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quarta-feira, 3 de maio de 2017

03 de Maio de 1469: Nasce o filósofo, escritor, político e historiador italiano Nicolau Maquiavel, autor da obra: "O Príncipe"

O filósofo, escritor, político e historiador italiano Niccoló Machiavelli – Nicolau Maquiavel – nasceu a 3 de Maio de 1469. Patriota durante a vida toda e acérrimo defensor de uma Itália unificada, Maquiavel tornou-se um dos pais da moderna teoria política. 
Maquiavel entrou para a política na sua terra natal, Florença, quando tinha 29 anos. Como secretário de Defesa, distinguiu-se ao executar políticas que acabaram por fortalecer Florença politicamente. Logo lhe foram designadas missões diplomáticas em nome do Principado florentino para se encontrar com personalidades centrais da época, como o rei Luis XII de França e talvez a mais importante para Maquiavel, o príncipe dos Estados Pontifícios, César Bórgia. O hábil e astucioso Bórgia inspirou mais tarde o personagem título do famoso tratado de Maquiavel O Príncipe  (1532). 
A vida política de Maquiavel sofreu um pesado baque após 1512, quando perdeu os favores da poderosa família Médici. Foi acusado de conspiração, preso, torturado e temporariamente exilado. Foi numa tentativa de reconquistar o importante posto político e as boas graças da família Médici que Maquiavel escreveu O Príncipe que se tornou a sua obra mais conhecida . 
Embora tenha sido lançado postumamente em formato de livro em 1532, a obra foi primeiramente publicada como um panfleto em 1513. Nele, Maquiavel traça a sua visão de um líder ideal: um amoral, tirano calculista, para quem os fins justificam os meios. 
O pensamento de Maquiavel tem uma importância ímpar nos estudos políticos pelo facto de estabelecer uma nítida separação entre a política e a ética, bem como por deixar de lado a antiga concepção de política herdada da Grécia antiga, que visava compreender a política como ela deve ser. Maquiavel preferia estudar os factos como eles são na realidade. Nesse sentido, a sua obra teórica constitui uma reviravolta da perspectiva clássica da filosofia política grega, pois o filósofo partiu "das condições nas quais se vive e não das condições segundo as quais se deve viver". A sua teoria desmascarou as pretensões morais e religiosas em matéria de política. 

O Príncipe não só fracassou em ganhar os favores da família Médici como o afastou do povo florentino. Maquiavel nunca mais foi bem recebido ao retornar à vida política. Morreu em 1527, amargurado e praticamente expulso da sociedade florentina à qual havia devotado a sua vida. 

Os conceitos de virtù e fortuna são empregues várias vezes por Maquiavel nas suas obras. Para ele, a virtùseria a capacidade de adaptação aos acontecimentos políticos que levaria à permanência no poder. A ideia de fortuna representa as coisas inevitáveis que acontecem aos seres humanos, para o bem ou para o mal. 

Embora Maquiavel tenha sido associado amplamente com  práticas diabólicos no reino da política consagradas em O Príncipe, as suas verdadeiras visões não eram tão extremadas. De facto, em textos mais longos e detalhados como Discursos sobre os dez primeiros livros de Livy (1517) e História de Florença (1525), ele mostra-se um político moralista baseado em princípios. Não obstante, mesmo nos dias de hoje, a expressão‘maquiavélico’ é utilizada para descrever uma acção empreendida para o próprio benefício sem olhar para o certo ou errado ou a que se caracteriza pela astúcia, duplicidade, má-fé e ardil. 

Maquiavel escreveu, no entanto, obras literárias e peças teatrais que pouco tinham a ver com o seu pensamento filosófico e político, embora revelassem uma inteligência brilhante e refinamento estilístico, como na peça "A Mandrágora" e no divertido conto "Belfegor" - que faz uma crítica ao consumismo da época. 
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Ficheiro:Portrait of Niccolò Machiavelli by Santi di Tito.jpg
Nicolau Maquiavel, pintura de Santi di Tito, no Palazzo Vecchio
File:Macchiavelli01.jpg
Estátua de Maquiavel na Galeria Uffizi, Florença

terça-feira, 2 de maio de 2017

02 de Maio de 1519: Morre Leonardo da Vinci, muito mais do que um pintor

Leonardo da Vinci, grande pintor da Renascença,  morreu no dia 2 de Maio de 1519, aos 67 anos. Teve uma enorme influência sobre a história da arte. O seu estilo e as suas contribuições no que à iconografia diz respeito, marcaram uma viragem na pintura devido à sua técnica do sfumato – técnica em que sucessivas camadas de cor são misturadas de forma a passar ao olho humano a sensação de profundidade, forma e volume. 
Génio de múltiplos talentos – desenho, pintura, escultura, arquitectura e urbanismo – o autor de A Última Ceia eMona Lisa, pressentiu igualmente diversas invenções, como o avião, o paraquedas ou o submarino, e interessou-se pela concepção de máquinas de guerra, a botânica, a geologia, a anatomia e a hidráulica. 
Filho ilegítimo de um notário e de uma jovem camponesa, Leonardo veio à luz no dia em 15 de Abril de 1452 em Vinci, uma pequena cidade a 30 km de Florença. Aprende com o mestre Verrocchio, a partir de 1470, o desenho, a pintura, a matemática, a perspectiva, a escultura, a arquitectura. 
Em 1472, torna-se membro da corporação dos pintores de Florença. Pinta o seu primeiro quadro, A Madona com Cravo em 1476, último ano que passa no atelier de Verrocchio. 
Inicia a sua carreira a solo pintando retratos e cenas religiosas a pedido de nobres e mosteiros da região. Pinta, em 1481, A Adoração dos Magos para Lourenço de Médicis, o Magnífico. Da Vinci busca então um mecenas para fazer face aos seus gastos. Soube que o Duque de Milão, Ludovico Sforza, desejava erigir uma estátua equestre em homenagem ao seu pai. Parte para lá em 1482 e dedica-se à criação dessa obra durante 16 anos. Construiu um modelo, mas, por falta de bronze, não pôde concretizá-la. 
Já designado “Mestre das Artes” pelo duque, pinta A Última Ceia sobre a parede do refeitório do convento Santa Maria das Graças. O Retrato de Cecília Gallerani, a amante do duque, A Dama com  Arminho e A Virgem aos Rochedos, são as obras do final do seu período milanês. A queda de Sforza leva Da Vinci a deixar Milão. Viaja para Veneza e depois para Mântua, onde pinta o perfil da Duquesa Isabel d’Este. É nessa época que realiza a sua obra mais célebre: o retrato de Mona Lisa ou A Gioconda. 
Em 1503, é-lhe confiada, ao lado do seu rival Michelangelo, a decoração da sala do Conselho do Palazzo Vecchio de Florença. Leonardo deveria tratar do tema da Batalha de Anghiari, vitória dos florentinos sobre os milaneses. No entanto, abandona o fresco em 1506, viaja para Milão e fica ao serviço do rei de França. 
Da Vinci muda-se para Roma em 1513 antes de partir para a França três anos mais tarde. Francisco I instala o grande mestre no castelo de Cloux, perto de Amboise e  nomeia-o"primeiro pintor, engenheiro e arquitecto do rei". 
Após a sua morte, é enterrado na capela Santo Humberto, na muralha do Castelo de Amboise. Artista em permanente ebulição, deixou numerosas obras inacabadas. Sobre a pintura, costumava dizer: “O bom pintor tem essencialmente duas coisas a representar: a personagem e o seu estado de alma”. 
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Ficheiro:IngresDeathOfDaVinci.jpg
A Morte de Leonardo Da Vinci - Jean -Auguste Dominique Ingres

Ficheiro:Leonardo self.jpg
Provável autorretrato de Leonardo da Vinci, cerca de 1512 a 1515
Arquivo:. Leonardo da Vinci (1452-1519) - A Última Ceia (1495-1498) Jpg
A Última Ceia - Leonardo Da Vinci
 

quarta-feira, 26 de abril de 2017

26 de Abril de 1478: A família Médicis é vítima de um atentado, a chamada Conspiração dos Pazzi

No dia 26 de Abril de 1478, um Domingo, um conflito eclode em Florença, durante a missa da catedral da cidade, o Duomo. O atentado acarretaria a morte de Juliano de Médicis e abriria espaço para a ascensão do seu irmão à frente da rica república mercantil.
Esse foi o começo de uma saga familiar inigualável. A vítima de 25 anos governava, de facto, a República de Florença ao lado de seu irmão, Lourenço, de 29 anos. Tanto um quanto o outro portavam o título de principe dello stato (príncipe de Estado). A autoridade dos Médicis sobre a cidade remontava a Cosimo de Médicis, avô dos dois, e ao pai, Pedro de Cosme. Ambos exigiam que as suas magistraturas fossem conservadas, mas  organizavam-se para que fossem confiadas a pessoas leais.
Por meio de generosidades, os Médicis tratavam de conservar o apoio do povo. Porém só dispunham de uma autoridade informal sobre as instituições da República e ela era contestada. Uma desavença entre o papa e os Médicis abriria a oportunidade para os opositores se manifestarem.
O papa Sisto IV era um mecenas a quem Roma devia a ponte Sisto e a capela que leva o seu nome, a Sistina. Praticava também o nepotismo em grande escala em favor dos seus bastardos e dos seus sobrinhos. Desejoso de oferecer a ‘Signoria’ de Imola ao seu sobrinho, Girolamo Riario, dirige um pedido de empréstimo aos Médicis. Lourenço, que tinha igualmente intenções sobre Imola, recusa o auxílio.
Inconformado, Girolamo dirige-se aos seus rivais, os Pazzi, uma outra grande família de banqueiros florentinos. Os Pazzi estavam muito descontentes por terem sido privados pelos Médici de certos cargos “apetitosos”. O seu chefe, Francesco Pazzi, aproveita a ocasião para ajustar contas com os Médicis. Organiza a conspiração do ‘Duomo’ com apoio de Girolamo Riario e do arcebispo de Pisa, Francesco Salviati, cuja nomeação Lourenço de Médicis havia rejeitado.
Juliano morre no atentado, mas Lourenço fica apenas ferido. Escapou da morte refugiando-se na sacristia com alguns fiéis e conseguiu escapar. À época, os partidários dos Pazzi tentavam sublevar o povo de Florença aos gritos de ‘Popolo e libertà’ (Povo e Liberdade). Contudo, o povo permaneceu fiel aos Médici e Lourenço retoma o comando da situação em seu proveito.
Os conspiradores são massacrados sem indulgência. Jacopo e Francesco Pazzi, assim como o arcebispo Francesco Salviati, são enforcados e dependurados nas janelas do Palácio de la Signoria. Em virtude da morte do arcebispo de Pisa, o papa proclama o ‘interdito’ de Florença. Excomunga todos os seus habitantes. De resto, entra em guerra contra a República de Florença com o apoio de Nápoles e Veneza.
Lourenço de Médicis, devido à sua habilidade política e estratégia militar, derrota a aliança. Ao cabo de uma guerra de dois anos entre as facções rivais e de uma repressão impiedosa, a sua autoridade surge mais incontestável que nunca.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

 Arquivo: Giuliano de 'Medici por Sandro Botticelli.jpeg
Retrato de Juliano de Médici- Sandro Botticelli
Ficheiro:Lorenzo de' Medici-ritratto.jpg
Retrato de Lourenço de Médici - Girolamo Macchietti

terça-feira, 18 de abril de 2017

18 de Abril de 1480: Nasce Lucrécia Bórgia, filha do papa Alexandre VI

Lucrécia Bórgia nasceu em Roma no dia 18 de abril do ano de 1480, filha de Rodrigo Bórgia mais tarde papa Alexandre VI e de uma das suas concubinas favoritas, Vanozza Cattanei. Para além de Lucrécia, Rodrigo e Vanozza tiveram mais três filhos, César (1475) Giovanni (1474) e Gioffre (1481). O cardeal Bórgia confiou a educação de Lucrécia  a uma jovem viúva, Adriana Orsini, sua prima e confidente, que introduziu Lucrécia no conhecimento das artes mais cultas e refinadas. Com Adriana aprendeu latim, grego, italiano, castelhano e francês, bem como música, canto e desenho.
Lucrécia casa-se com Giovanni Sforza em Junho de 1493, não se tendo consumado o casamento devido à idade da noiva (13 anos). Devido à política de alianças dos Bórgia, o casamento de Lucrécia com Giovanni Sforza deixa de ter interesse, e a presença de Giovanni Sforza na corte papal era supérflua. Giovanni Sforza acusa Lucrécia de incesto com os seus irmãos e até com o próprio pai, acusações que nunca vieram a ser provadas. O papa afirmou que o casamento da sua filha não tinha sido consumado e era, portanto, inválido.Em seguida, começou um longo processo para permitir a anulação do casamento. Argumentou-se que a relação tinha sido estéril. 
Em Dezembro de 1494, dois membros da cúria confirmaram que Lucrécia era virgem e ela retirou-se para o convento de S. Sisto em Roma aparecendo pouco tempo depois grávida. A paternidade da criança é amplamente discutida até aos dias de hoje. Em Março de 1498, o embaixador de Ferrara afirmou que Lucrécia tinha dado à luz, mas isto foi negado por outras fontes. No entanto, uma criança nasceu na família Bórgia um ano antes do casamento de Lucrécia com Afonso de Aragão; foi baptizado com o nome de Giovanni, mas é conhecido como oInfante Romano. Em 1501, duas bulas papais foram emitidas sobre a criança. Na primeira, foi reconhecido como filho de César de um caso antes do seu casamento. A segunda bula, contraditória, reconheceu-o como o filho do Papa Alexandre VI.O nome de Lucrécia não é mencionado em qualquer uma delas, e os rumores de que ela era sua mãe nunca foram provados. 

Lucrécia casa-se pela segunda vez  com 18 anos  em 1498  com um jovem de 17, Afonso de Aragão, duque de Biscegli.  Lucrécia ficou grávida e a pedido de seu irmão César, vai com o marido para Roma para que lá nascesse o filho que, viria a chamar-se de Rodrigo.Afonso  aparece mais tarde assassinado (1500). Lucrécia Bórgia passou à história como a culpada deste assassinato. Dizia-se que Biscegli fora vítima de um de seus venenos, apesar de a acusação não ter fundamento algum.
Em 30 de Dezembro de 1501 Lucrécia casa-se com Afonso d´Este filho do poderoso Duque de Ferrara.
Com a morte do sogro em 1505, ela e marido herdaram o ducado de Ferrara. No mesmo ano, deu à luz o filho, Afonso. A criança morreu semanas depois, mas três anos depois o casal teve outro menino, Hércules. Depois deste, vieram outros filhos: Hipólito (1509), Francesco (1516), Alexandre (1514), Eleanora (1515), e Isabel Maria (1519). Um ano após a sua nomeação como duquesa, Lucrécia fica como regente em Ferrara. Aproveitando a oportunidade mostrou outra simpatia comum de sua família: a vontade de ajudar o povo judeu, criando um édito que proibia terminantemente qualquer tipo de discriminação contra os judeus. Lucrécia em Ferrara formou a chamada "Corte das Letras" Para além de escritores e poetas, na sua corte reuniam-se pintores como Ticiano e Veneto, entre outros. Em 1508, Lucrécia recebe o humanista Erasmo.
Lucrécia faleceu a 24 de Junho de 1519, aos 39 anos de idade devido a complicações após dar à luz o seu oitavo filho.
Foi uma figura destacada do renascimento, período de grandes acontecimentos culturais intelectuais e políticos. Filha de um homem controverso com muitos inimigos esteve sempre envolvida em boatos e polémicas que nunca foram confirmados. 
Fontes: The Borgias - Lucrezia
aprendemos-vícios e virtudes Lucrécia Bórgia
wikipedia (Imagens)
Retrato de Lucécia Bórgia - Bartolomeo Veneto 
Retrato de Lucrécia Bórgia - Dosso Dossi
Um copo de vinho com César Borgia - John Collier
César oferece vinho a um convidado. Ao lado dele estão Lucrezia e Alexandre VI

quinta-feira, 6 de abril de 2017

06 de Abril de 1520: Morre o pintor renascentista Rafael

No dia 6 de Abril de 1520, morre em Roma o pintor e arquitecto italiano da Renascença Raffaello Sanzio, mais conhecido por Rafael. Nascido em 6 de Abril de 1483, era filho de Giovanni Santi, pintor e poeta oficial da corte de Frederico III, protector das artes na Renascença.

A vida de Rafael pode ser dividida em três períodos. O primeiro é o da sua formação, que vai até à sua partida para Florença  e percorre os anos em que trabalhou no atelier do pintor mais célebre da época, Pietro Vannucci, mais conhecido como Perugino.

A partir de 1500, aos 17 anos, começa a afirmar-se  como magister, o que lhe confere o direito de ter o seu próprio atelier, além de auxiliares e alunos. Pinta o retábulo “A Coroação Bem-aventurada de Nicolas de Tolentino” para a igreja Sant'Agostino de Città di Castello.

A sua primeira obra-prima pode ser datada de 1504, O Casamento da Virgem, um quadro que realiza antes de deixar Peruggia. Aos 21 anos parte para Florença.

A República Florentina celebrava os seus grandes artistas, como Michelangelo (1475-1564) e Leonardo da Vinci (1452-1519). Rafael iria beneficiar da influência desses grandes mestres, que iriam completar a sua formação. Da Vinci  recebe-o no seu atelier. Ali descobre as obras primas da Renascença florentina. Produz uma série de Virgens e Madonas: A Virgem no Prado (1506), A Virgem e o Pintassilgo (1507), A Bela Jardineira (1507) e, também, A Dama e o Unicórnio.

O período florentino de Rafael, que duraria quatro anos, é o segundo da sua vida. Embora se tivesse  tornado um pintor independente, continuou a estudar os métodos de outros grandes mestres.

Chamado a Roma pelo papa Júlio II, deixa Florença em 1508. Começa ali a terceira parte da sua carreira. No Vaticano, é encarregado da decoração dos salões do palácio, onde Júlio II pretende residir para não sofrer a nefasta influência da poderosa família Borgia.

Igualmente nessa época, Rafael encontra a que seria o grande amor de sua vida, La Fornarina, assim apelidada porque era filha de um padeiro. Mulher de grande beleza, era muito cortejada, o que provocava ciúmes a Rafael, que costumava interromper o seu trabalho para se encontrar com ela.

Em 1513, o papa morre. Com o seu sucessor, Leão X, um Médicis, Rafael vê crescer as suas responsabilidades e influência. Este derradeiro período de sua vida é caracterizado por uma intensa actividade. Produz, entre outras, a grandiosa obra-prima Escola de Atenas, que representa a Academia de Platão. Pintada na Stanza della Segnatura no Vaticano é um fresco em que aparecem, ao centro, Platão e Aristóteles. Platão segura o Timeu, o seu tratado teórico, e aponta para o alto, sendo identificado com o ideal, o mundo inteligível. Aristóteles segura a sua Ética e tem a mão na horizontal, representando o terrestre, o mundo sensível.

Acometido de malária e de múltiplas crises de febre, a sua saúde se fragiliza-se. Falece com apenas 37 anos, após ter executado a sua obra-prima absoluta, A Transfiguração (1517-1520), resumo do conjunto da sua obra.

Rafael repousa no Panteão de Roma. É considerado por uma parte dos críticos como o maior pintor que já existiu. Outros consagram-no como o artista em que a pintura encontrou a sua expressão mais acabada. As suas obras reconhecem-se pela ovalidade dos rostos.
O estilo de Rafael caracteriza-se pela utilização em semelhante grau do desenho e da cor, pois não deixa que um domine o outro. É preciso tanto no traço quanto na distribuição das tintas. Isto deveu-se à sua maneira de trabalhar: imitar os artistas da sua época e os predecessores seleccionando o que lhe poderia ser útil. Utilizou a doçura dos modelos do seu mestre, Perugino, e inova incorporando modelos mais próximos dos de Michelangelo.

Rafael utilizou o sfumato – técnica de tons gradativamente misturados e sem contornos abruptos – inventada por Leonardo da Vinci, quase que exclusivamente nas suas telas do período florentino.
 Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
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Rafael Sanzio  - Auto - retrato

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Rafael Sanzio - O Casamento da Virgem

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Rafael Sanzio - A Escola de Atenas

A Escola de Atenas (Scuola di Atene no original) é uma das mais famosas pinturas de Rafael e representa a Academia de Platão. Foi pintada entre 1509 e 1510 sob encomenda do Vaticano. A obra é um fresco em que aparecem ao centro Platão e Aristóteles. Platão segura o Timeu e aponta para o alto, sendo assim identificado com o ideal, o mundo das ideias. Aristóteles segura a Ética e tem a mão na horizontal, representando o mundo terrestre, o mundo sensível. A obra "Escola de Atenas" é uma alegoria complexa do conhecimento filosófico profano. Mostra um grupo de filósofos de várias épocas históricas ao redor de Aristóteles e Platão, ilustrando a continuidade histórica do pensamento filosófico.
Ficheiro:Raffaello Scuola di Atene numbered.svg


1. Zenão de Cítio ou Zenão de Eléia 2: Epicuro 3: Frederico II, duque de Mântua e Montferrat 4: Anicius Manlius Severinus Boethius ou Anaximandro ou Empédocles 5: Averroes 6: Pitágoras 7: Alcibíades ou Alexandre, o Grande 8: Antístenes ou Xenofonte 9: Hipátia (Francesco Maria della Rovere ou Margherita, amante de Rafael) 10: Ésquines ou Xenofonte 11: Parménides 12: Sócrates 13: Heráclito (Miguel Ângelo). 14: Platão segura o Timeu (Leonardo da Vinci). 15:Aristóteles segura a Ética  16: Diógenes de Sínope 17: Plotino 18: Euclides ou Arquimedes acompanhado por estudantes (Bramante) 19: Estrabão ou Zoroastro (Baldassare Castiglione ou Pietro Bembo). 20: Ptolomeu : Apeles (Rafael). 21: Protogenes (Il Sodoma ou Pietro Perugino). 


06 de Abril de 1528: Morre o pintor renascentista Albrecht Dürer

Artista gráfico e humanista alemão, Dürer nasceu em Nuremberga a 21 de Maio de 1471, sendo filho de um ourives de origem húngara. Foi admitido com quinze anos na oficina do pintor e gravador Michael Wolgemut. Viajou durante quatro anos, cumprindo a tradicional viagem de "companheiro" pelos centros artísticos da Alemanha. Pintou o seu primeiro auto retrato em 1493. O primeiro contacto com a arte italiana produziu-se através dos cobres de Mantegna. Durante uma viagem a Itália começou a pintar em aguarela. Iniciou nesta época as ilustrações do Apocalipse, editadas em Nuremberga em 1498. Desenvolveu a técnica da aguarela, usando como tema plantas e animais que reproduzia fielmente, com imensa sensibilidade. Em Adoração dos Reis Magos (1504), demonstra a mestria que entretanto adquiriu da perspectiva e do estudo das proporções do corpo humano. O trabalho Adão e Eva, de 1507, sintetiza o seu ideal de beleza. Mas a Adoração da Santíssima Trindade (1511) fica como a obra-prima mais representativa deste período. De 1512 a 1520 surgem as melhores estampas: O Cavaleiro, A Morte e o Diabo, S. Jerónimo na Sua Cela e Melancolia, em que o mistério das alegorias é servido por uma técnica perfeita. Em 1512 é nomeado pintor de corte de Maximiliano I. Em 1520, depois da morte do imperador, parte para os Países Baixos, tendo visitado muitas das cidades do Norte e conhecido pintores e homens de Letras, entre os quais Erasmo de Roterdão. Nos últimos anos da sua vida, em Nuremberga, trabalhou em tratados teóricos, pois os seus interesses, no espírito humanista do Renascimento, abrangiam muitos campos: a matemática, a geografia, a arquitectura, a geometria e a fortificação. O Tratado das Proporções do Corpo Humano (1528) será muito utilizado pelos pintores dos séculos XVI e XVII. Os melhores retratos pertencem a esta última fase. Na última grande obra, Os Quatro Apóstolos, as personagens encarnam o homem nas suas diversas idades e tendências. Dürer obteve uma síntese entre a linguagem pictural das escolas do Norte e a italiana, integrando assim a Alemanha no movimento do Renascimento. Morreu a 6 de Abril de 1528.
Albrecht Dürer. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.
wikipedia (Imagens)

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 Albrecht Dürer - Auto retrato (1500)

Arquivo: Albrecht-self.jpg

 Albrecht Dürer - Auto retrato (1493)

Arquivo: Durer Adão e Eve.jpg

 Albrecht Dürer  - Adão e Eva
Ficheiro:Dürer - Rhinoceros.jpg



 Albrecht Dürer - Rinoceronte oferecido por D. Manuel I ao Papa Leão X

quarta-feira, 1 de março de 2017

01 de Março de 1445: Nasce o pintor renascentista Sandro Botticelli, autor de "A Primavera" e "O Nascimento de Vénus"

No dia 1 de Março de 1445  nasceu em Florença o primeiro pintor humanista, Alessandro Filipepi, na família de um curtidor de couro. Como um dos seus irmãos, rechonchudo, havia sido apelidado de "botticelli", que significa em italiano "pequeno tonel", o epíteto substitui o sobrenome de família, passando a identificar o futuro pintor.

Sandro Botticelli fez o seu aprendizado no atelier de um grande pintor florentino do Quattrocento (o século XV italiano), Filippo Lippi (1406-1469). Como todos os artistas da Renascença, Lippi, tal qual um chefe de cozinha moderno, dirigia uma equipa de ajudantes e aprendizes, cada um especializado em um detalhe, nas roupas, nos filamentos de ouro, etc.

Com a colaboração da sua equipa, o mestre atendia aos pedidos da burguesia e produzia pequenos quadros em quantidade. Nessa ocasião é também muito solicitado por abades, bispos e príncipes para levar a cabo obras mais ambiciosas.

Botticelli passa para o atelier de Verrochio embora frequentando o atelier de Leonardo da Vinci, um rival. Em 1470, abre o seu próprio atelier. O seu talento vale ao jovem artista a possibilidade de frequentar as mais influentes famílias da cidade, entre as quais os Vespucci, um deles, Amerigo (ou Américo Vespúcio, o navegador), que viria a emprestar o seu nome a um continente, e sobre tudo os Médicis. O poderoso Lourenço, o Magnífico, concorda em dar-lhe protecção. O pintor, de resto, frequenta os grandes espíritos do humanismo da época, como Pico de la Mirandola e Marsílio Ficino, tradutor de Platão.
 
Os seus amigos iniciam-no na filosofia neoplatónica que via o mundo sensorial como reflexo do mundo das ideias. Essa filosofia vê-se reflectida nas suas célebres alegorias inspiradas na Antiguidade pagã.

A sua obra-prima "A Primavera", destinada a uma ‘villa’ dos Médicis, expõe toda a graça e o optimismo da Renascença italiana, com um toque de inquietação da ninfa da direita, quase agarrada pela divindade Zéfiro. Trata-se possivelmente da primeira pintura europeia que colhe inspiração na Antiguidade pagã.

Em 1481, o papa Sisto IV encomenda a Botticelli alguns frescos de temas religiosos para a capela à qual emprestaria o seu nome: a Capela Sistina. Pode-se admirar esses painéis ao lado dos monumentais frescos de Miguel Ângelo.

Após a sua viagem a Roma, que não lhe trouxe qualquer recompensa financeira, o artista empreende “O Nascimento de Vénus”. Esta nova alegoria neoplatónica ilustraria, segundo certos comentadores, os quatro elementos – terra, água, ar e fogo – e o Amor que sela a sua harmonia.

Depois da morte de Lourenço, seu protector, em 1492, o pintor sofre como muitos dos seus concidadãos florentinos a influência do pregador Jerónimo Savonarola.

O optimismo próprio do humanismo é atacado, à época, violenta e sistematicamente pelo fundamentalismo religioso. A pintura de Botticelli torna-se mais austera. Todavia, não se pode deixar à margem das suas 
célebres alegorias alguns retratos comoventes de realismo e as pinturas de madonas maternais e recatadas.
Fontes: Opera Mundi
Estórias da História
wikipedia (Imagens)
 
 Provável auto retrato de Sandro Botticelli

O Nascimento de Vénus  (análise da obra) - Sandro Botticelli

A Primavera  (análise da obra) - Sandro Botticelli


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

21 de Fevereiro de 1513: Morre o papa Júlio II, " O Terrível", destacado mecenas renascentista

Nascido Giuliano Della Rovere, morre em 21 de Fevereiro de 1513 o papa Júlio II, pouco após a abertura do Concílio de Latrão V, convocado por ele. Durante o seu período como chefe da Igreja Católica, o papa apelidado de "O Terrível" empenhou-se em anexar territórios pontificais, contratou artistas de renome, como Miguel Ângelo e Rafael, e até criou a sua própria moeda.
Graças ao apoio do seu tio Francesco della Rovere, papa em 1471 sob o nome de Sisto IV e quem confiou a Miguel Ângelo a incumbência de decorar a magnífica capela que levou seu nome — Capela Sistina — , Giuliano Della Rovere começou a sua caminhada para a trono de São Pedro: foi nomeado cardeal em 15 de Dezembro de 1471 aos 28 anos e bispo de Avinhão em 1474. Tendo constituído um imenso património, usa-o para criar uma influente rede. Diplomata hábil, estabelece vínculos com o rei da França Luís XI assim como com o imperador Maximiliano I, tendo em vista alcançar a tiara pontifical.
Não rejeita os prazeres profanos como o atesta o nascimento de diversos bastardos. Todavia, muito pouco atraído pelo luxo, denuncia o nepotismo de Alexandre IV Borgia, o que o obrigou a esperar a morte dele para voltar a Roma e preparar a sua eleição. E ela ocorre em 1 de Novembro de 1503, após o breve pontificado de Pio III, papa por apenas 25 dias.
O novo papa já tinha, à época, 60 anos. Notadamente mais apaixonado pelos combates do que pelas belas palavras; mais à vontade numa armadura do que sob a mitra; homem de acção, combatente até à alma, Giuliano iria  comportar-se como soberano temporal. A escolha do nome Júlio, que remete a Júlio César, era em si todo um programa.
Preocupado em consolidar os Estados Pontifícios, reanexa, à frente do seu exército, a partir de 1504, a Romagna e outras possessões de César Borgia.  As suas excursões  valem a admiração de Maquiavel e o apelido de "O Terrível".
Não tardou, porém, a  ferir-se em Veneza. A ‘Sereníssima República’ pretendia estender as suas possessões de Terra Firma e conquistar a Emilia-Romagna. Em 10 de Dezembro de 1508, o papa Júlio II constitui contra ela a Liga de Cambrai, com o rei da França Luís XII, o imperador da Alemanha Maximiliano I, Fernando o Católico da Espanha e a Saboia.

Num dado momento, o papa volta-se contra os seus aliados e faz a paz em separado com a ‘Sereníssima’, tentando expulsar da Itália os "Bárbaros do Norte" — os franceses. Num acto de protesto, resolve deixar a barba crescer, jurando jamais cortá-la até que a Itália seja libertada.
Júlio II, muito pouco interessado nos dogmas e na reforma da Igreja, vale-se das riquezas da Santa Sé em benefício dos humanistas e dos artistas, pondo em prática os conselhos do seu contemporâneo Maquiavel: "Todo o bom príncipe deve mostrar-se amante das virtudes, oferecendo hospitalidade aos homens virtuosos e homenageando aqueles que se excedem numa determinada arte".
Faz importantes encomendas aos principais génios do seu tempo: Migule Ângelo, Rafael ou ainda Bramante. Abre novas artérias em Roma, entre as quais a Via Giulia. Empreende também em 1506 a construção da Basílica de São Pedro, um canteiro de obras de mais de 20 anos, sob a condução de Bramante.
A Miguel Ângelo confia, além da decoração da Capela Sistina, a realização do seu próprio túmulo na igreja de São Pedro em Vincolo. Esse túmulo permaneceria inacabado, reduzido a uma escultura monumental de Moisés. A Rafael confia a decoração dos seus apartamentos.
Essas obras, bem como o mecenato, além das despesas militares, acabaram por engolir as receitas da Santa Sé. Para remediar a situação, Júlio II multiplica a venda de benefícios eclesiásticos, as isenções e as indulgências — uma redução do tempo no purgatório prometido aos generosos fiéis após sua morte.
Quanto às empresas financeiras, ele vale-se dos prudentes conselhos de seu fiel banqueiro Agostino Chigi, que o leva até a criar a sua própria moeda, o giulio.
Estas medidas, continuadas pelo seu sucessor Leão X (João de Médicis) iriam escandalizar os fiéis, notadamente na Alemanha, e contribuir para a reforma luterana.
O papa sempre evitou aparecer com os seus filhos para escapar às maledicências que acompanharam o seu predecessor Alexandre VI. No entanto, preocupado em consolidar as suas ligações, casa sua filha Felice Della Rovere, nascida em 1483 da sua relação com uma jovem aristocrata romana, com o filho de uma grande família romana, Giordano Orsini.

Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)




 
Papa Júlio II - Rafael
Juliano ainda cardeal (esquerda) com o seu tio, o Papa Sisto IV


quinta-feira, 8 de setembro de 2016

08 de Setembro de 1504: David, obra-prima de Miguel Ângelo,é colocada em praça pública na cidade de Florença

David, obra-prima da escultura renascentista esculpida entre 1501 e 1504 do génio da arte Miguel Ângelo Buonarotti, foi colocada em praça pública, fora do Palazzo della Signoria, sede do governo civil, em Florença, no dia 8 de Setembro de 1504.

É uma escultura de vulto, feita em mármore, mediante técnica de moldagem. Mede 5,17 metros. A estátua representa David, o herói bíblico, tema preferido na arte de Florença. Originalmente criado como parte de uma série de estátuas dos profetas para ser posicionado ao longo do extremo leste da Catedral de Florença.

Devido à natureza do herói que representava, logo passou a simbolizar a defesa das liberdades civis consagradas na República de Florença, uma cidade-estado independente, ameaçada pelos mais poderosos estados rivais e pela hegemonia da família Médici.

A estátua foi movida para o Museu da Academia em Florença, em 1873 e, mais tarde substituída por uma réplica. Em 12 de Novembro de 2010, uma réplica de fibra de vidro do David foi instalada no telhado da Catedral de Florença por um único dia.

Nesse dia ocorreu a disputa pela posse da estátua. Com base numa análise de documentos históricos, o Ministério da Cultura Italiana  reivindicou a posse da estátua em oposição à cidade de Florença, onde sempre esteve localizada. Florença imediatamente se opôs à pretensão.
Miguel Ângelo recebeu um salário mensal e um prazo de dois anos para realizar a obra. Disseram-lhe ainda que, se os seus patronos florentinos gostassem do resultado, receberia um pagamento adicional. Fiel à rapidez com que trabalhava, concluiu o trabalho antes do prazo.

Um grupo de notáveis artistas florentinos decidiu que a escultura deveria ser colocada em frente ao Palazzo Vecchio, na Piazza della Signoria. Na calada da noite, a enorme estátua saiu do atelier, nas proximidades da catedral.

A escultura era tão grande que uma parte da parede teve de ser demolida para que ela passasse. Foram necessários 40 homens e quatro dias para levar a estátua até ao seu destino, apoiada em andaimes e cordas e carregada sobre cilindros. Na noite em que a escultura foi revelada ao público alguém atirou-lhe uma pedra, possivelmente em acto de solidariedade política com Donatello, cuja estátua Judite e Holofernes (1460) estava a ser substituída pelo David de Miguel Ângelo.

O David de Miguel Ângelo difere das representações anteriores. Nesta escultura, David segura a arma com que matou o gigante Golias, uma funda. A Bíblia conta que David valeu-se da funda para acertar com uma pedra na cabeça de Golias, fazendo-o cair, para mais tarde o degolar.  O herói bíblico não é representado com a cabeça de Golias morto, como em Donatello ou nas estátuas de Verrocchio. Nenhum artista florentino anterior tinha omitido o gigante completamente.

O contraste entre a sua expressão intensa e sua calma sugere que David já tinha tomado uma decisão de lutar contra Golias.  É uma representação do momento entre a escolha consciente e a acção consciente. Em vez de parecer vitorioso sobre um inimigo muito maior do que ele, o rosto de David olha de maneira decidida para o combate.

Os tendões no seu pescoço parecem tensos, os músculos apertados, a testa franzida, e os olhos parecem centrar-se atentamente sobre algo à distância. As veias saltam da sua mão direita, mas o corpo tem uma pose descontraída. Carrega a atiradeira sobre o ombro esquerdo. O artista examinou a anatomia humana em detalhe para compor a estátua.


 Fontes: Opera Mundi
 wikipedia (imagens)



A réplica da estátua , Palazzo Vecchio, Florença