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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

13 de Agosto de 1863: Morre Eugène Delacroix, um dos maiores mestres do Romantismo

Nascido em Saint-Maurice no dia 26 de Abril de 1798, Delacroix não demonstrava na infância uma grande inclinação para a pintura. Após sólidos estudos no liceu Louis-le-Grand, exibia um dom geral para a arte, em especial a música. Em 1815, quando fazia da música o seu estudo preferido, desejou adquirir algumas noções de pintura. Apresentado por um tio, recebeu aulas no atelier do pintor Guerin. Uma das suas primeiras telas, Damas Romanas Desnudando-se pela Pátria (1818), despertou algum interesse. Ganhava à época algum dinheiro em serviços diversos e, em 1819, tornando-se órfão, entrou em grandes dificuldades financeiras.
Em 1822, envia a um salão de exposições o seu Dante e Virgílio, que conquista o maior sucesso que um artista poderia algum dia desejar. Mesmo cativando admiração entusiástica, o desencadear de críticas injustas  faz com que ficasse em último lugar no concurso pelo prémio de Roma, em 1822. Diante desse fracasso, não conseguiu parar de ganhar a vida com caricaturas e litografias, mas, ao mesmo tempo, permaneceu entregue à pintura com energia crescente. Em 1824, expõe O Massacre de Quios, que acentua a impressão causada no seu primeiro salão.
Theophile Gautier fala dele com grande admiração. No entanto, Delécluze, Beyle e Thiers apresentam restrições: para um, ele torna horrível a cena de horror; para outro, tem pouca preocupação com o belo; para o terceiro, a preocupação de evitar o académico  fez com que  fugisse de uma linha simples e harmoniosa.
Em 1828, com a apresentação de A Morte de Sardanapalo, as críticas voltam a acentuar-se: “Eugène Delacroix tornou-se o centro dos escândalos das exposições” e “a maior parte do público acha esse quadro ridículo”, disse o crítico M. Vitet à época. () “Que o senhor Delacroix se lembre que o gosto francês é nobre e puro e que cultive antes Racine que Shakespeare”, acrescentou o jornal Moniteur universel.  “O olho não consegue destrinçar a confusão de linhas e cores. O Sardanapalo é um erro de pintor”, criticou Delécluze.
Enquanto isso, após uma desavença momentânea com o Director de Belas-Artes, é encarregado pelo ministro do Interior de pintar A Morte de Carlos, o Temerário. O duque Louis-Philippe d'Orléans também lhe encomendariaRichelieu Oficiando a Missa. Do mesmo ano são A Batalha de Nancy e outras pinturas religiosas e retratos.
No Salão de 1831, O Bispo de Liege recupera as discussões com A Liberdade Guiando o Povo. Seja como for, esta exposição teve um resultado apreciável e Delacroix sai consagrado. Começa então a produzir uma série de telas representando batalhas, como Poitiers, Taillebourg (1831), seguida de quadros históricos como Carloss V no Mosteiro de Saint-Just, Boissy d'Anglas e Mirabeau e Dreux-Brézé.
Em 1832, Delacroix deixa Paris buscando renovar inspiração. Atravessa  Marrocos, retorna à Espanha e é a essas viagens que se deve A Fantasia Árabe. Nos anos que se seguem surge uma produção desenfreada, parecendo que Delacroix empreendera o sublime desafio de acumular obras-primas. Somente em 1857, após 20 anos e centenas de telas, é que o Instituto de Belas Artes lhe abre as portas.

Fontes:  Opera Mundi
wikipedia (Imagens)

Ficheiro:Eugene delacroix.jpg
Auto retrato - Eugène Delacroix
Ficheiro:Félix Nadar 1820-1910 portraits Eugène Delacroix.jpg
Eugène Delacroix retratado por Félix Nadar
Ficheiro:Eugène Delacroix - La liberté guidant le peuple.jpg


terça-feira, 5 de setembro de 2017

05 de Setembro de 1774: Nasce o pintor romântico Caspar David Friedrich

Caspar David Friedrich nasceu no dia 5 de Setembro de 1774 em Greifswald , cidade alemã que na época fazia parte da Suécia e estudou na Academia de Copenhaga. Em 1798, instalou-se em Desden, onde se tornou membro de um circulo artístico e literário, imbuído de ideais do movimento romântico.
Os seus primeiros desenhos, delineados com lápis ou com sépia, exploravam motivos recorrentes no seu trabalho: praias rochosas, planícies áridas, cadeias infinitas de montanhas e árvores que se agigantavam em direcção ao céu. Mais tarde, o seu trabalho passou a reflectir uma resposta emocional ao cenário real e visível.
Friedrich começou a pintar óleos em 1807. Uma das suas primeira telas, A cruz nas montanhas, é bem representativa do amadurecimento do seu estilo. Nela, há um ousado rompimento com a pintura religiosa tradicional e um destaque especial para a paisagem. A figura do Cristo crucificado  reproduz-se em silhueta, criada pelo pôr-do-sol na montanha, dominando o ambiente. Como escreveu o próprio pintor, todos os elementos da composição tem um significado simbólico. As montanhas são alegorias da fé; os raios de sol simbolizam o fim do mundo pré-cristão; e os pinheiros marcam o surgimento da esperança. As cores frias mas ácidas de Friedrich, com brilhante luminosidade, e a variedade de contornos, aumentam o sentimento de melancolia, de isolamento, trazendo a sensação de impotência humana diante das forças da natureza expressas em suas pinturas.
Como membro efectivo da Academia de Dresden, Friedrich acabou por influenciar muitos pintores românticos alemães que vieram após ele. Ainda que a sua projecção tenha diminuído após a morte, é certo que os observadores do século XXI permanecem fascinados com sua imaginação.
wikipedia (imagens)
Retrato de Caspar David Friedrich por Gerhard von Kügelgen 

Viajante sobre o Mar de Névoa Caspar David Friedrich
Os Penhascos de Rügen -  Caspar David Friedrich

domingo, 13 de agosto de 2017

13 de Agosto de 1863: Morre Eugène Delacroix, um dos maiores mestres do Romantismo

Nascido em Saint-Maurice no dia 26 de Abril de 1798, Delacroix não demonstrava na infância uma grande inclinação para a pintura. Após sólidos estudos no liceu Louis-le-Grand, exibia um dom geral para a arte, em especial a música. Em 1815, quando fazia da música o seu estudo preferido, desejou adquirir algumas noções de pintura. Apresentado por um tio, recebeu aulas no atelier do pintor Guerin. Uma das suas primeiras telas, Damas Romanas Desnudando-se pela Pátria (1818), despertou algum interesse. Ganhava à época algum dinheiro em serviços diversos e, em 1819, tornando-se órfão, entrou em grandes dificuldades financeiras.
Em 1822, envia a um salão de exposições o seu Dante e Virgílio, que conquista o maior sucesso que um artista poderia algum dia desejar. Mesmo cativando admiração entusiástica, o desencadear de críticas injustas  faz com que ficasse em último lugar no concurso pelo prémio de Roma, em 1822. Diante desse fracasso, não conseguiu parar de ganhar a vida com caricaturas e litografias, mas, ao mesmo tempo, permaneceu entregue à pintura com energia crescente. Em 1824, expõe O Massacre de Quios, que acentua a impressão causada no seu primeiro salão.
Theophile Gautier fala dele com grande admiração. No entanto, Delécluze, Beyle e Thiers apresentam restrições: para um, ele torna horrível a cena de horror; para outro, tem pouca preocupação com o belo; para o terceiro, a preocupação de evitar o académico  fez com que  fugisse de uma linha simples e harmoniosa.
Em 1828, com a apresentação de A Morte de Sardanapalo, as críticas voltam a acentuar-se: “Eugène Delacroix tornou-se o centro dos escândalos das exposições” e “a maior parte do público acha esse quadro ridículo”, disse o crítico M. Vitet à época. () “Que o senhor Delacroix se lembre que o gosto francês é nobre e puro e que cultive antes Racine que Shakespeare”, acrescentou o jornal Moniteur universel.  “O olho não consegue destrinçar a confusão de linhas e cores. O Sardanapalo é um erro de pintor”, criticou Delécluze.
Enquanto isso, após uma desavença momentânea com o Director de Belas-Artes, é encarregado pelo ministro do Interior de pintar A Morte de Carlos, o Temerário. O duque Louis-Philippe d'Orléans também lhe encomendariaRichelieu Oficiando a Missa. Do mesmo ano são A Batalha de Nancy e outras pinturas religiosas e retratos.
No Salão de 1831, O Bispo de Liege recupera as discussões com A Liberdade Guiando o Povo. Seja como for, esta exposição teve um resultado apreciável e Delacroix sai consagrado. Começa então a produzir uma série de telas representando batalhas, como Poitiers, Taillebourg (1831), seguida de quadros históricos como Carloss V no Mosteiro de Saint-Just, Boissy d'Anglas e Mirabeau e Dreux-Brézé.
Em 1832, Delacroix deixa Paris buscando renovar inspiração. Atravessa  Marrocos, retorna à Espanha e é a essas viagens que se deve A Fantasia Árabe. Nos anos que se seguem surge uma produção desenfreada, parecendo que Delacroix empreendera o sublime desafio de acumular obras-primas. Somente em 1857, após 20 anos e centenas de telas, é que o Instituto de Belas Artes lhe abre as portas.

Fontes:  Opera Mundi
wikipedia (Imagens)


Ficheiro:Eugene delacroix.jpg
Auto retrato - Eugène Delacroix
Ficheiro:Félix Nadar 1820-1910 portraits Eugène Delacroix.jpg
Eugène Delacroix retratado por Félix Nadar
Ficheiro:Eugène Delacroix - La liberté guidant le peuple.jpg


quarta-feira, 26 de abril de 2017

26 de Abril de 1798: Nasce Eugène Delacroix, um dos maiores mestres do Romantismo

Nascido em Saint-Maurice no dia 26 de Abril de 1798, Delacroix não demonstrava na infância uma grande inclinação para a pintura. Após sólidos estudos no liceu Louis-le-Grand, exibia um dom geral para a arte, em especial a música. Em 1815, quando fazia da música o seu estudo preferido, desejou adquirir algumas noções de pintura. Apresentado por um tio, recebeu aulas no atelier do pintor Guerin. Uma das suas primeiras telas, Damas Romanas  Desnudando-se pela Pátria (1818), despertou algum interesse. Ganhava à época algum dinheiro em serviços diversos e, em 1819, tornando-se órfão, entrou em grandes dificuldades financeiras.
Em 1822, envia a um salão de exposições o seu Dante e Virgílio, que conquista o maior sucesso que um artista poderia algum dia desejar. Mesmo cativando admiração entusiástica, o desencadear de críticas injustas  faz com que ficasse em último lugar no concurso pelo prémio de Roma, em 1822. Diante desse fracasso, não conseguiu parar de ganhar a vida com caricaturas e litografias, mas, ao mesmo tempo, permaneceu entregue à pintura com energia crescente. Em 1824, expõe O Massacre de Quios, que acentua a impressão causada no seu primeiro salão.
Theophile Gautier fala dele com grande admiração. No entanto, Delécluze, Beyle e Thiers apresentam restrições: para um, ele torna horrível a cena de horror; para outro, tem pouca preocupação com o belo; para o terceiro, a preocupação de evitar o académico  fez com que  fugisse de uma linha simples e harmoniosa.
Em 1828, com a apresentação de A Morte de Sardanapalo, as críticas voltam a acentuar-se: “Eugène Delacroix tornou-se o centro dos escândalos das exposições” e “a maior parte do público acha esse quadro ridículo”, disse o crítico M. Vitet à época. () “Que o senhor Delacroix se lembre que o gosto francês é nobre e puro e que cultive antes Racine que Shakespeare”, acrescentou o jornal Moniteur universel.  “O olho não consegue destrinçar a confusão de linhas e cores. O Sardanapalo é um erro de pintor”, criticou Delécluze.
Enquanto isso, após uma desavença momentânea com o Director de Belas-Artes, é encarregado pelo ministro do Interior de pintar A Morte de Carlos, o Temerário. O duque Louis-Philippe d'Orléans também lhe encomendariaRichelieu Oficiando a Missa. Do mesmo ano são A Batalha de Nancy e outras pinturas religiosas e retratos.
No Salão de 1831, O Bispo de Liege recupera as discussões com A Liberdade Guiando o Povo. Seja como for, esta exposição teve um resultado apreciável e Delacroix sai consagrado. Começa então a produzir uma série de telas representando batalhas, como Poitiers, Taillebourg (1831), seguida de quadros históricos como Carloss V no Mosteiro de Saint-Just, Boissy d'Anglas e Mirabeau e Dreux-Brézé.
Em 1832, Delacroix deixa Paris buscando renovar inspiração. Atravessa  Marrocos, retorna à Espanha e é a essas viagens que se deve A Fantasia Árabe. Nos anos que se seguem surge uma produção desenfreada, parecendo que Delacroix empreendera o sublime desafio de acumular obras-primas. Somente em 1857, após 20 anos e centenas de telas, é que o Instituto de Belas Artes lhe abre as portas.

Fontes:  Opera Mundi
wikipedia (Imagens)


Ficheiro:Eugene delacroix.jpg
Auto retrato - Eugène Delacroix
Ficheiro:Félix Nadar 1820-1910 portraits Eugène Delacroix.jpg
Eugène Delacroix retratado por Félix Nadar
Ficheiro:Eugène Delacroix - La liberté guidant le peuple.jpg

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

09 de Dezembro de 1854: Morre o escritor e político português Almeida Garrett, defensor do Liberalismo, promotor da reforma do ensino artístico, fundador do futuro Teatro Nacional D.Maria II.

Iniciador do Romantismo, refundador do teatro português, criador do lirismo moderno, criador da prosa moderna, jornalista, político, legislador, Garrett é um exemplo de aliança inseparável entre o homem político e o escritor, o cidadão e o poeta. É considerado, por muitos autores, como o escritor português mais completo de todo o século XIX, porquanto nos deixou obras-primas na poesia, no teatro e na prosa, inovando a escrita e a composição em cada um destes géneros literários.
João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu a 4 de Fevereiro de 1799 no Porto, no seio de uma família burguesa, que se refugia em 1809 na ilha Terceira, a fim de escapar à segunda invasão francesa. Nos Açores, recebe uma educação clássica e iluminista (Voltaire e Rousseau, que lhe ensinam o valor da Liberdade), orientada pelo tio, Frei Alexandre da Conceição, Bispo de Angra, ele próprio escritor. Em 1817, vai estudar Leis para Coimbra, foco de fermentação das ideias liberais. Em 1820, finalista em Coimbra, recebe com entusiasmo e otpimismo a notícia da revolução liberal. Em 1821, representa o Catão e publica em Coimbra O Retrato de Vénus, obras marcadas ainda por um estilo arcádico. Arcádicos são igualmente os poemas que escreve durante este período e que serão insertos, em 1829, na Lírica de João Mínimo. Em 1822, é nomeado funcionário do Ministério do Reino, casa com Luísa Midosi e funda o jornal para senhoras O Toucador. Em 1823, com a reacção miguelista da Vila-Francada, é obrigado a exilar-se em Inglaterra, onde inicia o estudo do Romantismo (inglês), e depois em França, onde se torna correspondente de uma filial da casa Lafitte. Contacta então com a literatura romântica (Byron, Lamartine, Vítor Hugo, Schlegel, Walter Scott, Mme de Staël), redescobre Shakespeare e, influenciado pelas recolhas de cancioneiros populares, começa a preparar o Romanceiro. Em 1825 e 1826, publica em Paris os poemas Camões e Dona Branca, primeiras obras portuguesas de cunho romântico, fruto da metamorfose estética em si operada pelas novas leituras. Em 1826, publica também o Bosquejo da História da Poesia e Língua Portuguesa, como introdução à antologia de poesia portuguesa Parnaso Lusitano. Em 1826, durante um período de tréguas, regressa a Portugal e mostra-se confiante na Carta Constitucional acordada entre D. Pedro e D. Miguel, mais moderada que o programa vintista. Dedica-se ao jornalismo político nos jornais O Português e O Cronista. Em 1828, depois da retoma do poder absoluto por parte de D. Miguel, exila-se novamente em Inglaterra. Em 1829, publica em Londres a Lírica de João Mínimo e o tratado Da Educação. Em 1830, publica o tratado político Portugal na Balança da Europa, onde analisa a história da crise portuguesa e exorta à unidade e à moderação. Em 1832, parte para a ilha Terceira, incorpora-se no exército liberal, e participa no desembarque em Mindelo. Escreve, durante o cerco do Porto, o romance histórico O Arco de Santana e colabora com Mouzinho da Silveira nas reformas administrativas. Em 1834, é nomeado cônsul-geral em Bruxelas, numa espécie de terceiro exílio motivado pelo cada vez maior desencanto em relação à política portuguesa (a divisão dos liberais, a corrida aos cargos públicos), onde contacta com a língua e a literatura alemãs (Herder, Schiller e Goethe). Também exerceu funções diplomáticas em Londres e em Paris. Em 1836, regressa a Lisboa, separa-se de Luísa Midosi e funda o jornal O Português Constitucional. No mesmo ano, após a Revolução de Setembro, é incumbido pelo governo setembrista de Passos Manuel da organização do Teatro Nacional. Nesse âmbito, desenvolverá uma acção notável, dirigindo a Inspecção Geral dos Teatros e o Conservatório de Arte Dramática, intervindo no projecto do futuro Teatro Nacional de D. Maria II e escrevendo ao longo dos anos seguintes todo um repertório dramático nacional: Um Auto de Gil Vicente (1838), Dona Filipa de Vilhena (1840), O Alfageme de Santarém (1842), Frei Luís de Sousa (1843). É por esta altura que inicia um romance com Adelaide Deville, que morrerá em 1841, deixando-lhe uma filha (episódio que inspirará o Frei Luís de Sousa). Em 1838, torna-se deputado da Assembleia Constituinte e membro da comissão de reforma do Código Administrativo. No ano de 1843 publica o 1.º volume do Romanceiro, uma recolha de poesias de tradição popular. Em 1845, lança o livro de poesias líricas Flores sem Fruto e o 1.º volume do romance histórico O Arco de Sant'Ana. Em 1846, sai em volume o "inclassificável" livro das Viagens na Minha Terra, publicado um ano antes em folhetim na Revista Universal Lisbonense. Com este livro, a crítica considera iniciada a prosa moderna em Portugal. Em 1851, depois de um período de distanciamento face à vida política, regressa com a Regeneração, movimento que prometia conciliação e progresso. Nesse ano, funda o jornal A Regeneração, aceita o título de visconde e reassume o seu papel de deputado, colaborando na proposta de revisão da Carta. Em 1852, torna-se, por pouco tempo, ministro dos Negócios Estrangeiros. Em 1853, publica o livro de poesias líricas Folhas Caídas, recebido com algum escândalo: o poeta era, na época, uma figura pública respeitável (deputado, ministro, visconde), que se atrevia a cantar o amor desafiando todas as convenções, e muitos souberam ver na obra ecos da paixão do autor pela viscondessa da Luz, Rosa de Montufar. Em 1854, morre em Lisboa, aos cinquenta e cinco anos.
Em 1999 comemorou-se o Bicentenário do nascimento de Almeida Garrett, com a realização de conferências, publicações das suas obras, espetáculos, actividades escolares, exposições, entre outros eventos.                                        
Almeida Garrett. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia(Imagens)
Ficheiro:Almeida Garrett por Guglielmi.jpg
Litografia de Almeida Garrett por Pedro Augusto Guglielmi (Biblioteca Nacional de Portugal)
Passos Manuel, Almeida Garrett, Alexandre Herculano e José Estêvão de Magalhães nos Passos Perdidos, Assembleia da República Portuguesa


Almeida Garret, enquanto voluntário do Batalhão Académico, de sentinela ao Convento dos Grilos durante o Cerco do Porto.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

05 de Setembro de 1774: Nasce o pintor romântico Caspar David Friedrich

Caspar David Friedrich nasceu no dia 5 de Setembro de 1774 em Greifswald , cidade alemã que na época fazia parte da Suécia e estudou na Academia de Copenhaga. Em 1798, instalou-se em Desden, onde se tornou membro de um circulo artístico e literário, imbuído de ideais do movimento romântico.
Os seus primeiros desenhos, delineados com lápis ou com sépia, exploravam motivos recorrentes no seu trabalho: praias rochosas, planícies áridas, cadeias infinitas de montanhas e árvores que se agigantavam em direcção ao céu. Mais tarde, o seu trabalho passou a reflectir uma resposta emocional ao cenário real e visível.
Friedrich começou a pintar óleos em 1807. Uma das suas primeira telas, A cruz nas montanhas, é bem representativa do amadurecimento do seu estilo. Nela, há um ousado rompimento com a pintura religiosa tradicional e um destaque especial para a paisagem. A figura do Cristo crucificado  reproduz-se em silhueta, criada pelo pôr-do-sol na montanha, dominando o ambiente. Como escreveu o próprio pintor, todos os elementos da composição tem um significado simbólico. As montanhas são alegorias da fé; os raios de sol simbolizam o fim do mundo pré-cristão; e os pinheiros marcam o surgimento da esperança. As cores frias mas ácidas de Friedrich, com brilhante luminosidade, e a variedade de contornos, aumentam o sentimento de melancolia, de isolamento, trazendo a sensação de impotência humana diante das forças da natureza expressas em suas pinturas.
Como membro efectivo da Academia de Dresden, Friedrich acabou por influenciar muitos pintores românticos alemães que vieram após ele. Ainda que a sua projecção tenha diminuído após a morte, é certo que os observadores do século XXI permanecem fascinados com sua imaginação.
wikipedia (imagens)
Retrato de Caspar David Friedrich por Gerhard von Kügelgen 

Viajante sobre o Mar de Névoa Caspar David Friedrich
Os Penhascos de Rügen -  Caspar David Friedrich

sábado, 13 de agosto de 2016

13 de Agosto de 1863: Morre Eugène Delacroix, um dos maiores mestres do Romantismo

Nascido em Saint-Maurice no dia 26 de Abril de 1798, Delacroix não demonstrava na infância uma grande inclinação para a pintura. Após sólidos estudos no liceu Louis-le-Grand, exibia um dom geral para a arte, em especial a música. Em 1815, quando fazia da música o seu estudo preferido, desejou adquirir algumas noções de pintura. Apresentado por um tio, recebeu aulas no atelier do pintor Guerin. Uma das suas primeiras telas, Damas Romanas Desnudando-se pela Pátria (1818), despertou algum interesse. Ganhava à época algum dinheiro em serviços diversos e, em 1819, tornando-se órfão, entrou em grandes dificuldades financeiras.
Em 1822, envia a um salão de exposições o seu Dante e Virgílio, que conquista o maior sucesso que um artista poderia algum dia desejar. Mesmo cativando admiração entusiástica, o desencadear de críticas injustas  faz com que ficasse em último lugar no concurso pelo prémio de Roma, em 1822. Diante desse fracasso, não conseguiu parar de ganhar a vida com caricaturas e litografias, mas, ao mesmo tempo, permaneceu entregue à pintura com energia crescente. Em 1824, expõe O Massacre de Quios, que acentua a impressão causada no seu primeiro salão.
Theophile Gautier fala dele com grande admiração. No entanto, Delécluze, Beyle e Thiers apresentam restrições: para um, ele torna horrível a cena de horror; para outro, tem pouca preocupação com o belo; para o terceiro, a preocupação de evitar o académico  fez com que  fugisse de uma linha simples e harmoniosa.
Em 1828, com a apresentação de A Morte de Sardanapalo, as críticas voltam a acentuar-se: “Eugène Delacroix tornou-se o centro dos escândalos das exposições” e “a maior parte do público acha esse quadro ridículo”, disse o crítico M. Vitet à época. () “Que o senhor Delacroix se lembre que o gosto francês é nobre e puro e que cultive antes Racine que Shakespeare”, acrescentou o jornal Moniteur universel.  “O olho não consegue destrinçar a confusão de linhas e cores. O Sardanapalo é um erro de pintor”, criticou Delécluze.
Enquanto isso, após uma desavença momentânea com o Director de Belas-Artes, é encarregado pelo ministro do Interior de pintar A Morte de Carlos, o Temerário. O duque Louis-Philippe d'Orléans também lhe encomendariaRichelieu Oficiando a Missa. Do mesmo ano são A Batalha de Nancy e outras pinturas religiosas e retratos.
No Salão de 1831, O Bispo de Liege recupera as discussões com A Liberdade Guiando o Povo. Seja como for, esta exposição teve um resultado apreciável e Delacroix sai consagrado. Começa então a produzir uma série de telas representando batalhas, como Poitiers, Taillebourg (1831), seguida de quadros históricos como Carloss V no Mosteiro de Saint-Just, Boissy d'Anglas e Mirabeau e Dreux-Brézé.
Em 1832, Delacroix deixa Paris buscando renovar inspiração. Atravessa  Marrocos, retorna à Espanha e é a essas viagens que se deve A Fantasia Árabe. Nos anos que se seguem surge uma produção desenfreada, parecendo que Delacroix empreendera o sublime desafio de acumular obras-primas. Somente em 1857, após 20 anos e centenas de telas, é que o Instituto de Belas Artes lhe abre as portas.

Fontes:  Opera Mundi
wikipedia (Imagens)


Ficheiro:Eugene delacroix.jpg
Auto retrato - Eugène Delacroix
Ficheiro:Félix Nadar 1820-1910 portraits Eugène Delacroix.jpg
Eugène Delacroix retratado por Félix Nadar
Ficheiro:Eugène Delacroix - La liberté guidant le peuple.jpg


sábado, 5 de setembro de 2015

Análise da obra: "Viajante Sobre o Mar de Névoa" de Caspar David Friedrich

Viajante Sobre o Mar de Névoa (em alemão: Der Wanderer über dem Nebelmeer, também conhecido como Caminhante Sobre o Mar de Névoa) é uma pintura a óleo de 1818 de Caspar David Friedrich.  A obra está no acervo da Kunsthalle de Hamburgo desde 1970.
Nesta obra uma figura solitária contempla uma imponente paisagem a partir de um pico rochoso. Nos arredores da paisagem os cumes próximos assomam no mar de névoa que se dissolve, além de uma montanha distante que se eleva sobre a cena, contra um céu luminoso. O autor usa um nevoeiro denso para obscurecer o que está entre as montanhas e, dessa maneira, criar um ar de mistério.
A  figura masculina insere-se numa atmosfera em que quase que se deixa levar pela força que a natureza exerce, estando o homem diante de uma montanha e sozinho. A natureza também está instável com a presença de uma neblina branca que chega a ser confundida até com um mar revolto, fica evidente a presença do vento que vai cada vez mais  aprofundando-se no horizonte até encontrar as nuvens que estão sempre em movimento. 
O homem retratado encontra-se no centro da composição e as linhas na horizontal, tanto de rochedos como de encostas e montanhas distantes, todas convergem para ele. O forte contraste de tom entre a silhueta escura do homem no rochedo e a claridade da neblina e do céu aumentam ainda mais o impacto da imagem.
Algumas teorias sugerem que o quadro talvez seja uma homenagem póstuma a um coronel da infantaria saxónica, devido ao posicionamento da figura central, que se destaca, erecta e heróica, contemplando a cena à sua frente. No entanto, a figura pode ser interpretada de diversas outras formas, como um símbolo do anseio do homem pelo inatingível ou ainda a alegoria da jornada da vida. Hubertus Gassner (director da Kunsthalle de Hamburgo) destaca que  a rocha representada na obra situa-se em terreno baixo, num prado próximo ao rio Elba, nas cercanias de Dresden. Também o casaco verde do caminhante é  parte da indumentária de um passeante urbano, não se ajustando a  roupa para uma caminhada de montanha em grandes altitudes. Com o caminhante, Friedrich não mostra assim a visão de nenhum escalador solitário de um pico, mas sim alguém como as pessoas que encontrava em Dresden, a cidade onde morava.

Viajante Sobre o Mar de Névoa sintetiza as ideias românticas sobre o lugar que o homem ocupa no mundo, como o isolamento do homem diante das forças da natureza. A obra tornou-se um ícone do indivíduo romântico e é uma das grandes referências da corrente do romantismo.
Fontes: https://www.deutschland.de
wikipedia (Imagens)

 Ficheiro:Caspar David Friedrich 032 (The wanderer above the sea of fog).jpg
Viajante Sobre o Mar de Névoa - Caspar David Friedrich

 Arquivo: DP 2011 55 Caspar David Friedrich.jpg
Selo alemão relativo à obra
File:Gerhard von Kügelgen portrait of Friedrich.jpg
Caspar David Friedrich por  Gerhard von Kügelgen c. 1810

05 de Setembro de 1774: Nasce o pintor romântico Caspar David Friedrich

Caspar David Friedrich nasceu no dia 5 de Setembro de 1774 em Greifswald , cidade alemã que na época fazia parte da Suécia e estudou na Academia de Copenhaga. Em 1798, instalou-se em Desden, onde se tornou membro de um circulo artístico e literário, imbuído de ideais do movimento romântico.
Os seus primeiros desenhos, delineados com lápis ou com sépia, exploravam motivos recorrentes no seu trabalho: praias rochosas, planícies áridas, cadeias infinitas de montanhas e árvores que se agigantavam em direcção ao céu. Mais tarde, o seu trabalho passou a reflectir uma resposta emocional ao cenário real e visível.
Friedrich começou a pintar óleos em 1807. Uma das suas primeira telas, A cruz nas montanhas, é bem representativa do amadurecimento do seu estilo. Nela, há um ousado rompimento com a pintura religiosa tradicional e um destaque especial para a paisagem. A figura do Cristo crucificado  reproduz-se em silhueta, criada pelo pôr-do-sol na montanha, dominando o ambiente. Como escreveu o próprio pintor, todos os elementos da composição tem um significado simbólico. As montanhas são alegorias da fé; os raios de sol simbolizam o fim do mundo pré-cristão; e os pinheiros marcam o surgimento da esperança. As cores frias mas ácidas de Friedrich, com brilhante luminosidade, e a variedade de contornos, aumentam o sentimento de melancolia, de isolamento, trazendo a sensação de impotência humana diante das forças da natureza expressas em suas pinturas.
Como membro efectivo da Academia de Dresden, Friedrich acabou por influenciar muitos pintores românticos alemães que vieram após ele. Ainda que a sua projecção tenha diminuído após a morte, é certo que os observadores do século XXI permanecem fascinados com sua imaginação.
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Retrato de Caspar David Friedrich por Gerhard von Kügelgen 

Viajante sobre o Mar de Névoa Caspar David Friedrich
Os Penhascos de Rügen -  Caspar David Friedrich

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

28 de Agosto de 1749: Nasce o poeta e dramaturgo alemão Johann Wolfgang Goethe, essência do Romantismo, autor de "Fausto" e "A Paixão do Jovem Werther".

Johann Wolfgang von Goethe nasceu de uma família nobre em Frankfurt-am-Main, no dia 28 de agosto de 1749, e morreu em Weimar, em 22 de março de1832. Tendo recebido uma educação multifacetada nos primeiros anos da sua vida, estudou Direito em Leipzig a partir de 1765.
São dessa época as suas primeiras obras poéticas (canções e odes) e também o auto pastoril Caprichos do Apaixonado, que reflete o seu amor por Käthchen Schönkopf, filha de um estalajadeiro.
Doença grave obriga-o a regressar a Frankfurt em 1768, mas pouco depois retoma em Estrasburgo os seus estudos universitários, que completa em 1771.Influenciado pelo escritor e filósofo alemão Johann G. Herder (1744-1803), Goethe volta-se para o irracionalismo do movimento literário e artístico designado por Sturm und Drang, evidenciando especial interesse pela poesia popular, pelos poetas da Antiguidade (Homero, Píndaro, Ossian) e pela obra poética do dramaturgo inglês William Shakespeare (1554-1616), assim como pelo estudo da arte gótica.São dessa época os ensaios Shakespeare (1771) e Da Arte Alemã (1773).
Os seus amores pela filha do pároco de Sessenhein (Alsácia) foram a origem das poesias líricas Canção de Maio, Boas-Vindas e Despedida.
Também a ligação amorosa de Goethe com Charlotte Buff, noiva do secretário da embaixada, inspira poesias líricas, como Prometeu, Ganimedes e Cântico de Maomet; são também dessa época os poemas dramáticos Goetz von Berlichingen, Deuses, Heróis e Wieland, o poema épico O Judeu Errante, o poema dramático Clavigo (1774) e o romance epistolar e sentimental Os Sofrimentos do Jovem Werther, que é um espelho dos amores de Goethe com Charlotte Buff e que, em breve, alcança renome internacional.
A viagem à Suíça com os condes de Stolberg ocasiona o seu encontro com Carlos Augusto, o duque de Weimar, que convida Goethe para a sua corte, onde, a partir de 1776, passa a desempenhar as funções de conselheiro, e mais tarde, as de ministro de Estado.
Das relações de amizade que então trava com Charlotte von Stein, sete anos mais velha do que ele, e da influência poderosa que dela recebe no sentido do seu amadurecimento espiritual são prova as suas próximas obras, que incluem dramas para o teatro de amadores e os poemas líricos Ilmenau, Viagem de Inverno ao Harz, Cântico dos Espíritos sobre as Águas, A minha Deusa, O Cantor, À Lua, a versão em prosa de Ifigénia (1779) e o começo do romance Wilhelm Meister.
Nos anos de 1779 e 1780 acompanha o duque Carlos Augusto na segunda viagem à Suíça, de que nasceram as Cartas da Suíça.
No outono de 1786 inicia a sua viagem à Itália, com estadia longa em Roma e uma deslocação à Sicília. Durante dois anos trava contacto aturado com a arte antiga e a arte italiana, o que provoca a sua atenção especial e o seu interesse definitivo pelo Classicismo, onde ressaltavam as ideias da humanidade e o esforço pela harmonia. O período fecundo que sucedeu à sua viagem à Itália foi marcado pelo aparecimento das seguintes obras: versão em verso da tragédia Ifigénia (1787); Egmont (1788), uma das suas melhores obras dramáticas; o drama psicológico Tasso, que tanto tem de autobiográfico, e o Fausto - Um Fragmento (1890).
Goethe estabelece-se então em Weimar, dispensado do exercício de funções públicas, com exceção da direção de instituições artísticas e científicas.
Goethe mantém uma ligação amorosa com Cristiane Vulpius ao longo de vários anos, durante os quais publica, com reflexos dessa ligação, Idílios Romanos (1795) e Epigramas Venezianos.
Em 1794 anuncia em público, em Jena, a sua amizade com Fiedrich Schiller (1759-1805) e a colaboração estreita entre os dois poetas, de modo especial quanto à criação de um teatro nacional e a assuntos de grande interesse para a literatura. Publica, em 1796, o romance didático Anos de Aprendizagem de Wilhelm Meister, a que se seguem a epopeia idílica, em verso, Hermann e Dorothea (1797) e a tragédia Filha Natural (1803). Entretanto, permanentemente estimulado por Schiller, seguimento aos trabalhos relativos à continuação do Fausto. Em 1806 casa com Cristiane Vulpius e, em 1809, publica Afinidades Eletivas, em que descreve, na personagem Ofélia, a sua bem-amada Minna Herzlieb, à qual se refere também nos Sonetos publicados, mais tarde, em 1815.
Começa então a preocupação de Goethe pela sua própria evolução biográfica e espiritual, e publica A Minha Vida, Ficção e Verdade e Viagem à Itália em 1814.
Como resultado da sua viagem ao Reno e ao Meno, aparece em 1814-15 a coletânea lírica O Divã Ocidental e Oriental.
Em 1821 publica a primeira parte de Anos de Peregrinação de Wilhelm Meister, que, com os elementos líricos, novelísticos e aforísticos que enriquecem esta obra, representa o trabalho que o homem, nas suas próprias limitações, realiza para a comunidade, e constitui o tema principal da segunda parte da grande obra da idade avançada do poeta, o Segundo Fausto, que viria a ser publicado em 1832, ano da sua morte.
A última inclinação amorosa de Goethe, no 74.° ano da sua vida, pela jovem de 19 anos Ulrike von Levetzow não foi correspondida, circunstância a que se alude na Trilogia da Paixão, publicada em 1827.
Goethe passa os últimos anos da sua vida a reexaminar e ordenar as suas obras.
Escritor de admirável elegância de estilo e de grande poder imaginativo, além de ser um pensador profundo, Goethe abraçou um vasto conjunto de conhecimentos e de interesses humanos.
Para a Alemanha, que nos séculos XVI e XVII não tinha ainda beneficiado do movimento da Renascença, Goethe constituiu, sozinho, uma Renascença completa. Para o resto do mundo foi um dos génios mais ricos e poderosos da Humanidade.
Morreu em Weimar, com 83 anos, aureolado pela admiração universal.
J. W. Goethe. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014.
wikipedia (imagens)
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Johann Wolfgang Goethe ca. 1775
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Goethe, retrato de Johann Heinrich Wilhelm Tischbein

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Goethe, Schiller, Alexander e Wilhelm von Humboldt c. 1797