluntariamente do seu cargo. Viveu os últimos anos da sua vida num palácio na Dalmácia, onde faleceu em 3 de Dezembro de 311. O seu palácio tornou-se posteriormente o centro da cidade croata de Split.

Diocleciano reabilitou as velhas tradições, incentivando o culto dos deuses antigos. Perseguiu os maniqueus, praticantes de religião persa. Empreendeu a grande perseguição aos cristãos no que é considerada pelos historiadores como a "Era dos Mártires".
O pretexto que desencadeou a perseguição teria sido um sacrifício no palácio imperial de Nicomédia, oficiado por Diocleciano, em que os cristãos presentes teriam feito gestos para desviar a presença dos "demónios idólatras". Em Fevereiro de 303, um primeiro édito imperial ordenava a destruição geral de igrejas, objectos de culto cristãos, e a destituição de funcionários adeptos da "nova" religião. Um segundo édito ordenou a prisão do clero em geral. Um terceiro previa a libertação dos cristãos em caso de apostasia, e o quarto ordenava toda a população do império a sacrificar aos deuses sob pena de morte ou trabalhos forçados em minas.
As perseguições de Diocleciano esbarraram na falta de entusiasmo de uma população já bastante cristianizada - especialmente no Oriente, onde Diocleciano e Galério governavam directamente. No Ocidente, Constâncio Cloro limitou-se a aplicar o primeiro édito. O zelo administrativo dos funcionários foi suficiente para garantir perseguições violentas tanto no Oriente como na parte do Ocidente governada por Maximiano, que só arrefeceriam em 311, quando Galério, moribundo, emitiu um édito de descriminalização do Cristianismo.
O édito de tolerância de Galério abriria caminho ao Édito de Milão de 313 – editado por Licínio e Constantino I – que não apenas toleraria o Cristianismo mas o reconheceria como uma das religiões oficiais – e finalmente a única – do império.

 Fontes: Opera Mundi
 wikipedia (imagens)
O palácio de Diocleciano
Lápide com o texto "decreto sobre os preços máximos" de Diocleciano

sábado, 15 de dezembro de 2018

15 de Dezembro de 37: Nasce o Imperador Nero

Quinto imperador romano, tornou-se infame pela sua vida de devassidão tendo perseguido ferozmente os cristãos. Lucius Domicius Aenobarbus, depois Nero Claudius Caesar Drusus Germanicus, era filho de Agripina, a Jovem e de Gneus Domitius Aenobarbus. Nasceu em Antium a 15 de Dezembro de 37 d. C., sendo adoptado por Cláudio em 50. Casou com Octávia, filha deste e de Messalina, em 53. Foi proclamado imperador quando Cláudio faleceu, a 13 de Outubro de 54. Era então aluno de Séneca. A sua autoridade apoiava-se nos pretorianos do prefeito Burro.No início do seu reinado é favorável ao Senado. Porém, algumas tragédias palacianas (como o assassinato de Britânico, filho de Cláudio) auguram mau futuro. com o assassínio de Agripina, em Março de 59 (ordenado pelo próprio), Nero governa pessoalmente, cada vez mais afastado de Séneca. Assume, então, o aspecto de um soberano helenístico.

Burro morre em 62. O novo prefeito do Pretório é Tigelino. Nessa altura, Nero inicia-se na religião mazdaísta e no culto do Sol-Rei.
Depois do incêndio de Roma, em 64 (reconstrução da Domus Transitoria ou Casa Dourada), atribuído a um propósito premeditado de Nero, eclodiu a Revolta de Pisão (65), na qual estava comprometida uma grande parte da aristocracia senatorial. A repressão é implacável.
Em 66, Nero vai para a Grécia, onde participa nos Jogos. No ano seguinte, é chamado a Roma, onde tem de enfrentar várias sublevações, como a de Julius Vindex, governador da Gália lionesa (província de Lugdunum, Gália) e depois a de Galba, governador da Tarraconense, na Hispânia, e ainda a de Otão, na Lusitânia. O Senado declara Nero como vencido em 68. Nesse ano, em Junho, Nero suicida-se.
A veracidade das histórias sobre o reinado de Nero é duvidosa, pois não sobreviveram fontes bibliográficas contemporâneas ao imperador. As primeiras histórias existentes mostram-se críticas demais ou são uma série de louvores. Além disso, a credibilidade dos relatos fica também embaçada pela presença de acontecimentos fantásticos e inverossímeis, sendo muitas as contradições que podemos encontrar entre os diferentes autores. Alguns historiadores conhecidos, como Fábio Rústico, Clúvio Rufo e Plínio o Velho, escreveram condenando o reinado de Nero em relatos que se perderam. Também foram escritas histórias sobre ele, de datas anteriores à sua ascensão ao trono, embora se desconheça o seu conteúdo.Por outro lado, fontes diferentes às citadas acrescentam uma visão limitada  sobre o imperador, embora poucas sejam favoráveis. Algumas das fontes porém, retratam-no como um imperador competente e popular entre o povo romano, especialmente no Oriente.
Nero. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.
Wikipedia (imagens)

Ficheiro:John William Waterhouse - The Remorse of the Emperor Nero after the Murder of his Mother.JPG
Os remorsos de Nero após o assassinato da sua mãe- John William Waterhouse


Ficheiro:Nero Agrippina aureus 54.png
Moeda com Nero e Agripina

O Imperador Nero no Cinema

Quo Vadis 
Ficheiro:Poster - Quo Vadis (1951) 01.jpg




Quo Vadis é um filme épico de 1951 realizado por Mervyn LeRoy , a partir de um guião de John Lee Mahin , SN Behrman e Sonya Levien, cuja acção decorre entre os anos 64 e 68. O filme conta a história de um comandante militar romano, Marcus Vinicius ( Robert Taylor ) que regressa da  guerra e apaixona-se por uma cristã devota, Lygia ( Deborah Kerr ), e a pouco e pouco aproxima-se cada vez mais do cristianismo. A  história de amor é contada no contexto histórico do início do cristianismo e da perseguição de Nero ( Peter Ustinov). 


terça-feira, 20 de novembro de 2018

20 de Novembro de 284: Diocleciano é aclamado imperador romano

César Caio Aurélio Valério Diocleciano Augusto  é coroado imperador romano em 20 de Novembro de 284. O seu reinado durou até 305, quando abdicou por problemas de saúde.
Nascido em 22 de Dezembro de 244 em Diocleia, perto de Salona, Dalmácia, de família ilíria humilde, começou a carreira militar no império de Numeriano. Foi governador de Mísia, antiga região do noroeste da Ásia Menor, e em 282 foi chefe da guarda imperial. Em 283 tornou-se cônsul. Foi aclamado imperador pelas Legiões no dia 20 de Novembro de 284, depois do assassinato de Numeriano.
O seu primeiro acto como imperador foi assassinar pessoalmente o assassino de Numeriano, Árrio Áper. Tomou uma atitude corajosa quando dividiu o império romano em dois: oriental e ocidental. Para governar o império romano ocidental nomeou Maximiniano, ficando Diocleciano com o oriental, quando recuperou a Mesopotâmia e estabeleceu protectorado sobre a Arménia.
Durante os anos 293 a 305 impôs uma reforma política, militar, judicial, económica e financeira ao império. Criou também uma tetrarquia. Nomeou Galério para governar com ele no oriente e depois ser o seu sucessor; para o governo do ocidente nomeou Constâncio Cloro. Maximiano governava a Itália e a África, e Constâncio Cloro, a Grã-Bretanha, a Gália e a Espanha. Galério governava as regiões do Danúbio e a Ilíria, e Diocleciano, o Egipto e a maior parte do oriente.
Durante as campanhas contra os sármatas e tribos do Danúbio (285-290), os alamanos (288) e os usurpadores na província do Egipto (297-298), Diocleciano expulsou das fronteiras do império as ameaças ao seu poder.
Em 299, negociou com os sassânidas, tradicional inimigo do império no Oriente, obtendo uma paz duradoura. Separou e ampliou os serviços militar e civil e reorganizou as divisões provinciais de Nicomédia, Mediolanum e Augusta Trevorum, implementando o maior governo na história do Império Romano.
Tendendo ao absolutismo, comum aos governantes do século III, passou a denominar-se autócrata. Estimulou formas imponentes nas cerimónias públicas e na arquitectura. As despesas burocráticas e militares e os projectos megalómanos levaram a uma reforma tributária, com a elevação, a partir de 297, dos impostos.
Nem todos os planos de Diocleciano tiveram sucesso. O Édito sobre os Preços Máximos de 301, a sua tentativa de controlar a inflação por meio do controlo de preços, foi mal sucedido. O sistema tetrárquico ruiu logo após a abdicação de Diocleciano ante as disputas dinásticas rivais de Magêncio e Constantino.  A perseguição de Diocleciano (303-311), a maior e mais sangrenta perseguição oficial do cristianismo, não só não conseguiu destruir a comunidade cristã como ainda a deixou mais fortalecida.
Após 324, a religião tornou-se maioritária no império, especialmente depois do seu primeiro imperador cristão, Constantino. Apesar dos insucessos, as reformas de Diocleciano alteraram fundamentalmente a estrutura do governo imperial romano, e ajudaram a estabilizar o império económica e militarmente, permitindo que seguisse intacto nos 100 anos subsequentes , apesar de ter chegado perto do colapso total durante a juventude de Diocleciano.

Em 1 de Maio de 305, debilitado pela doença, Diocleciano abandonou o palácio imperial e tornou-se o primeiro imperador romano a abdicar voluntariamente do seu cargo. Viveu os últimos anos da sua vida num palácio na Dalmácia, onde faleceu em 3 de Dezembro de 311. O seu palácio tornou-se posteriormente o centro da cidade croata de Split.

Diocleciano reabilitou as velhas tradições, incentivando o culto dos deuses antigos. Perseguiu os maniqueus, praticantes de religião persa. Empreendeu a grande perseguição aos cristãos no que é considerada pelos historiadores como a "Era dos Mártires".
O pretexto que desencadeou a perseguição teria sido um sacrifício no palácio imperial de Nicomédia, oficiado por Diocleciano, em que os cristãos presentes teriam feito gestos para desviar a presença dos "demónios idólatras". Em Fevereiro de 303, um primeiro édito imperial ordenava a destruição geral de igrejas, objectos de culto cristãos, e a destituição de funcionários adeptos da "nova" religião. Um segundo édito ordenou a prisão do clero em geral. Um terceiro previa a libertação dos cristãos em caso de apostasia, e o quarto ordenava toda a população do império a sacrificar aos deuses sob pena de morte ou trabalhos forçados em minas.
As perseguições de Diocleciano esbarraram na falta de entusiasmo de uma população já bastante cristianizada - especialmente no Oriente, onde Diocleciano e Galério governavam directamente. No Ocidente, Constâncio Cloro limitou-se a aplicar o primeiro édito. O zelo administrativo dos funcionários foi suficiente para garantir perseguições violentas tanto no Oriente como na parte do Ocidente governada por Maximiano, que só arrefeceriam em 311, quando Galério, moribundo, emitiu um édito de descriminalização do Cristianismo.
O édito de tolerância de Galério abriria caminho ao Édito de Milão de 313 – editado por Licínio e Constantino I – que não apenas toleraria o Cristianismo mas o reconheceria como uma das religiões oficiais – e finalmente a única – do império.

 Fontes: Opera Mundi
 wikipedia (imagens)

O palácio de Diocleciano
Lápide com o texto "decreto sobre os preços máximos" de Diocleciano

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

31 de Outubro de 475: Rómulo Augusto é empossado na função de Imperador de Roma.

Rómulo (475-476 d.C.), o "pequeno Augusto" (Augustulus), foi entronizado em Ravena como imperador "fantoche" por seu pai, Orestes, um patrício romano que abdicou do poder em nome de seu filho e que era o verdadeiro governante do Império, principalmente nos assuntos externos, numa altura extremamente difícil e muito delicada, dada a decadência das instituições romanas e a queda uma a uma das províncias dominadas por Roma mais de seis séculos. Muitos foram os problemas que se depararam a Augústulo no seu reinado, mas essencialmente dois houve que foram determinantes para o seu fim e do próprio Império: a presença de inúmeros soldados bárbaros no seio das tropas romanas e nos seus lugares de comando, o que acarretou a perda gradual da capacidade militar e organizativa - e logo de manutenção do limes (fronteira) e da pax romana - das legiões; e a falta de soldo para pagar aos soldados, principalmente aos caros e exigentes mercenários. Augústulo emitiu ainda moeda, em Milão e Roma, e talvez Ravena, para além de Arles, na Gália, naquilo que foi o estertor do domínio romano nesta sua antiga e valiosa província. Mas um problema surgiu também na cunhagem de moeda por Rómulo Augústulo: o seu nome era comprido demais para se gravar nas moedas, e a prata e ouro escassos para aumentar o peso de cada sestércio. Uma outra razão pode ser convocada para explicar o isolamento e fraqueza do reinado de Rómulo: a ausência de reconhecimento do seu título imperial pelo imperador do Oriente, Zenão, que nunca veio por isso em seu socorro em altura alguma.Essa presença de tropas bárbaras nas legiões romanas criou situações de insubmissão e rebelia, como sucedeu no fim da primavera de 476, quando estes grupos (Hérulos, Turcilingos, etc.) desrespeitaram ordens de Orestes e abandonaram em peso o exército romano, colocando-se ao serviço de Odoacro e dos Hunos, o que se revelou fatal para Roma. Este rei bárbaro logo avançou para Itália, a 23 de Agosto, segundo a maior parte das fontes coevas. Orestes foi rapidamente derrotado (em Piacenza, no Norte de Itália) e assassinado. A marcha de Odoacro em direção a Roma foi célere e em meados de Setembro entra em Roma, depõe Rómulo e torna-o seu prisioneiro, exilando-o. A sua vida foi poupada, talvez devido à sua pouca idade. Foi-lhe ordenado que fosse viver no exílio perto de Nápoles, no castelo de Luculus, com sua mãe, recebendo um generoso dote vitalício de Odoacro.
O nome de Rómulo Augústulo encerra uma trágica e sardónica ironia: tem o nome do primeiro rei de Roma e seu fundador, Rómulo, e o nome de Augusto, o primeiro imperador, ambos duas figuras empreendedoras, determinadas, fortes e dominadoras, tudo aquilo que este "Augustozinho" (Augustulus, como lhe chacoteava o povo) nunca fez ou não pode fazer. Por ironia da história e do destino, Roma chegava ao fim.

Rómulo Augústulo. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
wikipedia (Imagens)


Ficheiro:Young Folks' History of Rome illus420.png

Rómulo Augusto abdica da coroa

Moeda com a efígie de Rómulo Augusto