Luís XVI de Bourbon, nascido a
23 de Agosto de 1754 em Versalhes e executado a 21 de Janeiro de 1793 em Paris,
foi rei de França entre 1774 e1791. Quando subiu ao trono em 1774, tinha 20 anos
e as finanças reais não se encontravam numa situação favorável e assim
permaneceram até o eclodir da Revolução Francesa, altura em que Luís XVI foi
deposto. Criou (1789) o Estado-Geral, mas não desenvolveu as reformas prometidas
o que provocou a Revolução, um dos acontecimentos mais importantes da Idade
Moderna. Ele e a sua esposa, Marie Antonieta, foram executados na guilhotina
(1793) na Place de la Révolution, depois Place de la Concorde, em Paris. Filho
de Luís XV e de Maria Josefa da Saxónia, tornou-se delfim, herdeiro do trono,
com a morte do pai em 1765. Cinco anos depois, casou-se com a arquiduquesa
austríaca Maria Antonieta de Habsburgo, filha da imperatriz Maria Teresa da
Áustria. Assumiu o trono (1774), após a morte de seu avô Luís XV. Reconhecido
como um rei de carácter fraco, perdeu a sua força de governação para o
Parlamento, dominado pela aristocracia, o que levou o reino quase à falência.
Devido às más condições climáticas (1788), a produção de alimentos baixou, os
preços aumentaram e houve fome, conduzindo ao descontentamento. Incumbiu o
ministro Turgot de realizar uma reforma tributária, mas este sofreu forte
oposição dos nobres e demitiu-se. Tentando salvar a corte deixou-se dominar
pelas facções mais reacionárias lideradas pelo seu irmão, o conde de Artois, e
pela rainha Antonieta. O novo ministro Necker convenceu o rei a convocar a
Assembleia dos Estados Gerais, que se reuniram em Maio (1789) em Versalhes. O
que se queria é que o Terceiro Estado pagasse os impostos que o clero e nobreza
não pagavam. A estratégia era que a votação fosse feita por ordem e não por
indivíduos. Em 17 de Junho daquele ano o Terceiro Estado reuniu-se em separado e
proclamou a Assembleia Nacional, que em 9 de Julho tornou-se Assembleia Nacional
Constituinte. No dia 26 de Agosto foi aprovada a Declaração dos Direitos do
Homem e do Cidadão. Diante da criação da Assembleia Nacional e da recusa do rei
em aprová-la e a massa parisiense invadiu Versalhes, a família real tentou fugir
do país, mas foi capturada e obrigada a ficar em Paris. Tentou então fugir do
Palácio das Tulherias (1791) para comandar do exterior a contra-revolução, porém
foi reconhecido e preso em Varennes. A sua derradeira esperança estava na
Áustria, terra natal da rainha Maria Antonieta. O exército austro-prussiano
invadiu a França, mas foi derrotado em Setembro (1792) e, então, foi proclamada
a República. O rei e a rainha julgados por traição, condenados à morte na
guilhotina, a monarquia abolida (1792) e ele executado em 21 de Janeiro
(1793).
O Palácio de Versalhes é um castelo real localizado na cidade de Versalhes, subúrbio de Paris. Desde 1682 até 1789, ano em que teve início a Revolução Francesa, foi o centro do poder do Antigo Regime em França. A sua localização deve-se à procura de um local afastado dos grandes centros, devido ao grande tumulto de gente e doenças nas grandes cidades, nomeadamente Paris. Mandado construir pelo rei Luís XIV, que resolveu ampliar o pavilhão de caça de Luís XIII , a partir de 1664, veio mais tarde a tornar-se, em 1682, a residência oficial do monarca e também o símbolo da monarquia absoluta, sustentada pelo rei. Considerado o maior palácio da época, o Palácio de Versalhes possui uma ampla extensão que ocupa mais de 100 hectares, possuindo 700 quartos, 352 chaminés, 1250 lareiras, 67 escadas, 2153 janelas e um parque de 700 hectares. Pela sua opulência e grandiosidade, tornou-se o mais luxuoso de toda a Europa, tendo sido, por inúmeras vezes, copiado. Foi projectado pelo arquitecto francês Louis Le Vau, sendo concluído por Jules Hardouin-Mansart, após a morte do primeiro.
O Palácio de Versalhes era bastante conhecido pela sua ostentação e riqueza. Alguns historiadores lançaram relatórios que estimavam o custo para a manutenção do palácio. Segundo esses relatórios, a manutenção do palácio consumia somas exorbitantes, 25% do rendimento do governo francês. Porém outros estudiosos discordam desses relatórios, afirmando que esse número seria inflacionado, a fim de aumentar as extravagâncias da família real. A hipótese mais provável é que os custos não ultrapassassem os 6%, tendo uma média geral de cerca de 3,5%.
Era o local perfeito para se viver luxuosa e ricamente, onde um exército de empregados servia aristocratas, clérigos, o rei e a sua família. Quando procuramos compreender o edifício no seu conjunto, verificamos que os seus múltiplos espaços têm capacidade para alojar uma infinidade de pessoas. Com toda a certeza, seriam milhares de pessoas a residir em Versalhes, um relatório de 1744, refere um número de dez mil pessoas, incluindo empregados. Nele caberia a população de uma cidade, de acordo com a obra A Sociedade de Corte: “ A população inteira de uma cidade caberia entre as suas paredes. Todavia, estes milhares de pessoas não o ocupam como se ocupa uma cidade. As unidades sociais que aí residiam não são famílias cujas necessidades e limites modelam unidades espaciais separadas umas das outras. Este conjunto de edifícios é, em primeiro lugar, a casa do rei e a residência, pelo menos esporádica da sociedade de corte tomada no seu todo. Uma parte desta sociedade dispunha de um apartamento permanente na casa do rei. Luís XIV gostava que os seus nobres vivessem sob o seu tecto, gostava que lhe pedissem alojamento em Versalhes."
Um dos espaços principais do Palácio é a Galeria dos Espelhos da responsabilidade de Jules Hardouin-Mansart,: trata-se de uma sala conhecida internacionalmente pela assinatura do Tratado de Versalhes, após o fim da Primeira Guerra Mundial. Consiste num grande espaço envolto por espelhos na sua estrutura tendo o tecto em formato de um arco revestido de dezassete espelhos que reflectem a vista das imensas janelas que o compõem. No século XVII, os espelhos eram um dos mais dispendiosos elementos que se podia possuir e na época, a República de Veneza controlava o monopólio e a manufactura dos mesmos. Com o objectivo de manter a integridade da sua filosofia de mercantilismo, a qual requeria que todos os elementos usados na construção de Versalhes fossem feitos na França, Jean-Baptiste Colbert atraiu vários trabalhadores de Veneza para fazer espelhos na Fábrica Gobelins para uso em Versalhes.
Em 1837 o castelo foi transformado em museu. O palácio está cercado por uma grande área de jardins, uma série de plataformas simétricas com canteiros, estátuas, vasos e fontes trabalhados, projectados por André Le Nôtre.
Monarcafrancêsquereinouentre1643e1715.Nasceu a 5 de setembro de 1638,emSaint-Germain-en-Laye,emFrança,emorreu a 1 de setembro de1715,emVersalhes.Continuaaserosímbolodamonarquiaabsolutadoperíodoclássico,paraalémdeterficadoconhecidonaHistóriacomo"oReiSol".Quandooseupaimorreu,tinhaapenascincoanos.Poressemotivo,duranteasuamenoridade,opaísfoigovernadopelocardealMazarino,umdoscolaboradoresmaisdedicadosdeRichelieu.
Luís XIV, organizou a etiqueta da vida cortesã num modelo que os seus
descendentes seguiram à risca. Outro traço marcante para a cultura da época e
que é parcamente citado em biografias sobre o Rei-Sol é o fato de ele ter
lançado a moda do uso de elaboradas perucas, costume que se prolongou por no
mínimo 150 anos nas cortes europeias e nas colónias do novo mundo.
Construiu o
Palácio dos Inválidos e o luxuoso Palácio de Versalhes, perto de Paris, onde
faleceu. Nos anos finais do reinado de Luís XIV, uma sucessão de mortes quase pôs em risco a sucessão ao trono. Praticamente todos os filhos legítimos do rei tinham morrido na infância. O único que chegou a idade adulta foi o seu filho mais velhoLuís, o Grande Delfim, que morreu em1711antes de Luís XIV. O novo herdeiro,Luís, Duque de Borgonha, neto mais velho do rei, contraiu varíola (ou sarampo) e morreu no ano de1712, seguido pelo seu filho mais velhoLuís, Duque de Bretanha, que sucumbiu à mesma enfermidade. Por fim, o pequeno Duque de Anjou, filho mais novo do Duque de Borgonha e bisneto do rei foi aclamadoDelfim de França,tornando-se o sucessor ao trono francês, e reinando comoLuís XV de França. Luís XIV morreu no dia1 de Setembrode1715degangrena, poucos dias antes de seu septuagésimo sétimo aniversário e com 72 anos e 100 dias de reinado - o mais longo reinado e governo do mundo ocidental. O seu corpo foi sepultado nabasílica de Saint-Denis, em Paris. Luís XIV. In
Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia
(Imagens)
Luís XIV com os seus
pais, Luís XIII e Ana da
Áustria
Retrato de Luís XIV e do seu irmão Philippe - Autor
desconhecido
A Dior vai patrocinar o restauro do refúgio campestre da rainha Maria Antonieta,
em Versalhes.
Abandonada depois da revolução de 1789, o Petit Trianon, como é conhecido,
era usado até então pela mulher de Luís XVI quando queria 'brincar' a ter uma
vida simples, longa da vida faustosa da corte.
Foi construída entre 1783 e 1787, inspirada nas pinturas de Hubert Robert e
concebida pelo Richard Mique, que viria a morrer na guilhotina depois de tentar
salvar a vida da rainha. O aspeto exterior contrasta com o estilo rococó que se
encontra lá dentro.
"A nossa política tem sido restaurar progressivamente o castelo e os seus
domínios. A casa da rainha é um dos locais mais delapidados e é uma prioridade
restaurá-la para que possa ser visitada de novo, disse ao Art Newspaper a
diretora do Palácio de Versalhes, Catherine Pégard.
Os trabalhos deverão estar concluídos em 2015. Nem Versalhes nem a casa Dior
deram detalhes sobre o orçamento do restauro.
Esta parceria é uma entre várias iniciativas que têm juntado as duas marcas
francesas. A Dior filmou nos jardins do palácio uma das suas coleções, por
exemplo.
OTratado de Versalhesfoi um tratado de paz assinado pelas potências europeias a 28 de Junho de 1919 e encerrou oficialmente a I Guerra Mundial. O principal ponto do tratado determinava que a Alemanha aceitasse todas as responsabilidades por causar a guerra e que, sob os termos dos artigos 231-247, fizesse reparações a determinados países da Tríplice Entente (Aliança vencedora).
Os termos impostos à Alemanha incluíam a perda de uma parte do seu território para algumas nações fronteiriças, de todas as colónias, uma restrição ao seu exército e uma indemnização pelos prejuízos causados durante a guerra. O ministro alemão do exterior, Hermann Müller, assinou o tratado a 28 de Junho de 1919. O tratado foi ratificado pela Sociedade das Nações a 10 de Janeiro de 1920. Na Alemanha o tratado originou um sentimento de humilhação na população, o que contribuiu para a queda da República de Weimar em 1933 e a ascensão do regime nazi.
As negociações entre as potências aliadas começaram a 18 de Janeiro, no Salão dos Relógios no Ministério dos Negócios Estrangeiros Francês. No início participaram nas negociações 70 delegados representado 27 nações.
Tendo sido derrotadas, a Alemanha, a Áustria e a Hungria foram excluídas das negociações. A Rússia também foi excluída porque tinha negociado o Tratado de Brest - Litovsk, que estabelecia uma paz separada com a Alemanha em 1918, graças ao qual a Alemanha ficou com uma grande faixa de terras e de recursos à Rússia.
As condições finais foram determinadas pelos líderes das "três grandes" nações: o primeiro-ministro britânico David Lloyd George, o primeiro-ministro francês Georges Clemenceau, e o presidente dos EUA, Woodrow Wilson.
O tratado originou a criação da Sociedade das Nações, um dos objectivos principais do presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson. A Sociedade das Nações tinha como objectivo arbitrar conflitos internacionais para evitar futuras guerras.
Outras cláusulas do Tratado incluíam a perda das colónias por parte da Alemanha e dos territórios que o país tinha anexado ou invadido num passado recente, destacam-se:
A Alsácia -Lorena, os territórios cedidos pela França à Alemanha no acordo de Paz assinado em Versalhes de 1871 e pelo Tratado de Frankfurt de 1871, seriam devolvidos à França.
Uma parte da Jutlândia seria devolvida à Dinamarca se assim fosse decidido por um plebiscito na região.
A parte leste da Alta Silésia era devolvida à Polónia (área 3214 km², 965 000 habitantes) apesar do plebiscito ter apontado que 60% população preferia ficar sob domínio da Alemanha.As cidades alemãs de Eupen e Malmedy ficariam para a Bélgica.
A província de Sarre ficou sob o comando da Sociedade das Nações durante 15 anos.
A Renânia foi desmilitarizada, ou seja, não ficou nenhum soldado ou instalação militar na região.
A leste, a Polónia recebeu partes da Prússia Ocidental e da Silésia.
A Checoslováquia recebeu o distrito de Hultschin.
A grande cidade alemã de Danzig (na actualidadeGdansk na Polónia), passou a ser uma cidade livre, sob a protecção da Liga das Nações.
Memel, uma pequena faixa territorial na Prússia Oriental, às margens do Mar Báltico, foi entregue ao controle lituano.
Fora da Europa, a Alemanha perdeu todas as suas colónias [na África e no Pacífico]. No total, a Alemanha perdeu 13 por cento do seu território em solo europeu, aproximadamente 70.000 quilómetros quadrados, e um décimo da sua população (entre 6.5 a 7 milhões de habitantes).
O artigo 231 do Tratado (a cláusula da 'culpa de guerra') responsabilizou unicamente a Alemanha por todas as 'perdas e danos' sofridas pela Tríplice Entente durante a guerra obrigando-a a pagar uma reparação por tais actos. O montante foi oficializado em 269 biliões de marcos, dos quais 226 biliões como principal, e mais 12% do valor das exportações anuais alemãs. Mais tarde, naquele ano, a dívida foi reduzida para 132 biliões.
Alguns dos artigos do Tratado
Artigo 42 -É proibido à Alemanha manter ou construir fortificações, quer na margem esquerda do Reno, quer na margem direita, a Oeste de uma linha traçada a 50 quilómetros a Leste deste rio.
Artigo 45- Como compensação pela destruição das minas de carvão no Norte da França, e por conta da importância a pagar pela reparação total dos prejuízos de guerra devidos pela Alemanha, esta cede à França a propriedade inteira e absoluta (...) das minas de carvão situadas na bacia do Sarre (...).[em anexo a esta parte estabelece-se, no parágrafo 16, que: O Governo do território da Bacia do Sarre será confiado a uma Comissão representando a Sociedade das Nações]
Artigo 51 -Os territórios cedidos à Alemanha em virtude [da guerra franco-prussiana de 1871 e que a França perdeu, ou seja: a Alsácia-Lorena] são reintegrados na soberania francesa (...)
Artigo 119 -A Alemanha renuncia, em favor das Principais Potências aliadas e associadas, a todos os seus direitos e títulos sobre as suas possessões de além-mar.
Artigo 159 -As forças militares alemãs serão desmobilizadas e reduzidas nas condições fixadas mais adiante.
Artigo 160 -A datar do 31 de Março de 1920, o mais tardar, o exército alemão não deverá compreender mais de sete divisões de infantaria e três divisões de cavalaria.
Artigo 173 -Todo o serviço militar universal obrigatório será abolido na Alemanha.
Artigo 198 -As forças militares da Alemanha não deverão comportar nenhuma aviação militar ou naval.
Artigo 231 -Os Governos aliados e associados declaram e a Alemanha reconhece que a Alemanha e os seus aliados são responsáveis, por deles ter sido a causa, por todas as perdas e por todos os prejuízos sofridos pelos Governos aliados e associados e pelos seus nacionais em consequência da guerra, que lhes foi imposta pela agressão da Alemanha e dos seus aliados.
Artigo 231 -Os Governos aliados e associados exigem (...) e a Alemanha a tal se obriga, que sejam reparados todos os prejuízos causados à população civil de cada uma das Potências aliadas e associadas e os seus bens (...).
Artigo 235 -Com o fim de habilitar as Potências aliadas e associadas a empreender desde já a restauração da sua vida industrial e económica, enquanto não é realizada a fixação definitiva da importância das suas reclamações, a Alemanha pagará, durante os anos de 1919 e 1920 e os quatro primeiros meses de 1921 (...) em ouro, mercadorias, navios, valores ou outra forma (...) o equivalente a 20 000 000 000 (vinte biliões) de marcos ouro (...)
Anexo IV
§ 6 -a título de adiantamento imediato, (...) a Alemanha compromete-se a entregar à França nos três meses que se seguirem à entrada em vigor do presente Tratado (...) as quantidades abaixo especificadas em gado vivo:
500 garanhões de 3 a 7 anos;
30 000 poldras e éguas de 18 meses a 7 anos (...);
2 000 touros de 18 meses a 3 anos;
90 000vacas leiteiras de 2 a 6 anos;
1 000 carneiros inteiros;
100 000 cabras
Anexo V
§ 2 -A Alemanha entregará à França sete milhões de toneladas de carvão por ano, durante dez anos (...).
§ 3 -A Alemanha entregará à Bélgica oito milhões de toneladas de carvão por ano, durante dez anos.
§ 3 -A Alemanha entregará à Itália as quantidades máximas de carvão seguintes:
Julho de 1919 a Junho de 1920: 4 milhões 1/2 de toneladas;
» 1920 » 1921: 6 milhões de toneladas;
» 1921 » 1922: 7 milhões 1/2 de toneladas;
» 1922 » 1923: 8 milhões de toneladas;
» 1923 » 1924: 8 milhões 1/2 de toneladas,
e, durante cada um dos cinco anos seguintes: 8 milhões 1/2 de toneladas.
Pode parecer incrível, mas só recentemente (2010) a Alemanha terminou de pagar as indemnizações da 1ª Guerra Mundial, relativas ao acordado no Tratado de Versalhes. O país também pagou biliões de euros da 2ª Guerra Mundial .