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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

05 de Dezembro de 2012: Morre o arquitecto brasileiro Oscar Niemeyer

Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares Filho, nasceu no Rio de Janeiro  a 15 de Dezembro de 1907 foi um dos mais conhecidos e representativos arquitectos brasileiros e do mundo. Formou-se em 1934 em arquitectura pela Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Nesse período, frequenta o escritório de Lúcio Costa. Em 1936, integra a comissão formada para definir os planos da sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, sob a supervisão de Le Corbusier.

Entre 1940 e 1944, projecta, por encomenda do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, o conjunto arquitectónico da Pampulha, que se configura num marco da sua obra. Em 1947, é convidado pela ONU a participar da comissão de arquitectos encarregue de definir os planos da sua futura sede em Nova Iorque. O seu projecto, associado ao de Le Corbusier, é escolhido como base do plano definitivo.

No Rio de Janeiro, em 1955, funda a revista Módulo. Em 1956, inicia, a convite do presidente da República, a colaboração na construção da nova capital, cujo plano urbanístico é confiado a Lúcio Costa. Em 1958, é nomeado arquitecto-chefe da nova capital e transfere-se para Brasília, onde permanece até 1960.

Em 1972, abre um escritório em Paris. Autor de extensa obra no Brasil, realiza também grande número de projectos por todo o mundo, como a sede do Partido Comunista Francês, em Paris, 1967; a Universidade de Constantine, na Argélia, 1968; a sede da Editora Mondadori, em Milão, 1968. Recebe, entre muitas homenagens e distinções, a Ordem de Comendador das Artes e Letras e a Medalha de Ouro da Academia de Arquitectura de Paris, 1982; o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de São Paulo, 1995; e o Prémio Leão de Ouro, na 6ª Bienal Internacional de Arquitectura de Veneza, 1996, além do Prémio Pritzker pelo conjunto da obra.
Oscar Niemeyer faleceu no dia 5 de Dezembro de 2012 aos 104 anos.

Fontes: Wikipedia
            www.arch.daily

Oscar Niemeyer (Anos 50)


Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de  Einstein."
Oscar Niemeyer

sábado, 6 de outubro de 2018

06 de Outubro de 1887:Nasce o arquitecto Le Corbusier

Charles Édouard Jeanneret-Gris, mais conhecido como Le Corbusier, arquitecto e teórico da arquitectura, engenheiro, desenhador e pintor suíço naturalizado francês, nasceu no dia 6 de Outubro de 1887.
É considerado um dos mais notórios expoentes da arquitectura moderna, ao lado de Oscar Niemeyer, Frank Lloyd Wright, Walter Gropius, Alvar Aalto e Ludwig Mies van der Rohe.
Aos 29 anos mudou-se para Paris onde adoptou o pseudónimo Le Corbusier, variação do sobrenome do seu avô materno Lecorbesier. O seu pai se dedicava-se a laquear caixas de relógios e a sua mãe foi pianista e professora de música.

Em 1900, começou a sua aprendizagem como gravador na Escola de Arte da sua cidade natal. Um dos seus professores  orientou-o para a arquitectura. Em 1905 desenhou o seu primeiro edifício, uma casa para um membro da Escola de Arte, que ainda não levava o seu selo característico.
Já em Paris, trabalhou durante 15 meses no estúdio de Auguste Perret, arquicteto pioneiro na técnica de construção em betão armado. Em seguida, viajou para a Alemanha a fim de estudar as tendências arquitectónicas. Ali, trabalhou na oficina de Peter Behrens, onde conheceu Van der Rohe e Gropius. A partir de 1911, foi professor durante dois anos no departamento de arquitectura da Escola de Arte de Paris.
Em 1918 editou a revista L’Esprit Nouveau  com o pintor Amadeo Ozenfant, quando assentaram as bases do Purismo. Em 1922, passou a trabalhar com o seu primo Pierre Jeanneret, com quem manteve sociedade até 1940. Inicialmente, o escritorio só projectava edificios residenciais. Porém, como urbanistas, projectaram conceitualmente uma cidade de 3 milhões de habitantes, a Cidade Contemporânea
Em Outubro de 1929, realizou em Buenos Aires um ciclo de dez conferências. Na viagem visitou também o Rio de Janeiro, Montevideu e Assunção. A única obra de Le Corbusier na Argentina é a Casa Curutchet, uma vivenda famuiliar construída em La Plata entre 1949 e 1953. No Brasil, construiu a sede do Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro e a Embaixada da França em Brasília em colaboração com Lúcio Costa e Oscar Niemeyer.
Le Corbusier foi também um eminente teórico da arquitectura. Escreveu livros nos quais exemplificava as suas ideias mediante projectos próprios. À parte de saber criar bons edifícios era necessário saber explicá-los e transmiti-los aos profissionais e estudantes.Visionário, Le Corbusier via a possibilidade de mudar o mundo por meio da arquitectura. Se bem que nunca se aliou a qualquer grupo político, a sua postura  acercava-se à de um liberal e como tal, todo o seu trabalho tinha objectivos utópicos.
A sua definição de vivenda era “a máquina para viver”. Com isso, dava ênfase não só à componente funcional da habitação mas também que essa funcionalidade deve estar destinada a “viver”, compreendida desde o ponto de vista metafísico. Para ele o objectivo da arquitectura era gerar beleza e esta deveria repercutir-se na forma de vida dos ocupantes da edificação.
Le Corbusier estava deslumbrado pelas então ‘novas máquinas’, em especial automóveis e aviões. Essas máquinas tinham desenhos práticos e funcionais e serviam de modelo para uma arquitectura cuja beleza se baseava na funcionalidade: o racionalismo. O primeiro ensaio de construção em série é formulado no projecto das casas Citrohän e representam o primeiro ensaio importante sobre uma vivenda em série que se pode construir a partir de elementos estandardizados.
A sua arquitectura resulta ser altamente racionalista, depurada, com emprego de materiais sem dissimulá-los, sem adornos, sem elementos supérfluos e com excelente aproveitamento da luz e das perspectivas de conjunto, dando uma sensação de liberdade e facilidade de movimentos.
Hoje em dia, a obra e o pensamento de Le Corbusier seguem vigentes tanto na prática como no ensino e na teoria da arquitectura. Como uma das figuras emblemáticas da arquitectura moderna, a sua evolução tem nele e nas  suas obras uma referência directa.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Le Corbusier 1933.JPG
Notre-Dame-du-Haut 
Image illustrative de l'article Chapelle Notre-Dame-du-Haut
Villa Savoye
Igreja  Saint-PierreFirminy,França

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

04 de Outubro de 1720: Nasce o arquitecto italiano Giovanni Battista Piranesi

Giovanni Battista Piranesi nasceu em Mogliano di Mestre, perto de Veneza, a 4 de Outubro de 1720 e morreu em Roma em Novembro de 1778. Foi arquitecto, arqueólogo, teórico, decorador de interiores, designer de mobiliário, para além de ter inovado a veduta ("vista" detalhada, pintura, desenho, gravura  retratando uma cidade, vila ou outro lugar) até ultrapassar o próprio género, é um dos maiores expoentes da Gravura europeia. A sua abordagem da Antiguidade, em termos estéticos e teóricos, teve uma imediata e duradoura influência no Neo-classicismo em toda a Europa e o seu génio criativo perpassou o século XIX, foi retomado pelo Surrealismo e perdura até à actualidade.
Filho de um construtor, aprendeu arquitectura, engenharia, recebeu formação em cenografia, em perspectiva com o gravador Carlo Zucchi e, ainda em Veneza, frequentou os círculos onde eram debatidas questões teóricas sobre arquitectura e canons clássicos, que lhe despertaram o gosto pela arqueologia e pela controvérsia. Deixou Veneza, onde florescia a produção de vedute em que Canaletto se evidenciava, e chegou a Roma em 1740 na comitiva do Embaixador de Veneza. Aí, foi assistente do gravador Vasi que, juntamente com Panini no campo da pintura, dominava o mercado das vistas de Roma. Na época, a Cidade dos Papas era passagem obrigatória do Grand Tour e, na cidade cosmopolita e efervescente das ideias das Luzes, Piranesi iria contactar artistas, escritores, intelectuais, arquitectos e patronos que afluíam de toda a Europa, nomeadamente de Inglaterra. Produz as suas primeiras vedute de Roma em pequeno formato para Guias de turistas e, em 1743, publica as suas primeiras doze águas-fortes, Prima parte di architettura e prospettive. Iniciar-se-ia, assim, uma carreira operosa de cerca de quarenta anos durante a qual produziu mais de mil pranchas publicadas em dezanove obras pela sua própria casa impressora.
Fontes:
Wikipedia (imagens)

Arquivo: Piranesi-Portrait.jpg
Auto retrato de Piranesi
File:Giovanni Battista Piranesi, The Colosseum.png
O Coliseu - 1757



segunda-feira, 17 de setembro de 2018

17 de Setembro de 1768: Morre Manuel da Maia,o engenheiro da baixa pombalina que salvou o espólio da torre do tombo

A Baixa pombalina é o principal legado do engenheiro militar que ajudou a reconstruir Lisboa após o terramoto de 1755. Foi, porém, pelos arquivos da Torre do Tombo que Manuel da Maia arriscou a vida para salvar o espólio das chamas que destruíram o Castelo de São Jorge
Manuel da Maia está em toda parte. É nome de rua em Loures, no Seixal, em Portimão, nas Caldas da Rainha, em Sesimbra, Évora ou Amadora. Em Lisboa até lhe atribuíram uma avenida, na fronteira entre as freguesias de Arroios e São João de Deus. Levantar a Baixa da capital das ruínas após o terramoto de 1755, projectar o Aqueduto das Águas Livres, participar na construção do Convento de Mafra ou na reconstrução do Hospital das Caldas da Rainha são motivos mais que suficientes para qualquer município reivindicar o seu nome na toponímia da cidade.
Manuel da Maia, engenheiro militar, deixou um vasto legado para a história da arquitectura portuguesa mas pouco se sabe sobre a sua vida além da obra feita. Nem sequer se conhece o dia em que nasceu, o local de nascimento ou os nomes dos pais. E muito menos é lembrado pelo seu feito mais heróico. Se hoje os arquivos da Torre do Tombo estão intactos muito se deve ao seu guarda-mor. Pouco depois das nove da manhã de 1 de Novembro de 1755, Lisboa sucumbiu ao terramoto e ao maremoto. Enquanto a população fugia apavorada das explosões e dos múltiplos incêndios, Manuel da Maia, deixou a sua casa a arder e correu até ao topo do Castelo de São Jorge, onde estavam as instalações do Arquivo Real.
Tinha 75 anos, mas esqueceu-se das dores da idade e enfrentou as chamas para retirar os documentos. A coragem serviu de exemplo a empregados e populares, que, sob o seu comando, acabaram por resgatar todo o recheio, um património acumulado de 1161 a 1696 na torre do castelo. Os quase 90 mil documentos originais, reunidos em 526 calhamaços, ficaram armazenados num barracão improvisado próximo do castelo.
A solução provisória corria o risco de se tornar definitiva à boa moda portuguesa. Foi a teimosia do engenheiro militar que acabou por ditar mais uma vez os destinos do arquivo. Deu cabo da paciência ao Marquês de Pombal com sucessivas cartas, advertindo para os perigos a que o seu tesouro estava exposto. E foi portanto pela sua insistência que o espólio passou poucos anos depois para o Convento de São Bento.
Recuperado o Real Arquivo, o engenheiro lança-se à obra que o imortalizou. Foi nomeado engenheiro-mor do Reino e encarregado pelo Marquês de Pombal, ministro do rei D. José, de coordenar a reconstrução da Baixa pombalina. Para levar por diante a missão escolheu dois oficiais engenheiros da sua confiança - Eugénio dos Santos e Carlos Mardel. Tirando partido das experiências em digressões pela Europa, Manuel da Maia inspirou-se nas linhas do Convent Garden londrino para projectar o Terreiro do Paço e seguiu os modelos italianos para desenhar as habitações da Baixa com traço que ficou conhecido como pombalino.
A reconstrução da Baixa foi o maior legado de Manuel da Maia, mas o seu orgulho foram os arquivos reais e foi aos livros e papéis que regressou assim que pôde. Fez o levantamento das plantas de Lisboa oriental e ocidental, escreveu obras científicas e literárias, traduziu documentos históricos em latim, francês ou inglês. Aos 88 anos, doente e cansado, pediu para deixar da Torre do Tombo. Cinco dias depois morreu. Foi substituído como guarda-mor do arquivo, mas o cargo de engenheiro-mor do reino não voltou a ser ocupado.
Fontes: ionline
wikipedia (imagens)

Ficheiro:Manuel da Maia.png


Baixa Pombalina, Rua Augusta

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

27 de Agosto de 1965: Morre o arquitecto Le Corbusier

Charles Édouard Jeanneret-Gris, mais conhecido como Le Corbusier, arquitecto e teórico da arquitectura, engenheiro, desenhador e pintor suíço naturalizado francês, nasceu no dia 6 de Outubro de 1887.
É considerado um dos mais notórios expoentes da arquitectura moderna, ao lado de Oscar Niemeyer, Frank Lloyd Wright, Walter Gropius, Alvar Aalto e Ludwig Mies van der Rohe.
Aos 29 anos mudou-se para Paris onde adoptou o pseudónimo Le Corbusier, variação do sobrenome do seu avô materno Lecorbesier. O seu pai se dedicava-se a laquear caixas de relógios e a sua mãe foi pianista e professora de música.

Em 1900, começou a sua aprendizagem como gravador na Escola de Arte da sua cidade natal. Um dos seus professores  orientou-o para a arquitectura. Em 1905 desenhou o seu primeiro edifício, uma casa para um membro da Escola de Arte, que ainda não levava o seu selo característico.
Já em Paris, trabalhou durante 15 meses no estúdio de Auguste Perret, arquicteto pioneiro na técnica de construção em betão armado. Em seguida, viajou para a Alemanha a fim de estudar as tendências arquitectónicas. Ali, trabalhou na oficina de Peter Behrens, onde conheceu Van der Rohe e Gropius. A partir de 1911, foi professor durante dois anos no departamento de arquitectura da Escola de Arte de Paris.
Em 1918 editou a revista L’Esprit Nouveau  com o pintor Amadeo Ozenfant, quando assentaram as bases do Purismo. Em 1922, passou a trabalhar com o seu primo Pierre Jeanneret, com quem manteve sociedade até 1940. Inicialmente, o escritorio só projectava edificios residenciais. Porém, como urbanistas, projectaram conceitualmente uma cidade de 3 milhões de habitantes, a Cidade Contemporânea
Em Outubro de 1929, realizou em Buenos Aires um ciclo de dez conferências. Na viagem visitou também o Rio de Janeiro, Montevideu e Assunção. A única obra de Le Corbusier na Argentina é a Casa Curutchet, uma vivenda famuiliar construída em La Plata entre 1949 e 1953. No Brasil, construiu a sede do Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro e a Embaixada da França em Brasília em colaboração com Lúcio Costa e Oscar Niemeyer.
Le Corbusier foi também um eminente teórico da arquitectura. Escreveu livros nos quais exemplificava as suas ideias mediante projectos próprios. À parte de saber criar bons edifícios era necessário saber explicá-los e transmiti-los aos profissionais e estudantes.Visionário, Le Corbusier via a possibilidade de mudar o mundo por meio da arquitectura. Se bem que nunca se aliou a qualquer grupo político, a sua postura  acercava-se à de um liberal e como tal, todo o seu trabalho tinha objectivos utópicos.
A sua definição de vivenda era “a máquina para viver”. Com isso, dava ênfase não só à componente funcional da habitação mas também que essa funcionalidade deve estar destinada a “viver”, compreendida desde o ponto de vista metafísico. Para ele o objectivo da arquitectura era gerar beleza e esta deveria repercutir-se na forma de vida dos ocupantes da edificação.
Le Corbusier estava deslumbrado pelas então ‘novas máquinas’, em especial automóveis e aviões. Essas máquinas tinham desenhos práticos e funcionais e serviam de modelo para uma arquitectura cuja beleza se baseava na funcionalidade: o racionalismo. O primeiro ensaio de construção em série é formulado no projecto das casas Citrohän e representam o primeiro ensaio importante sobre uma vivenda em série que se pode construir a partir de elementos estandardizados.
A sua arquitectura resulta ser altamente racionalista, depurada, com emprego de materiais sem dissimulá-los, sem adornos, sem elementos supérfluos e com excelente aproveitamento da luz e das perspectivas de conjunto, dando uma sensação de liberdade e facilidade de movimentos.
Hoje em dia, a obra e o pensamento de Le Corbusier seguem vigentes tanto na prática como no ensino e na teoria da arquitectura. Como uma das figuras emblemáticas da arquitectura moderna, a sua evolução tem nele e nas  suas obras uma referência directa.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Le Corbusier 1933.JPG
Notre-Dame-du-Haut 
Image illustrative de l'article Chapelle Notre-Dame-du-Haut
Villa Savoye

Igreja  Saint-PierreFirminy,França

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

17 de Agosto de 1969: Morre o arquitecto alemão Ludwig Mies van der Rohe, impulsionador da Bauhaus.

Arquitecto alemão, Ludwig Mies van der Rohe nasceu a 27 de Março de 1886, em Aachen, na Alemanha, e faleceu a 17 de Agosto de1969. Estudou durante dois anos na escola de comércio, trabalhando posteriormente como desenhador de estuques. Desloca-se mais tarde para Berlim, onde trabalhou com o arquitecto Bruno Paul e, a partir de 1908, com o arquitecto Peter Behrens, em cujo atelier conheceu Gropius e Le Corbusier. Em 1911 deixa o estúdio de Behrens, desenvolvendo individualmente alguns projectos, como o da Embaixada Alemã em Petersburgo ou o do arranha-céus na San Friedrichstrasse, em Berlim.Esteve ligado ao movimento expressionista alemão "Novembergruppe" desde 1922, período em que realiza o Monumento a Karl Liebknecht y Rosa Luxemburgo.
Em 1926 torna-se vice presidente do Werkbund e, no ano seguinte, organiza a exposição do Weissenhof, em Estugarda, actividade que foi determinante para o convite formulado para o desenho do pavilhão Alemão na Exposição Internacional de Barcelona de 1929. Neste edifício condensa a sua pesquisa sobre a planta livre, valorizando as qualidades de continuidade e fluidez espacial, obtidas pela articulação de planos associados a uma materialidade acentuada pela oposição entre os valores de encerramento e de transparência.
A casa Tugendhat, construída em 1930 em Brno, na Checoslováquia, representa a concretização dos conceitos arquitectónicos contidos no pavilhão de Barcelona num programa de habitação uni familiar.
Em 1930, num momento em que acumula grande prestígio profissional, assume o cargo de director da escola Bauhaus. Vê, no entanto, a seu trabalho altamente condicionado pelas pressões provocadas pela situação política da Alemanha que tornam difícil a sobrevivência da escola. A mudança das instalações para Berlim, em 1932, não evitou o seu encerramento definitivo um ano depois.Perante a instabilidade política da Alemanha, Mies emigra para os Estados Unidos, iniciando um novo ciclo criativo. Um dos primeiros projectos realizados neste país foi o Campus do Ilinois Institute of Technologie, iniciado em 1939 e concluído em meados da década de 50 com a construção do Crown Hall. Todo o conjunto representa o culminar da monumentalidade técnica e construtiva da linguagem arquitectónica de Mies. A casa Farnsworth, construída no Ilinóis no final da década de 40 constitui um dos projectos residenciais mais radicais deste arquitecto. A casa apresenta um volume puro, definido por dois planos horizontais (cobertura e pavimento) flutuantes, sustentados por pilares metálicos que deixam livres as fachadas envidraçadas, e um espaço interior fluído, estruturado por um núcleo central de zonas de serviço.
Dos últimos projectos que realiza destacam-se a série de arranha-céus que projecta para Chicago, o edifício Seagram em Nova Iorque bem como a Neue Nationalgalerie em Berlim.
Mies van der Rohe. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.
wikipedia (Imagens)

Ludwig Mies van der Rohe 
Arquivo: Ludwig Mies van der Rohe.jpg

Farnsworth House


Arquivo: FarnsworthHouse-Mies-1.jpg

Ficheiro:The Mies van der Rohe's Pavilion.jpg
Pavilhão alemão na Feira Universal de Barcelona (1929) reconstruído










quinta-feira, 5 de julho de 2018

05 de Julho de 1969: Morre o arquitecto alemão Walter Gropius

Arquitecto alemão nascido a 18 de Maio de 1883, em Berlim. Estudou arquitectura em Munique e Berlim. Antes da Primeira Guerra Mundial fez alguns projectos de edifícios e, a convite de entidades oficiais da cidade de Weimar, abriu a escola Bauhaus em 1919. Através desta escola veiculou as suas ideias sobre design. A teoria mais significativa era a de que qualquer projecto de design deveria ser estudado tendo em vista a funcionalidade do objecto (que tanto poderia ser um edifício como uma peça de roupa), as suas necessidades, e levando em consideração todas as técnicas modernas e todos os materiais de construção. Para obter esse resultado, o primeiro passo seria o de colocar de lado todas as formas pré-estabelecidas e estilos existentes. Convidou os melhores artistas e arquitectos da época para integrarem o corpo docente da escola. Entre eles encontravam-se Paul Klee, Lyonel Feininger, Wassily Kandinsky, László Moholy-Nagy, Marcel Breuer e Josef Albers. Gropius deixou a escola em 1928. Exilou-se em Inglaterra e depois nos Estados Unidos aquando da ascensão do regime nazi, que dissolvera a Bauhaus em 1933. Tornou-se professor da Universidade de Harvard, introduzindo o espírito Bauhaus no ensino da arquitectura, o que veio a marcar as novas gerações de arquitectos e designers americanos. A par do ensino, envolveu-se em projectos de parceria com Marcel Breuer e formou uma associação de arquitectos em 1946, continuando a trabalhar activamente até 1969, o ano da sua morte.
Walter Gropius. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.
Wikipedia
Ficheiro:WalterGropius-1919.jpg
Walter Gropius em 1920

Ficheiro:Fagus-Werke-03.jpg

Fábrica Fagus  em Alfeld (Alemanha) -   projectada pelo arquitecto Eduard Werner, com fachadas desenhadas por Walter Gropius e Adolf Meyer

Ficheiro:Bauhaus.JPG
O prédio da Bauhaus em Dessau projectado por Walter Gropius




segunda-feira, 25 de junho de 2018

25 de Junho de 1852: Nasce o arquitecto catalão Antoni Gaudí

Arquitecto, urbanista, escultor e pintor espanhol, nascido a 25 de Junho de 1852, em Reus, e falecido a 10 de Junho de 1926, em Barcelona. Filho de um caldeireiro, Antoni Gaudí y Cornet estudou e trabalhou em Barcelona onde se encontra toda a sua obra de arquitecto e urbanista. As suas realizações insólitas revelam uma personalidade fora do comum, provocando a admiração de muitos e gerando continuadas controvérsias. Recusou os princípios académicos da arquitectura neoclássica, usou livremente as formas e as técnicas da arte bizantina, muçulmana, mudéjar e gótica, criando um estilo eclético e eminentemente pessoal. 
O estilo de Gaudí atravessou diversas fases. Quando saiu da escola provincial de arquitectura de Barcelona, em 1878, começou a projectar de acordo com um estilo Vitoriano bastante florido, que já era evidente nos seus projectos escolares, mas desenvolveu rapidamente uma maneira de compor por meio de justaposições de massas geométricas, até aí nunca usadas, cujas superfícies eram animadas com pedra ou tijolo modelado, painéis cerâmicos de cores vivas, e estruturas de metal utilizando motivos florais ou repteis. O efeito geral, embora os detalhes não o sejam, é Mourisco - ou Mudéjar, como a mistura especial da arte muçulmana com a cristã é conhecida em Espanha. Os exemplos de seu estilo Mudéjar são a Casa Vicens, de 1878-80, e El Capricho construída entre 1883 e 1885, assim como a Propriedade e o Palácio de Güell, de finais dos anos 80 do século XIX. Todas as obras, excepto o El Capricho estão localizadas em Barcelona. Mais tarde, Gaudí experimentou as possibilidades dinâmicas de vários estilos arquitectónicos: o gótico no Palácio Episcopal de Astorga, obra realizada entre 1887 e 1893, e na Casa de los Botines em Leão, construída entre 1892 e 1894; o barroco na Casa Calvet em Barcelona (1898-1904). Mas após 1902 os seus projectos deixam de poder ser atribuídos a um estilo arquitectónico convencional. 
Desde cedo manifestou um interesse particular pelas formas procedentes da Natureza - geologia, botânica, zoologia e anatomia - e pelos recursos e soluções próprios dos ofícios artesanais. No Parque Guell, construído entre 1900 e 1914, afirmam-se as suas preocupações urbanísticas audaciosas, uma concepção nova do espaço e uma imaginação delirante na decoração dos bancos dos abrigos, feita de mosaicos informais: "colagens" de cacos provenientes dos mais variados objetos. 
Arquitecto admirado, mesmo que considerado um pouco excêntrico, Gaudí foi um participante importante na Renaixensa catalã, um movimento artístico revivalista das artes e dos ofícios que se combinou com um movimento político de feições nacionalistas que se baseava num fervoroso  anti-castelhanismo. Ambos os movimentos procuraram restabelecer um tipo de vida na Catalunha que tinha sido suprimido pelo governo centralista de Madrid, ao longo do século XVIII e XIX. O símbolo religioso da Renaixensa em Barcelona era a igreja da Sagrada Família, um projecto que ocupou Gaudí durante toda a sua carreira. 
Contratado para construir a igreja desde 1883, não viveu para a ver terminada. Ao trabalhar nela tornou-se cada vez mais religioso, e após 1910 passou a trabalhar quase exclusivamente na construção da Igreja, tendo mesmo passado a residir nos estaleiros. Aos 75 anos, foi atropelado por um trolley-car, tendo morrido dos ferimentos. 
Ignorado durante os anos 20 e 30 do século XX, quando o estilo internacional era o estilo arquitectónico  dominante, foi redescoberto nos anos 60, sendo reverenciado tanto por profissionais como pelo público em geral, devido à sua imaginação transbordante. A avaliação do trabalho arquitectónico de Gaudí é notável pela sua escala de formas, texturas, e policromia, e pela maneira livre e expressiva como estes elementos da sua arte se conjugam. A geometria complexa de um edifício de Gaudí coincide com a sua estrutura arquitectónica em que o todo, incluindo a sua fachada, dá à aparência de ser um objecto natural conformando-se completamente com as leis da natureza. Tal sentido da unidade total informou também a vida de Gaudí, já que a sua vida pessoal e  profissional  eram indistinguíveis.
Fontes: Antoni Gaudí. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. 
www.arqnet.pt
wikipedia (Imagens)


Ficheiro:Antoni Gaudi 1878.jpg
Antoni Placid Gaudí i Cornet, em foto de 15 de Março de 1878, Barcelona, Espanha, por Pau Audouard

Gaudí mostra as obras da Sagrada Familia ao núncio do  VaticanoFrancesco Ragonesi (1915)
Arquivo: Sagrada Familia (maqueta) jpg.
Maquete da Sagrada Família
Arquivo: Casa mila ag1.jpg
Casa Milà

Arquivo: Vicens03.jpg
Casa Vicens