segunda-feira, 16 de julho de 2018

16 de Julho de 1945: II Guerra Mundial. Explode a primeira bomba atómica no deserto do Novo México, EUA.


O teste “Trinity” no deserto de Novo México em Alamogordo vê explodir em 16 de Julho de 1945 às 05h29 minutos e 45segundos a primeira bomba atómica da história. O artefacto não foi lançado de avião, mas colocado numa torre, arrasada pela explosão enquanto a areia ao redor ficou vitrificada e um cogumelo de 300 metros de diâmetro se elevou. 

Esta experiência marcou a concretização do Projecto Manhattan que permitiu construir três bombas nucleares. Esta primeira, denominada "Gadget", utilizou o plutónio, elemento químico radioactivo, explosivo termonuclear, como aquela que seria lançada em Nagasaki. O artefacto que explodiria sobre Hiroxima era constituído por urânio 235. 

Planos para a construção de uma bomba de urânio pelos aliados foram elaborados em princípios de 1939, quando o físico italiano emigrado Enrico Fermi  se encontrou com oficiais do Departamento da Marinha dos Estados Unidos para discutir o emprego de substâncias fissionáveis para fins militares. No mesmo ano, Albert Einstein escreveu ao presidente Franklin Roosevelt defendendo a teoria de que uma  reacção nuclear descontrolada em cadeia teria um grande potencial como base para uma arma de destruição em massa.  

Em Fevereiro de 1940, a Casa Branca concedeu um total de 6 milhões de dólares para as pesquisas científicas. Contudo, no começo de 1942, com os EUA já em guerra contra as potências do Eixo, um crescente temor que a Alemanha estivesse a trabalhar para ter a sua própria bomba de urânio levou o Departamento de Defesa a prestar uma atenção mais activa. Limitações de recursos para o projecto foram então removidas. 

O brigadeiro-general Leslie R. Groves, ele próprio um engenheiro, ficou encarregado, com poderes especiais do projecto, buscando logo reunir os melhores cérebros científicos e descobrir como aproveitar o poder do átomo para levar a guerra a um fim decisivo. O Projecto Manhattan, assim chamado porque foi onde a pesquisa teve início, passaria por muitos lugares durante o período inicial da exploração teórica, o mais importante deles a Universidade de Chicago, onde Fermi conseguiu realizar com sucesso a primeira reacção em cadeia de fissão atómica. 
 

Todavia, o projecto só assumiu formato definitivo no deserto do Novo México, onde, em 1943, o físico Robert Oppenheimer passou a dirigir o Projecto Y num laboratório em Los Alamos, ao lado de cérebros como Hans Bethe, Edward Teller e Enrico Fermi. Ali teoria e prática caminharam juntos, à medida que os obstáculos para alcançar a massa crítica – uma explosão nuclear – e a construção de uma bomba transportável foram sendo superados. 
Finalmente, na manhã de 16 de Julho, no deserto do Novo México, 200 quilómetros ao sul de Santa Fé, a primeira bomba atómica foi detonada. A questão crucial suscitada pelos EUA era sobre que país a bomba deveria ser lançada. A Alemanha, que era o alvo original, já havia capitulado incondicionalmente em 8 de Maio. Restava um único país beligerante, o Japão que estava agonizante.
Fontes: Opera Mundi
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O primeiro teste nuclear Trinity em 16 de Julho de 1945



16 de Julho de 1212: Castela, Navarra e Aragão, com o exército de Afonso II de Portugal, derrotam os mouros almóadas, na batalha das Navas de Tolosa, e impedem a expansão do Islão

Esta batalha significou um grande triunfo da Cristandade sobre o Islão. O rei Afonso VIII de Castela, liderando uma coligação com Sancho VII de Navarra, Pedro II de Aragão, um exército de Afonso II de Portugal, juntamente com cavaleiros do reino de Leão e das ordens militares de Santiago, Calatrava,Templários e Hospitalários, derrota o Califado Almóada.Com Afonso VII, os castelhanos, entre 1126 e 1157, realizaram incursões para além da serra Morena. Tratou-se de uma das principais fases da Reconquista cristã e prestigiante para este rei que, por essa época, pretendeu proclamar-se imperador da Espanha, tal como sucedera com o seu avô, Afonso VI. Afonso VIII retomou estas campanhas em 1158 que se prolongaram até 1214. Em 1195 os cristãos sofreram uma pesada derrota em Alarcos, na sequência da qual perderam Calatrava, e apelaram à Cruzada. De seguida, o rei de Castela aliou-se aos monarcas dos reinos de Navarra, de Aragão e de Leão. As tropas do Norte, recrutadas pelos bispos de Narbona, Bordéus e Nantes, juntaram-se às tropas ibéricas na cidade de Toledo. Calatrava é reconquistada e os franceses retiram-se quase na sua totalidade a 16 de julho de 1212. Os ibéricos ficam sozinhos mas mesmo assim conseguem derrotar os muçulmanos em Navas de Tolosa. A vitória nesta batalha foi celebrada por toda a península e, todos os reis cristãos que nela participaram proclamaram a excelência da sua atuação.


Batalha de Navas de Tolosa . In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
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Batalha de Navas de Tolosa. Pintura a óleo do século XIX, de F. P. Van Halen, exposta no Palácio do 
Senado em Madrid
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D. Afonso II de Portugal
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Sancho VII de Castela, O Forte, na Batalha de Navas de Tolosa.  Vitral em Roncesvalles

domingo, 15 de julho de 2018

15 de Julho de 1099: Conquista de Jerusalém, na primeira Cruzada

Partindo de França em 1096 atendendo à conclamação do papa Urbano II, os cruzados comandados por Godefroi de Bouillon e pelo conde Raymond IV de Toulouse entram em Jerusalém em 14 de Julho de 1099 e conquistam a cidade no dia 15. 

Durante esta Primeira Cruzada, os cavaleiros cristãos da Europa capturaram Jerusalém após sete semanas de cerco. Todos os defensores da cidade, muçulmanos ou judeus, são massacrados. A tomada da Cidade Santa provocou a morte de cerca de 100 mil pessoas. Nascia o reinado latino de Jerusalém. Godefroi de Bouillon assume a administração da cidade com o título de procurador do Santo Sepulcro. 

Os cristãos em Jerusalém estavam a ser perseguidos desde o século XI, pelos governantes islâmicos, especialmente quando o controlo da Cidade Santa passou dos relativamente tolerantes egípcios aos turcos seljúcidas em 1071. No fim do século, o imperador bizantino Alexius Comenus, também ameaçado pelos turcos, apelou ao Ocidente por ajuda. Em 1095, o papa Urbano II pediu que fosse organizada uma Cruzada a fim de ajudar os cristãos orientais a retomar as terras sagradas. A resposta dos europeus ocidentais foi imediata. 

Os primeiros cruzados eram na verdade hordas indisciplinadas de camponeses franceses e germânicos que tiveram pouco sucesso. Um grupo, conhecido como “Cruzada do Povo” chegou a Constantinopla antes de ser aniquilado pelos turcos. Em 1096, a principal força cruzada, constituída de cerca de 4 mil cavaleiros montados e 25 mil da infantaria, começou a mover-se para leste. Comandado por Raymond de Toulouse, Godefroi de Bouillon, Robert de Flandres e Bohemond de Otranto, o exército de cavaleiros cristãos cruzou a Ásia Menor em 1097. 

Em Junho, capturaram a cidade fortificada turca de Niceia e em seguida derrotaram um numeroso exército de turcos seljúcidas em Dorilaeum. Desta localidade marcharam para Antioquia, situada nas margens do rio Orontes, debaixo do Monte Silpius. Deram início a um difícil cerco de seis meses durante o qual repeliram diversos ataques de tropas turcas que vieram em socorro. Finalmente na manhã de 3 de Junho de 1098, Bohemond persuadiu um traidor turco a abrir os portões da Ponte de Antioquia e os cavaleiros puderam penetrar na cidade. 

Num verdadeiro banho de sangue, os cristãos massacraram milhares de soldados inimigos e cidadãos comuns e a cidadela fortificada da cidade quase foi tomada. Mais tarde no mesmo mês, um grande exército turco chegou para tentar reconquistá-la, porém foram derrotados e a cidadela capitulou definitivamente diante dos europeus. 

Após a reorganização das tropas e descanso de seis meses, os cruzados dirigiram-se para o seu objectivo final, Jerusalém. O contingente já estava reduzido para 1200 cavaleiros e 12 mil elementos da infantaria. Em 7 de Junho, as tropas cristãs atingiram a Cidade Santa e encontrando-a bastante fortificada, trataram de construir três altas torres nas aforas a fim de apoiar a invasão. Na noite de 13 de Julho, as torres estavam concluídas e os cristãos começaram a investida contra os muros de Jerusalém. Em 14 de Julho, os homens de Godefroi foram os primeiros a penetrar nas defesas e a Porta de Santo Estevão foi aberta. O restante dos cavaleiros e soldados entrou na cidade,  no dia 15 e a mesma foi capturada, dezenas de milhares dos seus habitantes foram selvagemente massacrados. 

Os cruzados atingiram a meta e Jerusalém estava nas suas mãos. Poucas semanas depois, um exército egípcio marchou sobre a Cidade Santa para desafiá-los. A derrota, em Agosto, dos egípcios pôs fim à resistência muçulmana. Cinco pequenos Estados foram criados na região sob o governo dos líderes da Cruzada. 
Fontes: Opera Mundi
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Conquista de Jerusalém pelos Cruzados
 O cerco de Jerusalém numa iluminura do século XIII

Eleição de Godefroi de Bouillon  como Protector do Santo Sepulcro

15 de Julho de 1606: Nasce o pintor holandês Rembrandt, autor de "A Lição de Anatomia do Doutor Tulp"

Considerado como um dos grandes mestres da arte ocidental, Rembrandt Harmenszoon van Rijn nasceu a 15 de julho de 1606, em Leiden, o centro intelectual da Reforma. Estudou em Amesterdão na oficina do pintor Pieter Lastman, seguidor de Caravaggio e de Elsheimer. Em 1631 estabeleceu-se definitivamente em Amesterdão. Obteve um imenso sucesso com a obra A Lição de Anatomia do Doutor Tulp (1632), recebendo inúmeras encomendas de retratos e de temas religiosos. O príncipe de Orange, Frederick Hendrik, foi um dos seus protetores. O atelier tornou-se frequentado por muitos alunos e não deixou de ensinar até ao fim da vida. Em 1634 casou-se com Saskia van Uylenburgh, que se tornaria o modelo preferido do artista. Os trabalhos de Rembrandt desta época apresentavam fortes efeitos de luz. Os retratos eram tratados de maneira minuciosa e clara, de acordo com a herança de Jan Van Eyck. Na representação de Agatha Bas (1641) vai mais longe na penetração psicológica, atendendo contudo à fina observação dos detalhes. Nas obras mais pessoais aplicava uma pincelada livre, a tinta era mais empastada. Na década de 40 passou por difíceis provações que não obstaram a que o seu estilo ganhasse em interioridade e amplitude. Sugeria as formas e as texturas em vez de se debruçar exaustivamente sobre a reprodução exata dos pormenores. Começou a interessar-se por paisagens e na gravura Três Árvores demonstra exemplarmente a sua capacidade de criar um ambiente e um espaço. Ocupou-se menos com os retratos de personagens públicas e executou mais quadros de temas religiosos, para além dos inúmeros auto-retratos que sempre pintou ao longo da vida. Fez igualmente um grande número de desenhos e de gravuras, sendo incontestável a sua mestria na técnica da água-forte. O desenho Mulher Adormecida é inexcedível na economia e na ousadia do traço. No último período da sua carreira, usava frequentemente a técnica do empaste. A expressividade emocional, a captação de um ambiente dramático através dos jogos de luz e de sombra (Retrato de Jan Six - 1654), são características que só no Romantismo virão a ser devidamente apreciadas. Rembrandt veio a falecer em 4 de outubro de 1669. 
Rembrandt. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.
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Auto retrato com 22 anos
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Auto retrato (1632)
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Auto retrato (1660)
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Auto retrato (1669, ano da sua morte)A Lição de Anatomia do Doutor Tulp

15 de Julho de 1759: Sebastião José de Carvalho e Melo recebe o título de Conde de Oeiras

Político e diplomata português, Sebastião José de Carvalho e Melo nasceu a 13 de Maio de 1699 e casou, aos 23 anos, com uma senhora 10 anos mais velha e viúva.
Foi embaixador de D. João V nas cortes inglesa e austríaca. Embora sem significativo sucesso para Portugal, estas missões foram importantes para a formação política e económica de Sebastião José de Carvalho e Melo. Na Áustria casou, em segundas núpcias, com D. Leonor Daun. Em 1750, com a subida ao trono de D. José, foi nomeado secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra. A sua grande capacidade de trabalho e de chefia revelou-se na forma como encarou o trágico terramoto de 1755, momento a partir do qual se tornou o homem de confiança de D. José I.Empenhou-se fortemente no reforço do poder régio, diminuindo o poder de algumas casas nobres. A 13 de Janeiro de 1759, acusados de tentativa contra a vida do rei, o duque de Aveiro, o marquês de Távora e a sua mulher foram torturados e executados em ato público.
Expulsou e confiscou os bens da Companhia de Jesus porque a sua influência na sociedade portuguesa e as suas ligações internacionais eram um entrave ao fortalecimento do poder régio. Em 1759, recebeu o título de conde de Oeiras. O título de Conde de Oeiras foi instituído por decreto do rei D. José I de Portugal a 15 de Julho de 1759, em benefício de Sebastião José de Carvalho e Melo, em recompensa pela sua actuação no processo de reconstrução de Lisboa após o Terramoto de 1755. E
m 1769 recebeu o título de Marquês de Pombal.
As dificuldades económicas do Reino, provocadas sobretudo pela interrupção na exploração do ouro brasileiro, obrigaram o marquês a retomar a política de fomento industrial que havia sido iniciada com o  conde da Ericeira. Reformou o ensino, anteriormente nas mãos dos Jesuítas, através da adopção de novos métodos pedagógicos e da criação de novas escolas como o Real Colégio dos Nobres. Reformou a administração, as finanças e o sistema militar. Cometeu vários abusos do poder, o que lhe valeu a antipatia e a criação de inúmeros inimigos. Com o falecimento de D. José I, a oposição ao marquês tornou-se muito ativa e D. Maria I mandou realizar uma sindicância aos seus actos. Exilado em Pombal, o marquês defendeu-se atribuindo responsabilidades ao rei D. José I. Atendendo à sua idade avançada, 80 anos, foi apenas condenado a viver afastado de Lisboa. Faleceu em 1782 no seu palácio do Pombal.
Fontes: Marquês de Pombal. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.
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O Marquês de Pombal - Louis - Michel Van Loo (1766)
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Retrato do Marquês de Pombal - Século XVIII

sábado, 14 de julho de 2018

14 de Julho de 1862: Nasce o pintor austríaco Gustav Klimt

Artista austríaco, Gustav Klimt nasceu a 14 de julho de 1862, em Baumgarten, próximo de Viena, e morreu a 6 de fevereiro de 1918, em Viena, vítima de apoplexia. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Viena entre 1876 e 1883. Nesse mesmo ano fundou, juntamente com o irmão Ernst Klimt e com Franz Matsche, um atelier de pintura, especializando-se na execução de murais, pinturas para tetos ou para cenários.

O seu trabalho inicial consistiu essencialmente em grandes murais para teatros, num estilo naturalista, de entre os quais se destacam o teto do Burgtheater de Viena (1886-1888) e as pinturas da escadaria do Museu de História de Arte, também em Viena (1890-1892). Neste trabalho, Klimt procurou fazer uma síntese da história da arte, pintando cada personagem num estilo diferente, conforme ao período que encarnava. A partir de 1894 executou grandes pinturas alegóricas para o teto da Sala Magna da Universidade de Viena, enveredando por uma linguagem mais ornamental e linear, próxima dos ideais estéticos do movimento da Arte Nova. Estes trabalhos, "A Filosofia", "A Medicina" e "O Direito", foram tão fortemente criticados pelas correntes mais tradicionalistas, que se abandonou a intenção de os colocar nos locais previstos. Confrontado com esta hostil reação crítica do público, Klimt retirou-se da vida pública.

Em 1897, Klimt foi um dos membros fundadores do grupo da Secessão de Viena(um movimento de reação contra o conservadorismo académico burguês), tornando-se seu presidente até 1905, ano em que abandonou o movimento para formar o Grupo Klimt. Nesta altura colaborava no periódico Ver Sacrum, para o qual realizou um conjunto de ilustrações de carácter alegórico.
A partir de 1898, o seu trabalho tornou-se mais original e inovador, ganhando um carácter simultaneamente mais simbólico e decorativo. Em 1902 executa, para a sede da Secessão, um edifício projetado por Olbrich, o Friso de Beethoven, uma grande pintura mural, cuja influência sobre as gerações mais jovens foi considerável. Este friso foi, tal como a 9.ª Sinfonia de Beethoven, realizado em três fases, dividindo-se em "Aspiração à Felicidade", "As Forças Inimigas" e "Hino à Alegria".
Os seus trabalhos mais famosos, datados do último período artístico do pintor, foram O retrato de Fritza Riedler (1906) e os murais e mosaicos realizados para o Palácio Stoclet (1905-1909) em Bruxelas, uma grande casa desenhada pelo arquiteto austríaco Joseph Hoffmann, também ele membro da Secessão Vienense. Nas suas pinturas, Klimt revelou a tendência para eliminar o efeito de profundidade e de volume, transformando as figuras num conjunto de superfícies decorativas, com carácter abstrato, de onde se destacavam os pormenores figurativos das mãos e dos rostos.
Neste período, Klimt colabora com muitos dos artistas dos Wiener Werstätten (ateliers vienenses), fundados em 1902 por Hoffmann, realizando inúmeros trabalhos de artes aplicadas.
Apesar de ser contestado no seu país natal até 1917 (ano em que foi eleito membro de honra da Academia de Viena), em 1910 a sua obra foi alvo de uma receção entusiástica na Bienal de Veneza.
Pintou essencialmente a mulher feminina e fatal, enfatizando a sexualidade, nomeadamente através da representação das senhoras da sociedade de Viena. Os seus quadros compõem-se de mosaicos, cores quentes, motivos florais e animalescos e, claro, de mulheres sensuais de corpos desnudados.
As suas obras pictóricas mais conhecidas são O Beijo, uma pintura a óleo sobre tela datada de 1907-1908, onde o artista pinta um par romântico ornado por uma composição de mosaicos e elementos vegetalistas; e o Abraço, um projeto para a decoração da casa Stoclet, concebido entre 1905 e 1909.
A pintura de Klimt, um dos mais importantes pintores vienenses de inícios do século, teve significativas repercussões na obra de alguns artistas do movimento expressionista, tais como o alemão Egon Schiele e o austríaco Oskar Kokoschka.

Gustav Klimt. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. 
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Gustav Klimt (1914)

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Gustav Klimt por Egon Schiele (1913)


As Musas de Klimt

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