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sábado, 8 de dezembro de 2018

08 de Dezembro de 1922: Nasce o pintor Lucian Freud

Pintor alemão nascido a 8 de Dezembro de 1922, em Berlim. O seu pai, Ernst, era o filho mais novo de Sigmund Freud. No ambiente de uma família judaica não praticante, rodeado pelo conforto burguês, Freud viveu uma infância calma livre para dar azo à sua imaginação. Passou a viver em Inglaterra desde 1933, quando a família fugiu à ascensão nazi, e naturalizou-se inglês em 1939. De 1938 a 1943 frequentou a Central School of Art, o Goldsmith's College, Londres e a East Anglian School of Painting and Drawing, Dedham, dirigida por Cedric Morris.
Alistou-se na Marinha Mercante durante a Segunda Guerra Mundial, mas foi ferido em 1942, dedicando-se a partir daí exclusivamente à pintura. Passou um ano a viajar pela França (Paris) e Grécia, mas a maior parte da sua vida e da sua carreira foi passada em Paddington, Londres, área cujas características sombrias se reflectem em algumas das suas obras que representam interiores e paisagens urbanas. Durante os anos quarenta o seu interesse principal foi o desenho, especialmente a face, usando, ocasionalmente, um estilo deformado reminiscente de George Grosz. 
Terminada a guerra e com os perturbantes anos da adolescência para trás, Freud iniciou uma busca pelo retrato ilusório retratando incessantemente a sua primeira mulher Kitty. Após o divórcio, continuou a mesma procura, pintando repetidamente a sua segunda mulher, Caroline, assim como vários amigos pintores. Os resultados eram sempre desconcertantes sugerindo a crise existencial que conduziu a obra de Freud durante este período. Exemplo disso é a obra intitulada Interior, Paddington (1951), que ganhou um prémio na Inglaterra. 
Em 1956, chegou à conclusão que os seus retratos solitários necessitavam ser livres, começando, então, a explorar as técnicas expressionistas do chiaroscuro que irá iluminar as suas figuras de novas perspectivas. No entanto, a sua procura da figura livre só será plenamente conseguida na altura em que Freud começou a explorar o retrato do nu feminino, em 1966. O nu feminino permanece a forma mais poderosa e subversiva do seu trabalho e na qual Freud exerceu toda a sua criatividade. Sendo o sujeito, amigo, amante, parente ou um dos seus três filhos, Freud parece celebrar o corpo nu como um todo, coberto de vida e luz apenas descoberto na honestidade da carne feminina.
Em 1977, Freud começou a dedicar-se ao nu masculino. Apesar das figuras vestidas ainda dominarem a maior parte do seu trabalho, Freud desenvolveu grande interesse pela forma masculina realista. A obra Man with Rat (1977) iniciou uma rigorosa investigação dos melhores meios de comunicar a realidade. Em vez de pintar o homem sem idade e congelado, Freud opta por representá-lo parado num dado momento, em quieto repouso. Esta captura do homem realista sugere uma necessidade para o observador de testemunhar a pessoa trabalhadora contemporânea, moderna, no seu próprio espaço, reclinado numa cama, ou num dos muitos sofás de Freud. O melhor amigo do homem, o cão, também aparece muitas vezes representado na mesma posição, acompanhando o sujeito. Não se pode falar sobre a pintura de Freud do nu masculino sem mencionar um dos seus sujeitos preferidos, o artista de performance Leigh Bowery. Os dois conheceram-se numa galeria londrina em 1990 e pouco tempo depois começou a pintá-lo. Bowery posou para Freud dezenas de vezes durante quase quatro anos, altura em que este morreu.
Lucian Freud realizou inúmeras exposições retrospetivas da sua obra em todo o Mundo. Assim como o seu patronímico é citado em quase todos os ensaios sobre crítica cultural. 
Lucian Freud faleceu no dia 20 de Julho de 2011.


Lucian Freud. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.


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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

08 de Dezembro de 1922: Nasce o pintor Lucian Freud

Pintor alemão nascido a 8 de Dezembro de 1922, em Berlim. O seu pai, Ernst, era o filho mais novo de Sigmund Freud. No ambiente de uma família judaica não praticante, rodeado pelo conforto burguês, Freud viveu uma infância calma livre para dar azo à sua imaginação. Passou a viver em Inglaterra desde 1933, quando a família fugiu à ascensão nazi, e naturalizou-se inglês em 1939. De 1938 a 1943 frequentou a Central School of Art, o Goldsmith's College, Londres e a East Anglian School of Painting and Drawing, Dedham, dirigida por Cedric Morris.
Alistou-se na Marinha Mercante durante a Segunda Guerra Mundial, mas foi ferido em 1942, dedicando-se a partir daí exclusivamente à pintura. Passou um ano a viajar pela França (Paris) e Grécia, mas a maior parte da sua vida e da sua carreira foi passada em Paddington, Londres, área cujas características sombrias se reflectem em algumas das suas obras que representam interiores e paisagens urbanas. Durante os anos quarenta o seu interesse principal foi o desenho, especialmente a face, usando, ocasionalmente, um estilo deformado reminiscente de George Grosz. 
Terminada a guerra e com os perturbantes anos da adolescência para trás, Freud iniciou uma busca pelo retrato ilusório retratando incessantemente a sua primeira mulher Kitty. Após o divórcio, continuou a mesma procura, pintando repetidamente a sua segunda mulher, Caroline, assim como vários amigos pintores. Os resultados eram sempre desconcertantes sugerindo a crise existencial que conduziu a obra de Freud durante este período. Exemplo disso é a obra intitulada Interior, Paddington (1951), que ganhou um prémio na Inglaterra. 
Em 1956, chegou à conclusão que os seus retratos solitários necessitavam ser livres, começando, então, a explorar as técnicas expressionistas do chiaroscuro que irá iluminar as suas figuras de novas perspectivas. No entanto, a sua procura da figura livre só será plenamente conseguida na altura em que Freud começou a explorar o retrato do nu feminino, em 1966. O nu feminino permanece a forma mais poderosa e subversiva do seu trabalho e na qual Freud exerceu toda a sua criatividade. Sendo o sujeito, amigo, amante, parente ou um dos seus três filhos, Freud parece celebrar o corpo nu como um todo, coberto de vida e luz apenas descoberto na honestidade da carne feminina.
Em 1977, Freud começou a dedicar-se ao nu masculino. Apesar das figuras vestidas ainda dominarem a maior parte do seu trabalho, Freud desenvolveu grande interesse pela forma masculina realista. A obra Man with Rat (1977) iniciou uma rigorosa investigação dos melhores meios de comunicar a realidade. Em vez de pintar o homem sem idade e congelado, Freud opta por representá-lo parado num dado momento, em quieto repouso. Esta captura do homem realista sugere uma necessidade para o observador de testemunhar a pessoa trabalhadora contemporânea, moderna, no seu próprio espaço, reclinado numa cama, ou num dos muitos sofás de Freud. O melhor amigo do homem, o cão, também aparece muitas vezes representado na mesma posição, acompanhando o sujeito. Não se pode falar sobre a pintura de Freud do nu masculino sem mencionar um dos seus sujeitos preferidos, o artista de performance Leigh Bowery. Os dois conheceram-se numa galeria londrina em 1990 e pouco tempo depois começou a pintá-lo. Bowery posou para Freud dezenas de vezes durante quase quatro anos, altura em que este morreu.
Lucian Freud realizou inúmeras exposições retrospetivas da sua obra em todo o Mundo. Assim como o seu patronímico é citado em quase todos os ensaios sobre crítica cultural. 
Lucian Freud faleceu no dia 20 de Julho de 2011.


Lucian Freud. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.


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domingo, 12 de janeiro de 2014

Retrato "excepcional" de Lucian Freud vai a leilão pela primeira vez

Uma pintura de Lucian Freud vai pela primeira vez a leilão depois de ter integrado a exposição dos retratos do artista na National Portrait Gallery britânica e de décadas passadas no recato da família da retratada e proprietária da obra, Lady Lambton. Trata-se de um dos melhores retratos do pintor, descrito pelo perito em arte contemporânea da leiloeira Sotheby’s como “excepcional” – representa “exactamente o momento” em que Lucian Freud adoptou uma nova técnica de pintura.
Oliver Barker, citado pelo Telegraph, que noticiou sábado que Head on a Green Sofa (1960-1) irá a leilão com estimativas de venda “conservadoras” a situar-se entre os três milhões e os 4,2 milhões de euros, explica que foi neste retrato que Freud (neto do fundador da psicanálise, Sigmund Freud) começou a pintar em pé, usando pincéis rudes feitos de pêlo de porco. “Esta pintura excepcional tem tudo”, diz Barker. “Marca um momento de mudança cataclísmica no estilo artístico e na prática de Freud e testemunha o seu embarque numa nova forma de pintar que definiria a sua carreira.”
Head on a Green Sofa, uma de poucas obras do artista que se mantiveram na posse do mesmo proprietário durante largas décadas sem ter ido à praça, será vendido através da Sotheby’s a 12 de Fevereiro, depois de resolvida uma disputa legal que envolvia a pintura e o herdeiro legal de Lord Lambton – que morreu em 2006 e deixou a obra, bem como todo o seu legado, ao cuidado do filho, Lord Durham. Ele e as suas irmãs disputaram a propriedade da obra e viram o caso transitar para os tribunais de Itália, onde Lord Lambton tinha vivido os últimos anos da sua vida. Resolvida a querela e autorizada a venda, o retrato vai então ser vendido depois de ter passado os primeiros meses de2012 em exposição na National Portrait Gallery londrina.
Nascido na Alemanha mas naturalizado britânico em 1939, depois de a sua família ter fugido da ascensão do regime nazi, Lucian Freud (1922-2011) foium dos mais importantes artistas contemporâneos do seu tempo. Era amigo da retratada, Lady Lambton, conhecida como “Bindy” pelos mais próximos, uma figura da alta sociedade britânica cujo rosto anguloso foi imortalizado pelo pintor. A receita da venda da pintura, que mede um metro quadrado, será parcialmente encaminhada para obras nas propriedades da família.
Freud é um artista valioso – as suas obras atingem valores de compra elevados no mercado, como Red Haired Man on a Chair, negociada pela Christie’s e vendida por 5,6 milhões de euros em Fevereiro de 2005, ou a mais valiosa Benefits Supervisor Sleeping (1955), cujos 23 milhões de euros de preço de venda o transformaram em 2008 no artista (então) vivo mais caro de sempre. Soube-se mais tarde que a obra fora adquirida pelo milionário russo Roman Abramovich. Já o tríptico que retrata o pintor, da autoria de Francis Bacon, tornou-se no ano passado a obra de arte mais cara de semprevendida em leilão. Três Estudos de Lucian Freud foi pintado pelo seu amigo Francis Bacon e atingiu o preço de 106 milhões de euros em Nova Iorque, destronando o famoso Grito, de Edvard Munch.
 Fonte: Público



 
Head on a Green Sofa esteve até agora numa família da nobreza britânica. Representa “exactamente o momento” em que o pintor adoptou uma nova técnica