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domingo, 29 de julho de 2018

29 de Julho de 1883: Nasce Benito Mussolini

Benito Mussolini  nasceu a 29 de Julho de 1883 e passou  os seus primeiros anos de vida numa pequena vila na província.
Foi-lhe dado o nome de Benito em honra do revolucionário mexicano Benito Juárez. Tal como o seu pai, Benito tornou-se socialista e mais tarde um marxista. Foi influenciado por aquilo que leu de Friedrich Nietzsche, e uma outra doutrina muito comum no seu tempo e que o influenciou foi a do "sindicalismo revolucionário", sustentada pelo escritor francês Georges Sorel (1847-1922).
Em 1902 emigrou para a Suíça para fugir ao serviço militar, mas, incapaz de encontrar um emprego permanente, foi até mesmo preso por ser considerado vagabundo e acabou por ser expulso. Foi deportado para a Itália, onde foi forçado a cumprir o serviço militar. Depois de novos problemas com a polícia, ele conseguiu um emprego num jornal na cidade de Trento (à época sob domínio austro-húngaro) em 1908. Foi nesta altura que escreveu um romance, chamado:"A amante do cardeal".
Mussolini tinha um irmão, Arnaldo, que se tornou um conhecido teórico do fascismo.
Uniu-se informalmente com Rachele Guidi e em 1910 nasceu a primeira filha, Edda. Contraiu matrimónio civil somente cinco anos mais tarde. Em 1916 nasce Vittorio, em 1918 Bruno, em 1927 Romano e em 1929, Anna Maria.
No início da sua carreira de jornalista e político foi um tenaz propagandista do socialismo italiano, em defesa do qual escreveu vários artigos no jornal esquerdista Avanti, de que era redactor-chefe. Em 1914, tornou-se  responsável pelo jornal Popolo d'Itália, onde defendeu a intervenção italiana em favor dos aliados e contra a Alemanha. Expulso do Partido Socialista Italiano, alistou-se no exército - quando a Itália entrou na Primeira Guerra Mundial, aliando-se à Grã-Bretanha e à França - e alcançou a patente de sargento, vindo a ser ferido em combate por uma granada.
Em 1919, fundou os Fasci Italiani di Combatimento, organização que originaria, mais tarde, o Partido Fascista. Baseando-se numa filosofia política teoricamente socialista, conseguiu a adesão dos militares descontentes e de grande parte da população, alargou os quadros e a dimensão do partido.
Após um período de grandes perturbações políticas e sociais, período em que alcançou grande popularidade, chegou a chefe do partido (Duce).
Em 1922 organizou, juntamente com Bianchi, De Vecchi, De Bono e Italo Balbo, a famosa marcha sobre Roma, um golpe de propaganda. O próprio Mussolini nem sequer esteve presente, tendo chegado de comboio.
Usando as suas milícias designadas camicie neri (camisas negras) para instigar o terror e combater abertamente os socialistas, conseguiu que os poderes investidos o nomeassem para formar governo. Foi nomeado Primeiro Ministro pelo rei Vítor Manuel III, alcançando a maioria parlamentar e, consequentemente, poderes absolutos no governo do país.


Logo após a sua subida ao poder, iniciou uma campanha de fanatização que culminaria com o aumento do seu poder, devido à interdição dos restantes partidos políticos e sindicatos. Nessa campanha foi apoiado pela burguesia e pela Igreja. Em 1929, necessitando de apoio desta e dos católicos, pôs fim à Questão Romana (conflito entre os Papas e o Estado italiano) assinando a Concordata de São João Latrão com Pio XI. Por esse tratado, firmou-se um acordo pelo qual se criava o Estado do Vaticano, o Sumo Pontífice recebia indemnização monetária pelas perdas territoriais, o ensino religioso era obrigatório nas escolas italianas, o catolicismo tornava-se a religião oficial da Itália e proibia-se a admissão em cargos públicos dos sacerdotes que abandonassem a batina. Na política externa, após uma campanha de conquista contra a Abissínia, pela qual tenta reconstituir um império africano, alinha com  a Alemanha hitleriana e o Japão imperial, apesar de saber que a Itália não se encontra em condições de suportar novo conflito; vê-se arrastado, como parceiro menor, para a II Guerra Mundial que estala em 1939 e que irá pôr a ferro e fogo a Europa, a África e a Ásia, terminando com a derrota. Quando esta se aproxima, em plena contra ofensiva aliada, os militares lançam um golpe de estado que depõe Mussolini, que é encarcerado e algum tempo depois libertado por paraquedistas alemães. Enquanto os militares colocam a Itália ao lados dos aliados e os alemães ocupam larga extensão da península italiana, Mussolini tenta manter no norte da Itália uma República Social (a República de Saló, do nome do local onde se instalou), que se aguenta tempo artificialmente, de acordo com as exigências da política de guerra da Alemanha. Mussolini não tem aí qualquer poder efectivo, acabando por se ver forçado a tentar a fuga, em condições desesperadas, perante o avanço dos aliados e dos movimentos de resistência. Serão precisamente os resistentes italianos que, em Maio de 1945, pouco antes do suicídio do seu aliado Adolf Hitler, o irão capturar e fuzilar sumariamente, vindo o seu cadáver a ser exposto publicamente e a ser alvo da ira popular.
Fontes: Infopédia
Biografias UOL Educação
Wikipedia (Imagens)

Ficheiro:Mussolini-ggbain.jpg
Retrato de Benito Mussolini, fotografado por George Grantham Bain

Arquivo: Fasci di combattimento.jpg
Manifesto fascista publicado no Il Popolo d'Italia, 06 de Junho de 1919

File:Newsweek May 13 1940 Mussolini.jpg

Benito Mussolini na capa da revista Newsweek , 13 de Maio de 1940

sábado, 28 de abril de 2018

28 de Abril de 1945: Mussolini é executado quando tentava a fuga de Itália para a Suiça

Benito Mussolini  nasceu a 29 de Julho de 1883 e passou  os seus primeiros anos de vida numa pequena vila na província.
Foi-lhe dado o nome de Benito em honra do revolucionário mexicano Benito Juárez. Tal como o seu pai, Benito tornou-se socialista e mais tarde um marxista. Foi influenciado por aquilo que leu de Friedrich Nietzsche, e uma outra doutrina muito comum no seu tempo e que o influenciou foi a do "sindicalismo revolucionário", sustentada pelo escritor francês Georges Sorel (1847-1922).
Em 1902 emigrou para a Suíça para fugir ao serviço militar, mas, incapaz de encontrar um emprego permanente, foi até mesmo preso por ser considerado vagabundo e acabou por ser expulso. Foi deportado para a Itália, onde foi forçado a cumprir o serviço militar. Depois de novos problemas com a polícia, ele conseguiu um emprego num jornal na cidade de Trento (à época sob domínio austro-húngaro) em 1908. Foi nesta altura que escreveu um romance, chamado:"A amante do cardeal".
Mussolini tinha um irmão, Arnaldo, que se tornou um conhecido teórico do fascismo.
Uniu-se informalmente com Rachele Guidi e em 1910 nasceu a primeira filha, Edda. Contraiu matrimónio civil somente cinco anos mais tarde. Em 1916 nasce Vittorio, em 1918 Bruno, em 1927 Romano e em 1929, Anna Maria.
No início da sua carreira de jornalista e político foi um tenaz propagandista do socialismo italiano, em defesa do qual escreveu vários artigos no jornal esquerdista Avanti, de que era redactor-chefe. Em 1914, tornou-se  responsável pelo jornal Popolo d'Itália, onde defendeu a intervenção italiana em favor dos aliados e contra a Alemanha. Expulso do Partido Socialista Italiano, alistou-se no exército - quando a Itália entrou na Primeira Guerra Mundial, aliando-se à Grã-Bretanha e à França - e alcançou a patente de sargento, vindo a ser ferido em combate por uma granada.
Em 1919, fundou os Fasci Italiani di Combatimento, organização que originaria, mais tarde, o Partido Fascista. Baseando-se numa filosofia política teoricamente socialista, conseguiu a adesão dos militares descontentes e de grande parte da população, alargou os quadros e a dimensão do partido.
Após um período de grandes perturbações políticas e sociais, período em que alcançou grande popularidade, chegou a chefe do partido (Duce).
Em 1922 organizou, juntamente com Bianchi, De Vecchi, De Bono e Italo Balbo, a famosa marcha sobre Roma, um golpe de propaganda. O próprio Mussolini nem sequer esteve presente, tendo chegado de comboio.
Usando as suas milícias designadas camicie neri (camisas negras) para instigar o terror e combater abertamente os socialistas, conseguiu que os poderes investidos o nomeassem para formar governo. Foi nomeado Primeiro Ministro pelo rei Vítor Manuel III, alcançando a maioria parlamentar e, consequentemente, poderes absolutos no governo do país.
Logo após a sua subida ao poder, iniciou uma campanha de fanatização que culminaria com o aumento do seu poder, devido à interdição dos restantes partidos políticos e sindicatos. Nessa campanha foi apoiado pela burguesia e pela Igreja. Em 1929, necessitando de apoio desta e dos católicos, pôs fim à Questão Romana (conflito entre os Papas e o Estado italiano) assinando a Concordata de São João Latrão com Pio XI. Por esse tratado, firmou-se um acordo pelo qual se criava o Estado do Vaticano, o Sumo Pontífice recebia indemnização monetária pelas perdas territoriais, o ensino religioso era obrigatório nas escolas italianas, o catolicismo tornava-se a religião oficial da Itália e proibia-se a admissão em cargos públicos dos sacerdotes que abandonassem a batina. Na política externa, após uma campanha de conquista contra a Abissínia, pela qual tenta reconstituir um império africano, alinha com  a Alemanha hitleriana e o Japão imperial, apesar de saber que a Itália não se encontra em condições de suportar novo conflito; vê-se arrastado, como parceiro menor, para a II Guerra Mundial que estala em 1939 e que irá pôr a ferro e fogo a Europa, a África e a Ásia, terminando com a derrota. Quando esta se aproxima, em plena contra ofensiva aliada, os militares lançam um golpe de estado que depõe Mussolini, que é encarcerado e algum tempo depois libertado por paraquedistas alemães. Enquanto os militares colocam a Itália ao lados dos aliados e os alemães ocupam larga extensão da península italiana, Mussolini tenta manter no norte da Itália uma República Social (a República de Saló, do nome do local onde se instalou), que se aguenta tempo artificialmente, de acordo com as exigências da política de guerra da Alemanha. Mussolini não tem aí qualquer poder efectivo, acabando por se ver forçado a tentar a fuga, em condições desesperadas, perante o avanço dos aliados e dos movimentos de resistência. Em Abril de 1945, após as tropas alemãs capitularem na Itália, os guerrilheiros antifascistas ("partigiani") conquistaram Milão e apertaram o cerco a Mussolini. Na época, o ex-ditador já estava afastado do poder (desde 1943) e contava com a protecção das tropas nazis para dominar partes da Itália que não haviam sido ocupadas pelos aliados. Segundo relatos, Mussolini tentou fugir para a Suíça, ou a Áustria, quando foi preso pelos homens da resistência italiana, ele e sua companheira, Clara Petacci, foram executados e os seus corpos  transportados para Milão e colocados na Piazza Loreto onde ficaram pendurados pelos pés numa viga, sendo retirados horas depois e deixados na via pública.  Entretanto, desde o fim da guerra, as circunstâncias da morte de Mussolini e a identidade do assassino fazem parte de constantes confusões, disputas e controvérsias na Itália.
No dia seguinte à execução do ditador, o primeiro-ministro italiano Ivanoe Bonomi confirmou o fuzilamento. Em Portugal,  António de Oliveira Salazar, determinou a celebração de missas   em Lisboa pela alma de Mussolini e Hitler, que morreria dois dias depois do Duce. O governo de Salazar decretou luto oficial  pela morte de Hitler.


Fontes: Infopédia
Biografias UOL Educação
Wikipedia (Imagens)

Ficheiro:Mussolini-ggbain.jpg
Retrato de Benito Mussolini, fotografado por George Grantham Bain
Arquivo: Fasci di combattimento.jpg
Manifesto fascista publicado no Il Popolo d'Italia, 06 de Junho de 1919

File:Newsweek May 13 1940 Mussolini.jpg
Benito Mussolini na capa da revista Newsweek , 13 de Maio de 1940
O corpo de Mussolini (segundo a partir da esquerda) junto a ClaraPetacci (no meio) e outros fascistas na Piazzale Loreto, Milão

sexta-feira, 23 de março de 2018

23 de Março de 1919: Benito Mussolini funda, em Milão, o Movimento Fascista Italiano de Combate, que dará lugar ao Partido Fascista, em Novembro de 1921.


No dia 23 de Março de 1919, na praça do Santo Sepulcro, em Milão, Benito Mussolini cria os primeiros esquadrões fascistas, os ‘Fasci Italiani di Combattimento’. Esses grupos paramilitares iriam formar o embrião do futuro Partido Nacional Fascista.


O termo ‘fascista’ destinado a ter uma difusão planetária, iria designar a partir do final dos anos 1920 e, em especial, da Guerra Civil espanhola, todos os movimentos totalitários de extrema-direita, antidemocráticos, violentos, racistas e ultranacionalistas.

Antes da Primeira Guerra Mundial, quando era militante socialista e revolucionário, o futuro Duce tinha frequentado na Suíça os exilados bolcheviques. Tomou então conhecimento da teoria de Lenine, segundo a qual a ascensão ao poder deveria  apoiar-se sobre uma organização bem estruturada, constituída na sua direcção por revolucionários profissionais.

Construiu o seu movimento levando em conta o exemplo do líder russo, introduzindo, porém, a característica paramilitar dos seus grupos de apoio. Valendo-se dos seus talentos como orador, traz para seu seio os ‘arditi’ - Reparti d'assalto (Unidades de assalto) da I Guerra, tropas de elite do Exército. Em italiano, a expressão ‘ardito’ significa algo como bravo, corajoso, audacioso. Organizadas no Verão de 1917 pelo coronel Bassi, a essas forças especiais era designado o papel táctico de romper as defesas inimigas e atacá-las em profundidade, de modo a preparar um avanço maciço das tropas de infantaria – que tinham dificuldade de se converter à vida civil. A esses jovens  juntaram-se sindicalistas e trabalhadores vítimas das crises económicas e proletariado em geral.

A todos, Mussolini propunha um programa político vagamente socialista e fortemente nacionalista. Passa a reivindicar os territórios prometidos pelo Tratado de Londres, declara guerra aos bolcheviques e aos socialistas, denuncia o capitalismo, exige a abolição do Senado e a eleição de uma assembleia constituinte, prega a abolição do serviço militar obrigatório e pronuncia-se a favor de uma república laica. Esse programa iria evoluir muito ao sabor das circunstâncias.

No final de 1919, o movimento fascista era ainda bastante marginal. Contava com apenas 17 mil membros e não conseguiu eleger sequer um representante nas eleições legislativas de Novembro. O próprio Mussolini obtivera em Milão apenas 4.800 votos contra 170 mil do candidato socialista.

Na esfera de influência nacionalista, Mussolini  via-se eclipsado pelo prestígio do poeta Gabriele d'Annunzio. A sua decepcção era tal que pensou emigrar para os Estados Unidos.

Tudo mudou no ano seguinte. O ex-líder socialista continuou a utilizar uma terminologia revolucionária, anticapitalista e anti burguesa. Todavia, durante o Verão de 1920, enquanto se multiplicavam as manifestações populares e as greves nas grandes cidades industriais do norte e nos campos do sul, toma o partido da contra-revolução. Cria uma milícia, os ‘squadre’ (esquadrões) cujos membros, os ‘squadristi’, eram reconhecidos por trajarem uma ‘Camisa Negra’ . Daí o seu epíteto.

Em total ilegalidade, esses milicianos armados, motorizados e formados por ex-oficiais percorrem cidades e campos, intimidando de todas as maneiras possíveis os militantes comunistas e socialistas, os sindicalistas e os grevistas.

A polícia, os magistrados e o próprio governo fecham os olhos.Os patrões, por sua vez,  não hesitaram em financiar generosamente o Partido Fascista. Chegando a mais de 700 mil membros em 1922, o Partido Nacional Fascista ainda assim não conseguia seduzir o eleitorado.

Foi apenas com recurso à força e às ameaças que Benito Mussolini finalmente chegaria ao poder no mês de Outubro naquele ano.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia(imagens)

Mussolini  e os "Camisas Negras" em 1922

sábado, 29 de julho de 2017

29 de Julho de 1883: Nasce Benito Mussolini

Benito Mussolini  nasceu a 29 de Julho de 1883 e passou  os seus primeiros anos de vida numa pequena vila na província.
Foi-lhe dado o nome de Benito em honra do revolucionário mexicano Benito Juárez. Tal como o seu pai, Benito tornou-se socialista e mais tarde um marxista. Foi influenciado por aquilo que leu de Friedrich Nietzsche, e uma outra doutrina muito comum no seu tempo e que o influenciou foi a do "sindicalismo revolucionário", sustentada pelo escritor francês Georges Sorel (1847-1922).
Em 1902 emigrou para a Suíça para fugir ao serviço militar, mas, incapaz de encontrar um emprego permanente, foi até mesmo preso por ser considerado vagabundo e acabou por ser expulso. Foi deportado para a Itália, onde foi forçado a cumprir o serviço militar. Depois de novos problemas com a polícia, ele conseguiu um emprego num jornal na cidade de Trento (à época sob domínio austro-húngaro) em 1908. Foi nesta altura que escreveu um romance, chamado:"A amante do cardeal".
Mussolini tinha um irmão, Arnaldo, que se tornou um conhecido teórico do fascismo.
Uniu-se informalmente com Rachele Guidi e em 1910 nasceu a primeira filha, Edda. Contraiu matrimónio civil somente cinco anos mais tarde. Em 1916 nasce Vittorio, em 1918 Bruno, em 1927 Romano e em 1929, Anna Maria.
No início da sua carreira de jornalista e político foi um tenaz propagandista do socialismo italiano, em defesa do qual escreveu vários artigos no jornal esquerdista Avanti, de que era redactor-chefe. Em 1914, tornou-se  responsável pelo jornal Popolo d'Itália, onde defendeu a intervenção italiana em favor dos aliados e contra a Alemanha. Expulso do Partido Socialista Italiano, alistou-se no exército - quando a Itália entrou na Primeira Guerra Mundial, aliando-se à Grã-Bretanha e à França - e alcançou a patente de sargento, vindo a ser ferido em combate por uma granada.
Em 1919, fundou os Fasci Italiani di Combatimento, organização que originaria, mais tarde, o Partido Fascista. Baseando-se numa filosofia política teoricamente socialista, conseguiu a adesão dos militares descontentes e de grande parte da população, alargou os quadros e a dimensão do partido.
Após um período de grandes perturbações políticas e sociais, período em que alcançou grande popularidade, chegou a chefe do partido (Duce).
Em 1922 organizou, juntamente com Bianchi, De Vecchi, De Bono e Italo Balbo, a famosa marcha sobre Roma, um golpe de propaganda. O próprio Mussolini nem sequer esteve presente, tendo chegado de comboio.
Usando as suas milícias designadas camicie neri (camisas negras) para instigar o terror e combater abertamente os socialistas, conseguiu que os poderes investidos o nomeassem para formar governo. Foi nomeado Primeiro Ministro pelo rei Vítor Manuel III, alcançando a maioria parlamentar e, consequentemente, poderes absolutos no governo do país.
Logo após a sua subida ao poder, iniciou uma campanha de fanatização que culminaria com o aumento do seu poder, devido à interdição dos restantes partidos políticos e sindicatos. Nessa campanha foi apoiado pela burguesia e pela Igreja. Em 1929, necessitando de apoio desta e dos católicos, pôs fim à Questão Romana (conflito entre os Papas e o Estado italiano) assinando a Concordata de São João Latrão com Pio XI. Por esse tratado, firmou-se um acordo pelo qual se criava o Estado do Vaticano, o Sumo Pontífice recebia indemnização monetária pelas perdas territoriais, o ensino religioso era obrigatório nas escolas italianas, o catolicismo tornava-se a religião oficial da Itália e proibia-se a admissão em cargos públicos dos sacerdotes que abandonassem a batina. Na política externa, após uma campanha de conquista contra a Abissínia, pela qual tenta reconstituir um império africano, alinha com  a Alemanha hitleriana e o Japão imperial, apesar de saber que a Itália não se encontra em condições de suportar novo conflito; vê-se arrastado, como parceiro menor, para a II Guerra Mundial que estala em 1939 e que irá pôr a ferro e fogo a Europa, a África e a Ásia, terminando com a derrota. Quando esta se aproxima, em plena contra ofensiva aliada, os militares lançam um golpe de estado que depõe Mussolini, que é encarcerado e algum tempo depois libertado por paraquedistas alemães. Enquanto os militares colocam a Itália ao lados dos aliados e os alemães ocupam larga extensão da península italiana, Mussolini tenta manter no norte da Itália uma República Social (a República de Saló, do nome do local onde se instalou), que se aguenta tempo artificialmente, de acordo com as exigências da política de guerra da Alemanha. Mussolini não tem aí qualquer poder efectivo, acabando por se ver forçado a tentar a fuga, em condições desesperadas, perante o avanço dos aliados e dos movimentos de resistência. Serão precisamente os resistentes italianos que, em Maio de 1945, pouco antes do suicídio do seu aliado Adolf Hitler, o irão capturar e fuzilar sumariamente, vindo o seu cadáver a ser exposto publicamente e a ser alvo da ira popular.
Fontes: Infopédia
Biografias UOL Educação
Wikipedia (Imagens)

Ficheiro:Mussolini-ggbain.jpg
Retrato de Benito Mussolini, fotografado por George Grantham Bain
Arquivo: Fasci di combattimento.jpg
Manifesto fascista publicado no Il Popolo d'Italia, 06 de Junho de 1919

File:Newsweek May 13 1940 Mussolini.jpg


Benito Mussolini na capa da revista Newsweek , 13 de Maio de 1940

sexta-feira, 28 de abril de 2017

28 de Abril de 1945: Mussolini é executado quando tentava a fuga de Itália para a Suiça

Benito Mussolini  nasceu a 29 de Julho de 1883 e passou  os seus primeiros anos de vida numa pequena vila na província.
Foi-lhe dado o nome de Benito em honra do revolucionário mexicano Benito Juárez. Tal como o seu pai, Benito tornou-se socialista e mais tarde um marxista. Foi influenciado por aquilo que leu de Friedrich Nietzsche, e uma outra doutrina muito comum no seu tempo e que o influenciou foi a do "sindicalismo revolucionário", sustentada pelo escritor francês Georges Sorel (1847-1922).
Em 1902 emigrou para a Suíça para fugir ao serviço militar, mas, incapaz de encontrar um emprego permanente, foi até mesmo preso por ser considerado vagabundo e acabou por ser expulso. Foi deportado para a Itália, onde foi forçado a cumprir o serviço militar. Depois de novos problemas com a polícia, ele conseguiu um emprego num jornal na cidade de Trento (à época sob domínio austro-húngaro) em 1908. Foi nesta altura que escreveu um romance, chamado:"A amante do cardeal".
Mussolini tinha um irmão, Arnaldo, que se tornou um conhecido teórico do fascismo.
Uniu-se informalmente com Rachele Guidi e em 1910 nasceu a primeira filha, Edda. Contraiu matrimónio civil somente cinco anos mais tarde. Em 1916 nasce Vittorio, em 1918 Bruno, em 1927 Romano e em 1929, Anna Maria.
No início da sua carreira de jornalista e político foi um tenaz propagandista do socialismo italiano, em defesa do qual escreveu vários artigos no jornal esquerdista Avanti, de que era redactor-chefe. Em 1914, tornou-se  responsável pelo jornal Popolo d'Itália, onde defendeu a intervenção italiana em favor dos aliados e contra a Alemanha. Expulso do Partido Socialista Italiano, alistou-se no exército - quando a Itália entrou na Primeira Guerra Mundial, aliando-se à Grã-Bretanha e à França - e alcançou a patente de sargento, vindo a ser ferido em combate por uma granada.
Em 1919, fundou os Fasci Italiani di Combatimento, organização que originaria, mais tarde, o Partido Fascista. Baseando-se numa filosofia política teoricamente socialista, conseguiu a adesão dos militares descontentes e de grande parte da população, alargou os quadros e a dimensão do partido.
Após um período de grandes perturbações políticas e sociais, período em que alcançou grande popularidade, chegou a chefe do partido (Duce).
Em 1922 organizou, juntamente com Bianchi, De Vecchi, De Bono e Italo Balbo, a famosa marcha sobre Roma, um golpe de propaganda. O próprio Mussolini nem sequer esteve presente, tendo chegado de comboio.
Usando as suas milícias designadas camicie neri (camisas negras) para instigar o terror e combater abertamente os socialistas, conseguiu que os poderes investidos o nomeassem para formar governo. Foi nomeado Primeiro Ministro pelo rei Vítor Manuel III, alcançando a maioria parlamentar e, consequentemente, poderes absolutos no governo do país.
Logo após a sua subida ao poder, iniciou uma campanha de fanatização que culminaria com o aumento do seu poder, devido à interdição dos restantes partidos políticos e sindicatos. Nessa campanha foi apoiado pela burguesia e pela Igreja. Em 1929, necessitando de apoio desta e dos católicos, pôs fim à Questão Romana (conflito entre os Papas e o Estado italiano) assinando a Concordata de São João Latrão com Pio XI. Por esse tratado, firmou-se um acordo pelo qual se criava o Estado do Vaticano, o Sumo Pontífice recebia indemnização monetária pelas perdas territoriais, o ensino religioso era obrigatório nas escolas italianas, o catolicismo tornava-se a religião oficial da Itália e proibia-se a admissão em cargos públicos dos sacerdotes que abandonassem a batina. Na política externa, após uma campanha de conquista contra a Abissínia, pela qual tenta reconstituir um império africano, alinha com  a Alemanha hitleriana e o Japão imperial, apesar de saber que a Itália não se encontra em condições de suportar novo conflito; vê-se arrastado, como parceiro menor, para a II Guerra Mundial que estala em 1939 e que irá pôr a ferro e fogo a Europa, a África e a Ásia, terminando com a derrota. Quando esta se aproxima, em plena contra ofensiva aliada, os militares lançam um golpe de estado que depõe Mussolini, que é encarcerado e algum tempo depois libertado por paraquedistas alemães. Enquanto os militares colocam a Itália ao lados dos aliados e os alemães ocupam larga extensão da península italiana, Mussolini tenta manter no norte da Itália uma República Social (a República de Saló, do nome do local onde se instalou), que se aguenta tempo artificialmente, de acordo com as exigências da política de guerra da Alemanha. Mussolini não tem aí qualquer poder efectivo, acabando por se ver forçado a tentar a fuga, em condições desesperadas, perante o avanço dos aliados e dos movimentos de resistência. Em Abril de 1945, após as tropas alemãs capitularem na Itália, os guerrilheiros antifascistas ("partigiani") conquistaram Milão e apertaram o cerco a Mussolini. Na época, o ex-ditador já estava afastado do poder (desde 1943) e contava com a protecção das tropas nazis para dominar partes da Itália que não haviam sido ocupadas pelos aliados. Segundo relatos, Mussolini tentou fugir para a Suíça, ou a Áustria, quando foi preso pelos homens da resistência italiana, ele e sua companheira, Clara Petacci, foram executados e os seus corpos  transportados para Milão e colocados na Piazza Loreto onde ficaram pendurados pelos pés numa viga, sendo retirados horas depois e deixados na via pública.  Entretanto, desde o fim da guerra, as circunstâncias da morte de Mussolini e a identidade do assassino fazem parte de constantes confusões, disputas e controvérsias na Itália.
No dia seguinte à execução do ditador, o primeiro-ministro italiano Ivanoe Bonomi confirmou o fuzilamento. Em Portugal,  António de Oliveira Salazar, determinou a celebração de missas   em Lisboa pela alma de Mussolini e Hitler, que morreria dois dias depois do Duce. O governo de Salazar decretou luto oficial  pela morte de Hitler.


Fontes: Infopédia
Biografias UOL Educação
Wikipedia (Imagens)

Ficheiro:Mussolini-ggbain.jpg
Retrato de Benito Mussolini, fotografado por George Grantham Bain
Arquivo: Fasci di combattimento.jpg
Manifesto fascista publicado no Il Popolo d'Italia, 06 de Junho de 1919

File:Newsweek May 13 1940 Mussolini.jpg
Benito Mussolini na capa da revista Newsweek , 13 de Maio de 1940

O corpo de Mussolini (segundo a partir da esquerda) junto a ClaraPetacci (no meio) e outros fascistas na Piazzale Loreto, Milão


quinta-feira, 23 de março de 2017

23 de Março de 1919: Benito Mussolini funda, em Milão, o Movimento Fascista Italiano de Combate, que dará lugar ao Partido Fascista, em Novembro de 1921.

Em 23 de Março de 1919, na praça do Santo Sepulcro, em Milão, Benito Mussolini cria os primeiros esquadrões fascistas, os ‘Fasci Italiani di Combattimento’. Esses grupos paramilitares iriam formar o embrião do futuro Partido Nacional Fascista.

O termo ‘fascista’ destinado a ter uma difusão planetária, iria designar a partir do final dos anos 1920 e, em especial, da Guerra Civil espanhola, todos os movimentos totalitários de extrema-direita, antidemocráticos, violentos, racistas e ultranacionalistas.

Antes da Primeira Guerra Mundial, quando era militante socialista e revolucionário, o futuro Duce tinha frequentado na Suíça os exilados bolcheviques. Tomou então conhecimento da teoria de Lenine, segundo a qual a ascensão ao poder deveria  apoiar-se sobre uma organização bem estruturada, constituída na sua direcção por revolucionários profissionais.

Construiu o seu movimento levando em conta o exemplo do líder russo, introduzindo, porém, a característica paramilitar dos seus grupos de apoio. Valendo-se dos seus talentos como orador, traz para seu seio os ‘arditi’ - Reparti d'assalto (Unidades de assalto) da I Guerra, tropas de elite do Exército. Em italiano, a expressão ‘ardito’ significa algo como bravo, corajoso, audacioso. Organizadas no Verão de 1917 pelo coronel Bassi, a essas forças especiais era designado o papel táctico de romper as defesas inimigas e atacá-las em profundidade, de modo a preparar um avanço maciço das tropas de infantaria – que tinham dificuldade de se converter à vida civil. A esses jovens  juntaram-se sindicalistas e trabalhadores vítimas das crises económicas e proletariado em geral.

A todos, Mussolini propunha um programa político vagamente socialista e fortemente nacionalista. Passa a reivindicar os territórios prometidos pelo Tratado de Londres, declara guerra aos bolcheviques e aos socialistas, denuncia o capitalismo, exige a abolição do Senado e a eleição de uma assembleia constituinte, prega a abolição do serviço militar obrigatório e pronuncia-se a favor de uma república laica. Esse programa iria evoluir muito ao sabor das circunstâncias.

No final de 1919, o movimento fascista era ainda bastante marginal. Contava com apenas 17 mil membros e não conseguiu eleger sequer um representante nas eleições legislativas de Novembro. O próprio Mussolini obtivera em Milão apenas 4.800 votos contra 170 mil do candidato socialista.

Na esfera de influência nacionalista, Mussolini  via-se eclipsado pelo prestígio do poeta Gabriele d'Annunzio. A sua decepcção era tal que pensou emigrar para os Estados Unidos.

Tudo mudou no ano seguinte. O ex-líder socialista continuou a utilizar uma terminologia revolucionária, anticapitalista e anti burguesa. Todavia, durante o Verão de 1920, enquanto se multiplicavam as manifestações populares e as greves nas grandes cidades industriais do norte e nos campos do sul, toma o partido da contra-revolução. Cria uma milícia, os ‘squadre’ (esquadrões) cujos membros, os ‘squadristi’, eram reconhecidos por trajarem uma ‘Camisa Negra’ . Daí o seu epíteto.

Em total ilegalidade, esses milicianos armados, motorizados e formados por ex-oficiais percorrem cidades e campos, intimidando de todas as maneiras possíveis os militantes comunistas e socialistas, os sindicalistas e os grevistas.

A polícia, os magistrados e o próprio governo fecham os olhos.Os patrões, por sua vez,  não hesitaram em financiar generosamente o Partido Fascista. Chegando a mais de 700 mil membros em 1922, o Partido Nacional Fascista ainda assim não conseguia seduzir o eleitorado.

Foi apenas com recurso à força e às ameaças que Benito Mussolini finalmente chegaria ao poder no mês de Outubro naquele ano.
Fontes: Opera Mundi
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Mussolini  e os "Camisas Negras" em 24 de Outubro de 1922
 

quinta-feira, 28 de abril de 2016

28 de Abril de 1945: Mussolini é executado quando tentava a fuga de Itália para a Suiça

Benito Mussolini  nasceu a 29 de Julho de 1883 e passou  os seus primeiros anos de vida numa pequena vila na província.
Foi-lhe dado o nome de Benito em honra do revolucionário mexicano Benito Juárez. Tal como o seu pai, Benito tornou-se socialista e mais tarde um marxista. Foi influenciado por aquilo que leu de Friedrich Nietzsche, e uma outra doutrina muito comum no seu tempo e que o influenciou foi a do "sindicalismo revolucionário", sustentada pelo escritor francês Georges Sorel (1847-1922).
Em 1902 emigrou para a Suíça para fugir ao serviço militar, mas, incapaz de encontrar um emprego permanente, foi até mesmo preso por ser considerado vagabundo e acabou por ser expulso. Foi deportado para a Itália, onde foi forçado a cumprir o serviço militar. Depois de novos problemas com a polícia, ele conseguiu um emprego num jornal na cidade de Trento (à época sob domínio austro-húngaro) em 1908. Foi nesta altura que escreveu um romance, chamado:"A amante do cardeal".
Mussolini tinha um irmão, Arnaldo, que se tornou um conhecido teórico do fascismo.
Uniu-se informalmente com Rachele Guidi e em 1910 nasceu a primeira filha, Edda. Contraiu matrimónio civil somente cinco anos mais tarde. Em 1916 nasce Vittorio, em 1918 Bruno, em 1927 Romano e em 1929, Anna Maria.
No início da sua carreira de jornalista e político foi um tenaz propagandista do socialismo italiano, em defesa do qual escreveu vários artigos no jornal esquerdista Avanti, de que era redactor-chefe. Em 1914, tornou-se  responsável pelo jornal Popolo d'Itália, onde defendeu a intervenção italiana em favor dos aliados e contra a Alemanha. Expulso do Partido Socialista Italiano, alistou-se no exército - quando a Itália entrou na Primeira Guerra Mundial, aliando-se à Grã-Bretanha e à França - e alcançou a patente de sargento, vindo a ser ferido em combate por uma granada.
Em 1919, fundou os Fasci Italiani di Combatimento, organização que originaria, mais tarde, o Partido Fascista. Baseando-se numa filosofia política teoricamente socialista, conseguiu a adesão dos militares descontentes e de grande parte da população, alargou os quadros e a dimensão do partido.
Após um período de grandes perturbações políticas e sociais, período em que alcançou grande popularidade, chegou a chefe do partido (Duce).
Em 1922 organizou, juntamente com Bianchi, De Vecchi, De Bono e Italo Balbo, a famosa marcha sobre Roma, um golpe de propaganda. O próprio Mussolini nem sequer esteve presente, tendo chegado de comboio.
Usando as suas milícias designadas camicie neri (camisas negras) para instigar o terror e combater abertamente os socialistas, conseguiu que os poderes investidos o nomeassem para formar governo. Foi nomeado Primeiro Ministro pelo rei Vítor Manuel III, alcançando a maioria parlamentar e, consequentemente, poderes absolutos no governo do país.
Logo após a sua subida ao poder, iniciou uma campanha de fanatização que culminaria com o aumento do seu poder, devido à interdição dos restantes partidos políticos e sindicatos. Nessa campanha foi apoiado pela burguesia e pela Igreja. Em 1929, necessitando de apoio desta e dos católicos, pôs fim à Questão Romana (conflito entre os Papas e o Estado italiano) assinando a Concordata de São João Latrão com Pio XI. Por esse tratado, firmou-se um acordo pelo qual se criava o Estado do Vaticano, o Sumo Pontífice recebia indemnização monetária pelas perdas territoriais, o ensino religioso era obrigatório nas escolas italianas, o catolicismo tornava-se a religião oficial da Itália e proibia-se a admissão em cargos públicos dos sacerdotes que abandonassem a batina. Na política externa, após uma campanha de conquista contra a Abissínia, pela qual tenta reconstituir um império africano, alinha com  a Alemanha hitleriana e o Japão imperial, apesar de saber que a Itália não se encontra em condições de suportar novo conflito; vê-se arrastado, como parceiro menor, para a II Guerra Mundial que estala em 1939 e que irá pôr a ferro e fogo a Europa, a África e a Ásia, terminando com a derrota. Quando esta se aproxima, em plena contra ofensiva aliada, os militares lançam um golpe de estado que depõe Mussolini, que é encarcerado e algum tempo depois libertado por paraquedistas alemães. Enquanto os militares colocam a Itália ao lados dos aliados e os alemães ocupam larga extensão da península italiana, Mussolini tenta manter no norte da Itália uma República Social (a República de Saló, do nome do local onde se instalou), que se aguenta tempo artificialmente, de acordo com as exigências da política de guerra da Alemanha. Mussolini não tem aí qualquer poder efectivo, acabando por se ver forçado a tentar a fuga, em condições desesperadas, perante o avanço dos aliados e dos movimentos de resistência. Em Abril de 1945, após as tropas alemãs capitularem na Itália, os guerrilheiros antifascistas ("partigiani") conquistaram Milão e apertaram o cerco a Mussolini. Na época, o ex-ditador já estava afastado do poder (desde 1943) e contava com a protecção das tropas nazis para dominar partes da Itália que não haviam sido ocupadas pelos aliados. Segundo relatos, Mussolini tentou fugir para a Suíça, ou a Áustria, quando foi preso pelos homens da resistência italiana, ele e sua companheira, Clara Petacci, foram executados e os seus corpos  transportados para Milão e colocados na Piazza Loreto onde ficaram pendurados pelos pés numa viga, sendo retirados horas depois e deixados na via pública.  Entretanto, desde o fim da guerra, as circunstâncias da morte de Mussolini e a identidade do assassino fazem parte de constantes confusões, disputas e controvérsias na Itália.
No dia seguinte à execução do ditador, o primeiro-ministro italiano Ivanoe Bonomi confirmou o fuzilamento. Em Portugal,  António de Oliveira Salazar, determinou a celebração de missas   em Lisboa pela alma de Mussolini e Hitler, que morreria dois dias depois do Duce. O governo de Salazar decretou luto oficial  pela morte de Hitler.


Fontes: Infopédia
Biografias UOL Educação
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Retrato de Benito Mussolini, fotografado por George Grantham Bain
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Manifesto fascista publicado no Il Popolo d'Italia, 06 de Junho de 1919

File:Newsweek May 13 1940 Mussolini.jpg
Benito Mussolini na capa da revista Newsweek , 13 de Maio de 1940

O corpo de Mussolini (segundo a partir da esquerda) junto a ClaraPetacci (no meio) e outros fascistas na Piazzale Loreto, Milão

quarta-feira, 29 de julho de 2015

29 de Julho de 1883: Nasce Benito Mussolini

Benito Mussolini  nasceu a 29 de Julho de 1883 e passou  os seus primeiros anos de vida numa pequena vila na província.
Foi-lhe dado o nome de Benito em honra do revolucionário mexicano Benito Juárez. Tal como o seu pai, Benito tornou-se socialista e mais tarde um marxista. Foi influenciado por aquilo que leu de Friedrich Nietzsche, e uma outra doutrina muito comum no seu tempo e que o influenciou foi a do "sindicalismo revolucionário", sustentada pelo escritor francês Georges Sorel (1847-1922).
Em 1902 emigrou para a Suíça para fugir ao serviço militar, mas, incapaz de encontrar um emprego permanente, foi até mesmo preso por ser considerado vagabundo e acabou por ser expulso. Foi deportado para a Itália, onde foi forçado a cumprir o serviço militar. Depois de novos problemas com a polícia, ele conseguiu um emprego num jornal na cidade de Trento (à época sob domínio austro-húngaro) em 1908. Foi nesta altura que escreveu um romance, chamado:"A amante do cardeal".
Mussolini tinha um irmão, Arnaldo, que se tornou um conhecido teórico do fascismo.
Uniu-se informalmente com Rachele Guidi e em 1910 nasceu a primeira filha, Edda. Contraiu matrimónio civil somente cinco anos mais tarde. Em 1916 nasce Vittorio, em 1918 Bruno, em 1927 Romano e em 1929, Anna Maria.
No início da sua carreira de jornalista e político foi um tenaz propagandista do socialismo italiano, em defesa do qual escreveu vários artigos no jornal esquerdista Avanti, de que era redactor-chefe. Em 1914, tornou-se  responsável pelo jornal Popolo d'Itália, onde defendeu a intervenção italiana em favor dos aliados e contra a Alemanha. Expulso do Partido Socialista Italiano, alistou-se no exército - quando a Itália entrou na Primeira Guerra Mundial, aliando-se à Grã-Bretanha e à França - e alcançou a patente de sargento, vindo a ser ferido em combate por uma granada.
Em 1919, fundou os Fasci Italiani di Combatimento, organização que originaria, mais tarde, o Partido Fascista. Baseando-se numa filosofia política teoricamente socialista, conseguiu a adesão dos militares descontentes e de grande parte da população, alargou os quadros e a dimensão do partido.
Após um período de grandes perturbações políticas e sociais, período em que alcançou grande popularidade, chegou a chefe do partido (Duce).
Em 1922 organizou, juntamente com Bianchi, De Vecchi, De Bono e Italo Balbo, a famosa marcha sobre Roma, um golpe de propaganda. O próprio Mussolini nem sequer esteve presente, tendo chegado de comboio.
Usando as suas milícias designadas camicie neri (camisas negras) para instigar o terror e combater abertamente os socialistas, conseguiu que os poderes investidos o nomeassem para formar governo. Foi nomeado Primeiro Ministro pelo rei Vítor Manuel III, alcançando a maioria parlamentar e, consequentemente, poderes absolutos no governo do país.
Logo após a sua subida ao poder, iniciou uma campanha de fanatização que culminaria com o aumento do seu poder, devido à interdição dos restantes partidos políticos e sindicatos. Nessa campanha foi apoiado pela burguesia e pela Igreja. Em 1929, necessitando de apoio desta e dos católicos, pôs fim à Questão Romana (conflito entre os Papas e o Estado italiano) assinando a Concordata de São João Latrão com Pio XI. Por esse tratado, firmou-se um acordo pelo qual se criava o Estado do Vaticano, o Sumo Pontífice recebia indemnização monetária pelas perdas territoriais, o ensino religioso era obrigatório nas escolas italianas, o catolicismo tornava-se a religião oficial da Itália e proibia-se a admissão em cargos públicos dos sacerdotes que abandonassem a batina. Na política externa, após uma campanha de conquista contra a Abissínia, pela qual tenta reconstituir um império africano, alinha com  a Alemanha hitleriana e o Japão imperial, apesar de saber que a Itália não se encontra em condições de suportar novo conflito; vê-se arrastado, como parceiro menor, para a II Guerra Mundial que estala em 1939 e que irá pôr a ferro e fogo a Europa, a África e a Ásia, terminando com a derrota. Quando esta se aproxima, em plena contra ofensiva aliada, os militares lançam um golpe de estado que depõe Mussolini, que é encarcerado e algum tempo depois libertado por paraquedistas alemães. Enquanto os militares colocam a Itália ao lados dos aliados e os alemães ocupam larga extensão da península italiana, Mussolini tenta manter no norte da Itália uma República Social (a República de Saló, do nome do local onde se instalou), que se aguenta tempo artificialmente, de acordo com as exigências da política de guerra da Alemanha. Mussolini não tem aí qualquer poder efectivo, acabando por se ver forçado a tentar a fuga, em condições desesperadas, perante o avanço dos aliados e dos movimentos de resistência. Serão precisamente os resistentes italianos que, em Maio de 1945, pouco antes do suicídio do seu aliado Adolf Hitler, o irão capturar e fuzilar sumariamente, vindo o seu cadáver a ser exposto publicamente e a ser alvo da ira popular.
Fontes: Infopédia
Biografias UOL Educação
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Retrato de Benito Mussolini, fotografado por George Grantham Bain
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Manifesto fascista publicado no Il Popolo d'Italia, 06 de Junho de 1919

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Benito Mussolini na capa da revista Newsweek , 13 de Maio de 1940

segunda-feira, 23 de março de 2015

23 de Março de 1919: Benito Mussolini funda, em Milão, o Movimento Fascista Italiano de Combate, que dará lugar ao Partido Fascista, em Novembro de 1921.

Em 23 de Março de 1919, na praça do Santo Sepulcro, em Milão, Benito Mussolini cria os primeiros esquadrões fascistas, os ‘Fasci Italiani di Combattimento’. Esses grupos paramilitares iriam formar o embrião do futuro Partido Nacional Fascista.

O termo ‘fascista’ destinado a ter uma difusão planetária, iria designar a partir do final dos anos 1920 e, em especial, da Guerra Civil espanhola, todos os movimentos totalitários de extrema-direita, antidemocráticos, violentos, racistas e ultranacionalistas.


Antes da Primeira Guerra Mundial, quando era militante socialista e revolucionário, o futuro Duce tinha frequentado na Suíça os exilados bolcheviques. Tomou então conhecimento da teoria de Lenine, segundo a qual a ascensão ao poder deveria  apoiar-se sobre uma organização bem estruturada, constituída na sua direcção por revolucionários profissionais.

Construiu o seu movimento levando em conta o exemplo do líder russo, introduzindo, porém, a característica paramilitar dos seus grupos de apoio. Valendo-se dos seus talentos como orador, traz para seu seio os ‘arditi’ - Reparti d'assalto (Unidades de assalto) da I Guerra, tropas de elite do Exército. Em italiano, a expressão ‘ardito’ significa algo como bravo, corajoso, audacioso. Organizadas no Verão de 1917 pelo coronel Bassi, a essas forças especiais era designado o papel táctico de romper as defesas inimigas e atacá-las em profundidade, de modo a preparar um avanço maciço das tropas de infantaria – que tinham dificuldade de se converter à vida civil. A esses jovens  juntaram-se sindicalistas e trabalhadores vítimas das crises económicas e proletariado em geral.

A todos, Mussolini propunha um programa político vagamente socialista e fortemente nacionalista. Passa a reivindicar os territórios prometidos pelo Tratado de Londres, declara guerra aos bolcheviques e aos socialistas, denuncia o capitalismo, exige a abolição do Senado e a eleição de uma assembleia constituinte, prega a abolição do serviço militar obrigatório e pronuncia-se a favor de uma república laica. Esse programa iria evoluir muito ao sabor das circunstâncias.

No final de 1919, o movimento fascista era ainda bastante marginal. Contava com apenas 17 mil membros e não conseguiu eleger sequer um representante nas eleições legislativas de Novembro. O próprio Mussolini obtivera em Milão apenas 4.800 votos contra 170 mil do candidato socialista.

Na esfera de influência nacionalista, Mussolini  via-se eclipsado pelo prestígio do poeta Gabriele d'Annunzio. A sua decepcção era tal que pensou emigrar para os Estados Unidos.

Tudo mudou no ano seguinte. O ex-líder socialista continuou a utilizar uma terminologia revolucionária, anticapitalista e anti burguesa. Todavia, durante o Verão de 1920, enquanto se multiplicavam as manifestações populares e as greves nas grandes cidades industriais do norte e nos campos do sul, toma o partido da contra-revolução. Cria uma milícia, os ‘squadre’ (esquadrões) cujos membros, os ‘squadristi’, eram reconhecidos por trajarem uma ‘Camisa Negra’ . Daí o seu epíteto.

Em total ilegalidade, esses milicianos armados, motorizados e formados por ex-oficiais percorrem cidades e campos, intimidando de todas as maneiras possíveis os militantes comunistas e socialistas, os sindicalistas e os grevistas.

A polícia, os magistrados e o próprio governo fecham os olhos.Os patrões, por sua vez,  não hesitaram em financiar generosamente o Partido Fascista. Chegando a mais de 700 mil membros em 1922, o Partido Nacional Fascista ainda assim não conseguia seduzir o eleitorado.

Foi apenas com recurso à força e às ameaças que Benito Mussolini finalmente chegaria ao poder no mês de Outubro naquele ano.
Fontes: Opera Mundi
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Mussolini  e os "Camisas Negras" em 24 de Outubro de 1922

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A Marcha sobre Roma

Ação decisiva que levou os fascistas ao poder em Itália. No início da década de 20, surgiu no panorama político italiano uma nova organização partidária, o Partido Fascista Italiano, dirigido por um antigo socialista, Benito Mussolini, que irá dominar os destinos políticos do país durante as duas décadas subsequentes, através da instauração de uma ditadura. Fazendo uso de uma propaganda política eficaz, demagógica e aparatosa, o futuro ditador vai conseguir impor-se entre a população italiana, desencantada com a grave situação socioeconómica do pós-guerra.A sua "grande cruzada" é contra aquilo que chama o "terror bolchevique", embora nos vibrantes apelos que dirige às massas se refira a uma luta geral contra os extremismos, incluindo a burguesia entre os inimigos a derrubar.
Em 25 de Outubro de 1922, o Congresso do Partido Fascista, reunido em Nápoles, terminava bruscamente com as ameaças de Mussolini aos poderes instituídos, acusando-os de incapacidade na resolução do estado de anarquia reinante. Era o culminar de um processo de cerca de dois anos e de uma "pequena guerra". Apoiado nas suas milícias, Mussolini movia-se contra os seus adversários, recorria ao assalto às sedes dos partidos de esquerda, às dos sindicatos, à intimidação, à violência e ao assassinato.
Benito Mussolini desejava fazer algo em grande e achava que o momento certo para essa ação cautelosamente encenada chegara no dia 28 de Outubro. Neste momento duas colunas de "camisas negras", o braço militarizado do Partido, com cerca de 50 mil homens, respondem ao apelo do líder e dirigem-se para Roma; à sua frente estava Benito Mussolini.
O Governo proclama o estado de sítio; contudo, o rei recusa apoiar estas medidas de exceção e, perante a passividade do Parlamento (um dos maiores alvos do líder fascista), convida Mussolini a formar governo. Como que por encanto, a ordem estava restabelecida quando, em 30 de Outubro, Mussolini aceita o régio convite e toma posse como chefe do gabinete italiano. No dia seguinte, o exército fascista, à boa maneira do Império Romano, desfilou triunfalmente sobre as ruas da capital. Mussolini passou a intitular-se o "Duce", o chefe. O tempo da ditadura chegava.
Marcha sobre Roma. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.
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A marcha em direcção a Roma
File:March on rome 1.png
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Benito Mussolini na Marcha sobre Roma

Filme de 1962, realizado por Dino Risi com Vittorio Gassman, Ugo Tognazzi e Roger Hanin. A história da implantação do fascismo em Itália, desde as origens do movimento no ano 1919, até à Marcha Sobre Roma, em Outubro de 1922.Os acontecimentos que levaram Mussolini ao poder mostrados pelos olhos dos dois deserdados da vida, Domenico Rocchetti e Umbert Gavazza e, assim, com eles , entende-se a ilusão da esperança que o novo regime trazia aos italianos. Um recurso para a compreensão do triunfo do movimento fascista em Itália.