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quinta-feira, 7 de março de 2019

07 de Março de 1875: Nasce o compositor Maurice Ravel


Joseph-Maurice Ravel nasceu nos Pirenéus franceses, perto da fronteira com a Espanha em 7 de Março de 1875. Obrigações profissionais do pai levaram a família para Paris, onde o jovem Ravel ingressa no Conservatório Musical aos 14 anos. Matriculou-se como pianista, mas mudou para composição sob orientação de Gabriel Fauré. 



Ravel era menos radical como compositor que Debussy, mas rebelde ao seu jeito. Debussy podia compor peças para agradar aos mestres do Conservatório e ganhar o Prémio de Roma. Ravel, no entanto, recusou-se a submeter-se às regras de composição da escola. Deixar de ganhar prémios subestimou-o aos olhos dos seus professores ainda que, desde cedo, escrevesse peças de sucesso como a Sonata para Violino (1897) e Sheherazade (1898). Devido ao êxito dessas composições, ter deixado de ganhar o Prémio de Roma de 1905 provocou um escândalo público e a mudança na direcção do Conservatório. 

Logo após esse episódio, Ravel entrou num período de grande criação, produzindo obras como L'Heure Espagñole e Rapsodie Espagñole (1907), Valses Nobles et Sentimentales (1911), importantes peças para piano e o ballet Daphnis et Chloé para o Ballet Russo de Sergei Diaghilev em 1912. Nessa essa época encontrou-se com Igor Stravinsky, formando um grupo de compositores radicais conhecido como Les Apaches. Em 1906, começou mas não concluiu uma homenagem orquestral a Johann Strauss a que chamou Viena, que viria com La Valse 14 anos mais tarde. 

Quando eclodiu a Primeira Guerra Mundial deixou de compor. Tentou alistar-se mas foi rejeitado por razões físicas e terminou como motorista militar. Em 1916 afectado por uma disenteria volta a Paris. Pouco depois morre a sua mãe que era seu contacto humano mais próximo, pois Ravel nunca se casou. Deprimido, passou por uma longa inactividade musical. Desta época pode-se destacar apenas Poemes de Mallarmé  (1915), Trois Chansons (1916), e Le Tombeau de Couperin (1917). 

Após a guerra conclui Wien  (Viena), considerando-a um ‘poema coreográfico’, mudando o título para La Valse. Após La Valse veio L'Enfant et les Sortilèges  (1925), uma turné pelos Estados Unidos em 1928, e no mesmo ano, Bolero, certamente a sua obra mais famosa. O Concerto para Piano em Sol maior e o Concerto para Piano para a Mão Esquerda vieram à luz em 1930 e 1931. Os últimos anos de Ravel foram afectados pela Doença de Pick, mal que se reflecte em distúrbios de linguagem, personalidade e comportamento e é um tipo de demência fronto-temporal. Uma cirurgia ao cérebro em 1937 não foi bem-sucedida e Maurice Ravel morre alguns meses depois. 
De 1900 até à sua morte, Debussy foi considerado o maior compositor francês, tendo depois Ravel assumido o título. Ravel e Debussy são amiúde comparados, no entanto eram compositores distintos. Ravel empregou técnicas impressionistas em trabalhos como Daphnis et Chloé, Ma Mère l'Oye, e La Valse, mas ele era na realidade um clássico. Fantástico orquestrador, Ravel utilizava toda a gama de instrumentos, mas colocava cada nota, corda ou instrumento como um joalheiro lapida suas joias. A sua orquestração de Quadros de uma Exposição de Mussorgsky é um de seus mais famosos trabalhos orquestrais. 

Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Maurice Ravel em 1925
Ravel ao piano acompanhado pela cantora  Éva Gauthier (1928)

sábado, 23 de fevereiro de 2019

23 de Fevereiro de 1987: Morre o cantor e compositor Zeca Afonso

Poeta, cantor e compositor, José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos nasceu a 2 de Agosto de 1929, em Aveiro, e faleceu a 23 de Fevereiro de 1987, em Setúbal. Viveu até aos três anos na cidade onde nasceu, tendo, em 1932, viajado para Angola onde passou a viver com os pais e irmãos que se encontravam. Terá sido aqui que o poeta criou uma relação estreita com a Natureza e sobretudo com África que, mais tarde, se  reflectiria em muitos dos seus trabalhos.
Regressado a Portugal, depois de uma breve passagem também por Moçambique, José Afonso foi viver para casa de familiares em Belmonte, onde completou o Ensino Primário. Estudou, em Coimbra, no liceu D. João III e ingressou, depois, no curso de Ciências Histórico-Filosóficas da Faculdade de Letras daquela cidade, tornando-se notado pelas suas interpretações do fado típico coimbrão - não apenas pela qualidade da sua voz mas pela originalidade que emprestava às interpretações.
Em 1955, iniciou uma pequena carreira como professor do Ensino Secundário  leccionou em liceus e colégios de locais tão variados como Mangualde, Aljustrel, Lagos, Faro e Alcobaça. Seis anos mais tarde, partiu para Moçambique onde voltaria a dar aulas. De volta ao seu país, em 1967, conseguiu uma colocação como professor mas, ao ser expulso do Ensino por incompatilidades ideológicas face ao regime ditatorial vigente, começou a dedicar-se mais à música e, consequentemente, a gravações mais regulares.
A sua formação musical integrou um processo global de  actualização temática e musical da canção e fado de Coimbra. Foi assim que o cancioneiro de Zeca Afonso recriou temas folclóricos e até infantis, reescrevendo formas tradicionais como a "Canção de Embalar", evocando mesmo, neste retomar das mais puras raízes culturais portuguesas, o ambiente lírico dos cancioneiros primitivos (cf. "Cantiga do Monte"), ao mesmo tempo que introduziu no texto temas resultantes de um compromisso histórico, denunciando situações de miséria social e moral (os meninos pobres, a fome no Alentejo, a ausência de liberdade) e cimentando a crença numa utopia concentrada no anseio de "Um novo dia" ("Menino do Bairro Negro").
Reagindo contra a inutilidade de "cantar o cor-de-rosa e o bonitinho, muito em voga nas nossas composições radiofónicas e no nosso music-hall de exportação", partiu da convicção de que "Se lhe déssemos uma certa dignidade e lhe atribuíssemos, pela urgência dos temas tratados, um mínimo de valor educativo, conseguiríamos talvez fabricar um novo tipo de canção cuja actualização poderia repercutir-se no espírito narcotizado do público, molestando-lhe a consciência adormecida em vez de o distrair." ("Notas" de José Afonso in Cantares, p. 82).
Canções decoradas por várias gerações de portugueses, filhas da tradição e incorporando, por seu turno, a tradição cultural portuguesa, a maior parte dos temas de Zeca Afonso integram, como voz de resistência mas também como voz pura brotando das raízes do ser português, o imaginário de um povo que durante a ditadura decorou e entoou intimamente os versos de revolta de "Vampiros" ou de "A Morte Saiu à Rua", ou que fez de "Grândola, Vila Morena" o seu hino de utopia e libertação.
Menos equívoca, no pós-25 de  Abril, mas animada pelo mesmo ímpeto de reivindicação de justiça e de apelo à fraternidade, a sua canção, no que perde por vezes de subtil metaforização imposta pela escrita sob censura, ganha em força e engagement, na batalha contra novos fantasmas da alienação humana como o imperialismo, a CIA, o fascismo brasileiro, o novo colonialismo de África, o individualismo europeu. Neste alento, as Quadras Populares(1980) constituem uma verdadeira miscelânea sobre os novos desconcertos do mundo, as suas novas e renovadas formas de opressão, enumerando uma por uma as iniquidades, disparates e esperanças frustradas da sociedade saída da revolução de  Abril, aspirando, em conclusão, a uma revolução ainda não cumprida ou ainda por fazer.
Apesar de galardoado por três vezes consecutivas (1969, 1970 e 1971) com um prémio oficial, a sua produção viria a ser banida dos meios de comunicação, dado o seu conteúdo indesejável para o regime; por essa mesma ordem de razões - talvez mais do que pela inovação musical -, a sua popularidade viria a crescer após a reimplantação da democracia.
De toda a sua discografia, destacam-se os seguintes álbuns: Balada do outono(1960), Baladas de Coimbra(1962), Baladas e Canções(1964), Cantares de Andarilho(1968), Traz outro Amigo Também(1970), Venham mais Cinco(1973), Coro dos Tribunais(1974), Grândola, Vila Morena(1974), Enquanto Força(1978), Como se fora seu Filho(1983) e Galinhas do Mato(1985).
José Afonso. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagem)






Ficheiro:José Afonso - Monumento em Grandola1.JPG







sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

15 de Fevereiro de 1867: Primeira execução pública da valsa "Danúbio Azul", de Johann Strauss

A obra-prima de Johann Strauss (filho) estreou a 15 de Fevereiro, num baile de Carnaval no salão de uma piscina pública. O Compositor não esteve na apresentação. Muitos consideram a famosa valsa o hino nacional da Áustria.
A priori, a escolha das composições a serem executadas como bis após um concerto cabe ao maestro da orquestra. Porém, no tradicional Concerto de Ano Novo da Filarmónica de Viena, o regente não tem escapatória. Após o encerramento da parte oficial do programa, o público sabe de antemão o que vai ouvir. Aos aplausos incessantes e pedidos de bis, seguem-se os primeiros violinos num acorde de lá maior, em tremolo, agudo e pianíssimo. E quando as trompas começam a soar, a plateia aplaude de novo, entusiasticamente. Todos os anos, repetem-se duas obras clássicas, uma delas é a valsa Danúbio Azul, de Johann Strauss filho. A segunda, a Marcha Radetzky, de Johann Strauss pai.
Danúbio Azul é uma peça para orquestra, que acabou mais identificada com a Áustria do que o próprio hino nacional do país. Originalmente, a obra tem o nome An der schönen blauen Donau (No Belo Danúbio Azul), mas, em alemão, ela é habitualmente chamada Donauwalzere, em português, Danúbio Azul.
A valsa estreou num baile de Carnaval, a 15 de Fevereiro de 1867, no salão da piscina pública Dianabad de Viena. Por acaso, a obra não foi regida pelo seu compositor, Johann Strauss, na sua primeira execução pública. Na mesma noite, o vienense tinha uma apresentação marcada na corte imperial. Um compromisso que não poderia ser trocado por um baile de Carnaval.
A honra de apresentar Danúbio Azul num palco pela primeira vez coube a Rudolf Weinwurm, da Associação Masculina de Canto Coral de Viena. Afinal, fora a associação que havia encomendado a valsa de concerto e tivera de esperar o fim da guerra entre a Prússia e Áustria, provocada pelo então primeiro-ministro prussiano, Otto von Bismarck. Patriota, Strauss alegava falta de condições de compor algo alegre durante o conflito. Somente quando a paz foi assinada em 3 de Outubro de 1866, o vienense dedicou-se ao trabalho.
Assim, Danúbio Azul ficou pronta com mais de seis meses de atraso. Com a Áustria ocupada pelos prussianos, foi o próprio Bismarck quem definiu a data de apresentação da nova composição de Strauss, que possivelmente se sentiu desconfortável ao saber que sua estreia foi executada pela banda do regimento alemão de infantaria 42, Jorge V, rei de Hannover, que estava estacionada em Viena.
Naquela noite, a música de Strauss foi acompanhada de um texto cantado, de autoria de Josef Weyl, um dos membros do coral. Tida como medíocre, a letra acabou por ser mais tarde abandonada, de modo a que a valsa se consagrou pela sua composição musical.
Há quem confunda a autoria de Danúbio Azul, devido ao facto de pai e filho terem o mesmo nome e ambos terem sido compositores de valsas. Mas, embora Johann Strauss pai tenha composto muitos clássicos, como a Marcha Radetzky, foi o seu filho que se consagrou como o rei da valsa.
E, apesar da popularidade de Danúbio Azul, muitos músicos apontam outras composições como as melhores de Strauss: Rosas do Sul (Rosen aus dem Süden), Vozes da Primavera (Frühlingsstimmen) e Vida de Artista (Künstlerleben), entre outras.
Isto não quer dizer, porém, que Danúbio Azul não tenha admiradores entre os mestres da música erudita. Richard Wagner, por exemplo, não escondia seu encanto pelo primor da introdução da valsa, e Johannes Brahms teria anotado certa vez num guardanapo um comentário sobre a obra-prima de Strauss: "Infelizmente não é minha."
Fontes: DW
wikipedia(imagens)
File:Donauwalzer.jpg


 File:Johann Strauss 1898.jpg
Johann Strauss (filho)


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

13 de Fevereiro de 1883: Morre o compositor Richard Wagner

Richard Wagner, poeta e compositor alemão, nasceu em Leipzig  a 22 de Maio de 1813 e morreu em Veneza a 13 de Fevereiro de 1883.
Génio de riqueza invulgar, ele próprio escreveu os poemas para as suas composições musicais, inspirados, geralmente, nas lendas regionais da Germânia.
Deixou cartas, estudos autobiográficos e numerosos opúsculos, reunidos mais tarde numa coletânea a que foi dado o título de Gesammelte Schriften, onde ficaram expostas as suas teorias relativas à arte musical, em obediência a temas definidos, de que se salientam A Obra e a Arte do Futuro, Ópera e Drama, Como Dirigir Uma Orquestra e A minha Vida.
Como compositor, dramaturgo, crítico, teórico e dirigente de orquestra concretizou a sua ideia de uma obra de arte completa, em que todas as artes do palco se fundissem numa unidade.
Richard Wagner foi o criador do drama musical: modificou a conceção da ópera tradicional, com a preocupação de estabelecer ligação estreita entre a música e a poesia.
A sua música, cheia de símbolos, é marcada pela exploração sistemática de cada tema musical. A sua orquestra, que ele considerava como principal alavanca e esteio da emoção dramática, é instrumentalmente muito rica e colorida.
Richard Wagner teve uma vida artística muito intensa, muito rica e movimentada, tendo realizado concertos em São Petersburgo, Moscovo, Praga e Budapeste.
Do encontro com Luís II, rei da Baviera (1845-1886), resultou a sua mudança para Munique, capital daquele reino, onde viveu e trabalhou até 1872, ano em que se estabeleceu em Bayreuth, onde teve começo a construção do «teatro de Wagner», a Festspielhaus, destinada exclusivamente à representação das suas obras.
A transformação da ópera em drama musical, que começa com Tannhäuser e Lohengrin, completa-se com Tristão e Isolda e confirma-se com Parsifal.
Entre os dramas musicais mais notáveis de R. Wagner contam-se: O Navio Fantasma (1841), Tannhäuser (1844), Lohengrin (1848), Os Mestres Cantores de Nuremberga (1867), O Anel de Nibelungo (1853), Tristão e Isolda (1859) e Parsifal (1882, ano anterior ao da sua morte).
Fontes: Infopédia
https://www.wagner-tuba.com/richard-wagners-life/
wikipedia (Imagens)
Público



Casa onde nasceu Richard Wagner


A família Wagner e amigos em 1881. Acima, da esquerda à direita: Blandine von Bülow, Heinrich von Stein (professor de Siegfried), Cosima e Richard Wagner e Paul von Joukowsky (amigo da família); abaixo, da esquerda à direita: Isolde, Daniela von Bülow, Eva e Siegfrie

domingo, 3 de fevereiro de 2019

03 de Fevereiro de 1809: Nasce o compositor alemão Felix Mendelssohn, nome maior do Romantismo.

Compositor, pianista, maestro e professor alemão, nasceu no   dia 3 de fevereiro de 1809, em Hamburgo, na Alemanha, e morreu em 1847, em Leipzig. Foi uma das figuras mais importantes do início do período romântico. Mendelssohn foi um homem dotado: um bom pintor, um bom escritor e, com amplos conhecimentos literários, foi principalmente um grande compositor, um soberbo pianista e organista, um bom violinista e um maestro valoroso. Combinava o classicismo das suas composições com uma inclinação romântica, transmitindo à sua obra uma estilização muito própria. O seu perfeccionismo quanto à forma é perfeitamente notável no legado musical que deixou. Esta tendência levou a que o seu formalismo fosse, muitas vezes, confundido com superficialidade e ligeireza, o que o trouxe para um segundo plano da música clássica. Posteriormente, foi-lhe reservado o lugar merecido e a redescoberta do seu romantismo é uma realidade, patente na gravação e apresentação mais frequente das suas peças.
Começou a estudar Piano com a mãe e, mais tarde, com Ludwig Berger e com K. F. Zelter, altura em que se revelou um compositor bastante precoce. Durante a adolescência, escreveu várias composições, entre elas cinco óperas, 11 sinfonias para orquestra de cordas, concertos, sonatas e fugas. Depois, com apenas 17 anos, em 1826, compôs o acompanhamento musical para uma peça de Shakespeare, Sonho de Uma Noite de verão. Ainda hoje, esta é uma das suas obras mais reconhecidas e divulgadas e surpreende a maturidade de composição que o jovem Mendelssohn já revelava com esta idade. Nesse trabalho, os efeitos atmosféricos e as melodias líricas novas revelaram também a sua originalidade como compositor. Em 1829, deu-se, por inteira iniciativa de Mendelssohn, um acontecimento de grande relevo na vida musical da Alemanha e de todo o mundo: a primeira audição, depois da morte de Bach, de A Paixão Segundo S. Mateus, conduzida pelo compositor. A sua atividade como chefe de orquestra recebeu um grande impulso com essa iniciativa; algum tempo depois, foi nomeado diretor de todas as instituições musicais, públicas e privadas, da cidade de Düsseldorf.
Na sua música, Mendelssohn observou os modelos clássicos e os aspetos-chave do Romantismo. O seu movimento artístico exaltou os sentimentos e a imaginação, acima das formas rígidas e das tradições. Entre os seus trabalhos mais famosos encontram-se Overture to a Midsummer Night's Dream (1826), Italian Symphony (1833), Scottish Symphony (1843), Violin Concerto in E Minor-Major (1844), dois concertos para piano (1831, 1837), a oratória Elijah (1846) e várias peças de música de câmara.
O excesso de trabalho e o choque da repentina morte da irmã Fanny (também ela compositora), em maio de 47, resultou na sua própria morte, em novembro desse mesmo ano.
Fontes:Infopédia
wikipedia (imagens)


Selo alemão dedicado a Mendelssohn