quarta-feira, 8 de julho de 2020

08 de Julho de 1832: Guerra Civil - Desembarque do Mindelo. A esquadra de D. Pedro atinge a praia do Mindelo, em Vila do Conde.

Foi um dos acontecimentos mais importantes das Lutas Liberais. Organizados no exílio, nomeadamente em Inglaterra, e depois nos Açores (onde as fileiras foram engrossadas por voluntários locais), os partidários de D. Pedro desembarcaram na praia do Pampelido, nos arredores do Mindelo, a 8 de julho de 1832, e dirigiram-se para o Porto. O desembarque que sucedeu a Norte da cidade do Porto durante a tarde do dia 8 de Julho de 1832 permitiu que no dia seguinte o “exército libertador” a tomasse de surpresa ao exército miguelista que entretanto se reorganizou e submeteu as forças liberais a prolongado cerco – o também célebre Cerco do Porto – até à capitulação de D. Miguel e à “Convenção de Évora Monte” que pôs termo à Guerra Civil portuguesa.
Embora a designação de “Desembarque do Mindelo”, consagrada pela tradição, não seja historiograficamente a mais correcta para situar o evento já que ele teve lugar não na Praia do Mindelo mas, à segunda tentativa, na Praia dos Ladrões, em Arnosa de Pampelido, não deixa de ser curiosa a expressão que deste mesmo evento ainda ecoa na memória dos portugueses, a dos “bravos do Mindelo” expressão que pretende glorificar as forças liberais que participaram no desembarque e na tomada do Porto como os vencedores das guerras liberai.Na sua maior parte, os comandantes eram oficiais ingleses. No desembarque participaram o próprio príncipe e muitos homens que iriam marcar a vida portuguesa nas décadas seguintes, como Luís da Silva Mouzinho de Albuquerque e Alexandre Herculano.
Fontes: Infopédia
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Landing of liberal forces in Oporto.jpg
Desembarque das forças liberais no Porto em 8 de julho de 1832
Padrão comemorativo da primeira tentativa de desembarque na Vila do Conde

08 de Julho de 1497: A armada de Vasco da Gama parte de Belém, em Lisboa, rumo à Índia

Apesar de não ser fácil determinar exatamente qual a época em que os portugueses terão começado a desenvolver o plano da descoberta do caminho marítimo para a Índia, alguns historiadores consideram que a ideia teria vindo do infante D. Henrique. Todavia, pensa-se que apenas após se ter arrendado o comércio da Mina a Fernão Gomes, em 1469, é que se definiu, no plano das viagens, a necessidade de fazer um reconhecimento rápido da costa africana para sul, o que, obviamente, tinha como objetivo a descoberta da possível ligação do Oceano Atlântico com o Índico.Tal objetivo foi atingido em 1488, na altura em que Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa Esperança, dando por acabado este ciclo de explorações, em que muitos outros navegadores, como Diogo Cão, tinham participado.Após ter recebido, em 1492, o relatório de Pero da Covilhã, que tinha ido por terra recolher informações sobre o Oriente, D. João II começou a preparar a primeira viagam marítima até à Índia ordenando a construção dos navios necessários, apesar de no reinado de D. Manuel I tal viagem ter tido lugar. Este monarca, fazendo prevalecer a sua opinião sobre uma maioria de cortesãos que se pronunciava negativamente, designou Vasco da Gama para chefiar a expedição, acabando a pequena armada por partir a 8 de julho de 1497. Constituída por três navios, as naus S. Rafael, S. Gabriel e Bérrio, capitaneadas por Paulo da Gama, Vasco da Gama e Nicolau Coelho, respetivamente, a armada levava cerca de centena e meia de marinheiros e soldados, dos quais metade terá falecido durante a viagem devido ao escorbuto.
Vasco da Gama partiu de Lisboa e seguiu a linha da costa de Cabo Verde até à Serra Leoa, atingindo a Baía de Santa Helena a 7 de novembro de 1497, a Baía de S. Brás a 25 de novembro, Moçambique (onde tomou um piloto mouro) a 2 de março de 1498, Mombaça a 7 de abril e Melinde a 14 de abril (onde contratou o excelente piloto árabe Ibn Madjid), chegando finalmente a norte de Calecute a 20 de maio desse ano. A 29 de agosto, os três navios partiram de regresso, tendo sido a nau Bérrio a primeira a chegar a Lisboa, a 10 de julho de 1499. Não se conhece, porém, a data exata da chegada de Vasco da Gama a Portugal.
Além de, a bordo, se terem determinado latitudes por observações solares, o que não era novidade, supõe-se que terá sido na armada de Vasco da Gama que se usaram tábuas quadrienais solares pela primeira vez.
Com o regresso das naus a Lisboa, estabeleceu-se uma ligação marítima que, durante muitas décadas, iria ser explorada pela Coroa e serviria para o estabelecimento da Índia Portuguesa. De facto, a descoberta do caminho marítimo para a Índia permitiu que se estabelecesse uma nova rota a ligar diretamente as regiões produtoras das especiarias aos mercados europeus. Dominada pelos portugueses até meados do século XVII, a Rota do Cabo possibilitou um grande desenvolvimento económico da metrópole.
Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
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A partida de Vasco da Gama para a Índia em 1497 - Alfredo Roque Gameiro
"São Gabriel", "São Rafael" e "Bérrio" c. de 1558. Ilustração do "Roteiro da viagem" de Álvaro Velho

08 de Julho de 1840: Nasce Manuel de Arriaga, Primeiro presidente constitucional da República Portuguesa

Manuel José de Arriaga Brum da Silveira nasceu em 8 de Julho de 1840, na cidade da Horta, filho de Sebastião de Arriaga e de D. Maria Antónia Pardal Ramos Caldeira de Arriaga, ambos descendentes de famílias nobres açorianas.
Casou com D. Lucrécia de Brito Berredo Furtado de Melo, neta do comandante da polícia do Porto e partidário das forças liberais à data da revolução de 1820, de quem teve seis filhos, dois rapazes e quatro raparigas. Faleceu em 5 de Março de 1917, com 77 anos de idade.
 Na Universidade de Coimbra, onde se formou em Leis, cedo manifestou simpatia pelas ideias republicanas, o que provocou um conflito insanável com o pai, que o deserdou e lhe deixou de custear os estudos. Para sobreviver e pagar a Faculdade, teve então de dar aulas de Inglês no liceu.
Em 1866, concorreu a leitor da décima cadeira da Escola Politécnica e da cadeira de História do Curso Superior de Letras. Não conseguindo a nomeação para qualquer delas, teve de continuar, agora em Lisboa, a leccionar a mesma disciplina de Inglês. Dez anos depois, em 26 de Agosto de 1876, já faz parte da Comissão para a Reforma da Instrução Secundária. Simultaneamente, vai cimentando a sua posição como advogado, tornando-se um notável casuísta graças à sua honestidade e saber. Entre as várias causas defendidas destaca-se, em 1890, a defesa de António José de Almeida, após este ter escrito no jornal académico O Ultimatum, o artigo "Bragança, o último", contra o rei D. Carlos.
Na sequência dos acontecimentos de 5 de Outubro de 1910, e para serenar os ânimos agitados dos estudantes da Universidade de Coimbra, é nomeado reitor daquela Universidade, tomando posse em 17 de Outubro de 1910.

Filiado no Partido Republicano, foi eleito por quatro vezes deputado pelo círculo da Madeira. Em 1890, foi preso em consequência das manifestações patrióticas de 11 de Fevereiro, relativas ao Ultimato Inglês.
Em 1891, aquando da revolta de 31 de Janeiro, já fazia parte do directório daquele Partido, em conjunto com Jacinto Nunes, Azevedo e Silva, Bernardino Pinheiro, Teófilo Braga e Francisco Homem Cristo.
Nos últimos anos da monarquia, sofre um certo apagamento, dado que o movimento republicano tinha chegado, entretanto, à conclusão que a substituição do regime monárquico não seria levada a cabo por uma forma pacífica. Os republicanos doutrinários são, então, substituídos pelos homens de acção que irão fazer a ligação à Maçonaria e à Carbonária.
Depois da proclamação do regime republicano foi então chamado a desempenhar as funções de Procurador da República.
ELEIÇÕES E PERÍODO PRESIDENCIAL

Foi eleito em 24 de Agosto de 1911, proposto por António José de Almeida, chefe da tendência evolucionista, contra o candidato mais directo, Bernardino Machado, proposto pela tendência que no futuro irá dar origem ao Partido Democrático de Afonso Costa.
O escrutínio teve o seguinte resultado:
Manuel de Arriaga 121 votos
Bernardino Luís Machado Guimarães 86 votos
Duarte Leite Pereira da Silva 1 voto
Sebastião de Magalhães Lima 1 voto
Alves da Veiga 1 voto
Listas brancas 4 votos

Assiste-se na época à divisão efectiva das forças Republicanas. De 27 a 30 de Outubro de 1911, reúne-se, em Lisboa, o Congresso do Partido republicano em que é eleita a lista de confiança de Afonso Costa, passando o partido a denominar-se Partido Democrático. Em 24 de Fevereiro de 1912, por discordar da nova linha política seguida pela nova direcção, António José de Almeida funda o Partido Evolucionista, e dois dias depois, Brito Camacho, o Partido União Republicana, divisão que, no entanto, pouco adiantará para a resolução das contradições deste período deveras conturbado. O início da Primeira Grande Guerra vem agravar ainda mais a situação, dando origem à polémica entre guerristas e antiguerristas.
O Ministério de Victor Hugo de Azevedo Coutinho, alcunhado de Os Miseráveis, que vigora entre 12 de Dezembro de 1914 e 25 de Janeiro de 1915, não vem alterar em nada a situação, acabando por ser demitido na sequência dos acontecimentos provocados pelo "Movimento das Espadas", de âmbito militar, onde se destacaram o capitão Martins de Lima e o comandante Machado Santos.
O Presidente Manuel de Arriaga tenta inutilmente chamar as forças republicanas à razão, envidando esforços no sentido de se conseguir um entendimento entre os principais dirigentes partidários. Goradas estas diligências, não dispondo de quaisquer poderes que lhe possibilitassem arbitrar os diferendos e impor as soluções adequadas e pressionado pelos meios militares, vai então convidar o general Pimenta de Castro para formar governo que é empossado em 23 de Janeiro de 1915.
O encerramento do Parlamento e a amnistia de Paiva Couceiro vão transformar em certezas as desconfianças que os sectores republicanos tinham acerca daquele militar, desde o governo de João Chagas onde ocupara a pasta da Guerra e evidenciara uma atitude permissiva face às tentativas monárquicas de Couceiro. A revolta não se fez esperar. Em 13 de Maio do mesmo ano, sectores da Armada chefiados por Leote do Rego e José de Freitas Ribeiro demitem o Governo que é substituído pelo do Dr. José de Castro, que inicia as suas funções em 17 do mesmo mês.
O Presidente é obrigado a resignar em 26 de Maio de 1915, saindo do Palácio de Belém escoltado por forças da Guarda Republicana.
 Manuel de Arriaga não conseguiu recuperar deste desaire, morrendo amargurado dois anos depois, em 5 de Março de 1917. Foi substituído pelo Dr. Teófilo Braga.
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Manuel de Arriaga

Cartaz comemorativo da eleição de Manuel de Arriaga

08 de Julho de 1621: Nasce o autor de fábulas Jean de La Fontaine

Jean de La Fontaine nasceu em 8 de Julho de 1621. Era filho de um inspector de águas e florestas, e nasceu na pequena cidade de Chateau-Thierry. Estudou Teologia e Direito em Paris, mas o seu maior interesse sempre foi a literatura.

Por desejo do pai, casou-se em 1647 com Marie Héricart, na época com apenas 14 anos. Embora o casamento nunca tenha sido feliz, o casal teve um filho, Charles.

Em 1652 La Fontaine assumiu o cargo do seu pai como inspector de águas, mas alguns anos depois colocou-se ao serviço do ministro das finanças Nicolas Fouquet, mecenas de vários artistas, a quem dedicou uma colectânea de poemas.

Escreveu o romance "Os Amores de Psique e Cupido" e tornou-se próximo dos escritores Molière e Racine. Com a queda do ministro Fouquet, La Fontaine tornou-se protegido da Duquesa de Bouillon e da Duquesa d'Orleans.

Em 1668 foram publicadas as primeiras fábulas, num volume intitulado "Fábulas Escolhidas". O livro era uma colectânea de 124 fábulas, dividida em seis partes. La Fontaine dedicou este livro ao filho do rei Luís XIV. As fábulas continham histórias de animais, magistralmente contadas, contendo um fundo moral. Escritas em linguagem simples e atraente, as fábulas de La Fontaine conquistaram imediatamente seus leitores.
Em 1683 La Fontaine tornou-se membro da Academia Francesa, a cujas sessões passou a comparecer com assiduidade. Na famosa "Querela dos antigos e dos modernos", tomou partido dos poetas antigos.
Várias novas edições das "Fábulas" foram publicadas em vida do autor. A cada nova edição, novas narrativas foram acrescentadas. Em 1692, La Fontaine, já doente, converteu-se ao catolicismo. Morreu a 13 de Abril de 1695. A última edição de suas fábulas foi publicada em 1693.

Fontes: UOL Educação
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Jean La Fontaine - Fontaine por Hyacinthe Rigaud


Ilustração de "A Cigarra e a Formiga" -Gustave Doré
File:La cigale et la fourmi illustration dore.jpg

08 de Julho de 1943: II Guerra Mundial. Morre Jean Moulin, resistente francês à ocupação nazi, depois de onze dias de tortura da Gestapo.

Político e resistente antinazi francês nascido a 20 de Junho de 1899, em Béziers. Enveredando pela carreira administrativa, conheceu um percurso admirável e algo fulgurante. Foi, em 1926, o subprefeito mais jovem da França e, 11 anos mais tarde, o prefeito mais novo, aquando da sua nomeação para Chartres. Nestas funções, negou-se, em junho de 1940, a assinar um documento que os alemães lhe apresentaram. De facto, o conteúdo do mesmo era extremamente sórdido, pois acusava as tropas francesas das colónias afro-americanas de cometerem atrocidades. Perante esta recusa, o Governo "colaboracionista" de Vichy destituiu-o das suas funções, o que o impeliu a partir para Londres nos finais de 1941. Aliás, na capital inglesa, o General De Gaulle nomeou-o delegado pela zona não ocupada de França, tendo como missão reunir e organizar os vários movimentos de resistência às ordens do Comité de Londres.Os seus trabalhos levaram, assim, à formação do Conselho Nacional da Resistência (maio, 1943), de que foi o primeiro presidente.
Devido a uma traição, foi cair nas mãos da GESTAPO, polícia alemã, na localidade de Caluire, no primeiro dia do Verão de 1943, vindo a morrer na transferência para a Alemanha, a 8 de Julho do mesmo ano. Os seus restos mortais repousam no Panteão de França desde 1964.
Jean Moulin. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
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Jean Moulin, avant son arrestation - DR
Jean Moulin

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08 de Julho de 1593: Nasce a pintora italiana Artemisia Gentileschi

Artemisia Gentileschi nasceu em Roma a 8 de Julho de 1593. Era filha de um pintor talentoso Orazio Gentileschi, que trabalhava muito bem a técnica do claro/escuro, muito na linha de Caravaggio. Artemisia perdeu a mãe aos 12 anos e ficou ao cuidado do pai que lhe transmitiu o gosto pela arte. Ela era a mais velha de cinco irmãos e a única a mostrar habilidade artística.

Depois de receber os primeiros ensinamentos do seu pai, este, perante a impossibilidade da filha frequentar a Academia, entregou-a aos cuidados de um amigo (Agostino Tassi). Tassi aproveitou-se da juventude e ingenuidade da jovem pintora e  violou-a. Esta violação deu origem a um longo, humilhante e penoso processo judicial, a que Artemisia se viu exposta. Para restabelecer a sua honra, Artemisia casou-se com Piero António Stiattesi, um modesto pintor.

Os problemas causados pelo processo judicial levam a que alguns autores vejam na obra"Judite decapitando Holofernes" um desejo de vingança. O quadro foi interpretado como uma chave psicológica e psicoanalítica, um desejo de vingança devido à violência de que havia sido alvo.Neste quadro, tema recorrente na pintora, o general assírio Holofernes é decapitado por Judite, que assim libertou o seu povo (judeu) do jugo dos pagãos. Judite é quase um auto-retrato da própria Artemisia: forte, vingadora e convicta. 
Em 1614 Artemisia muda-se com o marido para Florença, aí relacionou-se com artistas reconhecidos e obteve o apoio de importantes mecenas como o Duque Cosimo II de Médicis. Artemisia conheceu Galileu Galilei e também o sobrinho do pintor Miguel Ângelo.
Em 1616, ela e o seu marido tornaram-se membros oficiais da Academia del Disegno, uma honra sem precedentes para uma mulher. 

Durante muito tempo a obra de Artemisia foi injustamente esquecida e por vezes atribuída ao seu pai. Não se sabe exactamente quando Artemisia morreu. Pensa-se que terá falecido em 1652 ou terá sido uma das muitas vítimas da grande peste que assolou Nápoles (onde estaria a viver) em 1656. 

Fontes: The Life and art of Artemisia Gentileschi
wikipedia (Imagens)
File:Artemisia Gentileschi Selfportrait Martyr.jpg
Auto retrato como mártir
Arquivo: Gentileschi Judith.jpg
Judite decapitando HolofernesArquivo: Gentileschi judith1.jpg
Judite e a sua serva
Arquivo: Artemisiaposter.jpg
Artemisia é um filme biográfico sobre Artemisia Gentileschi. O filme foi realizado por Agnès Merlet , e protagonizado por Valentina Cervi e Michel Serrau.



terça-feira, 7 de julho de 2020

07 de Julho de 1887: Nasce o pintor Marc Chagall

Pintor, gravador, decorador francês de origem russa, nasceu a 7 de  Julho de 1887, em Vitebsk, numa família judia. Estudou pintura em São Petersburgo e, de 1910 a 1914, em Paris. Esta estadia na capital francesa revelou-se fundamental para a sua formação artística. O Fauvismo e o Surrealismo, em particular, influenciaram as cores profundas do seu estilo, mas à arte popular russa foi buscar a fantasia e a simplicidade dos temas. De visita à sua terra natal, a Primeira Grande Guerra impediu-o de voltar a Paris. Casou-se com Bella Rosenfeld e esta ligação inspirou-lhe novos motivos para a sua pintura. Depois da revolução de  Outubro, tornou-se  director da academia de arte de Vitebsk. Em Moscovo, onde se instalou em 1919, pintou uma série de murais para o Teatro Judeu, mas o novo clima político tornou-se-lhe rapidamente desfavorável. Voltou a Paris, sendo muito bem acolhido pelos surrealistas, que encontram afinidades entre as  concepções do Surrealismo e o universo onírico e fabuloso que habita a obra de Chagall. Nas décadas seguintes dedicou-se à gravura, ilustrando Almas Mortas de Gogol, as Fábulas de La Fontaine e a Bíblia. Um dos seus  projectos mais importantes, foram os desenhos para os vitrais da sinagoga da clínica de Hadassah, em Jerusalém, sobre o tema das doze tribos de Israel (1960-61). Concebeu ainda um  projecto de mosaicos para o Banco Nacional de Chicago, os murais do  tecto da Ópera de Paris e da Ópera de Nova Iorque, as janelas da Catedral de Metz e do edifício da Nações Unidas em Nova Iorque. Em Nice, as pinturas que correspondem à Mensagem Bíblica estão patentes no Museu Nacional. Vem a falecer em Saint-Paul-de-Vance, na Riviera Francesa, a 28 de  Março de 1985. Chagall criou um mundo sem densidade nem peso físico, sobrenatural, com base em elementos líricos como ramos de flores, pares de namorados, violinos e artistas de circo flutuando através do espaço e do tempo.
Marc Chagall. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
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Marc Chagall - Carl van Vechten
Arquivo: Pen Yury - Retrato de Marc Chagall.jpg
Retrato de Marc Chagall - Pen Yury

Arquivo: Fiddler.jpg Imagem-Chagall



O Violinista - Marc Chagall