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terça-feira, 25 de dezembro de 2018

25 de Dezembro de 1977: Morre o actor e realizador Charlie Chaplin

Realizador, actor e compositor inglês nascido a 16 de Abril de 1889, em Londres, e falecido a 25 de Dezembro de 1977, em Vevey, na Suíça. Filho de artistas do vaudeville, viveu uma infância humilde, marcada pelo abandono do lar por parte do pai alcoólico. Aos 5 anos, participava em espetáculos, cantando e dançando nas ruas da capital inglesa ao lado do seu irmão Sydney. Depois duma breve passagem por um orfanato, junta-se a uma companhia infantil de teatro. Mais tarde, por influência de seu irmão Sidney, é contratado pela Companhia Teatral de Fred Karno, onde permaneceu até 1912, alcançando algum prestígio a nível interno. Em 1912, durante uma digressão aos Estados Unidos, onde atuou ao lado de Stan Laurel, chamou a atenção do produtor cinematográfico Mack Sennett, patrão do Keystone Studios. Após uma difícil negociação, estrear-se-ia- em 1914 com uma prestação secundária em Making a Living (1914). Neste mesmo ano, participou em 35 filmes da Keystone e cada participação fez crescer a sua cotação como atcor. Em Mabel's Strange Predicament (A Estranha Aventura de Mabel, 1914), desempenhou pela primeira vez a personagem que o imortalizaria aos olhos de milhões de cinéfilos: Charlot, o vagabundo com o chapéu de coco, calças largas e bengala em constante movimento que numa sucessão de gags cómicos procura libertar-se de forma pouco ortodoxa de inúmeras situações desfavoráveis, ora pontapeando agentes da lei, ora cortejando belas mulheres. O facto de os espectadores se identificarem com as peripécias de Charlot ajudou ao retumbante êxito da personagem que surgiria novamente em The Masquerader (Charlot Faz de Vedeta, 1914), Laughing Gas (Charlot Dentista, 1914),The Rounders (Que Noite!, 1914) e Mabel's Busy Day (Charlot e as Salsichas, 1914). Começou também a dirigir as suas próprias curtas-metragens, iniciando essa nova faceta com Making a Living (1914). Após mais um sucesso com The Tramp (Charlot Vagabundo, 1915), Chaplin recebeu um contrato milionário da First National Studios com uma cláusula irrecusável: a de manter o controlo absoluto da criação artística dos filmes que interpretava e dirigia. Dando asas a toda a sua imaginação e talento, somou êxitos em cadeia, dos quais se destacou o célebre The Kid (O Garoto de Charlot, 1921). No início dos loucos anos 20, era o comediante mais bem pago de Hollywood, facto que o levou a enveredar por uma nova aventura: juntamente com o realizador D.W.Griffith e os atores Douglas Fairbanks e Mary Pickford, fundou a United Artists que em breve se tornou numa das produtoras de maior sucesso do Mundo. Nesta tripla faceta de ator-realizador-produtor, continuou a maravilhar os espectadores, imortalizando cenas clássicas como a de comer atacadores dos sapatos cozidos, em Gold Rush (A Quimera do Ouro, 1925). Em 1928, ainda a Academia dava os seus primeiros passos, Chaplin recebia nomeações para 2 Óscares como Ator e Realizador em The Circus (O Circo, 1928). O seu último filme mudo foi o inesquecível Modern Times (Tempos Modernos, 1936) onde caricaturizou de forma genial o sistema industrial. No seu filme seguinte, fez uma brilhante sátira a Adolf Hitler e ao regime nazi em The Great Dictator (O Grande Ditador, 1940), mas o filme não caiu bem entre a sociedade conservadora norte-americana, encabeçada pelo magnata da imprensa William Randolph Hearst que procurou ridicularizar a película. No entanto, a sua interpretação de Adenoid Hinkel, Ditador da Tomânia, permitiu a Chaplin ser nomeado para o Óscar de Melhor Ator. A partir daí, a carreira de Chaplin começou a ressentir-se duma constante publicidade negativa, devido a divórcios litigiosos, acusações de adultério e vários processos de paternidade. Para agravar a situação, veio o estrondoso falhanço comercial de Monsieur Verdoux (O Barba Azul, 1947), uma comédia negra demasiado avançada para a época sobre um homem que se casa constantemente, assassinando em seguida as suas esposas para beneficiar das respetivas heranças. Em 1952, o senador McCarthy acusou-o de simpatias comunistas e recusou-lhe o visto de entrada nos EUA, obrigando Chaplin a refugiar-se na Suíça. Foi na Europa que Chaplin promoveu o seu filme seguinte, o brilhante drama Limelight (Luzes da Ribalta, 1952) sobre um palhaço decadente que se apaixona por uma jovem bailarina. Neste filme, salientou-se a magistral banda sonora (da autoria de Chaplin que lhe valeu um Óscar em 1972, ano em que o filme foi lançado comercialmente em Hollywood), o sketch cómico-musical com Buster Keaton e uma breve aparição de Geraldine Chaplin, sua filha e que viria também a tornar-se atriz de créditos firmados. Chaplin ainda realizaria mais dois filmes: A King in New York (Um Rei em Nova Iorque, 1957), que passou quase despercebido, e A Countess From Hong-Kong (A Condessa de Hong-Kong, 1967), uma comédia romântica que, apesar de protagonizada por Marlon Brando e Sophia Loren, foi um fiasco de bilheteira. Em 1972, aos 83 anos, recebeu finalmente permissão para entrar nos Estados Unidos e foi aplaudido entusiasticamente de durante dez minutos por uma plateia em êxtase quando recebeu um Óscar Honorário pelo seu contributo à arte cinematográfica.
Charles Chaplin. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.
wikipedia (Imagem)

 Ficheiro:Charlie Chaplin.jpg




quinta-feira, 2 de novembro de 2017

02 de Novembro de 1906: Nasce o cineasta italiano Luchino Visconti, realizador de "O Leopardo".

Realizador italiano, Luchino Visconti nasceu a 2 de novembro de 1906, em Milão, no seio duma família de aristocratas e morreu a 17 de março de 1976, em Roma. Teve uma educação eclética, tendo estudado violoncelo no Conservatório de Milão. Após uma curta carreira militar, decidiu tornar-se cenógrafo e encenador, tendo sido o primeiro a encenar peças de Jean Cocteau em Itália. Jean Renoir convida-o para seu assistente de realização, tendo efetuado uma sólida aprendizagem. Em 1943, decide aventurar-se como realizador, adaptando um romance de James M. Cain: Ossessione (Obsessão, 1943), o primeiro título neorrealista do cinema italiano com uma visão crítica da realidade social através da história duma relação adúltera entre uma jovem esposa de um proprietário de uma estalagem e um jovem vagabundo que planeiam o assassinato do estalajadeiro. O filme foi mal recebido pelo público, não habituado a esta nova visão cinematográfica. Seguiu-se uma ficção rodada em jeito de documentário com uma equipa de atores amadores: La Terra Trema (1948), sobre uma comunidade piscatória do Sul de Itália. Visconti rodeou-se duma equipa de assistentes extremamente jovem, da qual se destacam Franco Zeffirelli e Francesco Rosi que mais tarde seguiriam carreira na realização. Após o sucesso de Bellissima (Belíssima, 1951) onde Anna Magnani deu um show interpretativo como mãe dominadora que tenta empurrar a sua filha para uma carreira artística, Visconti assinou um dos títulos mais emblemáticos da sua carreira: Senso (Sentimento, 1954). Este título, protagonizado por Alida Valli e Farley Granger, é uma brilhante história de amor e de adultério entre uma condessa casada e um tenente do exército que se aproveita do seu amor para lhe extorquir dinheiro para se livrar do serviço militar. O drama psicológico La Notti Bianche (Noites Brancas, 1957) passaria quase despercebido apesar de contar no seu elenco com nomes como Marcello Mastroianni, Jean Marais e Maria Schell. Rocco e i Suoi Fratelli (Rocco e os Seus Irmãos, 1960) foi premiado em diversos certames italianos e foi um relato pleno de emotividade sobre uma família rural que parte para Milão e procura a sua adaptação. É também uma história de amor entre dois irmãos (desempenhados por Alain Delon e por Renato Salvatori) por uma prostituta (Anne Girardot). O filme mereceu a censura em diversos países europeus (inclusive Portugal), o que dificultou a sua distribuição internacional. Depois de ter colaborado no filme por segmentos Boccaccio'70 (1962), assinou a sua obra-prima: Il Gattopardo (O Leopardo, 1963), o retrato da decadência duma família aristocrática napolitana em finais do século XIX, protagonizada por Burt Lancaster, Alain Delon e Claudia Cardinale. O êxito retumbante deste título impeliu-o a colocar em prática um projeto de cariz pessoal: a adaptação da tragédia grega Electra. O resultado foi algo dececionante em termos comerciais: Vaghe Stelle Dell'Orsa (1965) não conseguiu convencer o público. Seguiram-se Lo Straniero (1967) e La Caduta Degli Dei (Os Malditos, 1969), uma adaptação do MacBeth de Shakespeare transposto para o ambiente da Alemanha nazi de 1933. Outra obra polémica foi Morte a Venezia (Morte em Veneza, 1972), adaptado da obra homónima de Thomas Mann sobre a obsessão dum homem de meia-idade pela beleza de um jovem rapaz. Até à morte, Visconti ainda assinou obras emblemáticas como Ludwig (1972) e L'Innocente (Os Inocentes, 1976).
Luchino Visconti. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
wikipedia (Imagens)

Arquivo: Luchino Visconti 5.jpg
Luchino Visconti 

O Leopardo
Arquivo: O Leopardo ballo01.jpg






domingo, 25 de dezembro de 2016

25 de Dezembro de 1977: Morre o actor e realizador Charlie Chaplin

Realizador, actor e compositor inglês nascido a 16 de Abril de 1889, em Londres, e falecido a 25 de Dezembro de 1977, em Vevey, na Suíça. Filho de artistas do vaudeville, viveu uma infância humilde, marcada pelo abandono do lar por parte do pai alcoólico. Aos 5 anos, participava em espetáculos, cantando e dançando nas ruas da capital inglesa ao lado do seu irmão Sydney. Depois duma breve passagem por um orfanato, junta-se a uma companhia infantil de teatro. Mais tarde, por influência de seu irmão Sidney, é contratado pela Companhia Teatral de Fred Karno, onde permaneceu até 1912, alcançando algum prestígio a nível interno. Em 1912, durante uma digressão aos Estados Unidos, onde atuou ao lado de Stan Laurel, chamou a atenção do produtor cinematográfico Mack Sennett, patrão do Keystone Studios. Após uma difícil negociação, estrear-se-ia- em 1914 com uma prestação secundária em Making a Living (1914). Neste mesmo ano, participou em 35 filmes da Keystone e cada participação fez crescer a sua cotação como atcor. Em Mabel's Strange Predicament (A Estranha Aventura de Mabel, 1914), desempenhou pela primeira vez a personagem que o imortalizaria aos olhos de milhões de cinéfilos: Charlot, o vagabundo com o chapéu de coco, calças largas e bengala em constante movimento que numa sucessão de gags cómicos procura libertar-se de forma pouco ortodoxa de inúmeras situações desfavoráveis, ora pontapeando agentes da lei, ora cortejando belas mulheres. O facto de os espectadores se identificarem com as peripécias de Charlot ajudou ao retumbante êxito da personagem que surgiria novamente em The Masquerader (Charlot Faz de Vedeta, 1914), Laughing Gas (Charlot Dentista, 1914),The Rounders (Que Noite!, 1914) e Mabel's Busy Day (Charlot e as Salsichas, 1914). Começou também a dirigir as suas próprias curtas-metragens, iniciando essa nova faceta com Making a Living (1914). Após mais um sucesso com The Tramp (Charlot Vagabundo, 1915), Chaplin recebeu um contrato milionário da First National Studios com uma cláusula irrecusável: a de manter o controlo absoluto da criação artística dos filmes que interpretava e dirigia. Dando asas a toda a sua imaginação e talento, somou êxitos em cadeia, dos quais se destacou o célebre The Kid (O Garoto de Charlot, 1921). No início dos loucos anos 20, era o comediante mais bem pago de Hollywood, facto que o levou a enveredar por uma nova aventura: juntamente com o realizador D.W.Griffith e os atores Douglas Fairbanks e Mary Pickford, fundou a United Artists que em breve se tornou numa das produtoras de maior sucesso do Mundo. Nesta tripla faceta de ator-realizador-produtor, continuou a maravilhar os espectadores, imortalizando cenas clássicas como a de comer atacadores dos sapatos cozidos, em Gold Rush (A Quimera do Ouro, 1925). Em 1928, ainda a Academia dava os seus primeiros passos, Chaplin recebia nomeações para 2 Óscares como Ator e Realizador em The Circus (O Circo, 1928). O seu último filme mudo foi o inesquecível Modern Times (Tempos Modernos, 1936) onde caricaturizou de forma genial o sistema industrial. No seu filme seguinte, fez uma brilhante sátira a Adolf Hitler e ao regime nazi em The Great Dictator (O Grande Ditador, 1940), mas o filme não caiu bem entre a sociedade conservadora norte-americana, encabeçada pelo magnata da imprensa William Randolph Hearst que procurou ridicularizar a película. No entanto, a sua interpretação de Adenoid Hinkel, Ditador da Tomânia, permitiu a Chaplin ser nomeado para o Óscar de Melhor Ator. A partir daí, a carreira de Chaplin começou a ressentir-se duma constante publicidade negativa, devido a divórcios litigiosos, acusações de adultério e vários processos de paternidade. Para agravar a situação, veio o estrondoso falhanço comercial de Monsieur Verdoux (O Barba Azul, 1947), uma comédia negra demasiado avançada para a época sobre um homem que se casa constantemente, assassinando em seguida as suas esposas para beneficiar das respetivas heranças. Em 1952, o senador McCarthy acusou-o de simpatias comunistas e recusou-lhe o visto de entrada nos EUA, obrigando Chaplin a refugiar-se na Suíça. Foi na Europa que Chaplin promoveu o seu filme seguinte, o brilhante drama Limelight (Luzes da Ribalta, 1952) sobre um palhaço decadente que se apaixona por uma jovem bailarina. Neste filme, salientou-se a magistral banda sonora (da autoria de Chaplin que lhe valeu um Óscar em 1972, ano em que o filme foi lançado comercialmente em Hollywood), o sketch cómico-musical com Buster Keaton e uma breve aparição de Geraldine Chaplin, sua filha e que viria também a tornar-se atriz de créditos firmados. Chaplin ainda realizaria mais dois filmes: A King in New York (Um Rei em Nova Iorque, 1957), que passou quase despercebido, e A Countess From Hong-Kong (A Condessa de Hong-Kong, 1967), uma comédia romântica que, apesar de protagonizada por Marlon Brando e Sophia Loren, foi um fiasco de bilheteira. Em 1972, aos 83 anos, recebeu finalmente permissão para entrar nos Estados Unidos e foi aplaudido entusiasticamente de durante dez minutos por uma plateia em êxtase quando recebeu um Óscar Honorário pelo seu contributo à arte cinematográfica.
Charles Chaplin. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.
wikipedia (Imagem)

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