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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Quando caiu o muro de Berlim havia mais 16 a separar fronteiras no mundo, agora há 65

A mundialização aboliu as fronteiras para os mercados, mas para os seres humanos foram erguidos muros em todo o mundo, por causa das preocupações com a segurança e o desejo de conter a imigração ilegal, apesar de os especialistas duvidarem da sua eficácia a longo prazo. Há um quarto de século, quando caiu o muro de Berlim, havia 16 muros a defender fronteiras no mundo. Hoje há 65, construídos ou em vias de ficarem prontos, diz Elisabeth Vallet, da Universidade do Quebeque.
Do muro de separação israelita (a que os palestinianos chamam “muro do apartheid”), à barreira de arame farpado de quatro mil quilómetros que a Índia construiu na fronteira com o Bangladesh, ou ao enorme dique de areia que separa Marrocos das regiões detidas pela rebelião da Polisário no Sara, os muros e as barreiras são cada vez mais populares entre os políticos desejosos de parecerem firmes em matérias de migração e segurança.
Em Julho, o governo conservador húngaro iniciou a construção de uma barreira de quatro metros de altura ao longo da sua fronteira com a Sérvia, para tentar travar a entrada dos refugiados que fogem da Síria, do Iraque e do Afeganistão. “Derrubámos os muros da Europa, não devíamos erguê-los de novo”, disse na altura um porta-voz da União Europeia.
Três outros países — o Quénia, a Arábia Saudita e a Turquia — fortificaram as suas fronteiras para impedir a infiltração de jihadistas vindos dos países vizinhos, da Somália, do Iraque e da Síria.
Apesar de serem símbolos agressivos, a sua eficácia tem sido relativa, dizem os especialistas. “A única coisa que estes muros têm em comum é que são sobretudo cenários de teatro”, defende Marcello Di Cintio, autor do livro Murs, voyage le long des barricades. “Eles dão uma ilusão de segurança mas não uma verdadeira segurança”.
Apesar destes obstáculos, os migrantes conseguem passar, a cocaína nunca faltou nas ruas de Manhattan ou os cigarros de contrabando em Montmartre. Nem o muro de Berlim conseguiu ser totalmente estanque, apesar dos sentinelas que disparavam a matar.
Os que defendem os muros dizem que é preferível haver fugas do que inundações, mas para Marcello Di Cintio as consequências psicológicas da edificação destas barreiras não podem ser ignoradas. Fala na tribo de índios americanos Tohono O’odham, onde morreram pessoas, aparentemente de tristeza, quando o muro que separa o México dos Estados Unidos lhe cortou o acesso a lugares sagrados.
Foi nos anos de 1970 que o psicólogo berlinense Dietfried Muller-Hegemann falou na “doença do muro” — fortes taxas de depressão, alcoolismo e violência familiar em famílias que viviam coladas ao muro que separou a cidade em duas.
Na verdade, os muros nada mudam nas causas profundas da insegurança ou da imigração: a construção de todas estas barreiras não diminuiu os números de asilo ou os ataques terrorista. Levaram, apenas, os grupos a adaptar-se.
Segundo Reece Jones, professor na Universidade do Hawai e autor de Border Walls: Security and the War on Terror in the United States, India, and Israel, “o encerramento das fronteiras só faz deslocar o problema, levando os migrantes através de desertos terríveis ou para embarcações no Mediterrâneo. E isso só aumenta o número de vítimas”.
Mais de 40 mil pessoas morreram desde 2000 ao tentarem imigrar, diz a Organização Mundial de Migrações.
Para Emmanuel Brunet-Jailly, da universidade canadiana de Victoria, “a actual vaga de migrantes diz aos políticos que os muros são necessários”. “Porque apelam aos velhos mitos das fronteiras, à linha traçada na areia. O que torna mais difícil que a opinião pública aceite o facto de a cooperação, a diplomacia e a partilha de informação, serem mais eficazes a longo prazo”.

Algumas barreiras 
Hungria — É o muro mais recente, obra que o Governo conservador quer ter concluída amanhã. São 177 km ao longo da fronteira com a Sérvia.

Espanha/Marrocos — Os enclaves espanhóis de Ceuta e Melilla, na costa marroquina, estão cercados por barreiras. Muitos morreram ao tentar saltá-las, outros foram mortos pelas tropas marroquinas.
Grécia/Turquia — A melhoria das relações bilaterais e o levantamento das minas na fronteira levou a que a zona se tornasse num dos principais pontos de entrada de migrantes na União Europeia. O muro de Evros foi edificado em 2012.
Arábia Saudita/ Iraque — Perante a ameaça do Estado Islâmico, os sauditas estão a alargar uma barreira que já existia, de sete metros de altura, para 900 quilómetros; terá 78 postos de observação, oito centros de comandos e 32 postos de reacção rápida.
Israel — A construção do muro separando Israel dos territórios ocupados começou em 2002 com o objectivo de o proteger de ataques palestinianos. Os detractores dizem que foi um pretexto para confiscar terras e estabelecer uma fronteira de facto, violando acordos.
EUA/México — O Presidente Bill Clinton começou a reforçar a fronteira nos anos 1990. A crença de que por ali entravam membros da Al-Qaeda justificou a aposta em barreiras sólidas. A imigração estará no centro da campanha presidencial de 2016.
Índia/Bangladesh — Em 1993 a Índia cobriu a sua fronteira com o Bangladesh com arame farpado para tentar reduzir o número de imigrantes. A decisão abriu a disputa sobre o traçado da fronteira e cem mil pessoas ficaram em terra de ninguém, sem serviços públicos.
Chipre — Um muro continua a cortar em duas a capital, Nicósia, dividida entre a parte grega e a parte turca da ilha desde a invasão turca de 1974.
Irlanda do Norte — Há em Belfast 99 “linhas de paz” que separam católicos e protestantes; as mais antigas são de 1969. Apesar de acordos de paz, o número aumentou.
Fonte: Público
A Hungria está a fechar, com um muro e arame farpado, a sua fronteira com a Sérvia



segunda-feira, 1 de junho de 2015

Destroços de navio negreiro português encontrados ao largo da África do Sul

O barco transportava 400 escravos e mais de 200 morreram no naufrágio. O achado vai ser anunciado amanhã na África do Sul.

É um achado histórico e único: um barco português que transportava escravos de Moçambique para uma plantação de açúcar no Brasil e se afundou em 1794, após 24 dias de viagem, perto da Cidade do Cabo, na África do Sul, foi encontrado. É a primeira vez que os destroços de um navio negreiro que foi ao fundo com escravos a bordo é recuperado, dizem os especialistas norte-americanos e sul-africanos que amanhã divulgam a sua descoberta.
Entre 400 e 500 pessoas deveriam atravessar o Atlântico juntas e fechadas no navio São José, que se afundou a menos de cem metros da costa quando tentava proteger-se do vento e embateu nas rochas. O capitão português, a tripulação e metade dos escravos salvaram-se, mas 212 morreram, segundo o The New York Times. O Museu Smithsonian de História Afro-Americana, que é inaugurado em Washington no próximo ano, o museu sul-africano Iziko, e outras entidades envolvidas na operação concluíram que os destroços do São José estavam no local do acidente.
Fonte: DN
 
 

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Já se chora pela perda de Palmira ainda antes de o Estado Islâmico a destruir

Palmira era uma cidade-oásis no deserto sírio, uma paragem obrigatória na rota da seda. Hoje, os combatentes do Estado Islâmico (EI) estão apenas a um quilómetro destas ruínas com 2000 anos, onde se misturam influências gregas, romanas, persas e islâmicas. “É preciso proteger Palmira e fazer tudo para impedir a sua destruição”, apela a desesperada directora da UNESCO.
A aviação do Presidente Bashar al-Assad bombardeou os arredores da cidade, cujas ruínas arqueológicas foram inscritas na lista de património da Humanidade em 1980. Foram também “enviados reforços militares para a cidade para Tadmor” – o nome da cidade em árabe –, disse à AFP Abdel Rahmane, director do Observatório Sírio dos Direitos do Homem, uma organização com informadores no terreno.
O grupo jihadista estará a apenas um quilómetro de Palmira, famosa pelas suas colunas romanas, os seus templos e torres funerários que são testemunha de um passado glorioso, quando os seus palmeirais de tâmaras a tornavam um ponto de paragem obrigatório para as caravanas entre o Golfo Pérsico e o Mediterrâneo e os viajantes que faziam a longa rota da seda, para Oriente. Era então conhecida como “a pérola do deserto”. Com a conquista romana, atingiu o seu auge, mas, com o declínio do império, ousou mesmo desafiar o domínio de Roma: no século III, a rainha Zenóbia declara a independência e conquista toda a Síria, uma parte do Egipto e até à Ásia Menor. Mas o imperador Aureliano retoma Palmira e leva Zenóbia como refém.
Petróleo e gás natural

Só que, hoje, a cidade tem valor como alvo militar. Naquela zona existem importantes depósitos de armas e aquartelamentos de forças governamentais e possivelmente também iranianas, além de um aeroporto militar. Por outro lado, acrescenta o site Syria Direct, uma organização jornalística sem fins lucrativos sírio-americana, para dominar os campos de exploração de gás natural e petróleo vizinhos, é importante controlar a cidade de Palmira – onde vivem cerca de 35 mil pessoas, 100 mil contando com os seus subúrbios, segundo Talal Barazi, o governador da província de Homs, este citado pela AFP.

O avanço sobre Palmira dá ao Estado Islâmico um maior controlo sobre a via rápida que passa nesta cidade e conduz até à província de Deir al-Zour, a Oriente, e ao campo de extracção de gás natural, diz ainda o New York Times.
Os combates já fizeram pelo menos 138 mortos – 73 soldados e 65 jihadistas, segundo Abdel Rahmane – e 26 sírios foram executados pelo EI sob a acusação de serem colaboradores do regime.
Para além da violência sobre as pessoas, teme-se uma repetição das destruições que o grupo terrorista já fez no Iraque, a golpes de marreta ebulldozer, nas cidades da antiga Mesopotâmia de Hatra (uma cidade do período romano com cerca de 2000 anos) e Nimrud (uma cidade do Império Assírio, com 3000 anos).
Na Síria, os jihadistas já fizeram estragos noutros sítios arqueológicos, enumera a AFP: destruíram dois leões assírios em Raqqa, a cidade da qual o grupo fez sua capital, e fizeram escavações clandestinas, por vezes combulldozers, em Mari, Doura Europos, Apamé, Ajaja e Hamam Turkoman. Apesar de considerarem a arte pré-islâmica como idólatra – e por isso a destruírem –, os terroristas do EI pilham os sítios arqueológicos para venderem clandestinamente os objectos mais pequenos e assim financiarem as suas actividades e a guerra contra o regime de Assad.
“Se o Estado Islâmico entrar em Palmira, será a sua destruição”, disse à AFP Maamoun Abdelkarim, director das Antiguidades e Museus Sírios, que apela à mobilização da comunidade internacional para impedir o que seria “uma catástrofe internacional”.
Os artefactos que estão guardados num museu no sítio arqueológico de Palmira, que foram sendo escavados ao longo dos anos, serão colocados num sítio seguro. “Podemos proteger estátuas e artefactos, mas não a arquitectura, os templos”, afirmou Abdelkarim.
Mas o Governo de Damasco não tem grande crédito nesta área: o avanço dos jihadistas está acontecer ao mesmo tempo que decorre no Cairo uma conferência internacional sobre a destruição já feita pelos jihadistas, em Nimrud e Hatra. Abdelkarim reconheceu ao Guardian que não tinha sido convidado nem contactado por ninguém ligado à conferência, onde estava a directora da UNESCO e vários países árabes da região, nem sequer para falar sobre os riscos que Palmira corre.
No Iraque, Ramadi está quase a cair

Os jihadistas do grupo EI tomaram o principal complexo governamental em Ramadi, garantindo assim o controlo quase total da capital da província de Anbar no Oeste do Iraque.

“O Daech (acrónimo árabe do EI) ocupa o complexo governamental de Ramadi e já içou a sua bandeira no quartel-general da polícia de Anbar”, disse à AFP um alto responsável da polícia que não se quis identificar.
Do lado dos jihadistas, o EI difundiu um comunicado em que afirma que os seus combatentes tinham “tomado de assalto o complexo governamental no centro de Ramadi, morto os renegados e feito explodir os edifícios do Governo de Anbar e do quartel-general da polícia safávida” antes de assumir o controlo.
“Safávida” é um termo pejorativo utilizado pelos sunitas do EI que subentende uma ligação entre as forças governamentais e as forças militares do Irão xiita. Por “renegados”, o grupo designa os combatentes das tribos sunitas que se aliaram ao Governo. A comunidade xiita é maioritária no Iraque.
Um chefe tribal que fazia a coordenação entre as forças locais e o exército iraquiano disse que “as únicas forças governamentais que continuam a combater estão confinadas a pequenas bolsas em Ramadi e já sem nenhum posto de comando”. A BBC refere que pelo menos 50 combatentes governamentais terão sido feitos reféns e que o complexo foi tomado pelos jihadistas depois de terem feito explodir seis carros-bomba com suicidas ao volante.
Se os radicais do EI conseguirem manter as suas posições em Ramadi, passam a controlar as capitais das duas maiores províncias do Iraque. Mossul, a capital da província de Níneve, vizinha de Anbar, está nas mãos os jihadistas desde Junho.

 Fonte: Público

Teatro na cidade de Palmira, numa foto de arquivo 

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O livro mais perigoso do mundo vai deixar de ter direitos de autor

Assim que Mein Kampf deixar de ter direitos de autor, em teoria, toda a gente pode publicar as suas edições na Alemanha. Esta passou a ser a grande preocupação das autoridades que não têm como controlar a publicação e a distribuição daquele que é, para muitos, o livro mais perigoso do mundo.
De acordo com o produtor do programa da BBC "Publish or Burn", que se centra na investigação de como as autoridades podem controlar a publicação e distribuição deste livro, esta obra constitui, ainda hoje, um perigo. "A história de Hitler é uma história de subestimação. E as pessoas subestimaram este livro," afirma John Murphy. "Há uma boa razão para o levar a sério, por causa da má interpretação", acrescenta.
  
Hitler começou a escrever Mein Kampf quando foi preso em 1923, acusado de traição depois de uma tentativa falhada de golpe de estado. Depois de subir ao poder, uma década depois, o livro tornou-se uma das obras chave do Terceiro Reich, tendo sido oferecido a casais recém casados ou a estudantes acabados de se graduar.
No final da Segunda Guerra Mundial, e depois do exército americano ter prendido o editor nazi Eher Verlag, os direitos de Mein Kampf passaram para as autoridades da Baviera. Estas garantiram que a reimpressão só fosse possível na Alemanha e sob circunstâncias especiais. No entanto, e com o término dos direitos de autor em Dezembro de 2015, começa o debate sobre a possibilidade de uma publicação livre para todos.
Ludwig Unger, porta-voz do Ministro da Educação e Cultura da Baviera, afirma em declarações à BBC que"milhões de pessoas morreram, milhões foram mal tratadas, áreas inteiras foram arrasadas pela guerra como resultado deste livro.  É importante manter isto bem assente e consegue-se fazer isso quando se lê algumas passagens com comentários históricos apropriados."
Esta é a ideia do Instituto de História Contemporânea de Munique. Ou seja, o objetivo será, quando os direitos de autor expirarem, lançar uma nova edição da obra com alguns comentários apontando omissões ou distorções da verdade.

Apesar disso, algumas vítimas do regime Nazi já se opuseram a esta ideia do Instituto, e o Governo da Baviera retirou o seu apoio depois das críticas dos sobreviventes do Holocausto.
Fonte: Visão-Sapo
O livro mais perigoso do mundo vai deixar de ter direitos de autor



quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Atlas de Benincasa do século XV ficou por vender em leilão da Christie’s

O raro atlas de Gazioso Benincasa (1400-1482) com ligação aos Descobrimentos portugueses foi leiloado nesta quarta-feira na Christie’s de Londres mas não houve nenhum comprador interessado. A base de licitação do atlas era de 1,8 milhões de euros.
É um dos 58 atlas que existem no mundo datados do século XV, um dos três em mãos privadas. Uma peça “extremamente rara”, como havia dito ao PÚBLICO Julian Wilson, especialista do departamento de Livros e Manuscritos da Christie’s. É um dos poucos atlas da época em que vemos os Descobrimentos portugueses em África e ficou por vender no leilão que aconteceu nesta quarta-feira à tarde em Londres.
Desenhado à mão pelo italiano Gazioso Benincasa, um dos mais notáveis cartógrafos do século XV, há vários detalhes que fazem deste atlas da Europa e de África, de 1468, uma peça histórica e um dos escassos relatos da exploração portuguesa que chegaram até hoje, além de conter o mapa individual mais antigo da Irlanda, dando-lhe um destaque que até então não tinha
Apesar de Julian Wilson ter revelado que já havia compradores interessados, a verdade é que a peça não encontrou licitadores. As estimativas da leiloeira situavam-se entre os 1,8 e os 3,1 milhões de euros. "Houve um interesse e uma admiração generalizados desde o anúncio à pré-venda pública, que teve muitos visitantes na Christie's de Londres, assim como também foi muito procurado online. No entanto, o atlas não teve um comprador no leilão", disse ao PÚBLICO Katie Carder, da assessoria de imprensa da leiloeira.
Mas não foi o atlas de Benincasa a única obra que não teve comprador. A Christie’s levou ao leilão de Livros e Manuscritos 87 peças, das quais apenas 47 acabaram vendidas. Um livro antigo que reúne textos seculares, incluindoHistoria Regum Britanniae and Prophetiae Merlini, de Geoffrey of Monmouth, e Topographia Hibernica and Expugnatio Hibernica, de Gerald of Wales, foi a peça mais cara do leilão: acabou arrematado por 258 mil euros, superando a estimativa mais alta que apontava para os 2250 mil euros.
No total o leilão rendeu cerca de dois milhões de euros.
Fonte: Público


 
Base de licitação do atlas era de 1,8 milhões de euros

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Slogan nazi “o trabalho liberta” roubado do portão de Dachau

A porta de homem com o célebre slogan nazi “Arbeit macht frei” (o trabalho liberta) foi roubada do portão de entrada do antigo campo de concentração de Dachau, nos arredores de Munique, provavelmente na madrugada de domingo, já que a estrutura estava ainda intacta quando por ali passou, às 23h45, a última ronda de segurança efectuada antes de se constatar o furto.
As autoridades alemãs não têm ainda quaisquer suspeitos, mas acreditam que os autores do furto terão usado um veículo para transportar a porta, que mede 1,95m de altura e 95cm de largura e que teve de ser primeiro retirada do portão a que pertence. Como noutras entradas de campos de concentração nazis, a cínica divisa “Arbeit macht frei” está escrita em letras de ferro fundido.
Um roubo semelhante já ocorrera em 2009 no campo de Auschwitz I, na Polónia, onde uma placa de ferro de cinco metros de comprimento com a mesma inscrição (feita por prisioneiros com experiência em metalurgia) foi desaparafusada do portão de entrada e cortada em vários pedaços para caber no carros dos assaltantes. O roubo foi executado por polacos, mas encomendado por um sueco com ligações à extrema-direita, que veio a ser condenado a três anos de prisão.
Dachau é hoje um memorial e a sua directora, Gabriele Hammermann, mostrou-se consternada com este roubo, lembrando que os detidos viam esta inscrição todos os dias e que ela é “o símbolo central do sofrimento dos prisioneiros” deste campo de concentração, o primeiro a ser construído pelos nazis. Também o presidente da Fundação dos Lugares de Memória Bávaros, o deputado conservador Karl Freller, lamentou este "acto ignóbil".
Instalado numa antiga fábrica de munições, o campo de Dachau começou a funcionar no dia 22 de Março de 1933, duas semanas após o golpe nazi que depôs o governo bávaro. Foi o futuro líder das SS e ministro do Interior do III Reich, Heinrich Himmler, então chefe da polícia de Munique, quem escolheu o local e supervisionou a construção do campo, que só se concluiria em 1938 – a porta agora roubada foi instalada em 1936 –, após vastas obras de alargamento asseguradas pelos próprios detidos.
Inicialmente utilizado para encarcerar os opositores políticos do então ainda recente regime nazi, Dachau foi usado como campo de treino para os guardas das SS e modelo para a posterior rede de campos de concentração e de extermínio. Recebeu mais de 200 mil prisioneiros vindos de cerca de 30 países, estimando-se que nele tenham morrido mais de 40 mil pessoas. O campo chegou a possuir uma câmara de gás, mas crê-se que não terá sido usada.
Quando as tropas dos Estados Unidos libertaram Dachau, a 29 de Abril de 1945, encontraram centenas de cadáveres empilhados junto a um comboio, alguns já em estado avançado de decomposição – corpos de prisioneiros que tinham sido transferidos à pressa do campo de Buchenwald e que morreram durante a viagem – e mais de 30 mil detidos. A visão terá chocado de tal modo os soldados americanos que, durante alguns minutos, e antes de que o tenente da companhia conseguisse restabelecer a ordem, executaram 50 membros das SS.
A frase “Arbeit macht frei”, que a propaganda nazi usava para trivializar os campos de concentração, sugerindo que se destinavam à reeducação por trabalho forçado, tem origem no título de um romance do filólogo Lorenz Diefenbach, precisamente intitulado Arbeit macht frei e publicado em 1873. Mas os nazis limitaram-se, ironicamente, a herdar um slogan da República de Weimar, desviando-o do seu propósito original. Quando o governo de Weimar adoptou e publicitou a frase, esta destinava-se a exaltar o investimento num vasto programa de obras públicas que fora lançado para combater o desemprego.
Fonte: Público


A porta, que mede 1,95m de altura e 95cm de largura, foi retirada do portão provavelmente na madrugada de domingo
A frase “Arbeit macht frei” foi usada pela propaganda nazi para trivializar os campos de concentração, sugerindo que se destinavam à reeducação por trabalho forçado

domingo, 27 de julho de 2014

Casa onde viveu Salazar à venda por cinco milhões de Euros


A casa que António de Oliveira Salazar escolheu para viver, em 1933, data da instituição do Estado Novo, mas que abandonou após ter sido alvo de um aparatoso atentado, em 1937, está à venda por cinco milhões de euros.

O presidente do conselho viveu no n.º 64 da Rua Bernardo Lima, em Lisboa, edifício atualmente em ruínas, com árvores que crescem pelas janelas e de que apenas resta a fachada.

À venda pelo preço base de 5,5 milhões de euros, a imobiliária considera que se trata de «um terreno com enorme potencial, no centro de Lisboa, com 1410 m2», na zona do Marquês de Pombal.

Segundo o agente imobiliário responsável pela venda da casa, Sérgio Pires, o preço estipulado prende-se com «o valor do terreno e não pelo edifício em si».

Salazar muda-se para a capital, em 1928, vindo de Coimbra onde estudou Direito, para desempenhar funções como ministro das Finanças.

Antes de habitar na Rua Bernardo Lima, Salazar já teria alugado outras duas casas em Lisboa, mas a mudança para este terceiro edifício surgiu com a nomeação para presidente do conselho de ministros, em 1933.

Nesta altura decide mudar de habitação para uma «condizente com a dignidade da função» e a escolha recai numa casa de fachada tipicamente "fin de siècle", refere Joaquim Vieira, autor do livro «A Governanta - D. Maria, companheira de Salazar».

O ditador viveria na Bernardo Lima até ocupar o Palácio de São Bento, depois de ter sido alvo do «único atentado» contra a sua vida, em 1937, o qual sobreviveu «por um triz», recorda o historiador João Madeira.

Como cristão que era, o presidente do conselho costumava ir todos os domingos à missa, na capela privativa do seu amigo Josué Trocado.

No dia 4 de julho de 1937, durante o trajeto habitual de domingo de manhã, entre a sua casa e a capela na Rua Barbosa du Bocage, Salazar foi alvo de um atentado.

«Salazar preparava-se para sair da sua viatura oficial, um "buick" (...) De repente, uma enorme explosão atroa os ares e esventra a rua. Fumo, pedras, lajes e placas voam pelos ares. Abre-se uma cratera larga e funda na rua. Ouve-se gritos, gente que foge, pessoas que acorrem a ver o sucedido», descreve o historiador João Madeira, no livro «1937 - O atentado a Salazar ¿ A frente popular em Portugal».

Por pura sorte, Salazar escapou sem um arranhão deste atentado, que «só não fez vítimas por um erro de cálculo dos responsáveis», afirmou Joaquim Vieira, atribuindo a responsabilidade a um grupo de anarquistas revoltados pelo apoio político e material do ditador português «aos nacionalistas contra a República em Espanha, chefiados pelo general Francisco Franco».

De acordo com o livro de João Madeira, o atentado foi da responsabilidade da Frente Popular, constituída por membros do Partido Comunista Português, anarquistas e sindicalistas.

Salazar saiu «ileso, sacudindo a poeira que o cobrira, o ditador sai da viatura pelo seu próprio pé, olha para os lados e aparentemente indiferente, frio, diz: Vamos assistir à missa», lê-se no livro de João Madeira.

Após este atentado ao regime, ficou comprometida a segurança do chefe do Governo, «deixando de ser sustentável o modelo de singela residência civil tão relevado pelos seus fiéis como prova provada de um governante imerso no modo de viver português», refere Joaquim Vieira.

Para uma maior proteção ao ditador foi necessária a «criação de uma residência oficial do chefe do Governo, devidamente resguardada de intenções subversivas». A opção escolhida foi o palacete de São Bento, expropriado pelo Estado após o atentado, em 1937. Depois de obras, António de Oliveira Salazar ocupou o Palácio de São Bento, em maio de 1938, onde viveu até à sua morte a 27 de julho de 1970.
Casa de Salazar à venda por cinco milhões (LUSA)

sábado, 26 de julho de 2014

O romance inacabado de Saramago vai ser publicado em Outubro

Repudiando a violência" como sempre fez na sua obra, Saramago escreveu nos últimos meses de vida Alabardas, alabardas, Espingardas, espingardas, escreve Pilar del Río no editorial da revista Blimunda. Essa obra que o escritor não chegou a terminar vai ser publicada pela Porto Editora em Outubro, anunciou a presidente da Fundação José Saramago na revista desta instituição.
O número 26 da revista Blimunda, que pode ser descarregado na internet gratuitamente, abre com o editorial Contra a Guerra em que Pilar del Río, mulher de José Saramago, explica que o inédito do autor português vai ser publicado simultaneamente em português, espanhol, catalão e italiano. "É um trabalho conjunto das várias editoras de Saramago na Europa e na América do Sul", disse Ricardo Viel, da Fundação José Saramago ao PÚBLICO. Cada uma destas edições terá, portanto, qualquer coisa de diferente e a edição da Porto Editora não será por isso igual às obras do Nobel da Literatura 1998 que esta editora publicou em Maio.
Apesar desta obra estar incompleta, José Saramago tinha a obra estruturada – “há umas notas com o argumento”, diz Ricardo Viel. “O pouco que temos é o núcleo, é algo de muito concreto”, conta, acrescentando que Saramago tinha até a última frase do livro. “São poucos capítulos, mas o tema fica claro, o texto tem unidade”, acrescenta Pilar del Río.
Não há mais nada escrito por Saramago – para além da correspondência pessoal – que ainda não tenha sido publicado. Este é, por isso o seu derradeiro romance. “Talvez conduzido pela urgência de não morrer sem dizer tudo, pôs-se a escrever, quando faltavam uns meses para a sua morte”, conta Pilar del Río na revista Blimunda. Para a tradutora, é um livro que, como Caím repudia “a violência que se exerce sobre pessoas e sociedades que não nasceram para ser vítimas mas sim donas das suas vidas”, escreve.
Neste livro a reflexão é especificamente sobre a guerra, como deixa perceber o título emprestado de versos de Auto de Exortação à Guerra, de Gil Vicente – “Alabardas, alabardas/ Espingardas, espingardas/ Nam queirais ser genoeses/ Senam muito portugueses/ e morar em casas pardas”. “No fundo, a reflexão sobre o poder e a violência são o mesmo eixo. E sobre ele gira a obra de José Saramago”, lê-se no editorial escrito por Pilar.
Sobre o enredo do livro, Pilar revela que um funcionário de uma fábrica de armas “descobrirá, pela força das circunstâncias, que a sua laboriosidade permite que uma engrenagem odiosa continue em movimento e a marcar os mapas e as dominações”.
Fonte: Público 


Alabardas, alabardas, Espingardas, espingardas é a obra sobre a guerra que José Saramago escreveu nos últimos meses de vida e não chegou a terminar. É o único livro de Saramago por publicar

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Álvaro Siza doa acervo à Gulbenkian, Serralves e ao Centro Canadiano de Arquitectura

O arquitecto Álvaro Siza anunciou esta quarta-feira a decisão relativa ao seu acervo, tendo optado por doar uma parte a duas instituições portuguesas, as fundações Gulbenkian e de Serralves, e outra ao Centro Canadiano de Arquitectura, em Montreal.
"É meu desejo que o trabalho de tantos anos seja de algum modo útil, como contribuição para o estudo e debate sobre a arquitectura, particularmente em Portugal, numa perspectiva oposta ao isolamento (como já hoje sucede e é imprescindível)", pode ler-se num comunicado enviado à agência Lusa.
De acordo com o arquitecto do Pavilhão de Portugal, a opção passou por doar parte "a duas instituições portuguesas, já com experiência, qualidade e capacidade para desenvolver ou alargar os respectivos arquivos (Fundação Gulbenkian e Fundação de Serralves), numa perspectiva de abertura à consulta, divulgação e participação num debate que já não é simplesmente nacional, nem centrado no individual".
Álvaro Siza decidiu doar outra parte do seu arquivo ao Centro Canadiano de Arquitectura (CCA) em Montreal, "instituição de experiência e prestígio ímpares e com intensa e contínua actividade", que é "reconhecida pela sua experiência na preservação e apresentação de arquivos internacionais", diz o arquitecto.
No comunicado, o prémio Pritzker 1992 explica ainda que o CCA vai tratar de "uma grande parte" do arquivo, que "estará acessível, em conjunto com o trabalho de outros arquitectos modernos e contemporâneos". O Centro canadiano é uma das mais prestigiadas instituições mundiais da arquitectura, e possui já no seu museu e centro de documentação espólios e acervos de outros arquitectos de renome, como Aldo Rossi, Peter Eisenman ou James Stirling.
"Conforme conversações já efectuadas, o CCA estará disponível para colaborar com a Fundação Gulbenkian e a Fundação de Serralves na catalogação consistente do material e na partilha da pesquisa e programação relacionadas", acrescenta Siza.
Na noite de quarta-feira, o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, congratulou-se "com a decisão do arquitecto", adiantando em comunicado enviado às redacções "que esta é uma solução que serve os interesses nacionais e garante, ao mesmo tempo, a promoção internacional da obra do mais importante arquitecto português da sua geração". 
De acordo com o arquitecto nascido em Matosinhos em 1933, o vereador da Cultura da Câmara do Porto, Paulo Cunha e Silva, manifestou-lhe a intenção de instalar uma galeria de exposições sobre a arquitectura da cidade, constituída em particular por maquetas. "Comuniquei-lhe o meu apoio a esse propósito, considerando a relevância do projecto para pública informação e debate sobre a arquitectura", enfatizou Siza.
O arquitecto do Museu de Serralves explica ainda, na sua nota, que nos últimos anos sentiu a necessidade de organizar o arquivo do seu trabalho, procurando "uma solução que considerasse fundamentada", tendo verificado "existir um interesse evidente por parte de pessoas e instituições".
"Desenhos e maquetes do meu arquivo encontram-se já, alguns desde há anos, em Paris (Beaubourg), em Nova Iorque (MoMA) e em Londres (Niall Hobhouse Collection), nos respectivos arquivos de arquitectura", recorda ainda Siza. 
A notícia de que o arquitecto estava a "negociar" a transferência do seu arquivo com esta instituição canadiana, e também com outras instituições portuguesas, surgida na semana passada, motivou apreensão nos meios nacionais da arquitectura. Se havia consenso quanto ao direito que o arquitecto do Museu de Serralves tinha de dispor, como bem entendesse, dos testemunhos do seu trabalho, havia também a preocupação de que o seu arquivo saísse de Portugal. Siza parece ter optado por contentar todos, escolhendo, entre nós, depositar partes do seu acervo em Serralves (Porto) e na Gulbenkian (Lisboa), mas também fazendo-o representar também no CCA, naquela que é uma das grandes instituições internacionais no campo da arquitectura. 
Fonte: Público
Arquitecto privilegiou também fundações portuguesas. Governo congratula-se com "solução que serve os interesses nacionais" e garante "promoção internacional da obra".


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Ponte das Artes em Paris cede com o peso do amor


insegurança e degradação há muito que eram visíveis na Pont des Arts (Ponte das Artes), ponto de paragem obrigatória em Paris para os que estão apaixonados e selam o seu amor com um cadeado. Este domingo, duas das barreiras laterais da ponte sobre o Sena não aguentaram o peso de milhares de cadeados e caíram. A estrutura foi encerrada e só reabriu na tarde desta segunda-feira.
Construída em 1804 durante o regime de Napoleão, perto do agora Louvre, a ponte tem cerca de 700 mil cadeados presos, com um peso estimado de 93 toneladas. A tradição desde 2008 de colocar cadeados na estrutura e depois lançar a chave ao Sena tem tido adeptos de todo o mundo, mas também fortes críticas de movimentos que condenam a iniciativa.
Este domingo, duas das barreiras laterais da ponte, com 2,4 metros de comprimento no total, cederam e caíram sobre o tabuleiro, devido ao excesso de peso de milhares de cadeados. Não houve registo de feridos, segundo a polícia parisiense.
A ponte foi evacuada e fechada por motivos de segurança. A parte que cedeu foi entretanto substituída por um painel de madeira e a ponte reaberta esta segunda-feira.
A Pont des Arts tem sido alvo de polémica. A tradição não é bem recebida por alguns parisienses e mesmo por cidadãos estrageiros a viver na capital francesa. As autoridades já pediram que se substitua os cadeados de metal por “cadeados virtuais”, a que os apaixonados podem aceder sempre que quiserem mas sem colocar em causa a segurança do monumento.
Lisa Anselmo e Lisa Taylor Huff, duas americanas a viver em França, decretaram, por sua vez, guerra à tradição, que consideram “vandalismo”, e lançaram um abaixo-assinado dirigido à Câmara Municipal de Paris para acabar com os famosos cadeados em todas as pontes e monumentos da cidade.
Na campanha eleitoral para as autárquicas em Paris, a nova presidente camarária socialista Anne Hidalgo anunciou “alternativas artísticas, solidárias e ecológicas” para os cadeados do amor. Depois da Pont des Arts, as autoridades francesas já encontraram cadeados noutros monumentos da cidade, incluindo outras pontes, como a Ponte do Arcebispo ou a de Léopold-Sedar-Senghor, e na própria Torre Eiffel.
“Desde que Anne Hidalgo me pediu para me ocupar do problema, fomos alvo de sarcasmos”, contou à AFP Bruno Julliard, vereador da Cultura de Paris. “Este último acontecimento vem reforçar a nossa convicção de que é verdadeiramente necessário encontrar uma alternativa”.

 Fonte: Público
Estima-se que os cadeados representem um peso adicional à ponte de cerca de 93 toneladas


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Capela de D. Maria, no Palácio Nacional da Ajuda, abre ao público pela primeira vez

Foi a última grande encomenda da família real portuguesa, e da rainha, para a sua casa. Fechada desde a implantação da República, em 1910, a capela pode ser visitada a partir da próxima quinta-feira, dia 17
É a última grande encomenda da rainha Maria Pia para o Palácio Nacional da Ajuda e foi fechada em 1910, com a implantação da República. Nunca foi vista pelo público em geral até agora. As portas abrem no dia 17 de abril, após trabalhos de restauro, investigação e musealização do espaço. O único El Greco em território nacional também vai ficar à vista.
A capela é uma "caixa de madeira", neomedieval, assinada pelo arquiteto modernista Miguel Ventura Terra, o mesmo que converteu o antigo convento de São Bento em Parlamento, à época (por volta de 1897) uma recém-licenciado arquiteto, bolseiro da Escola de Beaux-Arts de Paris, França, de onde trouxe este novo gosto, que já prenuncia o Arts & Crafts britânicos, como nota José Alberto Ribeiro, apontando as ferragens das portas. "Há um programa decorativo comum", acrescenta. Uma estética que vai dos pormenores das portas ao altar, aos genuflexórios passa ndo pelo arcaz da sacristia.
A rainha era uma mulher "muito atualizada em termos de compras", frisa José Alberto Ribeiro. E já tinha feito uma encomenda no mesmo estilo para a sala de pintura no andar superior.
Os arquivos de inventariação de 1910 permitiram perceber o que fazia parte deste local e assim reconstituir o espaço, a começar pela Virgem e o Menino do pintor José Veloso Salgado que está no altar. As várias imagens de santos que aqui se encontram terão sido trazidas pela rainha de Itália, em 1862, quando se casou com o rei D. Luís, um monarca-artista interessado na cultura, melómeno, pintor e amante das artes em geral, um gosto que partilhou com Maria Pia e transmitiu aos filhos.
Fonte: DN


 Capela de D. Maria abre ao público pela primeira vez
Capela de D. Maria abre ao público pela primeira vez

sábado, 12 de abril de 2014

Sophia será trasladada para o Panteão a 2 de Julho

Os restos mortais da escritora Sophia de Mello Breyner Andresen serão trasladados para o Panteão Nacional, em Lisboa, a 2 de Julho, disse à agência Lusa fonte do grupo de trabalho criado para definir a cerimónia.
A trasladação acontecerá no dia em que passam dez anos da morte da escritora e, segundo a edição deste sábado do semanário Expresso, o programa oficial já está definido.
A fonte do grupo de trabalho confirmou à Lusa que o percurso para a trasladação – do cemitério de Carnide para o Panteão Nacional – incluirá passagem pela Capela do Rato, onde decorrerá uma missa, e pela Assembleia da República.
No Panteão Nacional está prevista uma actuação da Companhia Nacional de Bailado e do Coro do Teatro Nacional de São Carlos e José Manuel dos Santos, director cultural da Fundação EDP e amigo da família da escritora, fará uma leitura na cerimónia.
Maria Andresen, filha da escritora, afirmou à Lusa que faz mais sentido que a trasladação aconteça a 2 de Julho e não a 25 de Abril – como chegou a ser falado –, tendo em conta que "neste momento se recusa a presença dos militares do 25 de Abril [na Assembleia da República]. Mais vale a minha mãe estar fora disso, das comemorações".
Em Fevereiro, a Assembleia da República aprovou por unanimidade a concessão de honras de Panteão Nacional à poeta e a criação de um grupo de trabalho para determinar a data e o programa da trasladação.
Na resolução aprovada, os deputados afirmaram que a trasladação é uma forma de homenagear "a escritora universal, a mulher digna, a cidadã corajosa, a portuguesa insigne" e evocar "o seu exemplo de fidelidade aos valores da liberdade e da justiça".

Sustentando a decisão da trasladação, os deputados afirmaram ainda que para Sophia de Mello Breyner Andresen "a intervenção política fez-se sempre por imperativos morais e poéticos".

Nascida no Porto em 1919, Sophia de Mello Breyner Andresen foi a segunda mulher a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999.
A escritora foi co-fundadora da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos durante a ditadura e, após o 25 de Abril de 1974, foi eleita deputada à Assembleia Constituinte.

Por ocasião dos dez anos da morte de Sophia de Melo Breyner, Maria Andresen afirmou à Lusa que a página na Internet com toda a documentação da escritora vai ser actualizada e que foi criada uma equipa, coordenada por Carlos Mendes de Sousa, para estudar os manuscritos inéditos de poesia.
Fonte: Público

Cerimónia acontecerá no dia em que passam dez anos sobre a morte da escritora e não a 25 de Abril.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Morreu o historiador Jacques Le Goff

O historiador francês que revolucionou a historiografia moderna e reabilitou a imagem da Idade Média europeia, mostrando-a como um período bastante mais dinâmico do que o humanismo renascentista quis fazer crer, morreu esta terça-feira em Paris, aos 90 anos, noticiou o jornal Le Monde.
Além de centenas de artigos, Le Goff tinha mais de 40 livros publicados, desde Os Intelectuais na Idade Média e Mercadores e Banqueiros na Idade Média, ambos de 1957 (as edições portuguesas são da Gradiva), O Nascimento do Purgatório (ed. Estampa) até ao recente À la recherche du temps sacré, Jacques de Voragine et la Légende dorée, de 2011.
Pertencia à terceira geração de historiadores da escola dita dos Annales, mas a sua concepção de antropologia histórica e o seu gosto pelos estudos biográficos – deve-se-lhe, por exemplo, uma monumental biografia de São Luís – distinguem-no de outros historiadores do movimento criado a partir da revista fundada em 1929 por Marc Bloch e Lucien Febvre.
Sucessor de Fernand Braudel na direcção da École des Hautes Études en Sciences Sociales, publica em 1964 A Civilização do Ocidente Medieval (edição portuguesa da Estampa), uma obra que toma como objecto de estudo um vasto âmbito geográfico e um período de tempo longo, dando conta não apenas dos factos políticos, mas de aspectos económicos, sociais, técnicos, artísticos, ou relativos à vida privada, e dando particular atenção às mentalidades.
Em A Civilização do Ocidente Medieval, o historiador, que escreveu várias obras que se tornaram clássicos como esta, defende que a Idade Média deu origem a uma civilização própria, diferente da Antiguidade Greco-Romana e do mundo moderno. Le Goff é também importante por definir a Idade Média para além dos mosteiros e da vida de corte: são fundamentais os seus estudos sobre os intelectuais, os mercadores e banqueiros ou os marginais e heréticos.
Um dos seus livros mais fascinantes foi o que dedicou à invenção do Purgatório, onde defende, que, lentamente, na transição do século XII para o XIII, a ideia da existência do Purgatório começou formar-se no Ocidente cristão, como uma espécie de espaço da tolerância, uma abertura na rígida geografia do sobrenatural da Cristandade que separava as almas dos homens entre o Inferno e o Paraíso.
Nos anos 70, coordena duas obras colectivas de grande envergadura que se tornarão as referências teóricas da Nouvelle Histoire, a corrente historiográfica que funda com Pierre Nora, e que procurará levar mais longe a herança dos Annales: os três volumes de Faire de l’Histoire (1974) e La Nouvelle Histoire, em colaboração com Jacques Revel (1978).
Em 2004 recebeu o prémio de história  Dr A.H. Heineken por “ter modificado de forma fundamental” a percepção que tínhamos da Idade Média. Considerava-se um homem de esquerda e militava por uma Europa unida, forte e tolerante. Era poliglota, falava inglês, italiano, polaco (a nacionalidade da sua mulher) e alemão. Foi conselheiro científico durante a rodagem do filme O Nome da Rosa, a adaptação que o cineasta Jean-Jacques Annaud fez do romance de Umberto Eco.
Fonte: Público
Pertencia à terceira geração de historiadores da escola dita dos Annales . Escreveu várias obras que se tornaram clássicos e mudou a percepção que tínhamos da Idade Média

quarta-feira, 12 de março de 2014

Caraíbas querem que a Europa os indemnize pelos anos de escravatura

Quinze países das Caraíbas vão pedir a países europeus indemnizações devido à escravatura no período colonial. De acordo com o jornal El País, os países visados são o Reino Unido, a Holanda, a Espanha, a França e Portugal.
De acordo com um documento de dez pontos aprovado, por unanimidade, na reunião da Comunidade do Caribe (Caricom) na segunda-feira, a escravatura é considerada a raiz dos problemas socio-económicos da região. Dessa forma, os 15 países exigem ser recompensados, consideram que os antigos colonizadores devem investir na região através da construção de infraestruturas de desenvolvimento (escolas, centros de saúde, hospitais e estradas) e defendem o não pagamento de dívidas aos antigos colonizadores.
Foi há quase um ano, em Junho, que a Caricom decidiu dar início a um processo jurídico com o objectivo de obter compensações devido à escravatura. Foi formada uma Comissão para as Indemnizações das Caraíbas, presidida pelo historiador Hilary Beckles, e que integra académicos, economistas e advogados. E o caso foi entregue à firma de advogados Leigh Day & Co, que em 2013 ganhou o processo que levou o Reino Unido a pagar 30,5 milhões de dólares às famílias das vítimas e sobreviventes da guerrilha queniana Mau Mau.
Martyn Day, da Leigh Day & Co., disse que o documento é "um conjunto razoável de exigências a governos cujos países enriqueceram às custas de uma região a que foi roubada a riqueza humana". Há um antecedente em processos desta natureza. Em 1999 a African World Reparations and Repatriation Truth Commission exigiu que o Ocidente pagasse 777 mil milhões de dólares a países africanos escravizados durante o período colonial.
"Em relação ao legado do genocídio de nativos e de escravos de África, penso que temos a lei e os factos a nossa favor", disse Ralph Gonsalves, o primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas que detém a presidência rotativa da Caricom, O primeiro-ministro anunciou que, em Junho, representantes das duas partes (Caraíbas e países europeus) vão reunir para conversar sobre o tema. "Depois dessas conversações, faremos a nossa reivindicação formal", disse Gonsalves.
Fonte: Público
 
Escravos numa plantação de cana de açúcar nas Ilhas Virgens Britânicas



domingo, 12 de janeiro de 2014

Retrato "excepcional" de Lucian Freud vai a leilão pela primeira vez

Uma pintura de Lucian Freud vai pela primeira vez a leilão depois de ter integrado a exposição dos retratos do artista na National Portrait Gallery britânica e de décadas passadas no recato da família da retratada e proprietária da obra, Lady Lambton. Trata-se de um dos melhores retratos do pintor, descrito pelo perito em arte contemporânea da leiloeira Sotheby’s como “excepcional” – representa “exactamente o momento” em que Lucian Freud adoptou uma nova técnica de pintura.
Oliver Barker, citado pelo Telegraph, que noticiou sábado que Head on a Green Sofa (1960-1) irá a leilão com estimativas de venda “conservadoras” a situar-se entre os três milhões e os 4,2 milhões de euros, explica que foi neste retrato que Freud (neto do fundador da psicanálise, Sigmund Freud) começou a pintar em pé, usando pincéis rudes feitos de pêlo de porco. “Esta pintura excepcional tem tudo”, diz Barker. “Marca um momento de mudança cataclísmica no estilo artístico e na prática de Freud e testemunha o seu embarque numa nova forma de pintar que definiria a sua carreira.”
Head on a Green Sofa, uma de poucas obras do artista que se mantiveram na posse do mesmo proprietário durante largas décadas sem ter ido à praça, será vendido através da Sotheby’s a 12 de Fevereiro, depois de resolvida uma disputa legal que envolvia a pintura e o herdeiro legal de Lord Lambton – que morreu em 2006 e deixou a obra, bem como todo o seu legado, ao cuidado do filho, Lord Durham. Ele e as suas irmãs disputaram a propriedade da obra e viram o caso transitar para os tribunais de Itália, onde Lord Lambton tinha vivido os últimos anos da sua vida. Resolvida a querela e autorizada a venda, o retrato vai então ser vendido depois de ter passado os primeiros meses de2012 em exposição na National Portrait Gallery londrina.
Nascido na Alemanha mas naturalizado britânico em 1939, depois de a sua família ter fugido da ascensão do regime nazi, Lucian Freud (1922-2011) foium dos mais importantes artistas contemporâneos do seu tempo. Era amigo da retratada, Lady Lambton, conhecida como “Bindy” pelos mais próximos, uma figura da alta sociedade britânica cujo rosto anguloso foi imortalizado pelo pintor. A receita da venda da pintura, que mede um metro quadrado, será parcialmente encaminhada para obras nas propriedades da família.
Freud é um artista valioso – as suas obras atingem valores de compra elevados no mercado, como Red Haired Man on a Chair, negociada pela Christie’s e vendida por 5,6 milhões de euros em Fevereiro de 2005, ou a mais valiosa Benefits Supervisor Sleeping (1955), cujos 23 milhões de euros de preço de venda o transformaram em 2008 no artista (então) vivo mais caro de sempre. Soube-se mais tarde que a obra fora adquirida pelo milionário russo Roman Abramovich. Já o tríptico que retrata o pintor, da autoria de Francis Bacon, tornou-se no ano passado a obra de arte mais cara de semprevendida em leilão. Três Estudos de Lucian Freud foi pintado pelo seu amigo Francis Bacon e atingiu o preço de 106 milhões de euros em Nova Iorque, destronando o famoso Grito, de Edvard Munch.
 Fonte: Público



 
Head on a Green Sofa esteve até agora numa família da nobreza britânica. Representa “exactamente o momento” em que o pintor adoptou uma nova técnica

sábado, 11 de janeiro de 2014

Renoir comprado a cinco euros numa feira da ladra vai ser devolvido ao museu

É um pequeno Renoir, do tamanho de um guardanapo (e de facto pintado sobre um guardanapo de pano), e foi comprado por um pequeno preço numa feira da ladra por cinco euros em 2009 por uma ex-professora de educação física do estado norte-americano da Virginia. Mas a pintura tinha sido roubada do Museu de Arte de Baltimore em 1951 e, por isso, a professora e a instituição envolveram-se numa luta judicial que teve finalmente o seu desfecho: um juiz federal ordenou sexta-feira que Paysage Bords de Seinedeve ser restituído ao museu.
Tal como o comprador de um Van Dyck cuja história se tornou programa de televisão no Reino Unido, a professora Marcia Fuqua gostou da moldura que envolvia a obra que Renoir pintou para a sua amante num restaurante parisiense à beira-rio e comprou a obra, além de um conjunto de bonecos de plástico numa feira da ladra em Harper’s Ferry, no vale de Shenandoah, na Virginia. E também como aconteceu ao padre britânico que teve nas mãos uma pintura flamenga sem saber o seu real valor, a moldura deste Renoir identificava-o: nela lê-se “Renoir (1841-1919)”. Mas a pintura em si não estava assinada. A sua compra foi lucrativa: por sete dólares, cerca de cinco euros, ficou com uma obra que valerá entre 55 mil e 73 mil euros.
A história de um tesouro artístico não exactamente escondido no sótão mas perdido à vista de todos numa feira de objectos usados tornou-se pública depois de a mãe de Fuqua, professora de arte, ter aconselhado a filha a avaliar a pintura. Depois de ter sido confirmado que se tratava de um verdadeiro Pierre-Auguste Renoir, Paysage Bords de Seine foi levada a leilão em 2012 pela Potomack Company, que representava Fuqua e que avaliara a pintura num máximo de 73 mil euros. Mas um jornalista do Washington Post concluiu antes da ida ao mercado que se tratava da obra subtraída ao Museu de Arte de Baltimore há mais de 60 anos. O FBI confiscou a obra de 1879 e, segundo a Reuters, terá avaliado a pequena pintura em cerca de 16 mil euros.
Pouco se sabe sobre o que aconteceu à pintura entre 1951 e o momento em que emergiu depois de décadas de incógnitas num mercado nos EUA, mas Fuqua defendeu sempre que a obra lhe deveria ser devolvida por não saber que se tratava de um objecto roubado nem de que se tratava de um Renoir original.
Mas o desfecho da história não lhe foi favorável. A sua pretensão de ser designada a proprietária legítima foi considerada sem provimento – “O museu [de Arte de Baltimore] apresentou uma quantidade extensa de provas documentais de que a pintura foi roubada”, disse a juíza Leonie Brinkema, citada pela imprensa americana. “Todas as provas estão do lado do museu de Baltimore”, disse, antes de firmar que o título de propriedade de um objecto não pode ser transferível se a mudança de mãos resultar de um roubo. A questão era um pouco mais complexa porque a pintura tinha sido emprestada ao museu em 1937 pela sua mecenas Saidie May, que morreu em Maio de 1951 e deixou o Renoir em herança à instituição – mas quando do seu roubo, a pintura estava a ser alvo da transferência legal de propriedade, pois estava ainda listada como um empréstimo, explica a Reuters.
Agora, 63 anos depois de ter ficado sem o seu pequeno grande Renoir – mede 14x 23 cm -, o museu diz em comunicado, citado pelo New York Times, estar ansioso por “celebrar a vinda da pintura para casa com uma instalação especial nas galerias no final de Março”.
Fonte: Público
Pofessora gostou da moldura da pequena pintura que comprou juntamente com bonecos de plástico numa feira da ladra. Descobriu depois que tinha sido roubada do Museu de Arte de Baltimore e que valia cerca de 70 mil euros.

 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Museu do Caramulo entrou no Google Art Project


Uma selecção com 83 obras das mais relevantes da colecção de arte do Museu do Caramulo está disponível, desde o início do ano, no Google Art Project (GAP)

O museu fundado nos anos 1950 pelos irmãos Abel e João de Lacerda nesta localidade termal do centro do país torna-se, assim, a quinta instituição portuguesa a integrar este projecto global lançado em Fevereiro de 2011.

O Museu do Caramulo está agora representado naquele site que faz parte do Google Cultural Institute com 83 obras de arte de seis artistas. Entre estes estão nomes como Pablo Picasso (Natureza-morta, 1947) e Salvador Dali (Cavaleiro romano na Ibéria, 1954), mas também Fernand Léger, Joan Miró e Raoul Dufy, e, do lado dos portugueses, Amadeo de Souza-Cardoso (Menina dos Cravos, 1913) e Vieira da Silva (Cidade em Ruínas, 1955), mas também Salvador Barata Feyo e Eduardo Malta, António Carneiro e Ernesto Canto da Maia.

A mostra do Museu do Caramulo no GAP inclui ainda cinco dezenas de cartazes originais das campanhas de propaganda da 2.ª Guerra Mundial, exibidos na exposição A Arte da Guerra no Museu do Caramulo, em 2011, e depois também no Museu Berardo, em Lisboa.

No comunicado em que anuncia a entrada no GAP, o director do Museu do Caramulo, Tiago Patrício Gouveia, explica que “as plataformas tecnológicas e digitais têm sido uma prioridade” para o museu, já que são “um enorme potenciador das colecções” e permitem ainda disponibilizar “informação adicional sobre as peças expostas e mostrar uma parte do museu e das colecções que nem sempre é visível aos visitantes”. O director justifica ainda a entrada nesta plataforma de exposição global como um meio de ultrapassar “o isolamento geográfico” a que o Museu do Caramulo está sujeito.

O primeiro português a aderir ao GAP foi o Museu Colecção Berardo, que na Primavera de 2012 colocou em linha 23 obras de seis artistas do acervo reunido pelo comendador Joe Berardo. Seguiu-se, no mesmo ano, a Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro, de Águeda (com 50 obras de cinco artistas), e depois os palácios nacionais de Sintra e de Queluz (que, em conjunto, aí disponibilizaram 63 peças das suas colecções).

Anunciadas estão também as entradas do Museu Nacional de Arte Contemporânea/Museu do Chiado (Lisboa) e do Palácio da Pena (Sintra).

O Museu do Caramulo é uma das novas 34 instituições culturais em todo o mundo que no início deste ano aderiram ao GAP, elevando as obras disponíveis no respectivo site para um número superior a 57 mil. Estão aí representadas as colecções de alguns dos maiores museus e galerias de arte de todo o mundo, como a Tate Britain de Londres, o Metropolitan de Nova Iorque, o Palácio de Versalhes, em Paris, o Palácio Grassi, em Veneza, ou o Museu Rainha Sofia, em Madrid.

O GAP permite a visita virtual a dezenas de milhares de obras em alta resolução, de perto de dez mil artistas, e o número dos seus utilizadores já ultrapassou os vinte milhões.

Fonte: Público
É a quinta instituição portuguesa a aderir ao projecto, depois do Museu Colecção Berardo (Lisboa), da Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro (Águeda) e dos palácios de Sintra e de Queluz