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quarta-feira, 25 de abril de 2018

25 de Abril de 1775: Nasce D. Carlota Joaquina, Rainha Consorte de Portugal

Membro da monarquia, filha de D. Carlos IV, rei de Espanha, e de D. Maria Luísa de Parma, Carlota Joaquina Teresa Cayetana de Borbón y Borbón nasceu  a 25 de abril de 1775, em Aranjuez, Espanha, e morreu a 7 de janeiro de 1830, em Queluz.
Em maio de 1785, com dez anos de idade, contraiu matrimónio com o filho de D. Maria I, rainha de Portugal, o príncipe D. João que, em 1788, por morte do seu irmão primogénito D. José, foi declarado príncipe herdeiro, vindo mais tarde a ser regente do reino, por interdição de sua mãe (1792), e rei de Portugal (1816). Deste casamento houve nove filhos, entre eles os futuros reis de Portugal D. Pedro e D. Miguel e a princesa D. Isabel Maria, que foi regente do reino.
D. Carlota Joaquina era conhecida pelo seu temperamento violento e conflituoso, não ficando a ele imune sequer o seu marido. D. João e D. Carlota Joaquina viveram em estado de permanente desavença desde 1793. Em 1805, D. João VI, regente do reino, sofreu um ataque de melancolia, fruto do desgosto que sentia pela loucura de sua mãe, os excessos de sua mulher e a grave situação internacional de Portugal, colocado entre as exigências da França e Espanha, por um lado, e as da Inglaterra, por outro. D. Carlota Joaquina e alguns fidalgos conluiram para declarar D. João incapaz e colocar a rainha no posto de regente. Como represália, D. João limita-se a afastar da Corte alguns fidalgos e a separar-se de D. Carlota, dando-lhe para residência o palácio de Queluz, indo ele para Mafra.
Em 1807, na sequência da primeira invasão francesa, embarcou, juntamente com a restante família real para o Brasil, onde continuou separada do marido.
Ambiciosa, chegou a alimentar a hipótese de vir a reinar nas colónias espanholas na América do Sul, pois o seu pai fora obrigado por Napoleão a abdicar do trono espanhol. Mas os seus ensejos não tiveram concretização.
Regressou à metrópole em 1821, onde a situação não lhe era favorável. Recusou-se a jurar a Constituição saída da Revolução de 1820, catalisando a ofensiva contrarrevolucionária, instigando o seu filho D. Miguel.
Teve um papel fundamental na preparação da Vila-Francada (1823), golpe que falhou. Reincidiu com o golpe da Abrilada (1824).
A sua determinação acabaria por vingar, embora por pouco tempo, pois D. Miguel, após a morte de D. João VI, tornou-se rei absoluto.
D. Carlota Joaquina. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
wikipedia (Imagens)

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D. Carlota Joaquina - Autor desconhecido


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D. João VI e D. Carlota Joaquina - Manuel Dias de Oliveira


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A família de  D.Carlota Joaquina na obra de Goya "A Família de Carlos IV"

domingo, 22 de abril de 2018

22 de Abril de 1451: Nasce Isabel I de Castela, "A Católica"

Rainha de Castela, Isabel nasceu a 22 de Abril de 1451 em Madrigal de las Altas Torres, Ávila. Foi responsável no seu reinado por uma política que favoreceu os descobrimentos e a expansão territorial, bases da formação do império espanhol. Filha de João II de Castela e de Isabel de Portugal, quando tinha três anos, o seu meio-irmão Henrique IV ascendeu ao trono e ela foi posta sob sua custódia. 

Henrique IV reconheceu-a como herdeira do trono de Castela  pelo pacto dos Toros de Guisando, contra as pretensões de Joana, a Beltraneja, filha do próprio Henrique IV. Assumiu o trono, após uma guerra civil contra Joana, decorrida depois da morte de Henrique. Casou-se com o seu primo em segundo-grau, o príncipe Fernando de Aragão e, devido ao seu parentesco próximo, tiveram de pedir permissão ao Papa. Com a morte de João II de Aragão, Fernando, marido da rainha, assumiu o trono aragonês, unindo-se assim os dois reinos. É conhecida como Isabel, a Católica, título que lhe foi concedido a ela e ao marido pelo papa Alexandre VI mediante a bula Si convenit no dia 19 de Dezembro de 1496. 

A expansão territorial de Castela sob o mando dos Reis Católicos, iniciou-se com a anexação do arquipélago das Canárias e terminou (1492), com a conquista de Granada, último reino muçulmano da península ibérica. O evento mais marcante do seu reinado foi a descoberta da América por Cristóvão Colombo, no qual participou activamente do financiamento da viagem e, depois, da evangelização e implantação da igreja nas novas terras.

O seu reinado também  favoreceu a pecuária ovina em Castela e o comércio de lã, centralizou e fiscalizou as operações mercantis com as Índias e saneou a moeda castelhana. Politicamente  fortaleceu as instituições reais, aumentou o controle sobre as ordens militares, a fazenda real, as Cortes, a justiça. No campo religioso e cultural, efectuou uma extensa  reforma do clero, com a ajuda do cardeal Francisco Jiménez de Cisneros, e terminou o processo de unificação religiosa, com a expulsão dos judeus não-convertidos (1492) e a imposição do cristianismo à população árabe. Para fiscalizar o cumprimento dessas medidas, fortaleceu o tribunal da Inquisição. Isabel criou  uma escola palaciana, que elaborou a primeira Gramática castelhana (1492). Morreu em Medina do Campo, Valladolid, a 26 de Novembro de 1504. No seu testamento, reflexo de uma concepção patrimonial do reino, não legou os direitos sucessórios a Fernando, mas à filha Joana a Louca, mãe do futuro imperador Carlos V (I da Espanha), que deu início a uma nova dinastia espanhola, a dinastia dos Habsburgos.
wikipedia (Imagens)

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Possível imagem de Isabel, a Católica
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Arquivo: Losreyescatolicos.jpg
Fernando e Isabel com os seus súbditos - Autor desconhecido
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Cristóvão Colombo apresenta-se a Isabel I de Castela - Emanuel Gottlieb Leutze

sábado, 24 de março de 2018

24 de Março de 1603: Morre a rainha Isabel I de Inglaterra

Em 24 de Março de 1603, morre aos 69 anos de idade a  rainha Isabel I de Inglaterra. Após um reinado de mais de quatro décadas, ela seria sucedida no trono por Jaime VI da Escócia, que unifica o país com a Escócia sob uma única monarquia.
Isabel chegou ao trono em 1559 com a morte da sua meia-irmã, a rainha Maria Tudor, alcunhada de “A Sanguinária”. As duas meias-irmãs, ambas filhas de Henrique VIII, mantiveram um tempestuoso relacionamento durante os cinco anos de reinado de Maria.
Maria havia sido educada como católica, e promulgou leis em prol da restauração da supremacia papal na Inglaterra. Essa postura real fez eclodir uma rebelião protestante, que a levou a decretar a prisão de Isabel, uma protestante, sob a suspeita de cumplicidade com as manifestações.
Após a morte de Maria, Isabel sobreviveu a diversas conspirações católicas e tem a sua ascensão saudada por grande parte dos lordes ingleses, na sua maioria reformistas que aguardavam um clima de maior tolerância religiosa.
Sob orientação inicial do secretário de Estado, Sir William Cecil, Isabel revogou a legislação pró-católica de Maria e estabeleceu uma Igreja Protestante de rito anglicano. Tornou-se chefe exclusiva da Igreja da Inglaterra e encorajou reformas calvinistas na Escócia.
Nas relações exteriores, Isabel praticou uma política de estreitamento dos laços com aliados protestantes da Inglaterra, tentando dividir os seus inimigos.
Tinha a oposição do papa, que se recusava a reconhecer a sua legitimidade, e da Espanha, uma nação católica que vivia o auge de seu poderio à época. Em 1588, a rivalidade entre os dois levou a uma fracassada invasão da Espanha sobre a Inglaterra, na qual a “Invencível Armada” espanhola, a maior força naval do mundo à época, foi destruída pelas tormentas e pela marinha inglesa.
Com o crescente domínio inglês dos mares, Isabel encorajou viagens de descobertas, como a circunavegação de Francis Drake ao redor do mundo e as expedições de Walter Raleigh à costa da América do Norte. Erigiu o poderio comercial do país, tendo Londres ultrapassado as rivais Amsterdão e Antuérpia pelo seu dinamismo mercantil.
O longo reinado de Isabel, que se tornou conhecida como a “Rainha Virgem”, celibatária que era, coincidiu com o florescimento da Renascença Inglesa, associado ao surgimento de renomados mestres como William Shakespeare.
Por ocasião da sua morte, no começo do século XVII, a Inglaterra já se havia tornado a potência hegemónica mundial em muitos aspectos.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia(imagens)

Ficheiro:Elizabeth I of England - coronation portrait.jpg
Retrato da coroação de Isabel I -Autor desconhecido

Isabel I, The Armada Portrait, retrato comemorativo da derrota da Armada espanhola  - George GowerFile:Elizabeth I (Armada Portrait).jpg
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O cortejo fúnebre de Isabel I

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

22 de Janeiro de 1901: Morre a Rainha Vitória , a "avó da Europa"

Alexandrina Vitória, filha de Vitória Maria Luísa, descendente do duque de Saxe-Coburgo-Saalfeld, e de Eduardo Augusto, duque de Kent, 4.° filho do rei Jorge III, nasceu no Palácio de Kensington, Londres, a 24 de maio de 1819.
A 20 de junho de 1837, com apenas 18 anos, Vitória ascendia ao trono de Inglaterra por morte do seu tio Guilherme IV, que não deixara descendência, dando início a um dos mais longos reinados da história da Inglaterra e um dos mais famosos, que inclusivamente deu nome a uma era britânica, a Vitoriana.
Quando subiu ao trono, Vitória era uma estranha para os seus súbditos, mas à sua morte tinha construído uma reputação e respeito que extravasava as fronteiras do mundo britânico. De início, Vitória foi guiada, política e socialmente, pelo Primeiro Ministro Whig, William Lamb (1834, 1835-41), 2.° visconde de Melbourne, que manteve sobre ela grande influência até se casar com o seu primo Alberto, Príncipe de Saxe-Coburgo-Gotha, a 10 de maio de 1840.
Até se tornar esposa deste Príncipe, Vitória foi educada pela sua governante de origem alemã, a Baronesa Lehzen, que aos 11 anos a advertira para o facto de ser uma presumível candidata ao trono de Inglaterra. O seu pai, Eduardo Augusto, duque de Kent, o irmão mais novo de Guilherme IV, morrera em 1820 quando ela era ainda uma criança, e a sua mãe, a alemã Vitória Maria Luísa, pouco habilitada a providenciar-lhe uma educação esmerada, deixou a criança entregue aos cuidados da governanta.
O casamento modificou completamente a sua vida, pois trouxe-lhe, ao que parece, mais alegria de viver, apesar de durar apenas até 1861. Nesse ano, o primeiro marido da rainha Vitória morria prematuramente, deixando 9 descendentes e um bom exemplo de vida familiar. O primeiro dos seus filhos, Vitória, veio a ser imperatriz alemã, e o segundo filho o futuro Eduardo VII.
A sua vida familiar repartia-se, para além de Londres, entre a Casa Osborne, na Ilha de Wight (mais para o inverno), e o Castelo de Balmoral (residência estival), na Escócia, comprado em 1852 e reconstruído segundo desenhos de Alberto.
O poder constitucional que detinha era limitado; embora as suas escolhas pessoais influenciassem as resoluções políticas e as escolhas de gabinete, ela não determinava a política. Alberto, que estava sempre a seu lado, particularmente em questões de política externa, usava a sua influência para persuadir Vitória a aceitar a sua versão do monarca ideal.
Os dois estavam em acordo na antipatia que nutriam por Lorde Palmerston e suas políticas, mas não contestaram a sua liderança. Ambos estavam preocupados com a política externa, sobretudo na questão que conduziu à Guerra da Criméia, tendo apoiado a intervenção das tropas britânicas no conflito. Em 1856, a soberana instituiu a condecoração Victoria Cross, para galardoar o militar mais valioso para o seu país, e em 1857 deu a Alberto o título de Príncipe Consorte.
Após a morte do seu marido, Vitória entrou num período de depressão e nervosismo, que deu azo a fortes críticas por parte da opinião pública e das autoridades. A rainha, no entanto, fez prevalecer o seu bom senso e manteve viva a monarquia britânica.
Vitória encontrou em Benjamim Disraeli, um Primeiro Ministro judeu e conservador que destituiu Robert Peel - um homem que o seu falecido muito admirava -, um líder que a encorajou. Foi este homem, Disraeli, que em 1876 convenceu o Parlamento, sobretudo a ala liberal, a passar o Royal Titles Act, conferindo à rainha o título de imperatriz da Índia.
Ao contrário de Benjamim Disraeli, a rainha não tinha grande apreço por um dos mais autoritários líderes liberais do século XIX, William Ewart Gladstone (1809-1898), com quem manteve diversos confrontos institucionais.
Em 1887, celebrou-se um dos mais importantes eventos do seu reinado: o jubileu, comemorativo dos seus 50 anos de reinado. Nesta cerimónia, a rainha compareceu em público, na missa da Acção de Graças na Abadia de Westminster, num evento que ajudou a organizar, e no qual estavam presentes representantes de todas as partes do império.
O Jubileu Dourado, celebrado 10 anos depois foi ainda mais grandioso. Na capela de S. Jorge, em Windsor, para celebrar o dia da Ação de Graças, foi cantado um Te Deum, com música da autoria do príncipe Alberto. Os festejos culminaram quando a rainha premiu um botão elétrico que telegrafou uma mensagem do jubileu para todo o império, tentando manter-se em contacto com as grandes mudanças do seu tempo, apesar de ser muito conservadora.
Entre 1897 e 1901 houve outra ocasião muito especial. Esta ocorreu aquando da visita da rainha à Irlanda em 1900, trinta e nove anos depois da sua última visita ao país. Esta porção europeia do império esteve no centro das políticas britânicas nos dias do Ministro liberal Gladstone. O assunto manteve a sua atualidade no novo século, e mantém-na ainda hoje.
A Guerra dos Bóeres, na África do Sul, iniciada a 12 de outubro de 1899, arrastou consigo uma cadeia de insucessos militares e a oposição da Europa. Tal como no passado, a rainha apoiou os seus exércitos e festejou triunfalmente a quebra do cerco de Ladysmith a 28 de fevereiro de 1900.
No ano de 1901, morreu na sua residência de Osborne, após prolongada doença. Uma das últimas pessoas a visitá-la foi o seu neto Guilherme II, o imperador germânico, que na Primeira Guerra Mundial lideraria a Alemanha contra a Inglaterra. O "kaiser" foi um dos familiares presentes nas pomposas cerimónias fúnebres. Fechava-se um ciclo da história britânica, o da "era vitoriana", e iniciava-se um novo capítulo.
Rainha Vitória de Inglaterra (1819-1901). In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)
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Rainha Vitória -1887

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Vitória com 4 anos - Stephen Poyntz Denning
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Vitória na sua coroação 
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Vitória e Alberto 1861
File:Queen Victoria Prince Albert and their nine children.JPG


Vitória e Alberto e os seus nove filhos (da esquerda para a direita Alice, Arthur O Príncipe Consorte, O Príncipe de Gales, Leopold, Louise, Rainha  Vitória com Beatrice, Alfred,  Vitória e Helena