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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Quadro de Paula Rego bate recorde em Londres

Um quadro de Paula Rego no qual a pintora alude à morte do marido, em 1988, foi arrematado nesta quarta-feira num leilão em Londres por 1,6 milhões de euros, um novo recorde da artista portuguesa.
The Cadet and his Sister [O cadete e a irmã], um acrílico sobre papel em tela, de 1988, aborda o tema da despedida, mostrando um cadete vestido com o uniforme do Colégio Militar, de partida para o combate, que se despede da irmã enquanto ela se ajoelha e ata os sapatos.
A composição remete para um importante acontecimento na vida pessoal da pintora portuguesa, porque, nesse mesmo ano, faleceu o seu marido, o também artista Victor Willing, de esclerose múltipla.
Esse ano foi igualmente importante na carreira de Paula Rego, pois passou a ser representada pela galeria Marlborough Fine Art, em Londres, e distinguida com uma grande retrospectiva do seu trabalho pela Serpentine Gallery, na capital britânica.
Propriedade de um coleccionador privado americano, The Cadet and his Sister tinha uma estimativa inicial de entre 846 mil euros e 1,1 milhões de euros, mas acabou por ser arrematado por 1.614.795 euros, um novo recorde da artista, adiantou à agência Lusa fonte da Sotheby's, organizadora do leilão.
Uma outra obra de Paula Rego, Looking Out (1997), um pastel sobre papel em suporte de alumínio, com estimativa entre 707 mil euros e 989 mil euros, foi arrematado por uma licitação final de 1.360.941 euros.
Looking Out, criada por Paula Rego em 1997, faz parte de uma série de trabalhos da pintora inspirados no livro O Crime do Padre Amaro, de Eça de Queirós, que conta a história de um jovem padre que mantém uma relação amorosa clandestina com uma empregada, Amélia.
Esta tela — emblemática de toda a obra de Paula Rego, em que denuncia a condição feminina — retrata Amélia, sozinha, debruçada na janela de uma casa, dando uma imagem de frustração e aprisionamento, enquanto espera o dia do parto.

Warhol também recordista
As obras faziam parte do Leilão de Arte Contemporânea da Sotheby's, que decorre entre hoje e amanhã e que tem em leilão obras de Francis Bacon, Lucien Freud e David Hockney.

One Dollar Bill (Silver Certificate), pintado por Andy Warhol em 1962, foi arrematado por 29,4 milhões de euros, o valor de venda mais alto de sempre de uma obra contemporânea num leilão em Londres.
A obra, uma reprodução de uma nota de dólar norte-americano, destaca-se por ser a única pintada à mão pelo artista conhecido pelos seus trabalhos de Pop Art e tinha uma estimativa de entre 18,4 milhões e 25,4 milhões de euros.
Outro recorde para um trabalho em papel foi estabelecido por Head of Gerda Bohm (1961), um retrato que o britânico Frank Auerbach pintou da prima Gerda, e que disparou de uma estimativa de entre 353 mil e 495 mil euros para um preço final de 3,1 milhões de euros.
O valor total obtido no primeiro dia de leilão foi, segundo a Sotheby's, de 130,4 milhões de libras (183,9 milhões de euros).
Fonte: Público


quinta-feira, 28 de maio de 2015

Palmas para Pomar e para o comprador incógnito de O Almoço do Trolha por 350 mil euros

A primeira noite do leilão Antiguidades e Arte Moderna e Contemporânea da Palácio do Correio Velho pertenceria sempre a Júlio Pomar e ao seu histórico O Almoço do Trolha, que se tornou a primeira pintura de um artista vivo a ser classificada em Portugal. E assim foi. A base de licitação era de 300 mil euros e foi vendido esta quarta-feira à noite por 350 mil euros depois de ter sido disputado por dois licitadores – o seu comprador, cuja aquisição foi saudada com palmas, não quis ser identificado.
Apesar de o Estado ter aberto o processo de classificação, este não era obrigado a adquiri-la mas podia licitar com outros interessados e, no fim da venda do lote, podia exercer o seu direito de preferência e comprá-lo pelo valor final. Presente na sala, o subdirector-geral do Património, Samuel Rego, não interveio na venda e não quis fazer comentários ao PÚBLICO até que saiba mais sobre o comprador da pintura. Sara Antónia Matos, directora da Casa Museu Júlio Pomar, disse desconhecer ainda qual será a actuação do Estado, mas admitiu que ver O Almoço do Trolha numa colecção estatal “seria muito bom” nomeadamente para fins de empréstimo. Os especialistas ouvidos pelo PÚBLICO na semana passada eram unânimes na defesa de que o lugar para O Almoço do Trolha é o Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado.
Os 350 mil euros atingidos quando caiu o martelo (aos quais acrescem a comissão de venda) são um recorde para o próprio artista, cuja obra mais valiosa em leilão tinha atingido os 180 mil euros - “duplica o valor máximo de Pomar e com uma obra muito importante na sua vida e na história do país”, contextualizou ao PÚBLICO Luís Urbano Afonso, investigador responsável pelo mestrado de Gestão de Mercados de Arte do ISCTE. Ainda assim, Afonso admite que tinha “esperança de que pudesse ter suscitado mais interesse – esta obra tem um valor histórico e cultural maior do que este, económico”.
No leilão, que começou com a informação sobre o processo de classificação de O Almoço do Trolha e com a manifestação do “grande orgulho” da Correio Velho em levar à praça a obra seminal do neo-realismo português, foram ainda vendidos Mulher com Lenço (1950) por 4800 euros, um óleo de Pomar bem acima da estimativa de venda entre os 1500 e os 3000 euros, ou Alto dos Sete Moinhos (1952) de João Hogan, que atingiu mesmo os 24 mil euros (a estimativa máxima de venda estava nos 16 mil euros).
Os primeiros 229 lotes desta concorrida venda foram à praça na noite de quarta-feira (esta quinta-feira seguem-se os restantes do leilão de 566 lotes) já se sabendo que existiam vários interessados na pintura emblemática do neo-realismo de Pomar português – fonte da leiloeira falou mesmo à agência Lusa de um coleccionador particular que visava adquiri-la para a expor num futuro museu que pretendia criar. A sua classificação implica restrições à circulação da obra, que tem de permanecer em Portugal salvo desclassificação perante a vontade de venda para o estrangeiro, como obriga a Lei de Bases do Património Cultural.
O Almoço do Trolha (1947-50) foi pintado antes e depois de o artista ter sido preso pela PIDE - “Júlio Pomar ficou nessa história como um herói de resistência, e o seu quadro como o símbolo dela”, escreveu José-Augusto França em 100 Quadros Portugueses no Século XX (Quetzal, 2000). Tem 1,50 por 1,20 metros e pertencia à colecção de Maria José Salvador e Manuel Tôrres - um dos sócios fundadores da Gravura –Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses e amigos de Pomar. Grande parte da sua colecção informou este leilão.
Descrita ao PÚBLICO na semana passada pelo director-geral do Património, Nuno Vassallo e Silva, como “uma peça importantíssima”, era já em 1976 um dos “tópicos da pintura portuguesa contemporânea” para o crítico Ernesto de Sousa (como escreveu na Seara Nova) e Rui Mário Gonçalves categorizava-a em Pintura e Escultura em Portugal como “um dos marcos mais importantes da pintura neo-realista” – estes últimos citados no catálogo do leilão.
Na noite de quarta-feira foram também à praça outras 23 obras do autor, bem como peças de Artur Bual, José Cargaleiro, Columbano, Julião Sarmento, Nadir Afonso, Escada, João Hogan ou Paula Rêgo, além de peças dos designers Daciano Costa ou José Espinho, porcelanas da Companhia das Índias, jóias e peças de artes decorativas. 
Fonte: Público
 
 

 
 

 

terça-feira, 12 de maio de 2015

Um Picasso é a obra de arte mais cara do mundo vendida em leilão

Já era apresentado como o leilão do século e os números não desiludiram – há um novo recorde mundial, que põe Pablo Picasso no cimo de um pódio de luxo completado por Francis Bacon e Edvard Munch. Les Femmes d'Alger (version O), de 1955, tornou-se a pintura mais cara de sempre vendida em leilão, recorde batido pela Christie’s de Nova Iorque na segunda-feira à noite - 159,3 milhões de euros. L'homme au doigt , de Alberto Giacometti, tornou-se também a mais valiosa escultura alguma vez leiloada e a terceira obra de arte mais cara de sempre no mercado leiloeiro.


As expectativas criadas em torno do leilão que levou à praça 35 lotes “dignos dos melhores museus”, como escrevia segunda-feira a agência de notícias AFP, foram assim cumpridas. Looking Forward to the Past, organizado por Loic Gouzer, juntou Picasso e Warhol, Basquiat e Monet, Rothko e Magritte. Estimava-se que as peças, da escultura à pintura e criadas entre 1902 e 2011, pudessem, se vendidas na totalidade, atingir a marca global de 885,7 milhões de euros – uma quantia nunca vista numa só venda segundo a Artprice, a empresa de referência no que toca à informação e estatística sobre o mercado das artes. O balanço final: 626 milhões de euros no total do leilão, ficando apenas um lote por vender.

O ambiente na sala da Christie’s de Nova Iorque, em Manhattan, condizia com o grau de expectativa e com a importância do momento. Houve gritos, houve quem arquejasse e a agitação tomou conta da sala quando o Picasso que representa um harém foi arrematado em apenas 11 minutos por um valor nunca atingido por uma pintura em leilão. Cinco clientes digladiaram-se por Les Femmes d'Alger (version O) assim que ela atingiu os 106 milhões de euros (a base de licitação era de 89 milhões). Estavam a licitar por telefone, relata o diário americano  New York Times, “por vezes em licitações agonizantemente lentas de um milhão de cada vez”.
Ainda assim, a estimativa da leiloeira (124 milhões de euros) foi batida e um comprador cujo nome não é conhecido, mas que era representado na sessão por Brett Gorvy, o director internacional da Christie’s para a arte contemporânea, ficou finalmente com a preciosa pintura de 1,14X1,46 metros. Uma das últimas obras de Picasso na posse de coleccionadores privados, diz a leiloeira, e que fora pela última vez à praça em 1997, altura em que a pintura dos coleccionadores Victor e Sally Ganz foi vendida por uns bem mais modestos 28,4 milhões de euros. “É um preço para algo único. Não se pode substituir uma pintura como esta”, comentou o negociante de arte Thomas Bompard ao diário americano. 
Parte de uma série de 15 obras (identificadas pelas letras de A a O pelo então septuagenário Picasso e executadas em 1954 e 55) cubistas de cores vibrantes, “é uma pintura absolutamente blockbuster – é uma das pinturas mais excitantes que vimos no mercado nos últimos dez anos”, disse à BBC o fundador e presidente da consultora e investidora de arte Fine Art Fund Group, Philip Hoffman. Para trás fica a marca atingida por Bacon com o seu tríptico Três Estudos de Lucian Freud, que por seu turno batera a quarta versão de O Grito, de Edvard Munch. Três Estudos de Lucian Freud é agora a segunda obra de arte mais valiosa em venda em leilão, seguida pela escultura de Giacometti e depois pelo emblemático Munch. O top 5 é rematado por Nu au plateau de sculpteur, de Pablo Picasso.
A Christie’s bateu o seu próprio recorde: foi a mesma leiloeira que, em Novembro de 2013, vendeu o tríptico de Bacon que representava o seu amigo e pintor Lucien Freud por 106 milhões de euros (o Munch tinha sido vendido em 2012 por 89 milhões de euros). E vendeu ainda muito mais obras neste grande leilão que abarcava impressionismo, arte moderna ou contemporânea, como L'homme au doigt (1947-51) do suíço Alberto Giacometti, uma delicada escultura em bronze de 1,77m da qual só existem seis no mundo, que foi comprada por 112 milhões de euros, falhando por pouco a estimativa de preço máximo da leiloeira e sendo disputada apenas por dois licitadores, escreve o New York Times.
O peso dos museus
Picasso e Giacometti estavam já no topo de todas as listas relacionadas com esta venda. Além de terem importantes obras representadas no leilão, eram os primeiros autores de trabalhos com estimativas de venda acima dos 106 milhões de euros a ir à praça em simultâneo. E do pintor espanhol houve ainda Buste de Femme (Femme à la Résille) (1938), que superou as expectativas e se vendeu por 59,8 milhões.
Além das superestrelas, outras ascenderam a novos valores: Le Couple (L’Accolade) (1924) de Max Ernst rendeu 8 milhões de euros, Bluewald (1989) de Cady Noland bateu um recorde para a artista atingindo os 8,6 milhões, Nº 36 (Black Stripe) de Mark Rothko saiu por 35,5 milhões.
Alguns dos compradores foram representados por responsáveis da leiloeira, conhecida pela sua capacidade de atrair – e oferecer garantias – peças de grande valor e licitadores abastados em várias partes do mundo, nomeadamente na Ásia, onde despontam novos coleccionadores. Particulares ou instituições, visto que, como disse à AFP Thierry Ehrmann, presidente da Artprice, atraem “muitos clientes [de] museus” e dados os preços em causa, os coleccionadores privados “não podem competir”. Este ano, estima Ehrmann, abrirão 720 novos museus de peso internacional.
E depois há os investidores, aqueles que adquirem obras de arte sobretudo como uma forma de jogo no mercado financeiro. “Não vejo que [a tendência] acabe em breve, a não ser que as taxas de juro caiam abruptamente, o que não vejo que aconteça no futuro próximo”, disse à BBC o negociante de arte nova-iorquino Richard Feigen. Em 2014, o mercado leiloeiro no sector das artes bateu o seu próprio recorde, terminando o ano com receitas de 13,4 mil milhões de euros.
Uma resposta ou tributo ao romântico Eugène Delacroix, autor de Women of Algiers (1834) e pintor que fascinava Picasso, mas também relacionada com a morte do seu amigo Henri Matisse, encantado pelo Oriente, Les Femmes d'Alger (version O) fica na história do mercado da arte. Pelo menos até ver o seu recorde batido.
Fonte: Público
 
 

 
Les Femmes d'Alger (version O)

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Famoso piano do filme "Casablanca" arrematado em leilão em Nova Iorque por 2,3 milhões de euros

O piano em que Sam toca "As Time Goes By", no filme - figurou entre as centenas de itens da idade de ouro de Hollywood leiloados.
O famoso piano de Sam (Dooley Wilson) em "Casablanca" foi arrematado, esta segunda-feira, por 2,9 milhões de dólares (2,3 milhões de euros) num leilão da casa Bonhams em Nova Iorque.
O piano -- em que Sam toca "As Time Goes By" -- figurou entre as centenas de itens da idade de ouro de Hollywood leiloados.
O preço de licitação base era de 1,6 milhões de dólares (1,5 milhões de euros), mas o valor das ofertas pelo piano, que pertencia a um dentista de Los Angeles desde os anos 1980, escalou em três minutos para 2,9 milhões de dólares, atingindo 3,4 milhões com impostos.
"Casablanca" (1942) é considerada a segunda película mais importante da história a seguir a "Citizen Kane" (1941), de Orson Welles.
Fonte: DN
Ingrid Bergman numa cena do filme Casablanca






quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Atlas de Benincasa do século XV ficou por vender em leilão da Christie’s

O raro atlas de Gazioso Benincasa (1400-1482) com ligação aos Descobrimentos portugueses foi leiloado nesta quarta-feira na Christie’s de Londres mas não houve nenhum comprador interessado. A base de licitação do atlas era de 1,8 milhões de euros.
É um dos 58 atlas que existem no mundo datados do século XV, um dos três em mãos privadas. Uma peça “extremamente rara”, como havia dito ao PÚBLICO Julian Wilson, especialista do departamento de Livros e Manuscritos da Christie’s. É um dos poucos atlas da época em que vemos os Descobrimentos portugueses em África e ficou por vender no leilão que aconteceu nesta quarta-feira à tarde em Londres.
Desenhado à mão pelo italiano Gazioso Benincasa, um dos mais notáveis cartógrafos do século XV, há vários detalhes que fazem deste atlas da Europa e de África, de 1468, uma peça histórica e um dos escassos relatos da exploração portuguesa que chegaram até hoje, além de conter o mapa individual mais antigo da Irlanda, dando-lhe um destaque que até então não tinha
Apesar de Julian Wilson ter revelado que já havia compradores interessados, a verdade é que a peça não encontrou licitadores. As estimativas da leiloeira situavam-se entre os 1,8 e os 3,1 milhões de euros. "Houve um interesse e uma admiração generalizados desde o anúncio à pré-venda pública, que teve muitos visitantes na Christie's de Londres, assim como também foi muito procurado online. No entanto, o atlas não teve um comprador no leilão", disse ao PÚBLICO Katie Carder, da assessoria de imprensa da leiloeira.
Mas não foi o atlas de Benincasa a única obra que não teve comprador. A Christie’s levou ao leilão de Livros e Manuscritos 87 peças, das quais apenas 47 acabaram vendidas. Um livro antigo que reúne textos seculares, incluindoHistoria Regum Britanniae and Prophetiae Merlini, de Geoffrey of Monmouth, e Topographia Hibernica and Expugnatio Hibernica, de Gerald of Wales, foi a peça mais cara do leilão: acabou arrematado por 258 mil euros, superando a estimativa mais alta que apontava para os 2250 mil euros.
No total o leilão rendeu cerca de dois milhões de euros.
Fonte: Público


 
Base de licitação do atlas era de 1,8 milhões de euros

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Este chapéu vale quase 2 milhões de euros

Um chapéu do imperador francês Napoleão foi ontem comprado por 1.884.000 euros, por um colcecionador sul-coreano, num leilão de objectos do líder miliar que decorreu nas proximidades de Paris, segundo a Agência France Presse.
O chapéu vendido é um dos 19 bicórnios existentes que o imperador usou e que fazia parte da colecção do palácio do príncipe do Mónaco.
O nome do comprador não foi revelado pelo organizador de leilões.
O bicórnio era a principal atração da colecção de mil objectos, reunidos por Luís II do Mónaco (1970-1949), bisavô do príncipe Alberto, preservado num museu em memória de Napoleão.
Até agora, o valor do chapéu estava estimando entre 300 a 400 mil euros.
Em 15 anos no poder, Napoleão usou cerca de 120 chapéus, quase todos feitos pela casa Poupard, em Paris, segundo o leiloeiro Jean Claude Dey.
Em venda estiveram ainda luvas, talheres, uma espada e ordens de cavalaria, objectos recolhidos pelas tropas prussianas em Waterloo (município belga, na atualidade), onde decorreu a batalha que ditou o afastamento do derrotado Napoleão do poder.
Fonte: DN
 
Este chapéu vale quase 2 milhões de euros

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Quadro de Manet atinge novo recorde de 52 milhões de Euros

Retrato de perfil da atriz Jeanne Demarsy do pintor francês atingiu valor que quase duplicou o anterior preço pago por uma obra de Manet
A Primavera, obra-prima de 1881 do pintor francês Edouard Manet (1832-1883), foi vendido por 65,13 milhões de dólares (cerca de 52 milhões de euros), na quarta-feira num leilão da Christie's em Nova Iorque. O valor representa um novo recorde de preço para uma obra do artista e a licitação foi feita por um comprador que estava na primeira fila e conseguiu superar as ofertas feitas por telefone.
A pintura, um retrato de perfil da atriz Jeanne Demarsy (1865-1937) passeando com um guarda-sol para se proteger do calor, pertencia à mesma família por mais de um século e nas últimas duas décadas foi exibida, como empréstimo, pela Galeria Nacional de Arte de Washington.
A obra é uma das duas figuras de um projeto que o pintor impressionista não conseguiu concluir, que contemplava elaborar quatro retratos de belas mulheres representando cada estação do ano. O artista morreu em 1883 e só conseguiu concluir A Primavera e O Outono.
Até agora o preço máximo para uma obra de Manet era de 33 milhões de dólares (cerca de 26 milhões de euros) por um autorretrato vendido em 2010 num leilão em Londres.
Fonte:DN
 
Quadro de Manet atinge novo recorde de 52 milhões
 

A Primavera

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Este Van Gogh pode chegar aos 40 milhões de euros

Um leilão com uma pintura de Vincent van Gogh em cartaz é sempre notícia. Mais ainda se se trata de uma das suas naturezas-mortas, obras capazes de atrair a atenção de grandes coleccionadores e fundos de investimento. "Jarra com margaridas e papoilas", a obra que a Sotheby’s vai levar a leilão em Nova Iorque a 4 de Novembro, não é excepção.
As estimativas de receita – a pintura não deverá mudar de mãos por menos de 23,6 milhões de euros e pode facilmente atingir os 40 milhões – ajudam a criar um clima de grande expectativa para o qual contribui o contexto em que a obra foi criada e o facto de ter sido das poucas que o pintor holandês vendeu em vida: Van Gogh executou-a na casa de um dos seus melhores amigos, o médico Paul Gachet, em Auvers-sur-Oise, nos arredores de Paris, poucas semanas antes de se suicidar, em 1890.
Esta é uma pintura “que irradia a exuberância e a paixão que se encontram nas melhores e mais conhecidas obras de Van Gogh”, disse o director do Departamento Internacional de Impressionismo e Arte Moderna da Sotheby’s, Simon Shaw, citado pelo diário espanhol ABC.
Segundo um comunicado da leiloeira divulgado pelas agências noticiosas, Jarra com margaridas e papoilas terá sido inicialmente vendida a um grande coleccionador de pintura impressionista, Gaston-Alexandre Camentron, e chegou a pertencer ao espólio privado de Anson Goodyear, um dos fundadores do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA). É precisamente nesta cidade americana que a obra será leiloada, depois de exposta em Hong Kong e em Londres, para que os possíveis compradores dos mercados europeu e asiático possam aguçar o apetite.
Van Gogh é tradicionalmente um êxito nos grandes leilões de Nova Iorque, Londres e Paris. Lembra Simon Shaw ao jornal britânico Financial Times que a procura de pinturas do artista é sempre grande já que, ao contrário de mestres como Picasso ou Matisse, o holandês teve uma carreira curta e, por isso, o corpo de obras que produziu é infinitamente menor.
Jarra com margaridas e papoilas é, segundo este director da Sotheby’s, uma obra “rara e comovente”, já que as flores representadas terão sido colhidas no mesmo campo em que, um mês depois, aos 37 anos, Van Gogh viria a morrer.
Sempre com falta de dinheiro, contando apenas com o mecenato de Gachet e com o irmão Theo para lhe comprar telas, tintas e pincéis, o artista holandês pintou esta natureza-morta sobre um linho de fraca qualidade, explicou ainda Shaw ao Financial Times, e tê-lo-á oferecido primeiro ao seu médico como pagamento pela sua estadia em Auvers-sur-Oise.
Há mais de 20 anos que Jarra com margaridas e papoilas pertence a “uma importante colecção europeia”, garante a Sotheby’s, que lembra que desde os anos 1980 se contam pelos dedos de uma mão as obras do pai do expressionismo – é assim que muitos especialistas o definem – com esta qualidade vendidas em leilão. Em 1990, Retrato do Dr. Gachet foi arrematada por 64,6 milhões de euros tornando-se, à época, na obra mais cara de sempre a ser leiloada (contas feitas à inflacção, hoje o valor seria de 119 milhões). Dezasseis anos mais tarde, um dos retratos que Van Gogh pintou de madame Ginoux chegou aos 31,5 milhões. Em 1987, a pintura Jarra com quinze girassóis, uma das versões do mesmo tema feitas pelo artista, tinha já sido vendida por 39,7 milhões de dólares, um valor que, ajustado, chegaria agora aos 66 milhões de euros.
A demonstrar que o mercado da arte continua a bater recordes, há já muito que Van Gogh foi ultrapassado como o pintor mais caro. Willem de Kooning, Gustav Klimt, Pablo Picasso e Jackson Pollock adiantaram-se, mas a corrida, até agora, tem como vencedor Paul Cézanne: o seu Os Jogadores de Cartas (1892/3) foi comprado, numa venda privada, pelas colecções públicas do Qatar em 2011 por 204 milhões de euros.
Fonte: Público
"Jarra com margaridas e papoilas" foi pintada um mês antes do suicídio do artista, aos 37 anos



quarta-feira, 25 de junho de 2014

Quadro de Nenúfares da série 'Ninfeias', de Monet, é vendido por quase 40 milhões de Euros

Uma pintura de nenúfares de Claude Monet foi vendida na segunda-feira por 31,7 milhões de libras (39,7 milhões de euros), em Londres, registando a segunda maior soma paga por um trabalho do artista francês.
Segundo a agência France Presse, a pintura da série Nympheas, de 1906, foi comprada por um anónimo.
O leilão foi organizado pela Sotheby's.
O quadro, facilmente reconhecível como parte do trabalho impressionista, integrou a colecção de Paul Durand-Ruel e depois da morte deste negociante de arte foi exposto em locais como o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque e o Museu Nacional de Arte Moderna de Paris.
O quadro Piscina de Nenúfares continua a deter o valor recorde de venda, entre os trabalhos de Monet, depois de ter sido vendido por 80,3 milhões de libras (cerca de 100 milhões de euros), em 2008.

Fontes: DN

quinta-feira, 6 de março de 2014

Quadro de Leonardo da Vinci vendido por mais de 50 milhões de euros

A notícia de que tinha sido identificado um quadro “novo” de Da Vinci (1452-1519) já era conhecida, pelo menos, desde a exposição que a National Gallery de Londres dedicara ao mestre do Renascimento, Leonardo da Vinci – Pintor da corte de Milão, entre Novembro de 2011 e Fevereiro de 2012. Depois dessa mostra, o pequeno quadro (65,6 x 45,5 cms.) representando CristoSalvator Mundi (c. 1500) fora também exibido, por empréstimo, no Museu de Arte de Dallas, nos EUA.
O que não se sabia, e agora foi noticiado pelo The New York Times, é que essa obra foi vendida, em Maio de 2013, num leilão da Sotheby’s em Nova Iorque, por uma soma entre os 75 e os 80 milhões de dólares (54,6 a 58,2 milhões de euros) a um comprador privado não identificado.
Esta quantia ganha ainda maior relevância quando se sabe que o mesmo quadro, cuja história está ainda por reconstituir no seu percurso completo, fora vendido, em 1958, em Inglaterra, na sequência de partilhas de descendentes de um aristocrata britânico, por… 45 libras esterlinas (perto de 55 euros).
No momento da venda, revelada no dia 3 de Março pelo diário norte-americano – e depois também noticiada pelo francês Le Monde –, esteSalvator Mundi pertencia a dois historiadores e negociantes de arte de Nova Iorque, Robert Simon e Alexander Parish, que o tinham adquirido, em meados da década de 2000, por um valor que também não foi quantificado.
De qualquer modo, estes dois sócios e especialistas em arte acabaram por merecer a mais-valia da sua convicção de que se estava, de facto, perante uma obra autógrafa de Da Vinci e não apenas de uma qualquer reprodução – que, neste caso, tinha sido mesmo atribuída a um aluno da oficina do mestre italiano, Giovanni Antonio Boltraffio (c. 1466-1516).
Quando adquiriram a tela, Simon e Parish acreditaram que a sua superfície, que mostrava sucessivas camadas de pintura e se encontrava bastante deteriorada, escondia o traço original do mestre. Para testarem essa sua convicção, submeteram o quadro a uma cuidada investigação, que envolveu dezena e meia de especialistas em Da Vinci, tanto dos EUA como de Inglaterra e de Itália, bem como instituições como a National Gallery de Londres e de Washington, o Metropolitan Museum de Nova Iorque e ainda as universidades de Florença e de Milão.
O veredicto final confirmou o prognóstico de Simon e Parish, e depois da exposição em Londres, o Museu de Arte de Dallas pediu o quadro emprestado para o exibir nessa cidade e, no final, quis mesmo adquiri-lo.
Segundo o NYT, o autor da revelação da venda de Salvator Mundi em Maio passado foi o negociante de arte londrino Anthony Crichton-Stuart, que comentou para o jornal nova-iorquino: “É preciso contrabalançar o seu estado de deficiente conservação com o facto de se tratar de uma obra de um dos nomes mágicos e mais significativos do cânone da arte ocidental, pelo que, nesse sentido, parece-me que o preço foi justo”.
Seguindo a tradição e o protocolo do negócio, a Sotheby’s recusou fazer qualquer comentário sobre a venda, e, ao NYT, Robert Simon limitou-se a dizer que a pintura de Da Vinci “já não se encontra disponível”.
Ao reconstituir a história possível do quadro - que representa um tema da iconografia cristã que Da Vinci e outros mestres da pintura trataram em diferentes momentos -, o Le Monde avança que ele terá pertencido ao rei de Inglaterra Carlos II (século XVII), tendo depois sido também propriedade do duque de Buckingham.
É importante lembrar que esta identificação e autenticação de uma obra de Da Vinci surge mais de um século depois da última, que tinha sido realizada relativamente ao grande mestre italiano, com a Virgem Benois (1475-78), pertencente à colecção do Museu Ermitage de São Petersburgo, na Rússia.
Fonte: Público

 
Salvator Mundi foi leiloado em Maio do ano passado pela Sotheby's de Nova Iorque por mais de 75 milhões de dólares. Negócio e valores da operação só agora foram revelados pelo The New York Times.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Beijo de polícias de Banksy vendido por 418 mil euros em leilão



Uma das mais famosas e reconhecíveis obras de Banksy, o mural com dois polícias britânicos que se beijam, foi vendida por 418 mil euros na terça-feira num leilão em Miami. Kissing Coppers, pintada com spray na parede de um pub em Brighton há uma década, foi comprada numa venda da Fine Arts Auctions em que suplantou peças de Basquiat e Keith Harring e na qual foi visível o magnetismo actual da street art para os coleccionadores.

“O potencial deste mercado é incrível”, disse à Reuters Frederic Thut. director da leiloeira de Miami. “Estive na primeira venda de pop art e foram exactamente as mesmas pessoas a surgir do nada e a comprar imediamente”, descreveu. O interesse crescente dos coleccionadores pela arte de rua faz-se notar na última década, assinala a agência noticiosa, e Thut atribui esse potencial desta franja do mercado da arte ao desejo dos mais jovens, que “querem ter uma mensagem, um diálogo” na sua forma de expressão.

O stencil a preto e branco Kissing Coppers foi comprado por um coleccionador não-identificado pelo telefone e é apenas mais uma das obras de Banksy, o artista britânico cuja identidade é desconhecida desde a sua emergência na cena graffiti no início da década de 1990, a ser vendida por um preço significativo em leilão – o mural do beijo dos polícias foi vendido por 349 mil euros, licitação à qual acrescem 69 mil euros em taxas. Neste leilão de street art, foram também à praça Bandaged Heart Balloon e Crazy Horse Car Door, murais de Banksy criados no ano passado durante a residência do artista em Nova Iorque, mas nenhuma das duas atingiu o preço mínimo de licitação e por isso não foram vendidas.  

As três peças foram postas à venda por um coleccionador anónimo e não pelo tradicional negociante de peças de Banksy, o galerista nova-iorquino Stephan Keszler, disse Thut. Mas o Wall Street Journal conta que Bandaged Heart Balloon – ou o pedaço de parede onde foi pintado - foi vendido pelos donos do edifício de Brooklyn em que Banksy o plasmou a Stephan Keszler pouco depois de ter sido detectado, em Outubro de 2013. No ano passado, Keszler levou a leilão a também icónica peça de Banksy Slave Labour, em que um rapaz ajoelhado costura à máquina a bandeira do Reino Unido, que atingiu o preço de 800 mil euros em Londres.

Esta última obra chegou a estar prevista para um leilão da mesma Fine Arts Auctions de Miami, mas a polémica em torno da legítima propriedade da peça e a contestação da população de Wood Green, de cujas paredes Slave Labour foi extraída, impediu na altura essa venda. No caso de Kissing Coppers, que morava no exterior do pub Prince Albert, o original agora vendido foi substituído por uma réplica coberta por uma placa de acrílico em 2011.

Stephan Keszler invoca também a frescura do trabalho dos street artists para justificar o seu apelo junto dos coleccionadores de arte: “É novo, é mais divertido, é mais jovem, é mais democrático”. Sebastien Laboureau, consultor especialista em street art, acredita também que há “um volume crescente de coleccionadores que agora têm comprado street art” e põe a tónica no factor democrático: “é arte muito tópica, é arte que diz algo a toda a gente e é parte do mundo em que vivemos”, disse ao Wall Street Journal.

Mas do que o fenómeno de popularidade da venda de arte de rua não se livra é da eterna questão sobre se é legítimo retirar estas obras do seu habitat natural e da constatação de que não são os autores das peças a receber dividendos pelo seu trabalho saído directamente da rua. RJ Rushmore, responsável pelo blogue de arte de rua Vandalog, assinalou à Reuters que os compradores destas pinturas, stencils, murais ou colagens, “cortando-as das paredes e pondo-as nas suas casas não percebem que só têm uma peça do puzzle”.

Banksy é um dos mais conhecidos e valorizados street artists do mundo e um dos mais rentáveis nas leiloeiras, apesar de não ser frequente ver o seu trabalho a ir à praça. A sua obra mais cara até agora é Keep It Spotless (Defaced Hirst), de 2007, e que um ano depois foi vendida por 1,3 milhões de euros. 
Fonte: Público
 
 


 "Kissing Coppers" na Fine Art Auctions Miami

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Pintura de Francis Bacon leiloada por mais de 50 milhões de euros

Uma tela do pintor inglês Francis Bacon – Portrait of George Dyer Talking – foi vendida esta quinta-feira na Christie’s, em Londres, por 51,3 milhões de euros, um preço nunca antes atingido em leilão, na Europa, por uma obra de arte do pós-guerra.
Pintada em 1966, a tela tem quase dois metros de altura por metro e meio de largura e retrata o amante e modelo de Bacon, George Dyer, que o pintor conhecera em 1963 e que se tornaria a sua grande musa ao longo de toda a década de sessenta. A estimativa da leiloeira apontava para um máximo de 34,1 milhões, mas a obra acabaria por render bastante mais, tendo sido adquirida por um comprador anónimo que licitou telefonicamente.
Bacon pintou vários outros retratos célebres de Dyer, como George Dyer Riding a Bicycle, também de 1966, que está na Fundação Beyeler, em Basileia, ou Portrait of George Dyer in a Mirror, de 1968, propriedade do museu Thyssen-Bornemisza, em Madrid, ou ainda Two Studies of George Dyer(1968), que integra a colecção do Art Museum Ateneum, em Helsínquia. Mas há mais de uma década que nenhum dos retratos de grande dimensão que Bacon pintou com Duer como modelo chegavam a leilão.
Deyer morreria de overdose em Paris em 1971, dois dias antes da inauguração da grande retrospectiva de Francis Bacon no Grand Palais, onde este e outros retratos seus estiveram expostos.
Portrait of George Dyer Talking esteve ainda assim longe de alcançar o recorde mundial estabelecido pelo tríptico que Bacon dedicou ao seu amigo, e também artista, Lucien Freud, que a mesma Christie’s vendeu em Novembro de 2013, na sua delegação de Nova Iorque, por 104 milhões de euros.
Fonte: Público
Preço atingido por retrato de George Dyer, amante e modelo do pintor inglês nos anos 1960, só não ultrapassou o do tríptico que Bacon dedicou a Lucien Freud, vendido em 2013 por 104 milhões de euros.
Portrait of George Dyer Talking


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Obra de Juan Gris vendida por 41 milhões pela Christie's

A obra do espanhol Juan Gris Nature morte à la nappe à correaux foi ontem vendida num leilão em Londres pela Christie's por 34,8 milhões de libras (41,4 milhões de euros), um recorde para o artista.

O quadro pintado em 1915 partia para leilão com o preço de 18 milhões de libras (21,4 milhões de euros), mas superou os 20,3 milhões de euros que atingiu em Nova Iorque em 2010 a obra "Violon et guitare", a mais cara até agora do autor.
O quadro foi pintado num momento de profunda criatividade do autor em que o seu estilo registou mudanças significativas e integrou algumas das mais importantes exposições dedicadas ao cubismo em todo o mundo.
No mesmo leilão, uma obra de Pablo Picasso, "Femme au costume turc dans un fauteuil", foi vendida por 16,8 milhões de libras (19,9 milhões de euros).
A obra, que retrata a segunda mulher de Picasso, Jacqueline Roque, era apresentada como a 'estrela' da noite, ao partir para licitação com um preço de 20 milhões de libras (23,8 milhões de euros), que acabou por não alcançar.
A leiloeira Christie's previa também vender um conjunto de trabalhos de Joan Miró na posse do Estado português, mas o leilão destas obras, que deveria decorrer terça e quarta-feira, foi cancelado no dia em que o Tribunal Administrativo de Lisboa rejeitou uma providência cautelar apresentada para suspender a venda das obras.
"Apesar de a providência cautelar não ter sido aprovada, as incertezas jurídicas criadas por esta disputa em curso significam que não podemos oferecer as obras para venda de forma segura", lê-se no comunicado da Christie's.
Fontes:DN
Nature morte à la nappe à correaux
 

 

domingo, 12 de janeiro de 2014

Retrato "excepcional" de Lucian Freud vai a leilão pela primeira vez

Uma pintura de Lucian Freud vai pela primeira vez a leilão depois de ter integrado a exposição dos retratos do artista na National Portrait Gallery britânica e de décadas passadas no recato da família da retratada e proprietária da obra, Lady Lambton. Trata-se de um dos melhores retratos do pintor, descrito pelo perito em arte contemporânea da leiloeira Sotheby’s como “excepcional” – representa “exactamente o momento” em que Lucian Freud adoptou uma nova técnica de pintura.
Oliver Barker, citado pelo Telegraph, que noticiou sábado que Head on a Green Sofa (1960-1) irá a leilão com estimativas de venda “conservadoras” a situar-se entre os três milhões e os 4,2 milhões de euros, explica que foi neste retrato que Freud (neto do fundador da psicanálise, Sigmund Freud) começou a pintar em pé, usando pincéis rudes feitos de pêlo de porco. “Esta pintura excepcional tem tudo”, diz Barker. “Marca um momento de mudança cataclísmica no estilo artístico e na prática de Freud e testemunha o seu embarque numa nova forma de pintar que definiria a sua carreira.”
Head on a Green Sofa, uma de poucas obras do artista que se mantiveram na posse do mesmo proprietário durante largas décadas sem ter ido à praça, será vendido através da Sotheby’s a 12 de Fevereiro, depois de resolvida uma disputa legal que envolvia a pintura e o herdeiro legal de Lord Lambton – que morreu em 2006 e deixou a obra, bem como todo o seu legado, ao cuidado do filho, Lord Durham. Ele e as suas irmãs disputaram a propriedade da obra e viram o caso transitar para os tribunais de Itália, onde Lord Lambton tinha vivido os últimos anos da sua vida. Resolvida a querela e autorizada a venda, o retrato vai então ser vendido depois de ter passado os primeiros meses de2012 em exposição na National Portrait Gallery londrina.
Nascido na Alemanha mas naturalizado britânico em 1939, depois de a sua família ter fugido da ascensão do regime nazi, Lucian Freud (1922-2011) foium dos mais importantes artistas contemporâneos do seu tempo. Era amigo da retratada, Lady Lambton, conhecida como “Bindy” pelos mais próximos, uma figura da alta sociedade britânica cujo rosto anguloso foi imortalizado pelo pintor. A receita da venda da pintura, que mede um metro quadrado, será parcialmente encaminhada para obras nas propriedades da família.
Freud é um artista valioso – as suas obras atingem valores de compra elevados no mercado, como Red Haired Man on a Chair, negociada pela Christie’s e vendida por 5,6 milhões de euros em Fevereiro de 2005, ou a mais valiosa Benefits Supervisor Sleeping (1955), cujos 23 milhões de euros de preço de venda o transformaram em 2008 no artista (então) vivo mais caro de sempre. Soube-se mais tarde que a obra fora adquirida pelo milionário russo Roman Abramovich. Já o tríptico que retrata o pintor, da autoria de Francis Bacon, tornou-se no ano passado a obra de arte mais cara de semprevendida em leilão. Três Estudos de Lucian Freud foi pintado pelo seu amigo Francis Bacon e atingiu o preço de 106 milhões de euros em Nova Iorque, destronando o famoso Grito, de Edvard Munch.
 Fonte: Público



 
Head on a Green Sofa esteve até agora numa família da nobreza britânica. Representa “exactamente o momento” em que o pintor adoptou uma nova técnica

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Quadro de Norman Rockwell atinge valor recorde

Uma obra do popular pintor americano Norman Rockwell, considerada uma das suas mais representativas, atingiu um valor recorde em leilões de trabalhos deste artista plástico que viveu entre 1894 e 1978. Intitulado Saying Grace foi arrematado por 33,9 milhões de euros (46 milhões de dólares).

O quadro foi à praça num leilão da Sotheby's, em Nova Iorque, com mais duas obras daquele que é considerado o pintor que melhor retratou a América profunda, das pequenas cidades e do mundo rural.
Intitulado Saying Grace, o quadro alcançou a soma de 57 milhões de dólares ( 33,9 milhões de euros) enquanto o recorde de uma obra de Rockwell estava nos 15,6 milhões de dólares (11,3 milhões de euros) num leilão de 2006.
A imagem foi capa do Saturday Evening Post, para o qual Rockwell era assíduo colaborador, e data de 1951.
Em 1955 foi considerada a obra mais popular de Rockwell numa sondagem entre os leitores daquela publicação.
Outra obra de Rockwell, The Gossips, foi vendida por 8,45 milhões de dólares (6 milhões de euros); e a terceira, Walking to Church, alcançou a verba de 3,2 milhões de dólares (2,3 milhões de euros).
Os quadros agora leiloados pertenciam até agora aos filhos do diretor de arte do Saturday Evening Post, Kenneth J. Stuart, que os recebeu de prenda do artista.
Na época, Saying Grace foi pago por 3500 dólares, ou 30 500 dólares (22 130 euros) a valores atuais, escreve o New York Times.
Saying Grace - Norman Rockwell

O quadro 'Saying Grace', de Norman Rockwell

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Dinossauro de 17 metros vendido por quase meio milhão de euros

O esqueleto leiloado
Um dinossauro com 17 metros de comprimento e seis de altura foi vendido esta quarta-feira por 480 mil euros, pela leiloeira Summers Place, em Billingshurst, no Reino Unido. Embora não pudesse identificar o comprador, Rupert van der Werff, representante da leiloeira, assegurou à BBC News que Misty, a fêmea de Diplodocus longus vendida, seria exposta ao público.
Este saurópode, um herbívoro quadrúpede de cauda e pescoço longos, com 150 milhões de anos, foi descoberto pelos dois filhos de Raimund Albersdörfer, um caçador de fósseis, em 2009 na Pedreira de Dana, no Wyoming, Estados Unidos.
Misty é um dos seis esqueletos completos da espécie Diplodocus longus conhecidos em todo o mundo. Embora o esqueleto seja constituído por apenas 40% de ossos originais, os outros não chegam aos 30%.
O Museu de História Natural de Londres declarou, antes do leilão, que não estaria interessado em licitar o espécime. Este museu tem o famoso Dippy à entrada, uma réplica do Diplodocus longus que está no Museu Carnegie de História Natural em Pittsburgh, na Pensilvânia (EUA), que por sua vez foi composto a partir do esqueleto de dois indivíduos.
Um rinoceronte com memória lisboeta
Apesar da raridade do espécime apresentado em leilão, o valor da venda não ultrapassou a base de licitação de 480 mil euros (400 mil libras). Mesmo assim, ficou muito acima dos 24 mil euros (20 mil libras) da segunda venda mais rentável desta colecção intitulada Evolution, uma estátua em resina de bronze, do artista Andrew Sinclair, representando o rinoceronte de Dürer.
O desenho original do rinoceronte-indiano foi feita pelo artista alemão Albrecht Dürer, de Nuremberga, em 1515, baseando-se numa carta com a descrição e num esboço do rinoceronte-indiano que tinha chegado a Lisboa nesse ano, o primeiro exemplar vivo desta espécie a entrar na Europa desde o Império Romano. Apesar das incoerências anatómicas, o desenho de Dürer foi copiado inúmeras vezes, influenciando vários naturalistas (percursores dos ilustradores científicos) e artistas.

Outros tesouros dignos dos antigos gabinetes de curiosidades podem ser encontrados no catálogo da exposição Evolution: um crânio de morsa com caninos de 51 centímetros, com 10.000 anos, que não chegou a ser vendido; um esqueleto composto de várias partes de outros animais representando um centauro, cuja base de licitação eram mil libras e foi vendido por 9000 (10.800 euros); dois armários com gavetas cheias de relíquias naturalistas ultrapassaram os 12 mil euros cada um; um urso polar, medindo dois metros de pé, vendido por 16.800 euros; ou uma pedra de 42 quilogramas de lápis-lazúli de elevada qualidade, da mina Sar-e-Sang, no Afeganistão, que chegou aos 12 mil euros. Das 232 peças que compunham o catálogo, venderam-se 136, totalizando cerca de 900 mil euros (747.810 libras).

Algumas das peças mais emblemáticas da colecção, para o seu curador Errol Fuller, não chegaram a ser vendidas, como a réplica do esqueleto de um dodó, cujos esqueletos verdadeiros são muito escassos, o fóssil de um ictiossauro com 200 milhões de anos, ou o esqueleto de leopardo-de-amur, uma subespécie extremamente ameaçada com apenas 50 indivíduos na natureza.
Fonte: Público

Quadro «escondido» de Van Gogh leiloado ontem em Paris

Um quadro do pintor holandês Vicent Van Gogh(1853-1890), que não era exposto há quase meio século, foi comprado esta quarta-feira por 460 mil euros, por um anónimo, num leilão em Paris.

O quadro «Nature morte aux bouteilles, ornements de cheminée, coquillage» («Natureza morta com garrafas, ornamentos de lareira e conchas») é um óleo sobre tela que tinha sido leiloado pela última vez em 1968, em Londres.

Na altura foi adquirido por um francês cujos herdeiros o voltaram a vender, explicou Cécile Ritzenthaler, especialista em pintura da leiloeira Millon & Associés, que organizou o leilão em colaboração com a casa Drouot.

Durante estes 45 anos, o quadro nunca foi exposto, pelo que se chegou a pensar que estivesse desaparecido, ainda que os seus proprietários fossem conhecidos.

Antes disso, o quadro tinha sido mostrado em exposições temporárias em Roterdão (1904), Utrecht (1923) Haia (1965).

«É um quadro fundamental para ver a influência de Van Gogh na arte moderna e para ver a sua evolução. No início foi muito influenciado pela pintura espanhola do Século de Ouro [XVII] e evoluiu para o colorido», acrescentou Cécile Ritzenthaler.

O quadro, pintado entre 1884 e 1885, é do chamado «período de Nuenen», anterior à chegada do pintor holandês a França.

Desde 1996 que não era leiloado um quadro de Van Gogh em França, se bem que tenham sido leiloadas obras do pintor em Londres e Nova Iorque.

O quadro tinha sido avaliado entre 500 e 600 mil euros, mas acabou por ser arrematado abaixo deste valor.
Fonte: TVI 24
Natureza morta com garrafas, ornamentos de lareira e conchas - Vincent Van Gogh
Quadro «escondido» de Van Gogh leiloado em Paris (Reuters)

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Português arremata escadaria da Torre Eiffel em leilão


Um colecionador português disputou esta segunda-feira num leilão uma secção da escadaria original do monumento parisiense, com 750 quilos e 19 degraus, com outros sete interessados. Pagou 220 mil euros.
A casa de leilões Artcurial anunciou esta segunda-feira que a secção da escadaria da Torre Eiffel foi arrematada por um colecionador português num leilão em que outros sete licitadores (europeus, americanos e sul americanos) manifestaram interesse na aquisição
A peça, que pesa 750 quilos e tem uma altura de três metros e meio, estava avaliada entre 20 mil e 30 mil euros. O colecionador português - cujo nome não foi divulgado - pagou 220 mil euros.
Esta secção fazia parte da escadaria que ligava o primeiro e o segundo andares da torre, de onde foi retirada em 1983 por razões de segurança.
A escadaria foi então dividida em 24 partes: uma delas foi mantida no primeiro andar; três foram oferecidas a museus; as restantes 20 ficaram dispersas na sequência de uma venda realizada no primeiro andar do monumento.
Esta secção em particular veio de uma coleção particular da Suíça.
Fonte: DN
 
Uma imagem que mostra Gustave Eiffel e o afilhado na escadaria que foi a leilão
Uma imagem que mostra Gustave Eiffel e o afilhado na escadaria que agora vai a leilão
 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Secção de escadaria da Torre Eiffel com 750 kg em leilão

Tem três metros e meio de altura, pesa 750 quilos, tem 19 degraus e está avaliada entre 20 e 30 mil euros. Vai a leilão na próxima segunda-feira.

Esta secção da escadaria fazia a ligação entre o segundo e o terceiro andares da Torre Eiffel, em Paris. Foi retirada em 1983 devido à implementação de novas regras de segurança.
A escadaria da Torre foi então separada em 24 secções diferentes: uma delas foi mantida no primeiro andar da torre; três foram oferecidas a museus; as restantes 20 ficaram dispersas na sequência de uma venda realizada no primeiro andar do monumento criado por Gustave Eiffel para a Exposição Universal de 1889. Esta secção em particular, vinda de uma coleção particular da Suíça, será novamente leiloada na segunda-feira, pela casa Artcurial.
E, tendo em conta o que aconteceu em 2009, as expetativas estão elevadas. Nesse ano, uma outra secção, com 2,70 metros, foi muito disputada num leilão, tendo sido arrematada por um norte-americano que pagou 550 mil euros.
A Torre Eiffel mantém-se como o monumento pago mais visitado em todo o mundo, com entre 10 mil e 32 mil visitas por dia, consoante a época do ano.
Fonte: DN
Uma imagem que mostra Gustave Eiffel e o afilhado na escadaria que agora vai a leilão
Uma imagem que mostra Gustave Eiffel e o afilhado na escadaria que agora vai a leilão

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Andy Warhol bate o seu próprio recorde numa semana de valores históricos nos leilões

Um dia depois de o tríptico de Francis Bacon, Três Estudos de Lucien Freud, se ter tornado a obra de arte mais cara de sempre vendida em leilão, Silver Car Crash (Double Disaster), pintura de 1963 de Andy Warhol, bateu o recorde alcançado por obras do ícone da arte pop como, chegando aos 105 milhões de dólares (78 milhões de euros).
Mas não só. Com aqueles valores, situa-se agora logo atrás de Três Estudos de Lucien Freud como a obra de arte contemporânea mais cara em leilão. Entre as duas no ranking global surge a quarta versão de O Grito de Munch, que atingiu em Maio de 2012 os 119,9 milhões de dólares (89 milhões de euros).Três Estudos de Lucien Freud fora vendida terça-feira à noite no leilão de arte contemporânea da Christie’s, em Nova Iorque, por 142,4 milhões de euros (106 milhões de euros).
Silver Car Crash (Double Disaster), um painel duplo de 2,43 metros de altura e quatro de largura (no primeiro painel, dispõem-se 15 fotografias serigrafadas de um acidente, retiradas da imprensa, com a carcaça do carro e um corpo retorcido no interior; sendo o segundo painel formado por um rectângulo prateado), é uma das quatro obras da série Death And Disaster, criada entre 1962 e 1964. Curiosamente, apesar de representar uma faceta que, pela morbidez e negrume, não se identifica imediatamente ao Warhol que prevalece na consciência global, são precisamente duas das pinturas da série aquelas que alcançaram maiores valores em leilões da sua obra – Green Car Crash (Green Burning Car I) estava até quarta-feira no topo da lista, após ter sido arrematada em 2007 por 53 milhões de euros.
Silver Car Crash (Double Disaster), que só fora exposta uma vez nos últimos 26 anos, foi adquirida por um comprador não identificado num leilão histórico por mais que uma razão. Para além do recorde de Warhol, representou com 282 milhões de euros, o maior volume de vendas da história bicentenária da leiloeira Sotheby’s. Terça-feira, recorde-se, a grande concorrente da Sotheby’s, a Christie’s, registara o maior resultado de sempre em leilão: 513 milhões de euros. “Continuaremos a testemunhar novos recordes”, declarou àBBC News Michael Frahm, conselheiro em arte contemporânea da Frahm Ltd. “A procura de obras seminais de artistas com relevo histórico é verdadeiramente inquestionável. Esta é a derradeira caça ao tesouro”.
No leilão de quarta-feira da Sotheby’s a estrela era Andy Warhol. Além deSilver Car Crash (Double Disaster), foi vendida por 20,3 milhões de dólares (15, 1 milhões de euros) a obra Liz # 1(Early Colored Liz), representando a actriz Elizabeth Taylor. No entanto, também se assistiu, por exemplo, à maior venda de sempre de uma obra do americano Cy Twombly. Poems to the Seaestava estimada em 7 milhões de dólares (5,21 milhões de euros), mas atingiu os 21,7 milhões de euros (16,14 milhões de euros).
Fonte: Público
"Silver Car Crash (Double Disaster)", de Andy Warhol, atingiu os 78 milhões de euros