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quinta-feira, 23 de agosto de 2018

23 de Agosto de 1754: Nasce em Versalhes Luís XVI

Luís XVI de Bourbon, nascido a 23 de Agosto de 1754 em Versalhes e executado a 21 de Janeiro de 1793 em Paris, foi rei de França entre 1774 e1791. Quando subiu ao trono em 1774, tinha 20 anos e as finanças reais não se encontravam numa situação favorável e assim permaneceram até o eclodir da Revolução Francesa, altura em que Luís XVI foi deposto. Criou (1789) o Estado-Geral, mas não desenvolveu as reformas prometidas o que provocou a Revolução, um dos acontecimentos mais importantes da Idade Moderna. Ele e a sua esposa, Marie Antonieta, foram executados na guilhotina (1793) na Place de la Révolution, depois Place de la Concorde, em Paris. Filho de Luís, Delfim de França e de Maria Josefa da Saxónia, tornou-se delfim, herdeiro do trono, com a morte do pai em 1765. Cinco anos depois, casou-se com a arquiduquesa austríaca Maria Antonieta de Habsburgo, filha da imperatriz Maria Teresa da Áustria. Assumiu o trono (1774), após a morte de seu avô Luís XV. Reconhecido como um rei de carácter fraco, perdeu a sua força de governação para o Parlamento, dominado pela aristocracia, o que levou o reino quase à falência. Devido às más  condições climáticas (1788), a produção de alimentos baixou, os preços aumentaram e houve fome, conduzindo ao descontentamento. Incumbiu o ministro Turgot de realizar uma reforma tributária, mas este sofreu forte oposição dos nobres e demitiu-se. Tentando salvar a corte deixou-se dominar pelas facções mais reacionárias lideradas pelo seu irmão, o conde de Artois, e pela rainha Antonieta. O novo ministro Necker convenceu o rei a convocar a Assembleia dos Estados Gerais, que se reuniram em Maio (1789) em Versalhes. O que se queria é que o Terceiro Estado pagasse os impostos que o clero e nobreza não pagavam. A estratégia era que a votação fosse feita por ordem e não por indivíduos. Em 17 de Junho daquele ano o Terceiro Estado reuniu-se em separado e proclamou a Assembleia Nacional, que em 9 de Julho tornou-se Assembleia Nacional Constituinte. No dia 26 de Agosto foi aprovada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Diante da criação da Assembleia Nacional e da recusa do rei em aprová-la e a massa parisiense invadiu Versalhes, a família real tentou fugir do país, mas foi capturada e obrigada a ficar em Paris. Tentou então fugir do Palácio das Tulherias (1791) para comandar do exterior a contra-revolução, porém foi reconhecido e preso em Varennes. A sua derradeira esperança estava na Áustria, terra natal da rainha Maria Antonieta. O exército austro-prussiano invadiu a França, mas foi derrotado em Setembro (1792) e, então, foi proclamada a República. O rei e a rainha julgados por traição, condenados à morte na guilhotina, a monarquia abolida (1792) e ele executado em 21 de Janeiro (1793).
Fonte:s net.saber
wikipedia (Imagens)


File:Antoine-François Callet - Louis XVI, roi de France et de Navarre (1754-1793), revêtu du grand costume royal en 1779 - Google Art Project.jpg

Luís XVI - Antoine-François Callet
  Luís (à direita) e o seu irmão o Conde da Provença (à esquerda), na sua infância -  por François Hubert Drouais
 File:François hubert drouais - duque berry conde provença.jpg
Casamento de Luís XVI e Maria Antonieta

 File:Louis XVI at the Tour du Temple Jean Francois Garneray 1755 1837.jpg
  
Luís XVI na prisão Tour du Temple -Jean-François Garneray

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

23 de Agosto de 1754: Nasce em Versalhes Luís XVI

Luís XVI de Bourbon, nascido a 23 de Agosto de 1754 em Versalhes e executado a 21 de Janeiro de 1793 em Paris, foi rei de França entre 1774 e1791. Quando subiu ao trono em 1774, tinha 20 anos e as finanças reais não se encontravam numa situação favorável e assim permaneceram até o eclodir da Revolução Francesa, altura em que Luís XVI foi deposto. Criou (1789) o Estado-Geral, mas não desenvolveu as reformas prometidas o que provocou a Revolução, um dos acontecimentos mais importantes da Idade Moderna. Ele e a sua esposa, Marie Antonieta, foram executados na guilhotina (1793) na Place de la Révolution, depois Place de la Concorde, em Paris. Filho de Luís XV e de Maria Josefa da Saxónia, tornou-se delfim, herdeiro do trono, com a morte do pai em 1765. Cinco anos depois, casou-se com a arquiduquesa austríaca Maria Antonieta de Habsburgo, filha da imperatriz Maria Teresa da Áustria. Assumiu o trono (1774), após a morte de seu avô Luís XV. Reconhecido como um rei de carácter fraco, perdeu a sua força de governação para o Parlamento, dominado pela aristocracia, o que levou o reino quase à falência. Devido às más  condições climáticas (1788), a produção de alimentos baixou, os preços aumentaram e houve fome, conduzindo ao descontentamento. Incumbiu o ministro Turgot de realizar uma reforma tributária, mas este sofreu forte oposição dos nobres e demitiu-se. Tentando salvar a corte deixou-se dominar pelas facções mais reacionárias lideradas pelo seu irmão, o conde de Artois, e pela rainha Antonieta. O novo ministro Necker convenceu o rei a convocar a Assembleia dos Estados Gerais, que se reuniram em Maio (1789) em Versalhes. O que se queria é que o Terceiro Estado pagasse os impostos que o clero e nobreza não pagavam. A estratégia era que a votação fosse feita por ordem e não por indivíduos. Em 17 de Junho daquele ano o Terceiro Estado reuniu-se em separado e proclamou a Assembleia Nacional, que em 9 de Julho tornou-se Assembleia Nacional Constituinte. No dia 26 de Agosto foi aprovada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Diante da criação da Assembleia Nacional e da recusa do rei em aprová-la e a massa parisiense invadiu Versalhes, a família real tentou fugir do país, mas foi capturada e obrigada a ficar em Paris. Tentou então fugir do Palácio das Tulherias (1791) para comandar do exterior a contra-revolução, porém foi reconhecido e preso em Varennes. A sua derradeira esperança estava na Áustria, terra natal da rainha Maria Antonieta. O exército austro-prussiano invadiu a França, mas foi derrotado em Setembro (1792) e, então, foi proclamada a República. O rei e a rainha julgados por traição, condenados à morte na guilhotina, a monarquia abolida (1792) e ele executado em 21 de Janeiro (1793).
Fonte:s net.saber
wikipedia (Imagens)
File:Antoine-François Callet - Louis XVI, roi de France et de Navarre (1754-1793), revêtu du grand costume royal en 1779 - Google Art Project.jpg
Luís XVI - Antoine-François Callet
  Luís (à direita) e o seu irmão o Conde da Provença (à esquerda), na sua infância -  por François Hubert Drouais
 File:François hubert drouais - duque berry conde provença.jpg
Casamento de Luís XVI e Maria Antonieta

 File:Louis XVI at the Tour du Temple Jean Francois Garneray 1755 1837.jpg
  
Luís XVI na prisão Tour du Temple -Jean-François Garneray

sábado, 21 de janeiro de 2017

21 de Janeiro de 1793: Revolução Francesa. Execução de Luís XVI na guilhotina.

Às 10h20, de 21 de Janeiro de 1793, na Praça da Revolução (actual Place de La Concorde), Luís XVI, 39 anos, ex-rei da França, é guilhotinado um dia após ser condenado por conspiração com potências estrangeiras e sentenciado à morte pela Convenção Nacional Francesa.

Preso nas Tulherias com a sua família desde o mês de Agosto de 1792, a Convenção acusa-o de ser um traidor da Nação. As suas derradeiras palavras: “Franceses, eu morro inocente; perdoo os meus inimigos; desejo que minha morte seja...” No entanto, o final da sua frase seria coberto pelo rufar do tambor anunciando a sua execução. Em 16 de Outubro do mesmo ano seria vez da sua mulher Maria Antonieta ser executada na guilhotina em praça pública.     

Luís XVI havia assumido o trono francês em 1774 e desde o começo mostrou-se incapaz de tratar dos graves problemas financeiros que herdara de seu avô, o rei Luís XV. Em 1789, numa desesperada tentativa de resolver a aguda crise por que passava o país, Luís XVI convoca os Estados-Gerais, uma assembleia nacional que representava os três “Estados” do povo francês – a nobreza, o clero e a população comum e que não se haviam reunido desde o longínquo ano de 1614.

Ao longo da década de 1780, vários ministros tentaram ampliar a cobrança de impostos para assim tentar ultrapassar o quadro critico do país. No entanto, o conservadorismo das autoridades reais e a conivência de grande parte da nobreza e do clero impediam a realização dessas mudanças.     

O primeiro estado, o clero, contava com cerca de 120 mil religiosos divididos em alto clero (bispos e abades, muitos deles proprietários de terras) e o baixo clero (padres, monges e abades de pouca condição). O segundo estado, a nobreza, dividia-se entre a nobreza provincial (proprietária de terras) e a nobreza de toga (burgueses que compravam títulos de nobreza da Coroa). O terceiro estado era composto pela esmagadora maioria da população. No topo, a burguesia que se dividia em três categorias: a alta burguesia (banqueiros e grandes empresários). Em seguida, vinha a média burguesia (empresários, professores, profissionais liberais e advogados). Por fim, a pequena burguesia (artesãos, pequenos comerciantes, artistas). Na base do terceiro estado encontrava-se toda a classe trabalhadora francesa.

À parte de formar um estado misto com agudos conflitos entre si, somente os integrantes do terceiro estado arcavam com as taxas e impostos que sustentavam a monarquia francesa.

No hemiciclo da Assembleia Geral, o primeiro estado, sentado à direita, contava com 291 cadeiras; o segundo, no centro, com 270; o terceiro, posicionado à esquerda, contava com 578 cadeiras. Como o voto era dado por Estado, a coligação entre nobreza e clero impedia a aprovação de leis mais avançadas.           
O Terceiro Estado pretendia a adopção de voto por cabeça o que garantiria um amplo leque de reformas. Temendo as consequências o rei ameaçou dissolver os Estados gerais. Revoltados, os membros do Terceiro Estado reuniram-se nos espaços do Jogo da Péla, de onde exigiram a convocação de uma Assembleia Nacional. Sem saída, o monarca decidiu acatar o estabelecimento de uma Assembleia Nacional que aprovaria uma nova Constituição.

Diante da insuportável situação económica vivida, a população começa a  mobilizar-se. No dia 14 de Julho de 1789, uma grande multidão invadiu a Bastilha e libertaram todos aqueles que eram considerados inimigos da realeza. Era o começo da Revolução Francesa.

Em Outubro de 1789, a multidão marchou sobre Versalhes obrigando o casal real a  mudar-se para as Tulherias. Em Junho de 1791, forçaram os reis a fugir para a Áustria. Durante a viagem, Luís e Maria foram detidos em Varennes e reconduzidos a Paris. Ali, Luís XVI teve de aceitar a Constituição de 1791, que o reduziu a mera figura decorativa.

Em Agosto de 1792, os reis foram presos pelos ‘sans-cullottes’ e levados à Conciergerie. Em Setembro, a monarquia é abolida pela Convenção, que substituíra a Assembleia Nacional.
Em Janeiro seguinte, Luís foi considerado culpado e condenado à morte por estreita maioria. Em 21 de Janeiro de 1793, caminhou imperturbável para a guilhotina. 
Fontes: DW
wikipedia(imagens)

                                                               


A execução de Luís XVI
 File:Louis XVI at the Tour du Temple Jean Francois Garneray 1755 1837.jpg


Luís XVI preso na  Tour du Temple - Jean-François Garneray 
 Ficheiro:LouisXVIExecutionBig.jpg
          A execução de Luís XVI

terça-feira, 23 de agosto de 2016

23 de Agosto de 1754: Nasce em Versalhes Luís XVI

Luís XVI de Bourbon, nascido a 23 de Agosto de 1754 em Versalhes e executado a 21 de Janeiro de 1793 em Paris, foi rei de França entre 1774 e1791. Quando subiu ao trono em 1774, tinha 20 anos e as finanças reais não se encontravam numa situação favorável e assim permaneceram até o eclodir da Revolução Francesa, altura em que Luís XVI foi deposto. Criou (1789) o Estado-Geral, mas não desenvolveu as reformas prometidas o que provocou a Revolução, um dos acontecimentos mais importantes da Idade Moderna. Ele e a sua esposa, Marie Antonieta, foram executados na guilhotina (1793) na Place de la Révolution, depois Place de la Concorde, em Paris. Filho de Luís XV e de Maria Josefa da Saxónia, tornou-se delfim, herdeiro do trono, com a morte do pai em 1765. Cinco anos depois, casou-se com a arquiduquesa austríaca Maria Antonieta de Habsburgo, filha da imperatriz Maria Teresa da Áustria. Assumiu o trono (1774), após a morte de seu avô Luís XV. Reconhecido como um rei de carácter fraco, perdeu a sua força de governação para o Parlamento, dominado pela aristocracia, o que levou o reino quase à falência. Devido às más  condições climáticas (1788), a produção de alimentos baixou, os preços aumentaram e houve fome, conduzindo ao descontentamento. Incumbiu o ministro Turgot de realizar uma reforma tributária, mas este sofreu forte oposição dos nobres e demitiu-se. Tentando salvar a corte deixou-se dominar pelas facções mais reacionárias lideradas pelo seu irmão, o conde de Artois, e pela rainha Antonieta. O novo ministro Necker convenceu o rei a convocar a Assembleia dos Estados Gerais, que se reuniram em Maio (1789) em Versalhes. O que se queria é que o Terceiro Estado pagasse os impostos que o clero e nobreza não pagavam. A estratégia era que a votação fosse feita por ordem e não por indivíduos. Em 17 de Junho daquele ano o Terceiro Estado reuniu-se em separado e proclamou a Assembleia Nacional, que em 9 de Julho tornou-se Assembleia Nacional Constituinte. No dia 26 de Agosto foi aprovada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Diante da criação da Assembleia Nacional e da recusa do rei em aprová-la e a massa parisiense invadiu Versalhes, a família real tentou fugir do país, mas foi capturada e obrigada a ficar em Paris. Tentou então fugir do Palácio das Tulherias (1791) para comandar do exterior a contra-revolução, porém foi reconhecido e preso em Varennes. A sua derradeira esperança estava na Áustria, terra natal da rainha Maria Antonieta. O exército austro-prussiano invadiu a França, mas foi derrotado em Setembro (1792) e, então, foi proclamada a República. O rei e a rainha julgados por traição, condenados à morte na guilhotina, a monarquia abolida (1792) e ele executado em 21 de Janeiro (1793).
Fonte:s net.saber
wikipedia (Imagens)
File:Antoine-François Callet - Louis XVI, roi de France et de Navarre (1754-1793), revêtu du grand costume royal en 1779 - Google Art Project.jpg
Luís XVI - Antoine-François Callet
 
  Luís (à direita) e o seu irmão o Conde da Provença (à esquerda), na sua infância -  por François Hubert Drouais
 File:François hubert drouais - duque berry conde provença.jpg
Casamento de Luís XVI e Maria Antonieta

 File:Louis XVI at the Tour du Temple Jean Francois Garneray 1755 1837.jpg
  
Luís XVI na prisão Tour du Temple -Jean-François Garneray

segunda-feira, 16 de maio de 2016

16 de Maio de 1770: Casamento em Versalhes de Maria Antonieta e Luís XVI

Um dos dezasseis filhos de Maria Teresa, rainha da Hungria e da Boémia e de Francisco I, imperador da Áustria, foi Maria Antónia Josefa Joana , nascida a 2 de Novembro de 1755 e que depois de casada optou por usar o nome de Antonieta.
A arquiduquesa Antónia cresceu no ambiente muito moralista da corte da mãe. Maria Teresa era uma mulher com princípios fortes, amada pelo seu povo. O casamento da arquiduquesa Antónia com Luís XVI (então delfim) foi preparado pela mãe, para cimentar a aliança entre a Áustria e a França. A 13 de Junho de 1769 o noivado foi oficialmente anunciado. Os detalhes para o matrimónio foram meticulosamente preparados. A 19 de Abril de 1770 foi celebrado o casamento por procuração. A partir desse momento Antónia foi oficialmente chamada de "Marie Antoinette, Dauphine de France".
Em 21 de Abril de 1770, com a idade de 14 anos, Maria Antonieta deixa a sua terra natal e viaja para o palácio de Versalhes. A primeira impressão que teve ao conhecer Luís foi a de um rapaz tímido, gordo e algo estúpido.
O casamento dos futuros reis de França, foi celebrado em Versalhes a 16 de Maio, numa cerimónia solene, e todo o povo foi convidado a festejar a alegria da família real. Após o jantar, iniciou-se a cerimónia do coucher a qual, pela etiqueta, deveria ser presenciada por toda a corte. O casal foi para a cama e o leito nupcial foi abençoado pelo arcebispo. No final da cerimónia os noivos foram deixados a sós, mas o casamento não foi consumado.
Luís negligenciava os seus deveres reais a favor da caça e do tempo passado na sua oficina de serralharia. Sofria ainda de uma doença que o impediu de gerar filhos nos primeiros sete anos de casamento. O povo, não sabendo desta situação, culpava Maria Antonieta pela falta de herdeiros.
A corte de Versalhes era ainda mais rígida do que a de Maria Teresa, e Maria Antonieta não escondia o seu aborrecimento durante as cerimónias que decorriam.
À medida que o tempo passava, ela tornava-se cada vez mais rebelde. Insistia em sair sozinha ou com pouca companhia, em vez de viajar rodeada de criados e de cortesãos. Escolhia os seus próprios amigos e mesmo as roupas que usava, recusando-se a usar espartilhos e cintas.
Em 1774 o velho rei morreu e o seu marido tornou-se Luís XVI. Três anos mais tarde, uma pequena cirurgia voltava a dar-lhe esperança de ser pai. O primeiro filho do casal foi Maria Teresa Carlota, que nasceu em 1775. Com a maternidade, Antonieta assentou e tornou-se uma mãe e esposa devotada.
Apesar disso, foi sempre uma rainha impopular. Muitos franceses odiavam a rainha por esta ser austríaca e pelas suas maneiras frívolas. Havia rumores de que teria inúmeros amantes. Alcunhada de "Madame Déficit", sobre ela recaiam as culpas de ser a culpada da crise que o país atravessava.
E foi sobre ela que caiu a fúria da milícia parisiense aquando da Revolução. A 5 de Outubro de 1789, uma marcha de mulheres (e alguns homens disfarçados) irrompeu por Versalhes a exigir o sangue de Maria Antonieta, que se manteve sempre calma. Salvou-a da morte a intervenção de Lafayette, um herói da revolução americana que se opôs à acção da multidão.
O casal real e os seus filhos foram aprisionados no palácio das Tulherias, onde se mantiveram vários anos. Em 1791, alguns nobres conseguiram arranjar um plano de fuga para a família real, mas o casal teria de viajar separado das crianças, o que Maria Antonieta recusou. Isto veio a selar o seu destino, porque foram reconhecidos na vila de Varennes e capturados.
De novo em cativeiro, perante a apatia de Luís XVI, coube a Maria Antonieta negociar com os revolucionários e secretamente com a Áustria, para interceder em França, mas quando teve início a guerra entre os dois países, o casal real foi julgado por traição.
Em 1792 a monarquia foi abolida e a família real foi levada para a prisão, apesar de serem relativamente bem tratados e lhes ter sido permitido viver juntos.
A 21 de Janeiro de 1793, após julgamento, Luís XVI foi decapitado.
Os pequenos príncipes acompanharam os pais para a prisão, mas estavam frequentemente doentes, e Maria Antonieta velava por eles. Mas os carcereiros decidiram separar o pequeno Carlos Luís da mãe e colocaram-no numa cela no piso inferior, onde ela podia ouvi-lo a chorar, e onde veio a morrer em 1795, de tuberculose.
Semanas mais tarde, separaram-na também de Maria Carlota. Nunca mais os tornaria a ver.
Uma noite, Maria Antonieta foi acordada e levada para a prisão de Conciergerie, onde se encontravam todos os nobres que aguardavam a morte.
Em Outubro, a rainha, agora alcunhada de "viúva Capeto", foi julgada e condenada, por traição, a ser guilhotinada.
No dia 16 de Outubro de 1793, fizeram-na desfilar pelas ruas de Paris num carro aberto, sujeita a todos os piropos da população, embora mantivesse sempre a dignidade. No cadafalso, tropeçou nos pés do executor e pediu-lhe desculpa.
Depois de ter sido executada, o carrasco pegou sua cabeça ensanguentada e apresentou-a ao povo  de Paris.
Wikipedia (Imagens)
Ficheiro:Marie Antoinette Young.jpg
Maria Antonieta aos 7 anos de idade, óleo de Martin van Meytens
Ficheiro:Marie Antoinette Young3.jpg
A arquiduquesa aos 14 anos de idade, no retrato oficial enviado a Versalhes. Pastel de Joseph Ducreux 
Ficheiro:Louis16-1775.jpg

Luís XVI, aos vinte anos de idade, por Joseph Duplessis

sábado, 20 de junho de 2015

20 de Junho de 1791: Luís XVI e a família real tentam abandonar a França. São detidos em Varennes.

A Fuga de Varennes foi a tentativa de fuga de Luís XVI e da sua família. A fuga ocorreu nos dias 20 e 21 de Junho de 1791 tratando-se de um episódio determinante dentro do curso da Revolução Francesa. 
Nos dias 5 e 6 de Outubro de 1789, a população de Paris dirigiu-se a Versalhes para pedir pão ao rei Luís XVI. Como a Guarda Nacional se atrasou, o rei ficou, num primeiro momento, frente a frente com os manifestantes. Encarregado da segurança do palácio, o Marquês de La Fayette foi incapaz de impedir a invasão do palácio. Vários habitantes do palácio foram  assassinados. O Marquês conseguiu salvar a vida da família real que foi para Paris, passando a viver no palácio das Tulherias.
Após esse episódio, os conselheiros do rei começaram a delinear os planos para a fuga. Os detalhes da fuga foram preparados de forma quase ingénua. Por exemplo: o plano tinha previsto disfarçar o rei em intendente, sem que ninguém notasse que um verdadeiro empregado jamais se sentaria numa berlinda (carruagem elegante, munida de 6 cavalos, dignas de um rei). A escolha da libré (uniforme) dos três cavaleiros que escoltavam a carruagem não foi das mais acertadas, já que a cor escolhida era as dos príncipes de Condé, que partiram para o estrangeiro no início da Revolução, e só podendo gerar suspeitas. Acrescente-se a tudo isto o facto de que a partida na noite de 20 para 21 de junho não fora realizada dentro do mais completo segredo. Só podia resultar em fracasso.
Apesar das falhas de organização que cercaram esta empreitada, a detenção do rei marcou verdadeiramente uma alteração no curso da Revolução. A confiança entre o soberano e o  seu povo foi definitivamente quebrada. O rei foi acusado de traição e essa foi a principal causa do processo de acusação aberto pela Convenção em Dezembro de 1792 e que culminaria com a morte de Luís XVI na guilhotina. Precisamente quinze meses após estes acontecimentos, o rei foi destituído do seu título real com a proclamação da República, depois disso, foi julgado frente à Convenção Nacional, condenado à morte e guilhotinado, em 21 de Janeiro de 1793, tendo acontecido posteriormente o mesmo à rainha, Maria Antonieta. Quanto ao delfim (príncipe herdeiro do trono), "Luís XVII", morreria de uma doença nos pulmões, em condições particularmente atrozes, dentro da Prisão do Templo, a 8 de Junho de 1795.
wikipedia (Imagens)


Detenção de Luís XVI e sua família em Varennes
Ficheiro:Arrest of Louis XVI and his Family, Varennes, 1791.jpg

A Fuga de Varennes - Autor desconhecido


Ficheiro:FlighttoVarennesKingLouisXVI.jpg
Ficheiro:Duplessi-Bertaux - Arrivee de Louis Seize a Paris.png


Chegada de Louis XVI a Paris, 25 de Junho de 1791, após a fuga de Varennes (Duplessi-Bertaux a partir de um desenho de J-L Prieur).

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

21 de Janeiro de 1793: Revolução Francesa. Execução de Luís XVI na guilhotina.

Às 10h20, de 21 de Janeiro de 1793, na Praça da Revolução (actual Place de La Concorde), Luís XVI, 39 anos, ex-rei da França, é guilhotinado um dia após ser condenado por conspiração com potências estrangeiras e sentenciado à morte pela Convenção Nacional Francesa.

Preso nas Tulherias com a sua família desde o mês de Agosto de 1792, a Convenção acusa-o de ser um traidor da Nação. As suas derradeiras palavras: “Franceses, eu morro inocente; perdoo os meus inimigos; desejo que minha morte seja...” No entanto, o final da sua frase seria coberto pelo rufar do tambor anunciando a sua execução. Em 16 de Outubro do mesmo ano seria vez da sua mulher Maria Antonieta ser executada na guilhotina em praça pública.        

Luís XVI havia assumido o trono francês em 1774 e desde o começo mostrou-se incapaz de tratar dos graves problemas financeiros que herdara de seu avô, o rei Luís XV. Em 1789, numa desesperada tentativa de resolver a aguda crise por que passava o país, Luís XVI convoca os Estados-Gerais, uma assembleia nacional que representava os três “Estados” do povo francês – a nobreza, o clero e a população comum e que não se haviam reunido desde o longínquo ano de 1614.

Ao longo da década de 1780, vários ministros tentaram ampliar a cobrança de impostos para assim tentar ultrapassar o quadro critico do país. No entanto, o conservadorismo das autoridades reais e a conivência de grande parte da nobreza e do clero impediam a realização dessas mudanças.        

O primeiro estado, o clero, contava com cerca de 120 mil religiosos divididos em alto clero (bispos e abades, muitos deles proprietários de terras) e o baixo clero (padres, monges e abades de pouca condição). O segundo estado, a nobreza, dividia-se entre a nobreza provincial (proprietária de terras) e a nobreza de toga (burgueses que compravam títulos de nobreza da Coroa). O terceiro estado era composto pela esmagadora maioria da população. No topo, a burguesia que se dividia em três categorias: a alta burguesia (banqueiros e grandes empresários). Em seguida, vinha a média burguesia (empresários, professores, profissionais liberais e advogados). Por fim, a pequena burguesia (artesãos, pequenos comerciantes, artistas). Na base do terceiro estado encontrava-se toda a classe trabalhadora francesa.

À parte de formar um estado misto com agudos conflitos entre si, somente os integrantes do terceiro estado arcavam com as taxas e impostos que sustentavam a monarquia francesa.

No hemiciclo da Assembleia Geral, o primeiro estado, sentado à direita, contava com 291 cadeiras; o segundo, no centro, com 270; o terceiro, posicionado à esquerda, contava com 578 cadeiras. Como o voto era dado por Estado, a coligação entre nobreza e clero impedia a aprovação de leis mais avançadas.           
O Terceiro Estado pretendia a adopção de voto por cabeça o que garantiria um amplo leque de reformas. Temendo as consequências o rei ameaçou dissolver os Estados gerais. Revoltados, os membros do Terceiro Estado reuniram-se nos espaços do Jogo da Péla, de onde exigiram a convocação de uma Assembleia Nacional. Sem saída, o monarca decidiu acatar o estabelecimento de uma Assembleia Nacional que aprovaria uma nova Constituição.

Diante da insuportável situação económica vivida, a população começa a  mobilizar-se. No dia 14 de Julho de 1789, uma grande multidão invadiu a Bastilha e libertaram todos aqueles que eram considerados inimigos da realeza. Era o começo da Revolução Francesa.

Em Outubro de 1789, a multidão marchou sobre Versalhes obrigando o casal real a  mudar-se para as Tulherias. Em Junho de 1791, forçaram os reis a fugir para a Áustria. Durante a viagem, Luís e Maria foram detidos em Varennes e reconduzidos a Paris. Ali, Luís XVI teve de aceitar a Constituição de 1791, que o reduziu a mera figura decorativa.

Em Agosto de 1792, os reis foram presos pelos ‘sans-cullottes’ e levados à Conciergerie. Em Setembro, a monarquia é abolida pela Convenção, que substituíra a Assembleia Nacional.
Em Janeiro seguinte, Luís foi considerado culpado e condenado à morte por estreita maioria. Em 21 de Janeiro de 1793, caminhou imperturbável para a guilhotina. 
Fontes: DW
wikipedia(imagens)
 File:Louis XVI at the Tour du Temple Jean Francois Garneray 1755 1837.jpg
Luís XVI preso na  Tour du Temple - Jean-François Garneray 
 Ficheiro:LouisXVIExecutionBig.jpg
          A execução de Luís XVI

segunda-feira, 14 de julho de 2014

14 de Julho de 1789: Revolução Francesa. Tomada da Bastilha. Os habitantes de Paris revoltam-se e assaltam a prisão, libertando os presos políticos. Começa a queda do Antigo Regime

Os parisienses exasperados pelas restrições e o imobilismo do rei Luis XVI revoltam-se. À procura de armas, invadem  o Hôtel des Invalides e depois  dirigem-se à prisão da Bastilha. O governador De Launay que possui as chaves da fortaleza é forçado a entregá-las aos insurgentes. Todavia, certos revolucionários conseguem atravessar as muralhas e De Launay ordena que se abra fogo. Mais de 80 parisienses são mortos. No final da tarde, o governador capitula e uma hora mais tarde é fuzilado. A tomada da Bastilha em 14 de Julho de 1789 assinala o ponto de partida da Revolução Francesa, uma década de distúrbios políticos e terror, em que o rei Luis XVI foi destronado e dezenas de milhares de pessoas inclusive a sua mulher Maria Antonieta foram executadas na guilhotina. O símbolo do arbítrio real cai. O Antigo Regime vai chegando ao fim.
A Bastilha foi originalmente construída em 1370 como uma fortificação para proteger as muralhas de Paris contra um ataque dos ingleses. Transformou-se mais tarde numa fortaleza independente e o seu nome “bastide” foi mudado para Bastille. A Bastilha foi utilizada primeiramente como prisão estatal no século XVII e as suas celas foram reservadas para os delinquentes das classes abastadas, para os agitadores políticos e para os espiões. A maioria dos prisioneiros estava ali sem que houvesse um julgamento sob ordens directas do rei. Medindo 35 metros de altura e rodeada por um fosso de quase 3 metros de largura, a Bastilha mostrava-se como uma imponente estrutura no panorama urbano de Paris. 


Por ocasião do Verão de 1789, a França movia-se rapidamente em direcção à revolução. Ocorreu severa escassez de alimentos naquele ano e o ressentimento popular contra o governo do rei Luis XVI transformara-se em verdadeira fúria. Em Junho, o Terceiro Estado que representava a plebe e o baixo clero, declara-se em Assembleia Nacional e clama pela redacção de uma constituição. Inicialmente parecendo ceder, Luis XVI legaliza a Assembleia Nacional porém cerca Paris de tropas e demite Jacques Necker, um ministro de Estado popular que defendia abertamente as reformas. Em resposta, multidões começam a manifestar-se nas ruas de Paris comandadas por líderes revolucionários.
Bernard-Jordan de Launay, o governador militar da Bastilha, temia que a sua fortaleza pudesse ser alvo dos revolucionários, tendo solicitado urgentes reforços. Uma companhia de soldados mercenários suíços chegou em sete de Julho a fim de reforçar a sua guarnição de 82 soldados. O Marquês de Sade, um dos poucos prisioneiros da Bastilha à época, foi transferido para um asilo de loucos após a tentativa de incitar uma pequena multidão que se encontrava em frente à sua janela ao gritar: "Estão a massacrar os prisioneiros; vocês precisam vir e libertá-los." Em 12 de Julho, as autoridades reais transferiram 250 barris de pólvora para a Bastilha do Arsenal de Paris, que era muito vulnerável ao ataque. Launay trouxe os seus homens para dentro da Bastilha, erguendo as duas pontes levadiças.
Em 13 de Julho, revolucionários empunhando mosquetes começaram a atirar aos soldados que montavam guarda às torres da Bastilha e procuraram abrigar-se no pátio da fortaleza quando os homens de Launay passaram a responder. Naquela noite, multidões irromperam no Arsenal de Paris e outro depósito de armas e tomaram milhares de mosquetes. Ao amanhecer de 14 de Julho, uma grande multidão armada de mosquetes, espadas e diversas armas improvisadas começou a reunir-se em torno da Bastilha.
Launay recebeu uma delegação de líderes revolucionários, porém recusou-se a entregar a fortaleza e as suas munições como lhe era exigido. Mais tarde recebeu uma segunda delegação e prometeu não abrir fogo contra a multidão. Para convencer os revolucionários, mostrou-lhes que os canhões não estavam carregados. Ao invés de acalmar a agitada multidão, a notícia de que os canhões não estavam activos encorajou um grupo de homens a escalar o muro externo, chegar ao pátio interno e baixar a ponte levadiça. Trezentos revolucionários invadiram a fortificação. Os soldados de Launay assumiram uma posição defensiva. Quando a multidão começou a tentar baixar a segunda ponte levadiça, Launay ordenou que os seus homens abrissem fogo. Cerca de 100 manifestantes morreram ou ficaram feridos.
Num primeiro momento, o contingente de Launay mostrou-se capaz de conter e afastar a multidão, contudo mais e mais parisienses convergiam para a Bastilha. Cerca de 3 horas da tarde, chega uma companhia de desertores do exército francês. Os soldados, ocultados pela cortina de fumo de uma fogueira alimentada pelos manifestantes, posicionaram cinco canhões e assestaram como alvo a Bastilha. Diante da circunstância, Launay ergueu uma bandeira branca de rendição numa haste da fortaleza. Launay e os seus homens foram feitos prisioneiros, a pólvora e os canhões foram tomados e os sete prisioneiros da Bastilha, libertados. Ao chegarem ao Hotel de Ville, onde a prisão de Launay deveria ser ditada por um conselho revolucionário, o governador da Bastilha foi afastado dos seus acompanhantes por gente do povo e morto.
A Tomada da Bastilha simboliza o fim do Antigo Regime e proporcionou à causa dos revolucionários franceses um irresistível momento. Apoiados pela esmagadora maioria do exército francês, os revolucionários assumiram o controlo de Paris e a partir daí dos arredores, forçando o rei Luís XVI a aceitar um governo constitucional. Em 1792, a monarquia foi abolida e Luís XVI e sua mulher Maria Antonieta foram levados à guilhotina por traição em 1793.
Por ordem do novo governo revolucionário, a Bastilha foi derrubada. Em 6 de Fevereiro de 1790, a última pedra da odiada prisão-fortaleza foi apresentada à Assembleia Nacional. Actualmente, - o dia 14 de Julho – dia da Queda da Bastilha – é celebrado como o maior feriado de França. 
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

  Tomada da Bastillha  por Jean-Pierre Houël

Prisão do governador da Bastilha Jean-Baptiste Lallemand


"É assim que vingamos os traidores" Gravura de 1789 que mostra os soldados que transportam as cabeças dos responsáveis pela Bastilha, entre eles o Marquês de Launay

sexta-feira, 20 de junho de 2014

20 de Junho de 1791: Luís XVI e a família real tentam abandonar a França. São detidos em Varennes.

A Fuga de Varennes foi a tentativa de fuga de Luís XVI e da sua família. A fuga ocorreu nos dias 20 e 21 de Junho de 1791 tratando-se de um episódio determinante dentro do curso da Revolução Francesa. 
Nos dias 5 e 6 de Outubro de 1789, a população de Paris dirigiu-se a Versalhes para pedir pão ao rei Luís XVI. Como a Guarda Nacional se atrasou, o rei ficou, num primeiro momento, frente a frente com os manifestantes. Encarregado da segurança do palácio, o Marquês de La Fayette foi incapaz de impedir a invasão do palácio. Vários habitantes do palácio foram  assassinados. O Marquês conseguiu salvar a vida da família real que foi para Paris, passando a viver no palácio das Tulherias.
Após esse episódio, os conselheiros do rei começaram a delinear os planos para a fuga. Os detalhes da fuga foram preparados de forma quase ingénua. Por exemplo: o plano tinha previsto disfarçar o rei em intendente, sem que ninguém notasse que um verdadeiro empregado jamais se sentaria numa berlinda (carruagem elegante, munida de 6 cavalos, dignas de um rei). A escolha da libré (uniforme) dos três cavaleiros que escoltavam a carruagem não foi das mais acertadas, já que a cor escolhida era as dos príncipes de Condé, que partiram para o estrangeiro no início da Revolução, e só podendo gerar suspeitas. Acrescente-se a tudo isto o facto de que a partida na noite de 20 para 21 de junho não fora realizada dentro do mais completo segredo. Só podia resultar em fracasso.
Apesar das falhas de organização que cercaram esta empreitada, a detenção do rei marcou verdadeiramente uma alteração no curso da Revolução. A confiança entre o soberano e o  seu povo foi definitivamente quebrada. O rei foi acusado de traição e essa foi a principal causa do processo de acusação aberto pela Convenção em Dezembro de 1792 e que culminaria com a morte de Luís XVI na guilhotina. Precisamente quinze meses após estes acontecimentos, o rei foi destituído do seu título real com a proclamação da República, depois disso, foi julgado frente à Convenção Nacional, condenado à morte e guilhotinado, em 21 de Janeiro de 1793, tendo acontecido posteriormente o mesmo à rainha, Maria Antonieta. Quanto ao delfim (príncipe herdeiro do trono), "Luís XVII", morreria de uma doença nos pulmões, em condições particularmente atrozes, dentro da Prisão do Templo, a 8 de Junho de 1795.
wikipedia (Imagens)


Detenção de Luís XVI e sua família em Varennes
Ficheiro:Arrest of Louis XVI and his Family, Varennes, 1791.jpg

A Fuga de Varennes - Autor desconhecido


Ficheiro:FlighttoVarennesKingLouisXVI.jpg
Ficheiro:Duplessi-Bertaux - Arrivee de Louis Seize a Paris.png


Chegada de Louis XVI a Paris, 25 de Junho de 1791, após a fuga de Varennes (Duplessi-Bertaux a partir de um desenho de J-L Prieur).

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

A Fuga de Varennes

A Fuga de Varennes foi a tentativa de fuga de Luís XVI e da sua família. A fuga ocorreu nos dias 20 e 21 de junho de 1791 tratando-se de um episódio determinante dentro do curso da Revolução Francesa.
Nos dias 5 e 6 de Outubro de 1789, a população de Paris dirigiu-se a Versalhes para pedir pão ao rei Luís XVI. Como a Guarda Nacional se atrasou, o rei ficou, num primeiro momento, frente a frente com os manifestantes. Encarregado da segurança do palácio, o Marquês de La Fayette foi incapaz de impedir a invasão do palácio. Vários habitantes do palácio foram  assassinados. O Marquês conseguiu salvar a vida da família real que foi para Paris, passando a viver no palácio das Tulherias.
Após esse episódio, os conselheiros do rei começaram a delinear os planos para a fuga. Os detalhes da fuga foram preparados de forma quase ingénua. Por exemplo: o plano tinha previsto disfarçar o rei em intendente, sem que ninguém notasse que um verdadeiro empregado jamais se sentaria numa berlinda (carruagem elegante, munida de 6 cavalos, dignas de um rei). A escolha da libré (uniforme) dos três cavaleiros que escoltavam a carruagem não foi das mais acertadas, já que a cor escolhida era as dos príncipes de Condé, que partiram para o estrangeiro no início da Revolução, e só podendo gerar suspeitas. Acrescente-se a tudo isto o facto de que a partida na noite de 20 para 21 de junho não fora realizada dentro do mais completo segredo. Só podia resultar em fracasso.
Apesar das falhas de organização que cercaram esta empreitada, a detenção do rei marcou verdadeiramente uma alteração no curso da Revolução. A confiança entre o soberano e o  seu povo foi definitivamente quebrada. O rei foi acusado de traição e essa foi a principal causa do processo de acusação aberto pela Convenção em Dezembro de 1792 e que culminaria com a morte de Luís XVI na guilhotina. Precisamente quinze meses após estes acontecimentos, o rei foi destituído do seu título real com a proclamação da República, depois disso, foi julgado frente à Convenção Nacional, condenado à morte e guilhotinado, em 21 de Janeiro de 1793, tendo acontecido posteriormente o mesmo à rainha, Maria Antonieta. Quanto ao delfim (príncipe herdeiro do trono), "Luís XVII", morreria de uma doença nos pulmões, em condições particularmente atrozes, dentro da Prisão do Templo, a 8 de Junho de 1795.
wikipedia (Imagens)


Detenção de Luís XVI e sua família em Varennes
Ficheiro:Arrest of Louis XVI and his Family, Varennes, 1791.jpg
A Fuga de Varennes - Autor desconhecido
Ficheiro:FlighttoVarennesKingLouisXVI.jpg
Ficheiro:Duplessi-Bertaux - Arrivee de Louis Seize a Paris.png
Chegada de Louis XVI a Paris, 25 de Junho de 1791, após a fuga de Varennes (Duplessi-Bertaux a partir de um desenho de J-L Prieur).

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A França nas vésperas da Revolução: Luís XVI

Luís XVI de Bourbon, nascido a 23 de Agosto de 1754 em Versalhes e executado a 21 de Janeiro de 1793 em Paris, foi rei de França entre 1774 e1791. Quando subiu ao trono em 1774, tinha 20 anos e as finanças reais não se encontravam numa situação favorável e assim permaneceram até o eclodir da Revolução Francesa, altura em que Luís XVI foi deposto. Criou (1789) o Estado-Geral, mas não desenvolveu as reformas prometidas o que provocou a Revolução, um dos acontecimentos mais importantes da Idade Moderna. Ele e a sua esposa, Marie Antonieta, foram executados na guilhotina (1793) na Place de la Révolution, depois Place de la Concorde, em Paris. Filho de Luís XV e de Maria Josefa da Saxónia, tornou-se delfim, herdeiro do trono, com a morte do pai em 1765. Cinco anos depois, casou-se com a arquiduquesa austríaca Maria Antonieta de Habsburgo, filha da imperatriz Maria Teresa da Áustria. Assumiu o trono (1774), após a morte de seu avô Luís XV. Reconhecido como um rei de carácter fraco, perdeu a sua força de governação para o Parlamento, dominado pela aristocracia, o que levou o reino quase à falência. Devido às más  condições climáticas (1788), a produção de alimentos baixou, os preços aumentaram e houve fome, conduzindo ao descontentamento. Incumbiu o ministro Turgot de realizar uma reforma tributária, mas este sofreu forte oposição dos nobres e demitiu-se. Tentando salvar a corte deixou-se dominar pelas facções mais reacionárias lideradas pelo seu irmão, o conde de Artois, e pela rainha Antonieta. O novo ministro Necker convenceu o rei a convocar a Assembleia dos Estados Gerais, que se reuniram em Maio (1789) em Versalhes. O que se queria é que o Terceiro Estado pagasse os impostos que o clero e nobreza não pagavam. A estratégia era que a votação fosse feita por ordem e não por indivíduos. Em 17 de Junho daquele ano o Terceiro Estado reuniu-se em separado e proclamou a Assembleia Nacional, que em 9 de Julho tornou-se Assembleia Nacional Constituinte. No dia 26 de Agosto foi aprovada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Diante da criação da Assembleia Nacional e da recusa do rei em aprová-la e a massa parisiense invadiu Versalhes, a família real tentou fugir do país, mas foi capturada e obrigada a ficar em Paris. Tentou então fugir do Palácio das Tulherias (1791) para comandar do exterior a contra-revolução, porém foi reconhecido e preso em Varennes. A sua derradeira esperança estava na Áustria, terra natal da rainha Maria Antonieta. O exército austro-prussiano invadiu a França, mas foi derrotado em Setembro (1792) e, então, foi proclamada a República. O rei e a rainha julgados por traição, condenados à morte na guilhotina, a monarquia abolida (1792) e ele executado em 21 de Janeiro (1793).
Fonte:s net.saber
wikipedia (Imagens)

File:Antoine-François Callet - Louis XVI, roi de France et de Navarre (1754-1793), revêtu du grand costume royal en 1779 - Google Art Project.jpg
Luís XVI - Antoine-François Callet
 
  Luís (à direita) e o seu irmão o Conde da Provença (à esquerda), na sua infância -  por François Hubert Drouais
 File:François hubert drouais - duque berry conde provença.jpg
 
  File:Louis XVI at the Tour du Temple Jean Francois Garneray 1755 1837.jpg
Luís XVI na prisão Tour du Temple -Jean-François Garneray