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terça-feira, 19 de junho de 2018

19 de Junho de 1867: O Imperador do México, Maximiliano, é capturado e executado

O imperador do México, Maximiliano, irmão do imperador da Áustria-Hungria, Francisco José I foi fuzilado no dia 19 de Junho de 1867 em Querétaro (México), com dois dos seus generais, pelos partidários do presidente Juárez. Maximiliano tinha aceite em 1864, a coroa imperial do México que lhe havia oferecido Napoleão III. Contudo, Maximiliano não conseguiu impor a sua autoridade visto que os mexicanos continuaram fieis a Juárez. 
Em 1861, o liberal mexicano Benito Juárez tornou-se presidente de um país arruinado financeiramente, obrigando-o a deixar de cumprir os seus compromissos de pagamento da dívida aos governos europeus. Em resposta a França, a Grã-Bretanha e a Espanha enviaram as suas forças navais a Vera Cruz a fim de exigir o pagamento. A Grã-Bretanha e a Espanha negociaram com o México e retiraram as suas tropas navais, mas a França, governada por Napoleão III, decidiu valer-se da oportunidade para estabelecer um império em território mexicano. Posteriormente em 1861, uma frota francesa bem armada tomou de assalto Vera Cruz, desembarcando um amplo contingente, obrigando o presidente Juárez e o seu governo à retirada.
Certos de que uma vitória francesa no México viria facilmente e com rapidez, 6 mil combatentes franceses comandados pelo general Charles Latrille de Lorencez desencadearam um ataque a Puebla de Los Angeles, uma pequena cidade no centro-oriente do México. Do seu novo quartel general no norte do país, Juárez reuniu uma força mal treinada, enviando-a a Puebla. Comandados pelo general Ignacio Zaragoza, os 2 mil mexicanos fortificaram a cidade, preparando-se para o assalto francês. Em 5 de Maio de 1862, Lorencez lançou o seu exército, bem-provisionado e apoiado por pesada artilharia, diante da cidade de Puebla, começando o assalto a partir do norte. A batalha durou do raiar do dia até ao final da tarde e quando os franceses finalmente bateram em retirada deixaram perto de 500 baixas contra menos de 100 mortos entre os mexicanos. 
Embora não tenha sido a maior vitória estratégica da guerra  contra a França, a vitória de Zaragoza em Puebla representou uma grande vitória moral para o governo mexicano e simbolizou a capacidade do país de defender a sua soberania contra as ameaças de uma poderosa nação estrangeira. Hoje, os mexicanos celebram o aniversário da Batalha de Puebla como o Cinco de Maio, feriado nacional no país. 
Em nome da Doutrina Monroe (a América para os americanos), Washington exigira em 12 de Fevereiro de 1866, que o imperador francês retirasse as suas tropas do México. Napoleão III recusou e pediu a Maximiliano, imperador do México desde 1864, para implantar um exército nacional.

A expedição francesa ao México começou em 1862 quando o imperador gaulês, decidiu criar um império católico para contrabalançar o poder dos Estados Unidos, maioritariamente protestantes. Colocou na chefia do governo do México o irmão do imperador da Áustria, Maximiliano. Todavia, diante da pressão norte-americana e das guerrilhas mexicanas, Napoleão III retiraria as suas tropas deixando Maximiliano só, diante dos insurgentes mexicanos. Abandonado no México, o imperador Maximiliano foi capturado pelas forças de Juárez e em 19 de Junho de 1867, executado. 
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

O Imperador Maximiliano
O Imperador Maximiliano - Franz Xaver Winterhalter
A execução do Imperador Maximiliano - Édouard Manet

segunda-feira, 19 de junho de 2017

19 de Junho de 1867: O Imperador do México, Maximiliano, é capturado e executado

O imperador do México, Maximiliano, irmão do imperador da Áustria-Hungria, Francisco José I foi fuzilado no dia 19 de Junho de 1867 em Querétaro (México), com dois dos seus generais, pelos partidários do presidente Juárez. Maximiliano tinha aceite em 1864, a coroa imperial do México que lhe havia oferecido Napoleão III. Contudo, Maximiliano não conseguiu impor a sua autoridade visto que os mexicanos continuaram fieis a Juárez. 
Em 1861, o liberal mexicano Benito Juárez tornou-se presidente de um país arruinado financeiramente, obrigando-o a deixar de cumprir os seus compromissos de pagamento da dívida aos governos europeus. Em resposta a França, a Grã-Bretanha e a Espanha enviaram as suas forças navais a Vera Cruz a fim de exigir o pagamento. A Grã-Bretanha e a Espanha negociaram com o México e retiraram as suas tropas navais, mas a França, governada por Napoleão III, decidiu valer-se da oportunidade para estabelecer um império em território mexicano. Posteriormente em 1861, uma frota francesa bem armada tomou de assalto Vera Cruz, desembarcando um amplo contingente, obrigando o presidente Juárez e o seu governo à retirada.
Certos de que uma vitória francesa no México viria facilmente e com rapidez, 6 mil combatentes franceses comandados pelo general Charles Latrille de Lorencez desencadearam um ataque a Puebla de Los Angeles, uma pequena cidade no centro-oriente do México. Do seu novo quartel general no norte do país, Juárez reuniu uma força mal treinada, enviando-a a Puebla. Comandados pelo general Ignacio Zaragoza, os 2 mil mexicanos fortificaram a cidade, preparando-se para o assalto francês. Em 5 de Maio de 1862, Lorencez lançou o seu exército, bem-provisionado e apoiado por pesada artilharia, diante da cidade de Puebla, começando o assalto a partir do norte. A batalha durou do raiar do dia até ao final da tarde e quando os franceses finalmente bateram em retirada deixaram perto de 500 baixas contra menos de 100 mortos entre os mexicanos. 
Embora não tenha sido a maior vitória estratégica da guerra  contra a França, a vitória de Zaragoza em Puebla representou uma grande vitória moral para o governo mexicano e simbolizou a capacidade do país de defender a sua soberania contra as ameaças de uma poderosa nação estrangeira. Hoje, os mexicanos celebram o aniversário da Batalha de Puebla como o Cinco de Maio, feriado nacional no país. 
Em nome da Doutrina Monroe (a América para os americanos), Washington exigira em 12 de Fevereiro de 1866, que o imperador francês retirasse as suas tropas do México. Napoleão III recusou e pediu a Maximiliano, imperador do México desde 1864, para implantar um exército nacional.

A expedição francesa ao México começou em 1862 quando o imperador gaulês, decidiu criar um império católico para contrabalançar o poder dos Estados Unidos, maioritariamente protestantes. Colocou na chefia do governo do México o irmão do imperador da Áustria, Maximiliano. Todavia, diante da pressão norte-americana e das guerrilhas mexicanas, Napoleão III retiraria as suas tropas deixando Maximiliano só, diante dos insurgentes mexicanos. Abandonado no México, o imperador Maximiliano foi capturado pelas forças de Juárez e em 19 de Junho de 1867, executado. 
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

O Imperador Maximiliano
O Imperador Maximiliano - Franz Xaver Winterhalter
A execução do Imperador Maximiliano - Édouard Manet

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

08 de Dezembro de 1886: Nasce Diego Rivera, consagrado artista plástico mexicano

Diego Rivera foi um artista mexicano, criador de diversos murais espalhados por cidades do México e dos Estados Unidos.
Na verdade, o seu nome completo era Diego María de la Concepción Juan Nepomuceno Estanislao de la Rivera y Barrientos Acosta y Rodríguez. Facilitando a vida de jornalistas e do público, decidiu adoptar apenas Diego Rivera.
Nascido em 8 de Dezembro de 1886 em Guanajuato,  começou a partir de 1896 a fazer aulas na Academia de São Carlos, desobedecendo aos desejos do seu pai que queria vê-lo na carreira militar. No começo do século, recebeu bolsas de estudo para viajar até Espanha e conhecer obras de Goya, El Greco, Brueghel e ingressar no ateliê de Eduardo Chicharro, um dos mais importantes retratistas espanhóis.
Ao contrário de outros grandes artistas gráficos como José Clemente Orozco, artista filiado no Exército Constitucionalista, e de David Alfaro Siqueiros, alto oficial, Diego Rivera não teve participação directa no conflito político e militar da Revolução Mexicana de 1910. Em 1916, depois de passar por diversos países da América do Sul, fixa-se em Paris, onde mantém contacto com artistas como Picasso, Ochoa e Inclán, aderindo então ao cubismo. Em 1917, influenciado por Paul Cezanne, aproxima-se do pós-impressionismo, conseguindo chamar a atenção pelas suas telas de cores vivas.
Em 1920 empreende uma viagem à Itália onde aprofunda o estudo da arte renascentista. Quando toma conhecimento de que José Vasconcelos fora designado ministro da Educação do México, regressa ao seu país e participa em iniciativas artísticas ao lado de Orozco, Siqueiros e Tamayo.
Em 1927, Rivera é convidado para as cerimónias dos 10 anos da Revolução Bolchevique em Moscovo. Casa-se com a pintora Frida Kahlo em 1929, ano em que é expulso do Partido Comunista. Em 1930 é convidado para a realização de diversas obras nos Estados Unidos, onde a sua temática comunista desataria contradições, críticas e atritos com proprietários, governo e imprensa locais.
Em 1933 ocorre um dos episódios mais controversos da sua vida. O magnata John Rockefeller contrata Rivera para pintar um mural na entrada do edifício RCA em Nova Iorque. Era o principal edifício do Rockefeller Center. Situado na 5ª Avenida era um marco emblemático do capitalismo.
Rivera desenhou então o mural sob o tema O Homem na Encruzilhada de Caminhos ou o Homem Controlador do Universo. Estando para completá-lo, resolveu incluir um retrato de Lenine. A reação da imprensa foi imediata e virulenta. Rockefeller considerou o retrato como insulto pessoal, mandou cobrir o mural e ordenou que fosse destruído. De volta ao México em 1934, pintou o mesmo mural no 3º andar do Palácio de Belas Artes.
Em 1936 solicita ao presidente Lázaro Cárdenas asilo político a Leon Trotsky, o que se concretiza no ano seguinte, sendo recebido na Casa Azul de Frida Kahlo. Em 1940, já divorciado de Kahlo e afastado do dissidente soviético, volta a casar-se com ela.
Em 1946 pintou uma das suas obras mais importantes Sonho de uma Tarde Dominical na Alameda Central no Hotel do Prado. Integra com Orozco e Siqueiros a comissão de Pintura Mural do Instituto Nacional de Belas Artes.
Em 1950 ilustrou o livro Canto Geral de Pablo Neruda. Em 1952 realizou o mural A Universidade, a Família Mexicana, a Paz e a Juventude Esportista no Estádio Olímpico Universitário na Cidade do México.
Em 1953, Rivera cria uma obra-prima que se encontra no Teatro dos Insurgentes, Cidade do México. Tal obra tem um elevado significado pois cada imagem representa parte da história do México. O mural é feito de pequenos azulejos de vidro. A colocação esteve a cargo do mestre Luigi Scodeller.
Há uma cena em que aparece o popular comediante Cantinflas a receber dinheiro dos grupos abastadas da sociedade mexicana representada por capitalistas, militares, um clérigo e uma cortesã. Os pobres encontram-se do lado esquerdo representando os grupos exploradas. Atrás de todo o cenário vislumbra-se a antiga Basílica de Guadalupe.
Em Junho de 1954, morre Frida Kahlo e no ano seguinte casa-se com Emma Hurtado. Viaja para a União Soviética para uma intervenção cirúrgica. Falece em 24 de Novembro de 1957 em sua casa, actualmente conhecida como Museu Casa Estúdio Diego Rivera e Frida Kahlo. Os seus restos mortais foram colocados na Rotunda das Pessoas Ilustres, contrariamente à sua última vontade.

 Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Diego Rivera (fotografia de Carl van Vechten, 1932)

Frida Kahlo e Diego Rivera em 1932, foto de Carl Van Vechten
Detroit Industry, Mural Norte, 1932–33. Detroit Institute of Arts.
Mural  de Tlatelolco, Palacio Nacional, México

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

24 de Novembro de 1957: Morre Diego Rivera, consagrado artista plástico mexicano

Morre em 24 de Novembro de 1957, aos 70 anos Diego Rivera, destacado artista mexicano, famoso por pintar obras de alto conteúdo social em edifícios públicos. Ele foi criador de diversos murais espalhados por cidades do México e dos Estados Unidos.
Na verdade, o nome completo do artista mexicano era Diego María de la Concepción Juan Nepomuceno Estanislao de la Rivera y Barrientos Acosta y Rodríguez. Facilitando a vida de jornalistas e do público, decidiu adoptar apenas Diego Rivera.
Nascido em 8 de Dezembro de 1886 em Guanajuato,  começou a partir de 1896 a fazer aulas na Academia de São Carlos, desobedecendo aos desejos do seu pai que queria vê-lo na carreira militar. No começo do século, recebeu bolsas de estudo para viajar até Espanha e conhecer obras de Goya, El Greco, Brueghel e ingressar no ateliê de Eduardo Chicharro, um dos mais importantes retratistas espanhóis.
Ao contrário de outros grandes artistas gráficos como José Clemente Orozco, artista filiado no Exército Constitucionalista, e de David Alfaro Siqueiros, alto oficial, Diego Rivera não teve participação directa no conflito político e militar da Revolução Mexicana de 1910. Em 1916, depois de passar por diversos países da América do Sul, fixa-se em Paris, onde mantém contacto com artistas como Picasso, Ochoa e Inclán, aderindo então ao cubismo. Em 1917, influenciado por Paul Cezanne, aproxima-se do pós-impressionismo, conseguindo chamar a atenção pelas suas telas de cores vivas.
Em 1920 empreende uma viagem à Itália onde aprofunda o estudo da arte renascentista. Quando toma conhecimento de que José Vasconcelos fora designado ministro da Educação do México, regressa ao seu país e participa em iniciativas artísticas ao lado de Orozco, Siqueiros e Tamayo.
Em 1927, Rivera é convidado para as cerimónias dos 10 anos da Revolução Bolchevique em Moscovo. Casa-se com a pintora Frida Kahlo em 1929, ano em que é expulso do Partido Comunista. Em 1930 é convidado para a realização de diversas obras nos Estados Unidos, onde a sua temática comunista desataria contradições, críticas e atritos com proprietários, governo e imprensa locais.
Em 1933 ocorre um dos episódios mais controversos da sua vida. O magnata John Rockefeller contrata Rivera para pintar um mural na entrada do edifício RCA em Nova Iorque. Era o principal edifício do Rockefeller Center. Situado na 5ª Avenida era um marco emblemático do capitalismo.
Rivera desenhou então o mural sob o tema O Homem na Encruzilhada de Caminhos ou o Homem Controlador do Universo. Estando para completá-lo, resolveu incluir um retrato de Lenine. A reação da imprensa foi imediata e virulenta. Rockefeller considerou o retrato como insulto pessoal, mandou cobrir o mural e ordenou que fosse destruído. De volta ao México em 1934, pintou o mesmo mural no 3º andar do Palácio de Belas Artes.
Em 1936 solicita ao presidente Lázaro Cárdenas asilo político a Leon Trotsky, o que se concretiza no ano seguinte, sendo recebido na Casa Azul de Frida Kahlo. Em 1940, já divorciado de Kahlo e afastado do dissidente soviético, volta a casar-se com ela.
Em 1946 pintou uma das suas obras mais importantes Sonho de uma Tarde Dominical na Alameda Central no Hotel do Prado. Integra com Orozco e Siqueiros a comissão de Pintura Mural do Instituto Nacional de Belas Artes.
Em 1950 ilustrou o livro Canto Geral de Pablo Neruda. Em 1952 realizou o mural A Universidade, a Família Mexicana, a Paz e a Juventude Esportista no Estádio Olímpico Universitário na Cidade do México.
Em 1953, Rivera cria uma obra-prima que se encontra no Teatro dos Insurgentes, Cidade do México. Tal obra tem um elevado significado pois cada imagem representa parte da história do México. O mural é feito de pequenos azulejos de vidro. A colocação esteve a cargo do mestre Luigi Scodeller.
Há uma cena em que aparece o popular comediante Cantinflas a receber dinheiro dos grupos abastadas da sociedade mexicana representada por capitalistas, militares, um clérigo e uma cortesã. Os pobres encontram-se do lado esquerdo representando os grupos exploradas. Atrás de todo o cenário vislumbra-se a antiga Basílica de Guadalupe.
Em Junho de 1954, morre Frida Kahlo e no ano seguinte casa-se com Emma Hurtado. Viaja para a União Soviética para uma intervenção cirúrgica. Falece em 24 de Novembro de 1957 em sua casa, actualmente conhecida como Museu Casa Estúdio Diego Rivera e Frida Kahlo. Os seus restos mortais foram colocados na Rotunda das Pessoas Ilustres, contrariamente à sua última vontade.

 Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Diego Rivera (fotografia de Carl van Vechten, 1932)

Frida Kahlo e Diego Rivera em 1932, foto de Carl Van Vechten
Detroit Industry, Mural Norte, 1932–33. Detroit Institute of Arts.
Mural  de Tlatelolco, Palacio Nacional, México

quarta-feira, 6 de julho de 2016

06 de Julho de 1907: Nasce a pintora mexicana Frida Kahlo

Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon foi uma das personagens mais marcantes da história do México. Patriota declarada, comunista e revolucionária Frida Kahlo, como ficou conhecida, teve uma vida de superações e sofrimentos que reflectidos na sua obra  tornaram-na uma das maiores pintoras do século XX.
Nascida a 6 de Julho de 1907 em Coyoacan, México, filha de um fotógrafo judeu-alemão Guillermo Kahlo e de Matilde Calderon y Gonzales, Frida sempre foi apaixonada pela cultura do seu país e adorava tudo que remetesse às tradições mexicanas. Facto que ela  fazia sempre questão de demonstrar na sua maneira de vestir e no seu trabalho ao incluir elementos da cultura popular.
A  vida de Frida está envolta em tragédia, a primeira acontece quando tinha seis anos e uma poliomelite  deixou-a de cama durante vários dias. Como sequela, Frida fica com um dos pés atrofiado e uma perna mais fina que a outra. Mas o facto trágico que mudaria a sua vida para sempre aconteceu quando ela tinha dezoito anos.
Frida na época estudava medicina na primeira turma feminina da escola Preparatória Nacional. Então, no dia 17 de Setembro de 1925,  de regresso a casa, ela e seu noivo Alejandro Goméz Arias, sofreram um grave acidente de autocarro que a deixou perto da morte. Trespassada por uma barra de ferro pelo abdómen e sofrendo múltiplas fracturas, inclusive na coluna vertebral, Frida levou vários meses para recuperar. Ao todo foram necessárias 35 cirurgias e mesmo depois da recuperação ela teria complicações por causa do acidente para o resto da sua vida.
Foi durante o período em que esteve a recuperar-se que surgiu a pintora.  A mãe de Frida colocou um espelho sobre a cama e um cavalete adaptado para que ela pudesse pintar deitada e Frida fez o seu primeiro auto-retrato dedicado a Alejandro que a havia abandonado: “Auto-retrato com vestido de Terciopelo”. Sobre a sua obstinação em pintar auto-retratos, 55 ao todo, que representam um terço de toda sua obra ela justificava dizendo: “Pinto a mim mesma porque estou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor”.
Dois anos depois do acidente Frida leva três dos seus quadros a Diego Rivera, um famoso pintor da época que  conhecera quando frequentava a Escola Preparatória Nacional em 1922, para que os analisasse. Esse encontro resultou no amor de ambos e na revelação de uma grande artista.
Em 21 de Agosto de 1929 eles casam-se, Frida então com 22 anos e Rivera com 43, dando início a um relacionamento dos mais extravagantes da história da arte. Em 1930 Frida engravida e sofre o primeiro aborto ficando muito abalada pela impossibilidade de levar adiante uma gravidez devido ao seu estado de saúde delicado. 
No mesmo ano, tendo já recuperado a mobilidade, porém com limitações e tendo que usar frequentemente um colete de gesso, Frida acompanha Diego nas suas viagens aos EUA revelando o seu talento ao mundo e encantando a todos com a sua forma de ser irreverente e única.
Em 1932 ela sofre o segundo aborto sendo hospitalizada em Detroit (EUA), e a sua mãe morre de  no dia 15 de Setembro do mesmo ano. Em 1934 o casal está de volta ao México, mas Frida sofre novo aborto e tem os dedos do pé direito amputados. O relacionamento com Rivera piora e ele começa a traí-la com a sua irmã mais nova Cristina. No ano seguinte Frida e Rivera separam-se e Frida conhece o escultor Isamu Noguchi com quem tem um caso, mas  ela e Rivera acabam por reconciliar-se e voltam a morar juntos no México.
Em 1936 novas cirurgias no pé além de persistentes dores de coluna, um problema de úlcera, anorexia e ansiedade. Em 1937, Frida conhece Leon Trotski que se refugia na sua casa em Coyoacan junto com a esposa Natalia Sedova. Trotsky foi o seu mais famoso caso de amor.
Em 1938, Fria Kahlo conhece André Breton, escritor, poeta e famoso teórico do surrealismo, que se encanta pela sua obra e lhe apresenta Julian Levy, coleccionador e dono de uma galeria em Nova Iorque, responsável por organizar a primeira exposição individual de Frida, realizada em 1939.
A exposição foi um sucesso absoluto e posteriormente ela realizou exposições em Paris onde conheceu grandes artistas como Pablo Picasso, Kandinsky, Marcel Duchamp, Paul Eluard e Max Ernst. Frida foi a primeira pintora mexicana a ter um de seus quadros expostos no Museu do Louvre, mas foi apenas em 1953, um ano antes da sua morte, que ela consegue realizar uma exposição das suas obras na Cidade do México.
Ainda em 1939 Frida e Diego separam-se novamente, desta vez oficialmente, mas voltam a  casar-se a 8 de Dezembro do ano seguinte.
Em 1942 ela começa a escrever o seu famoso diário onde descreve sobre todas as suas dores e pensamentos num emaranhado de textos propositadamente sobrepostos, cheio de ilustrações e cores.
De 1942 a 1950 Frida é eleita membro do Seminário de Cultura do México, passa a dar aulas na escola de arte “La Esmeralda”, mas a sua saúde cada vez pior  obriga-a a leccionar em casa. Com o quadro “Moisés”, Frida ganha o Prémio Nacional de Pintura concedido pelo Ministério da Cultura do México. Nesse período também é obrigada a fazer mais de seis cirurgias e usar um colete de ferro que quase a impede de respirar permanecendo longos períodos no hospital e tendo de usar uma cadeira de rodas.
Na noite de 13 de Julho de 1954 Frida Kahlo é encontrada morta na sua cama. A versão oficial divulgou que ela teve morte por embolia pulmonar, mas as suas últimas palavras no seu diário foram: “Espero a partida com alegria…e espero nunca mais voltar…Frida.”

Fontes: Infoescola
www.museofridakahlo.
           Infopédia
wikipedia (Imagens)


Arquivo: Frida Kahlo Diego Rivera 1932.jpg
Frida Kahlo e Diego Rivera
Arquivo: Frida Kahlo (auto-retrato) jpg.

Auto Retrato - Frida Kahlo



domingo, 19 de junho de 2016

19 de Junho de 1867: O Imperador do México, Maximiliano, é capturado e executado

O imperador do México, Maximiliano, irmão do imperador da Áustria-Hungria, Francisco José I foi fuzilado no dia 19 de Junho de 1867 em Querétaro (México), com dois dos seus generais, pelos partidários do presidente Juárez. Maximiliano tinha aceite em 1864, a coroa imperial do México que lhe havia oferecido Napoleão III. Contudo, Maximiliano não conseguiu impor a sua autoridade visto que os mexicanos continuaram fieis a Juárez. 

Em 1861, o liberal mexicano Benito Juárez tornou-se presidente de um país arruinado financeiramente, obrigando-o a deixar de cumprir os seus compromissos de pagamento da dívida aos governos europeus. Em resposta a França, a Grã-Bretanha e a Espanha enviaram as suas forças navais a Vera Cruz a fim de exigir o pagamento. A Grã-Bretanha e a Espanha negociaram com o México e retiraram as suas tropas navais, mas a França, governada por Napoleão III, decidiu valer-se da oportunidade para estabelecer um império em território mexicano. Posteriormente em 1861, uma frota francesa bem armada tomou de assalto Vera Cruz, desembarcando um amplo contingente, obrigando o presidente Juárez e o seu governo à retirada.

Certos de que uma vitória francesa no México viria facilmente e com rapidez, 6 mil combatentes franceses comandados pelo general Charles Latrille de Lorencez desencadearam um ataque a Puebla de Los Angeles, uma pequena cidade no centro-oriente do México. Do seu novo quartel general no norte do país, Juárez reuniu uma força mal treinada, enviando-a a Puebla. Comandados pelo general Ignacio Zaragoza, os 2 mil mexicanos fortificaram a cidade, preparando-se para o assalto francês. Em 5 de Maio de 1862, Lorencez lançou o seu exército, bem-provisionado e apoiado por pesada artilharia, diante da cidade de Puebla, começando o assalto a partir do norte. A batalha durou do raiar do dia até ao final da tarde e quando os franceses finalmente bateram em retirada deixaram perto de 500 baixas contra menos de 100 mortos entre os mexicanos. 

Embora não tenha sido a maior vitória estratégica da guerra  contra a França, a vitória de Zaragoza em Puebla representou uma grande vitória moral para o governo mexicano e simbolizou a capacidade do país de defender a sua soberania contra as ameaças de uma poderosa nação estrangeira. Hoje, os mexicanos celebram o aniversário da Batalha de Puebla como o Cinco de Maio, feriado nacional no país. 

Em nome da Doutrina Monroe (a América para os americanos), Washington exigira em 12 de Fevereiro de 1866, que o imperador francês retirasse as suas tropas do México. Napoleão III recusou e pediu a Maximiliano, imperador do México desde 1864, para implantar um exército nacional.


A expedição francesa ao México começou em 1862 quando o imperador gaulês, decidiu criar um império católico para contrabalançar o poder dos Estados Unidos, maioritariamente protestantes. Colocou na chefia do governo do México o irmão do imperador da Áustria, Maximiliano. Todavia, diante da pressão norte-americana e das guerrilhas mexicanas, Napoleão III retiraria as suas tropas deixando Maximiliano só, diante dos insurgentes mexicanos. Abandonado no México, o imperador Maximiliano foi capturado pelas forças de Juárez e em 19 de Junho de 1867, executado. 
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

O Imperador Maximiliano
O Imperador Maximiliano - Franz Xaver Winterhalter
A execução do Imperador Maximiliano - Édouard Manet

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

08 de Dezembro de 1886: Nasce Diego Rivera, consagrado artista plástico mexicano



Diego Rivera foi um artista mexicano, criador de diversos murais espalhados por cidades do México e dos Estados Unidos.
Na verdade, o seu nome completo era Diego María de la Concepción Juan Nepomuceno Estanislao de la Rivera y Barrientos Acosta y Rodríguez. Facilitando a vida de jornalistas e do público, decidiu adoptar apenas Diego Rivera.
Nascido em 8 de Dezembro de 1886 em Guanajuato,  começou a partir de 1896 a fazer aulas na Academia de São Carlos, desobedecendo aos desejos do seu pai que queria vê-lo na carreira militar. No começo do século, recebeu bolsas de estudo para viajar até Espanha e conhecer obras de Goya, El Greco, Brueghel e ingressar no ateliê de Eduardo Chicharro, um dos mais importantes retratistas espanhóis.
Ao contrário de outros grandes artistas gráficos como José Clemente Orozco, artista filiado no Exército Constitucionalista, e de David Alfaro Siqueiros, alto oficial, Diego Rivera não teve participação directa no conflito político e militar da Revolução Mexicana de 1910. Em 1916, depois de passar por diversos países da América do Sul, fixa-se em Paris, onde mantém contacto com artistas como Picasso, Ochoa e Inclán, aderindo então ao cubismo. Em 1917, influenciado por Paul Cezanne, aproxima-se do pós-impressionismo, conseguindo chamar a atenção pelas suas telas de cores vivas.
Em 1920 empreende uma viagem à Itália onde aprofunda o estudo da arte renascentista. Quando toma conhecimento de que José Vasconcelos fora designado ministro da Educação do México, regressa ao seu país e participa em iniciativas artísticas ao lado de Orozco, Siqueiros e Tamayo.
Em 1927, Rivera é convidado para as cerimónias dos 10 anos da Revolução Bolchevique em Moscovo. Casa-se com a pintora Frida Kahlo em 1929, ano em que é expulso do Partido Comunista. Em 1930 é convidado para a realização de diversas obras nos Estados Unidos, onde a sua temática comunista desataria contradições, críticas e atritos com proprietários, governo e imprensa locais.
Em 1933 ocorre um dos episódios mais controversos da sua vida. O magnata John Rockefeller contrata Rivera para pintar um mural na entrada do edifício RCA em Nova Iorque. Era o principal edifício do Rockefeller Center. Situado na 5ª Avenida era um marco emblemático do capitalismo.
Rivera desenhou então o mural sob o tema O Homem na Encruzilhada de Caminhos ou o Homem Controlador do Universo. Estando para completá-lo, resolveu incluir um retrato de Lenine. A reação da imprensa foi imediata e virulenta. Rockefeller considerou o retrato como insulto pessoal, mandou cobrir o mural e ordenou que fosse destruído. De volta ao México em 1934, pintou o mesmo mural no 3º andar do Palácio de Belas Artes.
Em 1936 solicita ao presidente Lázaro Cárdenas asilo político a Leon Trotsky, o que se concretiza no ano seguinte, sendo recebido na Casa Azul de Frida Kahlo. Em 1940, já divorciado de Kahlo e afastado do dissidente soviético, volta a casar-se com ela.
Em 1946 pintou uma das suas obras mais importantes Sonho de uma Tarde Dominical na Alameda Central no Hotel do Prado. Integra com Orozco e Siqueiros a comissão de Pintura Mural do Instituto Nacional de Belas Artes.
Em 1950 ilustrou o livro Canto Geral de Pablo Neruda. Em 1952 realizou o mural A Universidade, a Família Mexicana, a Paz e a Juventude Esportista no Estádio Olímpico Universitário na Cidade do México.
Em 1953, Rivera cria uma obra-prima que se encontra no Teatro dos Insurgentes, Cidade do México. Tal obra tem um elevado significado pois cada imagem representa parte da história do México. O mural é feito de pequenos azulejos de vidro. A colocação esteve a cargo do mestre Luigi Scodeller.
Há uma cena em que aparece o popular comediante Cantinflas a receber dinheiro dos grupos abastadas da sociedade mexicana representada por capitalistas, militares, um clérigo e uma cortesã. Os pobres encontram-se do lado esquerdo representando os grupos exploradas. Atrás de todo o cenário vislumbra-se a antiga Basílica de Guadalupe.
Em Junho de 1954, morre Frida Kahlo e no ano seguinte casa-se com Emma Hurtado. Viaja para a União Soviética para uma intervenção cirúrgica. Falece em 24 de Novembro de 1957 em sua casa, actualmente conhecida como Museu Casa Estúdio Diego Rivera e Frida Kahlo. Os seus restos mortais foram colocados na Rotunda das Pessoas Ilustres, contrariamente à sua última vontade.

 Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Diego Rivera (fotografia de Carl van Vechten, 1932)

Frida Kahlo e Diego Rivera em 1932, foto de Carl Van Vechten
Detroit Industry, Mural Norte, 1932–33. Detroit Institute of Arts.
Mural  de Tlatelolco, Palacio Nacional, México

terça-feira, 24 de novembro de 2015

24 de Novembro de 1957: Morre Diego Rivera, consagrado artista plástico mexicano

Morre em 24 de Novembro de 1957, aos 70 anos Diego Rivera, destacado artista mexicano, famoso por pintar obras de alto conteúdo social em edifícios públicos. Ele foi criador de diversos murais espalhados por cidades do México e dos Estados Unidos.
Na verdade, o nome completo do artista mexicano era Diego María de la Concepción Juan Nepomuceno Estanislao de la Rivera y Barrientos Acosta y Rodríguez. Facilitando a vida de jornalistas e do público, decidiu adoptar apenas Diego Rivera.
Nascido em 8 de Dezembro de 1886 em Guanajuato,  começou a partir de 1896 a fazer aulas na Academia de São Carlos, desobedecendo aos desejos do seu pai que queria vê-lo na carreira militar. No começo do século, recebeu bolsas de estudo para viajar até Espanha e conhecer obras de Goya, El Greco, Brueghel e ingressar no ateliê de Eduardo Chicharro, um dos mais importantes retratistas espanhóis.
Ao contrário de outros grandes artistas gráficos como José Clemente Orozco, artista filiado no Exército Constitucionalista, e de David Alfaro Siqueiros, alto oficial, Diego Rivera não teve participação directa no conflito político e militar da Revolução Mexicana de 1910. Em 1916, depois de passar por diversos países da América do Sul, fixa-se em Paris, onde mantém contacto com artistas como Picasso, Ochoa e Inclán, aderindo então ao cubismo. Em 1917, influenciado por Paul Cezanne, aproxima-se do pós-impressionismo, conseguindo chamar a atenção pelas suas telas de cores vivas.
Em 1920 empreende uma viagem à Itália onde aprofunda o estudo da arte renascentista. Quando toma conhecimento de que José Vasconcelos fora designado ministro da Educação do México, regressa ao seu país e participa em iniciativas artísticas ao lado de Orozco, Siqueiros e Tamayo.
Em 1927, Rivera é convidado para as cerimónias dos 10 anos da Revolução Bolchevique em Moscovo. Casa-se com a pintora Frida Kahlo em 1929, ano em que é expulso do Partido Comunista. Em 1930 é convidado para a realização de diversas obras nos Estados Unidos, onde a sua temática comunista desataria contradições, críticas e atritos com proprietários, governo e imprensa locais.
Em 1933 ocorre um dos episódios mais controversos da sua vida. O magnata John Rockefeller contrata Rivera para pintar um mural na entrada do edifício RCA em Nova Iorque. Era o principal edifício do Rockefeller Center. Situado na 5ª Avenida era um marco emblemático do capitalismo.
Rivera desenhou então o mural sob o tema O Homem na Encruzilhada de Caminhos ou o Homem Controlador do Universo. Estando para completá-lo, resolveu incluir um retrato de Lenine. A reação da imprensa foi imediata e virulenta. Rockefeller considerou o retrato como insulto pessoal, mandou cobrir o mural e ordenou que fosse destruído. De volta ao México em 1934, pintou o mesmo mural no 3º andar do Palácio de Belas Artes.
Em 1936 solicita ao presidente Lázaro Cárdenas asilo político a Leon Trotsky, o que se concretiza no ano seguinte, sendo recebido na Casa Azul de Frida Kahlo. Em 1940, já divorciado de Kahlo e afastado do dissidente soviético, volta a casar-se com ela.
Em 1946 pintou uma das suas obras mais importantes Sonho de uma Tarde Dominical na Alameda Central no Hotel do Prado. Integra com Orozco e Siqueiros a comissão de Pintura Mural do Instituto Nacional de Belas Artes.
Em 1950 ilustrou o livro Canto Geral de Pablo Neruda. Em 1952 realizou o mural A Universidade, a Família Mexicana, a Paz e a Juventude Esportista no Estádio Olímpico Universitário na Cidade do México.
Em 1953, Rivera cria uma obra-prima que se encontra no Teatro dos Insurgentes, Cidade do México. Tal obra tem um elevado significado pois cada imagem representa parte da história do México. O mural é feito de pequenos azulejos de vidro. A colocação esteve a cargo do mestre Luigi Scodeller.
Há uma cena em que aparece o popular comediante Cantinflas a receber dinheiro dos grupos abastadas da sociedade mexicana representada por capitalistas, militares, um clérigo e uma cortesã. Os pobres encontram-se do lado esquerdo representando os grupos exploradas. Atrás de todo o cenário vislumbra-se a antiga Basílica de Guadalupe.
Em Junho de 1954, morre Frida Kahlo e no ano seguinte casa-se com Emma Hurtado. Viaja para a União Soviética para uma intervenção cirúrgica. Falece em 24 de Novembro de 1957 em sua casa, actualmente conhecida como Museu Casa Estúdio Diego Rivera e Frida Kahlo. Os seus restos mortais foram colocados na Rotunda das Pessoas Ilustres, contrariamente à sua última vontade.

 Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Diego Rivera (fotografia de Carl van Vechten, 1932)

Frida Kahlo e Diego Rivera em 1932, foto de Carl Van Vechten
Detroit Industry, Mural Norte, 1932–33. Detroit Institute of Arts.
Mural  de Tlatelolco, Palacio Nacional, México

sexta-feira, 19 de junho de 2015

19 de Junho de 1867: O Imperador do México, Maximiliano, é capturado e executado

O imperador do México, Maximiliano, irmão do imperador da Áustria-Hungria, Francisco José I foi fuzilado no dia 19 de Junho de 1867 em Querétaro (México), com dois dos seus generais, pelos partidários do presidente Juárez. Maximiliano tinha aceite em 1864, a coroa imperial do México que lhe havia oferecido Napoleão III. Contudo, Maximiliano não conseguiu impor a sua autoridade visto que os mexicanos continuaram fieis a Juárez. 

Em 1861, o liberal mexicano Benito Juárez tornou-se presidente de um país arruinado financeiramente, obrigando-o a deixar de cumprir os seus compromissos de pagamento da dívida aos governos europeus. Em resposta a França, a Grã-Bretanha e a Espanha enviaram as suas forças navais a Vera Cruz a fim de exigir o pagamento. A Grã-Bretanha e a Espanha negociaram com o México e retiraram as suas tropas navais, mas a França, governada por Napoleão III, decidiu valer-se da oportunidade para estabelecer um império em território mexicano. Posteriormente em 1861, uma frota francesa bem armada tomou de assalto Vera Cruz, desembarcando um amplo contingente, obrigando o presidente Juárez e o seu governo à retirada.

Certos de que uma vitória francesa no México viria facilmente e com rapidez, 6 mil combatentes franceses comandados pelo general Charles Latrille de Lorencez desencadearam um ataque a Puebla de Los Angeles, uma pequena cidade no centro-oriente do México. Do seu novo quartel general no norte do país, Juárez reuniu uma força mal treinada, enviando-a a Puebla. Comandados pelo general Ignacio Zaragoza, os 2 mil mexicanos fortificaram a cidade, preparando-se para o assalto francês. Em 5 de Maio de 1862, Lorencez lançou o seu exército, bem-provisionado e apoiado por pesada artilharia, diante da cidade de Puebla, começando o assalto a partir do norte. A batalha durou do raiar do dia até ao final da tarde e quando os franceses finalmente bateram em retirada deixaram perto de 500 baixas contra menos de 100 mortos entre os mexicanos. 

Embora não tenha sido a maior vitória estratégica da guerra  contra a França, a vitória de Zaragoza em Puebla representou uma grande vitória moral para o governo mexicano e simbolizou a capacidade do país de defender a sua soberania contra as ameaças de uma poderosa nação estrangeira. Hoje, os mexicanos celebram o aniversário da Batalha de Puebla como o Cinco de Maio, feriado nacional no país. 

Em nome da Doutrina Monroe (a América para os americanos), Washington exigira em 12 de Fevereiro de 1866, que o imperador francês retirasse as suas tropas do México. Napoleão III recusou e pediu a Maximiliano, imperador do México desde 1864, para implantar um exército nacional.

A expedição francesa ao México começou em 1862 quando o imperador gaulês, decidiu criar um império católico para contrabalançar o poder dos Estados Unidos, maioritariamente protestantes. Colocou na chefia do governo do México o irmão do imperador da Áustria, Maximiliano. Todavia, diante da pressão norte-americana e das guerrilhas mexicanas, Napoleão III retiraria as suas tropas deixando Maximiliano só, diante dos insurgentes mexicanos. Abandonado no México, o imperador Maximiliano foi capturado pelas forças de Juárez e em 19 de Junho de 1867, executado. 
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)


O Imperador Maximiliano
O Imperador Maximiliano - Franz Xaver Winterhalter
A execução do Imperador Maximiliano - Édouard Manet