Rei
de Portugal de 1816 a 1826, era filho segundo de D. Maria I e de D.
Pedro III. Nasceu em 1767. Casou em 1785 com D. Carlota Joaquina, filha de Carlos IV de Espanha. Tornou-se herdeiro
do trono por morte de seu irmão D. José, em 1788. Embora já estivesse à frente dos negócios do reino desde 1792, altura em que se começou a manifestar a doença da D. Maria, só assumiu a regência em 1799.Em 1807, juntamente com a família régia, embarcou para o Brasil. D. Maria morreu em 1816 e D. João VI foi aclamado rei. Em 1820 deu-se a revolução liberal e o monarca regressou a Lisboa em 1821, onde jurou a Constituição liberal. Em 1822, por iniciativa de D. Pedro, filho do soberano e defensor do liberalismo,
foi proclamada a independência do Brasil. Com o objectivo de abolir a Constituição liberal, o infante D. Miguel, defensor do absolutismo, vai promover movimentos militares
como a Vila-Francada
(Maio de 1823) e a Abrilada (Abril de 1824), no último dos quais foi derrotado e expatriado. A sua posição não era partilhada pelo rei, que sempre procurou soluções conciliatórias com os
liberais.
Nos anos finais do seu
reinado, os maiores problemas que enfrentou D. João VI, foram os ligados à
independência do Brasil, até então a maior fonte de riqueza de Portugal, e cuja
perda fora de grande impacto sobre a economia portuguesa. Foi imaginada
inclusive uma expedição de reconquista da antiga colónia, mas logo a ideia foi
abandonada. Negociações difíceis iniciadas na Europa e no Rio de Janeiro, com a
mediação e pressão da Inglaterra, resultaram no definitivo reconhecimento da
independência em 29 de Agosto de 1825. Foi acertado que D. Pedro governaria
soberano com o título de Imperador Regente, mantendo D. João para si o título de
Imperador Titular do Brasil, passando a assinar os documentos oficiais como "Sua
Majestade o Imperador e Rei D. João VI". O Brasil ficava ainda obrigado ao
pagamento do último empréstimo contraído com Portugal. Sobre a sucessão das duas
coroas, nada ficou dito no tratado, mas D. Pedro, continuando na qualidade de
Príncipe Real de Portugal e Algarves, permanecia implicitamente na linha de
sucessão ao trono português.
No dia 4 de Março de
1826, D. João, vindo do Mosteiro dos Jerónimos onde almoçara, recolheu-se ao
Paço da Bemposta sentindo-se mal. Teve vómitos, convulsões e desmaios que
duraram alguns dias. O rei pareceu melhorar, mas por prudência designou a sua
filha, a infanta Isabel Maria, como regente. Na noite do dia 9 a doença
agravou-se, e perto das 5 horas do dia 10, faleceu. Os médicos não puderam
determinar exatamente a causa mortis, mas suspeitou-se de envenenamento.
O seu corpo foi embalsamado e sepultado no Panteão dos Braganças, no Mosteiro de
São Vicente de Fora. A infanta assumiu imediatamente o governo interino e D.
Pedro foi reconhecido legítimo herdeiro, como D. Pedro IV de Portugal.
Recentemente uma equipa de pesquisadores exumou o pote de cerâmica chinesa que
continha as suas vísceras. Fragmentos do seu coração foram reidratados e
submetidos a análises, que detectaram uma quantidade de arsénico suficiente para
matar duas pessoas.
Fontes:D.
João VI. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora,
2003-2014.
wikipedia
(imagens)
Retrato de D. João com o busto de D. Maria I -
Domingos Sequeira
Retrato equestre de D. João VI - Domingos
Sequeira
A Infanta Isabel Maria de Bragança - regente de
Portugal após a morte de D. João VI até 26 de Fevereiro de
1828



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