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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Descoberto um novo quadro de Van Gogh


A notícia surpreendeu o meio artístico mundial esta segunda-feira de manhã: o Museu Van Gogh, em Amesterdão, revelou a identificação de um novo quadro do pintor holandês. A obra foi pintada na região de Arles, em França, onde Van Gogh tinha chegado no início de 1888.
Depois de um trabalho de investigação que durou dois anos, o Museu Van Gogh pôde agora assegurar a autenticidade desta obra que mede cerca de 1 x 1 metros e pertence a um coleccionador particular, que quis manter o anonimato.
“Uma descoberta com esta importância nunca tinha acontecido até agora na história do Museu Van Gogh”, escreveu em comunicado o director da instituição, Axel Rüger. O texto, citado pela imprensa internacional, acrescenta: “É já uma raridade que um novo quadro possa ser acrescentado à obra de Van Gogh. Mas o que torna esta descoberta ainda mais excepcional é tratar-se de um trabalho de um período de transição na sua obra, e, para além disso, uma pintura de grande dimensão pertencente a um período que é considerado por muitos como o culminar da sua criação artística”.
Na investigação que efectuaram sobre o quadro, os dois especialistas na obra de Van Gogh ligados ao museu de Amesterdão, Louis van Tilborgh e Teio Meedendorp, confirmaram a similitude dos pigmentos com os que o pintor usou noutros trabalhos feitos em Arles, na mesma altura – nomeadamente na pintura The Rocks (actualmente na colecção do Museu de Belas Artes de Huston, EUA).
São também conhecidas referências feitas por Van Gogh (1853-1890) à paisagem de Mont Majour representada no quadro agora identificado. Numa carta ao seu amigo Émile Bernard, pintor e escritor francês – citada pela jornalista do New York Times, Nina Siegal –, Van Gogh dizia que se tinha deslocado mais de 50 vezes “para ver a paisagem da planície”, que descreveu como “uma enorme extensão de terra plana”, cheia de vinhas e de campos de trigo ceifado. Uma paisagem que Van Gogh também já tinha imortalizado no quadro Colheita em La Crau, com Mont Majour em fundo, igualmente de 1888.  
Além disto, Pôr-do-sol em Mont Majour surgia também identificado na listagem da colecção de Theo Van Gogh, irmão do pintor, em 1890. O quadro seria depois vendido em 1901, um ano após a morte do autor de Os Girassóis– que, como se sabe, morreu sem ter conseguido vender nenhuma das suas obras.
Pôr-do-sol em Mont Majour vai agora ser mostrado ao público a partir de 24 de Setembro, integrado na exposição Van Gogh at Work, que o Museu de Amesterdão tem patente desde Maio e até 12 de Janeiro de 2014.
Fonte: Público
O director Alex Rueger e o Pôr-do-sol em Mont Majour, de Van Gogh 
 


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Análise da obra:"Os Comedores de Batatas", de Vincent Van Gogh

A obra Os Comedores de Batatas, de Vincent Van Gogh, pertence à primeira fase da pintura do artista, desenvolvida na Holanda, sob influência do realismo do pintor Jean -François Millet. O quadro é de 1885 e encontra-se no Museu Van Gogh em Amesterdão. Nesta fase, Van Gogh desenhou e pintou muitas paisagens holandesas, cenas de aldeia. Em Nuenen, pequena cidade holandesa onde morava a sua família, realizou cerca de 250 desenhos, principalmente sobre a vida de camponeses e tecelões. Os Comedores de Batatas resumem esse período. Assim como os pintores realistas, ele falou sobre a miséria e retratou o desespero das pessoas humildes. Ele dizia que os camponeses deviam ser pintados com as suas características rudes, sem embelezamento, ponto em que criticou e superou a sua referência primeira, Millet.
Van Gogh salientou os traços grosseiros das mãos e das faces dos trabalhadores da terra. Em busca de intensidade dramática, explorou a potencialidade expressiva dos tons escuros. O quadro mostra cinco pessoas sentadas à volta de uma mesa tosca de madeira. A mulher mais nova tem uma travessa de batatas quentes a fumegar e, com uma expressão interrogativa, está a servir as doses. A mulher mais velha, à sua frente, deita nas canecas café de cevada e malte. O velho camponês bebe. Uma família camponesa está reunida para esta frugal refeição. Um candeeiro a petróleo irradia uma luz fraca, mostrando a grande pobreza; ao irradiar a sua luz trémula sobre todos de forma igual, estabelece a unidade na aparência destas figuras preocupadas.
Na carta ao seu irmão Théo, quando se refere a este trabalho, diz: "Apliquei-me conscientemente em dar a ideia de que estas pessoas que, sob o candeeiro, comem as suas batatas com as mãos, que levam ao prato, também lavraram a terra, e o meu quadro exalta portanto o trabalho manual e o alimento que eles próprios ganharam tão honestamente”. Está aqui demonstrada a consciência do conteúdo social tratado e a preocupação do artista em ser fiel à simplicidade das pessoas retratadas, não mostrando apenas a pouca comida, mas também a escassez de recursos, tanto na casa como nas roupas simples.
 wikipedia (Imagens)

Arquivo: Van-Willem-vincent-gogh-die-kartoffelesser-03850.jpg
Os Comedores de Batatas - Vincent Van Gogh
File:Kartoffelesser-1-F082 supF77-L-hell.jpg
Estudo para Os Comedores de Batatas - Vincent Van Gogh
File:Van Gogh 1885-03--1885-04, Nuenen - Study, Three Hands, Two Holding Forks F 1161r JH 746.jpg
Estudo para as mãos da obra Os Comedores de Batatas
Arquivo: WLANL - artanonymous - De hut.jpg
A Cabana - Vincent Van Gogh (1885) Nesta cabana residiam duas famílias, uma das quais os De Groots, representados na obra Os Comedores de Batatas


terça-feira, 30 de julho de 2013

Análise da obra:"Noite Estrelada", de Vincent Van Gogh

Noite Estrelada é uma das obras mais conhecidas de Vincent Van Gogh. O quadro foi pintado quando ele tinha 37 anos e estava internado num asilo em Saint-Rémy-de-Provence (1889-1890). A obra encontra-se actualmente na colecção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA).
Ao contrário de muitas das suas obras,  Noite Estrelada foi pintada de memória, e não a partir da vista correspondente de uma paisagem. Durante ao tempo em que esteve no asilo, Van Gogh  dedicou-se a pintar as paisagens da região da Provence.
A paisagem retratada mistura o real com imagens da sua memória, como uma igreja tipicamente holandesa. É notável o contraste entre a calma da pequena vila representada e o caos celestial. Os ciprestes são o elo de ligação entre a terra e o céu. A obra é dividida no plano horizontal pela linha do horizonte e no plano vertical pelo cipreste. O povoado longínquo, de pequenas casas, contrasta fortemente com o cipreste em primeiro plano que se destaca e ajuda ao equilíbrio da composição As pinceladas são curvilíneas, e integram-se de maneira rítmica sobre a superfície da pintura. Estrelas brilhantes pulsam como mini-sóis. Ondas luminosas cortam o centro da tela, parecem ter vida própria. No canto superior direito, chama a atenção a lua que ganhou feições de um sol que transforma em quase dia. Enquanto isso, o vilarejo, com a sua igreja de torre alta, parece adormecer alheio ao céu estrelado cheio de explosões emotivas de Van Gogh. 
A pintura foi a inspiração para a canção  de Don McLean, "Vincent", que é também conhecida como "Starry Night".
wikipedia (Imagens)


 Ficheiro:Van Gogh - Starry Night - Google Art Project.jpg
The Starry Night  - Noite Estrelada (1889) Vincent Van Gogh

Outras Noites Estreladas

Arquivo: Starry Night Over the Rhone.jpg
Starry Night Over the Rhone  - Noite estrelada sobe o Ródano  (1888)
A mesma vista do Ródano em 2008
Arquivo: França Arles Reattu LaCroix 2008.jpg

Arquivo: Vincent Willem van Gogh 015.jpg
Cafe Terrace at Night (1888)
Road with Cypress and Star -  Estrada com cipreste e estrela (1890)
Arquivo: Van Gogh - Estrada secundária em Provence por night.jpg


Don Mclean - Vincent

Starry, starry night 

Paint your palette blue and gray 
Look out on a summer's day 
With eyes that know the darkness in my soul 
Shadows on the hills 
Sketch the trees and the daffodils 
Catch the breeze and the winter chills 
In colors on the snowy linen land 

Now I understand what you tried to say to me 
And how you suffered for your sanity 
How you tried to set them free 
They would not listen, they did not know how 
Perhaps they'll listen now 

Starry, starry night 
Flaming flowers that brightly blaze 
Swirling clouds in violet haze 
Reflect in Vincent's eyes of china blue 
Colors changing hue 
Morning fields of amber grain 
Weathered faces lined in pain 
Are soothed beneath the artist's loving hand 

Now I understand what you tried to say to me 
And how you suffered for your sanity 
And how you tried to set them free 
They would not listen, they did not know how 
Perhaps they'll listen now 

For they could not love you 
But still your love was true 
And when no hope was left in sight 
On that starry, starry night 
You took your life as lovers often do 
But I could have told you, Vincent 
This world was never meant 
For one as beautiful as you 

Starry, starry night 
Portraits hung in empty halls 
Frameless heads on nameless walls 
With eyes that watch the world and can't forget 
Like the strangers that you've met 
The ragged men in ragged clothes 
A silver thorn, a bloody rose 
Lie crushed and broken on the virgin snow 

Now I think I know what you tried to say to me 
And how you suffered for your sanity 
And how you tried to set them free 
They would not listen, they're not listening still 
Perhaps they never will 

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Vincent Van Gogh (30/03/1853-29/07/1890)


Pintor holandês pós-impressionista, nasceu a 30 de março de 1853. Como Gauguin, é um apóstolo retardatário da pintura. Abandonou a sua profissão em 1876 para se dedicar como pregador laico aos mineiros de Borinage, no sul da Bélgica. No verão de 1880, decidiu consagrar-se à pintura com a mesma paixão incontrolada e a mesma sede de absoluto com que quisera servir as classes desfavorecidas. A Arte, a Literatura e a Religião, concebia-as como várias facetas de um mesmo mistério. Deixou a descrição das suas buscas, métodos e intenções em inúmeras cartas escritas sobretudo ao irmão, Theo. A sua carreira não iria durar mais do que uma década. Dois anos em Paris, de fevereiro de 1886 a fevereiro de 1888, transformaram por completo as suas conceções e a sua pintura. Nada o teria preparado para a visão dos quadros impressionistas, as novas técnicas libertadoras, a explosão das cores. A paixão pela cor, assim como um temperamento marginal, levou-o até Arles, na Provença. Os GirassóisA Ponte Levadiça (1888), o pomar de Pessegueiros em Flor (1889) são os temas deste período. Os Ciprestes e Corvos sobre a Seara pertencem à última fase, em que o equilíbrio emocional do pintor era precário. No dia 29 de julho de 1890, Van Gogh suicidou-se com um tiro.
Van Gogh desenvolveu uma pintura caracterizada por uma intensidade emocional extrema. Mais do que pintar o que via, quis expressar o que sentia. E se o mundo do Impressionismo se pode revelar em pequenos pontos de luz, em Van Gogh esses pontos de luz tornam-se energia pura. Os objetos são distorcidos, as proporções falseadas, e a própria textura torna-se um elemento da expressão emocional do quadro. As cores são utilizadas no seu estado puro e aplicadas com a espátula ou o pincel, criando um relevo, um padrão, um ritmo insistente. A sua arte inicia o Expressionismo, valorizando o que é significativo em detrimento dos padrões de beleza clássicos, de maneira a que a pintura seja mais "verdadeira do que a própria verdade", nos dizeres do próprio artista.
Vincent Van Gogh. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.
wikipedia (Imagens)



Ficheiro:Vincent van Gogh 1866.jpg
Vincent em 1866
Arquivo: Auto-retrato com chapéu de feltro por Vincent van Gogh.jpg
Auto retrato com chapéu de feltro - Vincent Van Gogh
Arquivo: Vincent Willem van Gogh 137.jpg
O Quarto - Vincent Van Gogh

Arquivo: Van Gogh-estrelado night.jpg
Noite Estrelada - Vincent Van Gogh





sábado, 13 de outubro de 2012

Cinema e Pintura (I): Vincent Van Gogh


Esta trata-se de uma lista com  biografias cinematográficas de pintores famosos, associados às novas correntes artísticas de finais do século XIX, inícios do século XX. 
Vincent Van Gogh é o primeiro pintor abordado.

Lust for Life (A vida apaixonada de Van Gogh)

Lust for Life - Sede de Viver (Brasil) ou A Vida Apaixonada de Van Gogh (Portugal) é um filme norte americano de 1956 realizado por Vincent Minnelli sobre a vida do pintor holandês Vincent Van Gogh, conforme adaptação da obra do mesmo nome de 1934, escrita por Irving Stone





Vincent and Theo é um filme biográfico que foi realizado por Robert Altman em 1990.
A história de Vincent Van Gogh,  (Tim Roth) é aqui alargada com o foco a recair também sobre o seu irmão Theodore (Paul Rhys), que o apoiou ao longo da sua vida.




Van Gogh - filme de 1991 de Maurice Pialat. 
O filme de Maurice Pialat segue apenas os dois últimos meses da vida de Vincent Van Gogh (Jacques Dutronc) em Auvers-sur-Oise, em 1890. Ele fica na casa do doutor Gachet (Gérard Sety) e tem relações amorosas com a sua filha, Margueritte (Alexandra London). Pouco compreendido pelos seus contemporâneos, que não entendem os seus comportamentos nem a sua pintura, Vincent Van Gogh desentende-se com o seu irmão Theo (Bernard Le Coq) e  suicida-se pouco depois.




Sonhos (Dreams) é um filme japonês e norte americano de 1990, baseado em sonhos verdadeiros que o cineasta Akira Kurosawa teve em momentos diferentes de sua vida. O filme é mais baseado em imagens do que no diálogo, e divide-se em oito histórias distintas, mas unidas pelo mesmo tema. Uma das histórias, Corvos, retrata um estudante de artes que se descobre dentro do vibrante e por vezes caótico mundo dentro dos trabalhos de arte de Vincent Van Gogh durante uma visita a um museu de artes. Nas telas do artista, ele encontra o próprio Van Gogh num campo aberto e conversa com ele. O estudante perde-se do artista (o qual está sem uma orelha, em referência ao episódio da auto-dilaceração cometida por Van Gogh, e já próximo do fim de sua vida) e viaja através de outros trabalhos tentando encontrá-lo. A pintura Campo de trigo com corvos é um elemento importante neste sonho.


Fontes: Sapo Filmes
            wikipedia
            Senses of Cinema


domingo, 29 de julho de 2012

Vincent Van Gogh (30/03/1853-29/07/1890)


Pintor holandês pós-impressionista, nasceu a 30 de março de 1853. Como Gauguin, é um apóstolo retardatário da pintura. Abandonou a sua profissão em 1876 para se dedicar como pregador laico aos mineiros de Borinage, no sul da Bélgica. No verão de 1880, decidiu consagrar-se à pintura com a mesma paixão incontrolada e a mesma sede de absoluto com que quisera servir as classes desfavorecidas. A Arte, a Literatura e a Religião, concebia-as como várias facetas de um mesmo mistério. Deixou a descrição das suas buscas, métodos e intenções em inúmeras cartas escritas sobretudo ao irmão, Theo. A sua carreira não iria durar mais do que uma década. Dois anos em Paris, de fevereiro de 1886 a fevereiro de 1888, transformaram por completo as suas conceções e a sua pintura. Nada o teria preparado para a visão dos quadros impressionistas, as novas técnicas libertadoras, a explosão das cores. A paixão pela cor, assim como um temperamento marginal, levou-o até Arles, na Provença. Os GirassóisA Ponte Levadiça (1888), o pomar de Pessegueiros em Flor (1889) são os temas deste período. Os Ciprestes e Corvos sobre a Seara pertencem à última fase, em que o equilíbrio emocional do pintor era precário. No dia 29 de julho de 1890, Van Gogh suicidou-se com um tiro.
Van Gogh desenvolveu uma pintura caracterizada por uma intensidade emocional extrema. Mais do que pintar o que via, quis expressar o que sentia. E se o mundo do Impressionismo se pode revelar em pequenos pontos de luz, em Van Gogh esses pontos de luz tornam-se energia pura. Os objetos são distorcidos, as proporções falseadas, e a própria textura torna-se um elemento da expressão emocional do quadro. As cores são utilizadas no seu estado puro e aplicadas com a espátula ou o pincel, criando um relevo, um padrão, um ritmo insistente. A sua arte inicia o Expressionismo, valorizando o que é significativo em detrimento dos padrões de beleza clássicos, de maneira a que a pintura seja mais "verdadeira do que a própria verdade", nos dizeres do próprio artista.
Vincent Van Gogh. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.



                                                              Starry Night Over the Rhone Vincent Van Gogh



                                                                 Cafe de Nuit- Vincent Van Gogh




Akira Kurosawa - Dreams - Van Gogh