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domingo, 5 de novembro de 2017

A Revista Orpheu

Revista lançada em 1915, cujos dois únicos números publicados, em abril e julho, marcam o início do modernismo em Portugal. Com direção, no n.° 1, de Fernando Pessoa e do brasileiro Ronald de Carvalho, e, no n.° 2, de Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, o escândalo provocado pela publicação de Orpheu deveu-se, entre outros motivos, à apresentação de práticas de escrita e correntes artísticas vanguardistas (paulismo, intersecionismo, simultaneísmo, futurismo, sensacionismo), embora surjam na revista ainda compaginadas com leituras e práticas simbolistas e decadentistas.
O n.° 1 foi preenchido com a seguinte colaboração: Luís de Montalvor, "Introdução"; Mário de Sá-Carneiro, "Para os Indícios de Oiro" (poemas); Ronald de Carvalho, "Poemas"; Fernando Pessoa, "O Marinheiro" (drama estático); Alfredo Pedro Guisado, "Treze Sonetos"; José de Almada-Negreiros, "Frizos" (prosas); Côrtes-Rodrigues, "Poemas" e Álvaro de Campos, "Opiário" e "Ode Triunfal".
O número dois recebeu os seguintes autores: Ângelo de Lima, "Poemas Inéditos"; Mário de Sá-Carneiro, "Poemas sem Suporte"; Eduardo Guimarães, "Poemas", Raul Leal, "Atelier" (novela Vertígica); Violante de Cisneiros, "Poemas"; Álvaro de Campos, "Ode Marítima"; Luís de Montalvor, "Narciso" (Poema); Fernando Pessoa, "Chuva Oblíqua" (poemas interseccionistas); Santa-Rita Pintor, "Quatro Hors de texte duplos".
Para o projetado número três - cuja publicação esteve prevista para 1916 mas que, por razões financeiras, não foi posto à venda - Orpheu contaria com os seguintes textos: Mário de Sá-Carneiro, "Poemas de Paris"; Albino de Meneses, "Após o Rapto"; Fernando Pessoa, "Gládio" e "Além-Deus" (poemas); Augusto Ferreira Gomes, "Por Esse Crepúsculo a Morte de um Fauno..."; José de Almada-Negreiros, "A Cena do Ódio"; D. Tomás de Almeida, "Olhos"; C. Pacheco, "Para Além doutro Oceano" e Castelo de Morais, "Névoa". Mais tarde, deste número do Orpheu, chegaram ainda a ser publicados poemas de Fernando Pessoa, assim como algumas notas em Inglês. A revista Orpheu foi considerada por Pessoa "a soma e a síntese de todos os movimentos literários modernos".
Orpheu. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.
Wikipedia (Imagens)

Ficheiro:Orpheu1915.jpg
 
Ficheiro:Orpheu 1 - 1915.jpg
José Pacheko (1885-1934), capa de Orpheu,
fascículo n.º 1, Janeiro–Fevereiro–Março de 1915
Ficheiro:Orpheu 2 - 1915.jpg
Orpheu, fascículo n.º 2,
Abril–Maio–Junho de 1915
 

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

23 de Novembro de 1936: Sai o primeiro número da edição ilustrada da "Life Magazine"

Em 23 de Novembro de 1936, a primeira edição da revista ilustrada Life é publicada, exibindo na capa uma foto da gigantesca barragem Fort Peck.
Originalmente, a primeira versão da revista Life começou a ser publicada no século XIX, em 1883, semanalmente, e já inovava pelo seu humor, de estilo não muito distinto da The New Yorker dos nossos dias, com o uso de caricaturas sarcásticas, contos humorísticos e anedotas, além de temas culturais.
Com a falência da publicação original durante a Grande Depressão, o influente editor norte-americano Henry Luce comprou o título e relançou a revista na versão ilustrada em 1936. À época, Luce já gozava de grande prestígio e sucesso como editor da Time, outra revista semanal de estilo noticioso e opinativo.
Enquanto a missão original da Time era de contar e relatar as notícias, a missão da Life era de mostrá-las, exibi-las. Nas palavras do próprio Luce, a revista fora concebida para possibilitar ao público norte-americano “ver a vida, ver o mundo, testemunhar os grandes eventos (…) ver coisas que ocorreram a milhares de quilómetros de distância (…) ver e sentir-se impressionado, ver e instruir-se”.
Luce deu o tom da publicação ao estampar na capa uma impressionante fotografia da barragem Fort Peck, da autoria de Margaret Bourke-White. A formidável construção tornou-se um ícone dos anos 1930 e uma das principais obras públicas dos EUA na época, completada durante os anos do New Deal do presidente Franklin Roosevelt.
Life alcançou um extraordinário êxito no seu primeiro ano de publicação. Quase da noite para o dia, mudou a forma como as pessoas viam o mundo. Belas fotos e ilustrações brilhantes gravavam na mente dos leitores vívidas imagens, conquistando-os e ao público em geral.
No seu auge, a Life tinha uma circulação de mais de 8 milhões de exemplares, exercendo uma considerável influência na vida dos cidadãos dos Estados Unidos  no começo e meados do século XX.
Tendo o conteúdo fortemente apoiado em imagens e sendo esta a força motriz da sua popularidade, a revista sofreu um baque quando a televisão passou a ser o meio de comunicação predominante da sociedade.
Life deixou de circular como publicação semanal em 1972, quando começou a perder audiência e publicidade para a televisão.
Em 2004, porém, voltou a ser publicada semanalmente, agora como suplemento de jornais dos Estados Unidos.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

Capa da Life do ano de 1911

domingo, 23 de novembro de 2014

23 de Novembro de 1936: Sai o primeiro número da edição ilustrada da "Life Magazine"


Em 23 de Novembro de 1936, a primeira edição da revista ilustrada Life é publicada, exibindo na capa uma foto da gigantesca barragem Fort Peck.

Originalmente, a primeira versão da revista Life começou a ser publicada no século XIX, em 1883, semanalmente, e já inovava pelo seu humor, de estilo não muito distinto da The New Yorker dos nossos dias, com o uso de caricaturas sarcásticas, contos humorísticos e anedotas, além de temas culturais.

Com a falência da publicação original durante a Grande Depressão, o influente editor norte-americano Henry Luce comprou o título e relançou a revista na versão ilustrada em 1936. À época, Luce já gozava de grande prestígio e sucesso como editor da Time, outra revista semanal de estilo noticioso e opinativo.

Enquanto a missão original da Time era de contar e relatar as notícias, a missão da Life era de mostrá-las, exibi-las. Nas palavras do próprio Luce, a revista fora concebida para possibilitar ao público norte-americano “ver a vida, ver o mundo, testemunhar os grandes eventos (…) ver coisas que ocorreram a milhares de quilómetros de distância (…) ver e sentir-se impressionado, ver e instruir-se”.

Luce deu o tom da publicação ao estampar na capa uma impressionante fotografia da barragem Fort Peck, da autoria de Margaret Bourke-White. A formidável construção tornou-se um ícone dos anos 1930 e uma das principais obras públicas dos EUA na época, completada durante os anos do New Deal do presidente Franklin Roosevelt.
  
A Life alcançou um extraordinário êxito no seu primeiro ano de publicação. Quase da noite para o dia, mudou a forma como as pessoas viam o mundo. Belas fotos e ilustrações brilhantes gravavam na mente dos leitores vívidas imagens, conquistando-os e ao público em geral.

No seu auge, a Life tinha uma circulação de mais de 8 milhões de exemplares, exercendo uma considerável influência na vida dos cidadãos dos Estados Unidos  no começo e meados do século XX.

Tendo o conteúdo fortemente apoiado em imagens e sendo esta a força motriz da sua popularidade, a revista sofreu um baque quando a televisão passou a ser o meio de comunicação predominante da sociedade.
A Life deixou de circular como publicação semanal em 1972, quando começou a perder audiência e publicidade para a televisão.

Em 2004, porém, voltou a ser publicada semanalmente, agora como suplemento de jornais dos Estados Unidos.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

Capa da Life do ano de 1911