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quarta-feira, 4 de julho de 2018

04 de Julho de 1865:É publicado 'Alice no País das Maravilhas', de Lewis Carrol


Lewis Carroll (27/01/1832 -04/01/1898)

Escritor e sacerdote inglês, Lewis Carroll, pseudónimo de Charles Lutwidge Dodgson, nasceu a 27 de Janeiro de 1832, em Daresbury, Inglaterra, conhecido especialmente pela sua obra Alice no País das Maravilhas. O convívio de Lewis Carroll com os seus oito irmãos esteve na origem do seu gosto pela literatura infantil. Começou a escrever com 12 anos, e mais tarde, em Oxford, destacou-se na área e dos estudos clássicos e da Matemática, que leccionou até 1881. Ordenado diácono em Dezembro de 1861, escreveu Alice no País das Maravilhas dedicado à filha do deão de Christ Church, de Oxford, Alice Lidell. Carroll escreveu e ilustrou as aventuras de Alice, publicadas em 1865 e que lentamente se tornaram uma das mais famosas histórias infantis de todos os tempos. Em 1871 publicou a continuação desta história, Do Outro Lado do Espelho (Through the Looking-Glass), igualmente um sucesso junto do público.
As crianças ocuparam também um lugar importante na área da produção fotográfica de Lewis Carroll, que faleceu a 4 de Janeiro de 1898 em Guildford, no condado de Surrey.


Alice no País das Maravilhas


Livro de aventuras infantil escrito por Lewis Carroll, publicado pela primeira vez em 1865, com o título Alice's Adventures Under Ground.
O autor mantinha uma predilecção especial por crianças, que muitos críticos e psicanalistas têm tentado denegrir, tendo cultivado uma amizade importante com as três filhas do deão da faculdade onde leccionava, em particular com a filha do meio, de nome Alice Liddell.
Durante um piquenique, a 4 de Julho de 1862, Alice Liddell pediu-lhe que contasse uma história. Lewis Carroll começou então a improvisar uma série de peripécias em que uma menina de sete anos, de nome Alice, tal como a sua amiguinha, caindo a uma lura de coelho, chegava a um reino maravilhoso.
Como Lewis Carroll possuía uma deficiência da fala, uma gaguez que o havia impedido de chegar a padre, Alice Liddell perguntou-lhe se não poderia, porventura, escrever essas e mais histórias, para que pudesse compreendê-las sem o impedimento do discurso entrecortado. Carroll concordou e, ao cabo de sete meses terminou a primeira versão do manuscrito. Mostrando-o depois a um casal amigo, que o leu a seus filhos, e que o adoraram, Lewis Carroll decidiu publicar a obra, para a compleição da qual decidiu contratar um ilustrador.
A história de Alice no País das Maravilhas descreve as aventuras de uma menina de sete anos que, adormecendo num campo, sonha que mergulha numa toca de coelho. Caindo através das entranhas da terra, chega a um átrio em que parece demasiadamente grande e, depois de beber uma poção, demasiadamente pequena. Entrando no País das Maravilhas conhece criaturas deveras estranhas, como o Gato Que Ri, o Chapeleiro Louco, os dois gémeos e Suas Majestades Reais, o Rei e a Rainha de Copas.
Saturada de símbolos, a obra tem tido várias interpretações, que a sua riqueza propicia quase qualquer posição e qualquer argumento que a crítica possa apresentar. Continua, no entanto, a ser bem acolhida tanto pelos leitores mais adultos como pelas crianças.Lewis Carroll daria continuidade à obra com um segundo livro, Alice do Outro Lado do Espelho (1871).
Fontes:Lewis Carroll. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 

Wikipedia (Imagens)
Alice no País das Maravilhas. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.  








Ficheiro:LewisCarrollSelfPhoto.jpg
Lewis Carroll (1855)
Ficheiro:Alice Liddell.jpg
Alice Liddell, foi a inspiração de Lewis Carroll para criar Alice no País das Maravilhas




sábado, 30 de junho de 2018

30 de Junho de 1487: É publicado o primeiro livro impresso em Portugal, o "Pentateuco"

O “Pentateuco” é considerado o primeiro livro impresso em Portugal. O único exemplar original conhecido  encontra-se na Biblioteca Bodleiana, na Universidade de Oxford. Trata-se do primeiro livro da Bíblia, uma narrativa desde a criação do Mundo, até à fixação do povo hebreu no Egipto, tendo sido, nesta primeira versão em Portugal, impressa em 110 fólios, com composição de 30 – 32 linhas. Foi concluído em 30 de Junho de 1487, na oficina de Samuel Gacon, editor judeu, que vivia em Faro, conhecido também por Samuel Porteiro, detentor de uma das primeiras oficinas tipográficas instaladas em Portugal. Desta obra religiosa, o único exemplar conhecido está guardado na British Library em Londres. Foi roubado em Portugal, aquando do saque à cidade de Faro, pelos ingleses, em 1596. (De recordar que, nessa data, Portugal fazia parte de Espanha).
Para a edição desta obra em hebraico, teria existido já o recurso a caracteres metálicos móveis. Estes caracteres hebraicos eram quadrados e elegantes, de dois tamanhos, sendo o maior usado no texto e o outro, mais largo, nas rúbricas. A tipografia hebraica portuguesa teve as suas origens na Itália, de onde os judeus a teriam trazido para Portugal. Há a notícia de que outros incunábulos foram possivelmente impressos em Portugal antes de 1487, mas cujo desaparecimento tornou impossível, até hoje, a confirmação de que são anteriores àquela data. Estão neste caso as chamadas "Obras de D.Pedro" a "Imitação de Cristo" e a "Cartilha" de D. Diogo Ortiz.

 

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Feira do Livro de Lisboa

Feira do Livro de Lisboa - Manuscrito Editora

Feira do Livro de Lisboa começa hoje e abrimos com chave de ouro, com Andreia Vale e João Moleira, meditação com Lisa Joanes no relvado e ainda o romantismo de André Sousa. Contamos convosco!


quinta-feira, 12 de abril de 2018

D. Sebastião Desapareceu em Álcacer do Sal?

Wook.pt - D. Sebastião Desapareceu em Álcacer do Sal

.D. Sebastião Desapareceu em Álcacer do Sal inclui mais de 100 erros da História de Portugal e da História Universal. Mas não nos ficamos pelo erro. Para que este não se repita, contamos a história tal como ela é.

terça-feira, 3 de abril de 2018

D. Sebastião Desapareceu em Alcácer do Sal...

 
Divirta-se e aprenda História com o livro «D. Sebastião desapareceu em Alcácer do Sal...». Inclui as respostas mais disparatadas nos testes de História. E a respetiva versão correta, claro  Um livro para miúdos e graúdos.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

10 de Maio de 1933: O regime nazi inicia a queima de livros na Alemanha

Em 1933, Joseph Goebbels, ministro alemão da Propaganda e do Esclarecimento Popular, deu início à “sincronização da cultura”, processo pelo qual as artes foram moldadas para atender aos objectivos do Partido Nazi. O governo expulsou os judeus e os que considerava política ou artisticamente suspeitos das organizações culturais.
Entre as figuras de vanguarda do movimento nazi figuravam estudantes das universidades alemãs e, no final da década de 1920, muitos engrossaram as fileiras das várias formações daquela ideologia. A força do ultra nacionalismo e do anti-semitismo das organizações estudantis,já se fazia sentir há décadas. Em 6 de Abril de 1933, a sede da Associação Estudantil Alemã para Imprensa e Propaganda proclamou um "Acto Nacional contra o Espírito Não-Germânico", para “limpar”, ou "depurar" (Säuberung) a literatura alemã pelo fogo. As suas sucursais deveriam fornecer à imprensa boletins e encomendar artigos pró-nazismo , organizar eventos em que personalidades nazis famosas pudessem discursar para grandes massas, bem como negociar horários de transmissão pelo rádio para que fossem ouvidos dentro das casas. Em 8 de Abril, a Associação Estudantil também publicou seus doze "artigos"—em uma alusão às 12 Teses do alemão Martinho Lutero contra a Igreja Católica—através das quais apresentava os seus conceitos e requisitos para o estabelecimento de um idioma e de uma cultura nacionais "puras", atacava o "intelectualismo judaico", defendia a necessidade de "depuração" do idioma e da literatura alemães, e exigia que universidades se convertessem em centros do nacionalismo alemão. Os estudantes alemães descreveram o acto como uma reacção à "difamatória campanha" mundial empreendida pelos judeus contra a Alemanha e uma afirmação dos valores tradicionais alemães.Num acto simbólico, quase que profético, no dia 10 de Maio os estudantes atearam fogo a mais de 25.000 livros considerados "não-alemães", já pressagiando a era de censura política e de controle cultural que estava para vir. Na noite daquele mesmo dia estudantes de direita, vindos de todas as cidades universitárias, marcharam à luz de tochas em desfiles organizados para protestar "contra o espírito não-alemão". O ritual que desenvolveram, já predeterminado, tinha como componente básica a presença e o discurso de oficiais nazis do alto escalão, reitores, professores universitários, e líderes estudantis. Nos locais de reunião, os estudantes lançavam pilhas e pilhas de livros indesejáveis nas fogueiras. Entretanto, nem todas as queimas de livros aconteceram naquele 10 de Maio como a Associação Estudantil havia planeado. Algumas foram adiadas por alguns dias por causa das chuvas, outras, dependendo da preferência da assembleia local, aconteceram em 21 de Junho  no solstício de Verão, uma data festiva tradicional. Todavia, no dia 10, em 34 cidades universitárias por toda a Alemanha, o "Acto contra o Espírito Não-alemão" foi um sucesso, atraindo ampla cobertura jornalística. Em alguns lugares, particularmente em Berlim, as emissoras de rádio transmitiram "ao vivo" os discursos, as canções e as frases de efeito para inúmeros ouvintes alemães.Também as obras de escritores alemães de renome que não agradavam ao Partido Nazi, tais como Bertolt Brecht, Lion Feuchtwange, e Alfred Kerr, foram lançadas à fogueira durante uma cerimónia de queima de livros realizada em Berlim. A propagação da cultura "ariana", e a supressão de outras formas de produção artística representaram um esforço extra para a "purificação" da Alemanha. Outros escritores incluídos nas listas negras foram os autores americanos Ernest Hemingway e Helen Keller.
Fontes: wwwushmm.org
wikipedia (imagens)

Ficheiro:1933-may-10-berlin-book-burning.JPG
Queima de Livros (1933)
Ficheiro: Bundesarchiv Bild 102-14597, Berlim, Opernplatz, Bücherverbrennung.jpg
Berlim Opernplatz
Multidão reunida na praça da Ópera de Berlim, (Opernplatz)
Mais de cem anos antes, o poeta judeu-alemão, Heinrich Heine, tinha afirmado:
 Aqueles que queimam livros, acabam cedo ou tarde por queimar homens

quinta-feira, 30 de junho de 2016

30 de Junho de 1487: É publicado o primeiro livro impresso em Portugal, o "Pentateuco"

O “Pentateuco” é considerado o primeiro livro impresso em Portugal. O único exemplar original conhecido  encontra-se na Biblioteca Bodleiana, na Universidade de Oxford. Trata-se do primeiro livro da Bíblia, uma narrativa desde a criação do Mundo, até à fixação do povo hebreu no Egipto, tendo sido, nesta primeira versão em Portugal, impressa em 110 fólios, com composição de 30 – 32 linhas. Foi concluído em 30 de Junho de 1487, na oficina de Samuel Gacon, editor judeu, que vivia em Faro, conhecido também por Samuel Porteiro, detentor de uma das primeiras oficinas tipográficas instaladas em Portugal. Desta obra religiosa, o único exemplar conhecido está guardado na British Library em Londres. Foi roubado em Portugal, aquando do saque à cidade de Faro, pelos ingleses, em 1596. (De recordar que, nessa data, Portugal fazia parte de Espanha).
Para a edição desta obra em hebraico, teria existido já o recurso a caracteres metálicos móveis. Estes caracteres hebraicos eram quadrados e elegantes, de dois tamanhos, sendo o maior usado no texto e o outro, mais largo, nas rúbricas. A tipografia hebraica portuguesa teve as suas origens na Itália, de onde os judeus a teriam trazido para Portugal. Há a notícia de que outros incunábulos foram possivelmente impressos em Portugal antes de 1487, mas cujo desaparecimento tornou impossível, até hoje, a confirmação de que são anteriores àquela data. Estão neste caso as chamadas "Obras de D.Pedro" a "Imitação de Cristo" e a "Cartilha" de D. Diogo Ortiz.

 

domingo, 10 de abril de 2016

10 de Abril de 1925: É publicado o romance "O Grande Gatsby", de Scott Fitzgerald

Francis Scott Fitzgerald publicou em 1925 o romance The Great Gatsby, no qual se propõe fazer um retrato da América do seu tempo, os turbulentos anos 20 (os "roaring twenties"), a idade do jazz (designação criada pelo próprio Fitzgerald) e da aspirina, período de exuberância associado com a dança (o charleston) e a música e a vulgarização do automóvel.
Romance com múltiplas facetas, é, por um lado, a história dos amores frustrados do pobre provinciano Jay Gatsby por uma rica e caprichosa Daisy, da insensibilidade do mundo artificial em que esta se move e do seu extremo materialismo. É, ainda, uma visão desencantada das assimetrias sociais do imediato após-guerra, contrastando com a euforia da vitória: a pobreza de muitos, o enriquecimento repentino e inexplicado de alguns, o emergir do crime organizado, a corrupção. Gatsby, que, pela exibição ruidosa da sua recém-adquirida fortuna, pretende reaproximar-se de Daisy, ao mesmo tempo que manifesta uma ingénua confiança no seu estatuto de novo-rico, empresário e herói da guerra, forja um retrato compósito falso com pregaminhos intelectuais (a falsa frequência de uma universidade inglesa) e o empolamento das suas façanhas bélicas, mas não consegue esconder as suas facetas mais obscuras, a sua ambígua relação com o mundo do crime organizado, a origem pouco transparente da sua fortuna, etc. Acabará vítima de um conjunto de circunstâncias que não controla, vítima da sua própria ingenuidade, mas também da insensibilidade e do calculismo egoísta de outros.
Trata-se de um mundo em que os valores espirituais são menosprezados ou ignorados, onde o interesse pela posse de bens materiais se sobrepõe à nos valores da vida e da felicidade espiritual, representados na narrativa pelo jovem Nick Carraway, oriundo de um estado do interior, empregado no mundo emocionalmente estéril da Bolsa, observador impotente dos acontecimentos, que, desgostado com o mundo em que se procurou inserir, regressa ao seu mundo «puro» do Médio Oeste americano, onde, presume e deseja, ainda estão vivos os valores espirituais em que crê.
O "Grande Gatsby" é, no fundo, um comentário ao Sonho Americano na sua formulação ideal, como uma atitude de esperança e que se projecta para a conquista dos sonhos e aspirações humanas. Enquanto sátira social, o romance é ainda um comentário à decadência moral da sociedade americana moderna, com a sua corrupção de valores e o declínio da vida espiritual. Fitzgerald vai mais longe, constatando a inevitável falência do Sonho Americano, por um lado porque a realidade se desencontra dos ideais, mas ainda porque estes são demasiado fantásticos para serem atingidos.
As técnicas narrativas empregadas pelo romancista servem para evidenciar o comentário. Por exemplo, Gatsby é associado com a luz, quer natural (a luz e as estrelas), o que serve para acentuar a irrealidade e a fantasia dos seus sonhos, quer artificial (a iluminação feérica das suas estrondosas festas), que representa os meios materiais pelos quais se alimenta a esperança de reconquistar Daisy. Por outro lado, a associação de Daisy com a escuridão ou pelo menos com o crepúsculo revela o seu carácter insensível, se não mesmo sinistro.
A narrativa desenvolve-se em tom irónico, pela justaposição e contraste de caracteres opostos e imagens antagónicas ou pela combinação de elementos trágicos e cómicos, fazendo variar a ironia entre o tom de troça suave e a crítica áspera, passando por comentários em tom grave.
O Grande Gatsby. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)


File:Gatsby 1925 jacket.gif


Capa da 1ª Edição "O Grande Gatsby"
 
File:Francis Scott Fitzgerald 1937 June 4 (1) (photo by Carl van Vechten).jpg


Scott Fitzgerald 1937