Mostrar mensagens com a etiqueta Museus. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Museus. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

15 de Janeiro de 1759: O Museu Britânico, em Londres, é aberto ao público na Montagu House, Bloomsbury.

O Museu Britânico é o repositório nacional para as relíquias da ciência e da arte. Localizado no distrito de Bloomsbury de Londres dispõe de secções de antiguidades, pinturas e desenhos, moedas e medalhas, etnografia. O local foi criado por um acto do Parlamento em 1753, quando a colecção de sir Hans Sloane, iniciada no século anterior e designada Gabinete das Curiosidades, foi comprada pelo governo, juntando-se à colecção Cotton e à biblioteca Harleian. 
O museu foi inaugurado em 15 de Janeiro de 1759 na Mansão Montagu, porém a aquisição da biblioteca de George III em 1823 obrigou-o a  expandir-se. A primeira ala do novo edifício foi concluída em 1829, o quadrângulo em 1852 e o grande e abobadado Salão de Leitura em 1857, onde Karl Marx e Friedrich Engels passavam boa parte de seu tempo. Por decisão do Parlamento em 1973, a Biblioteca Britânica foi estabelecida como entidade separada do Museu, mudando-se para novas e completas instalações em 1997. 
Aquele foi o primeiro museu público do mundo. Dentre os grandes museus ingleses, é o único fundado simultaneamente com uma biblioteca, projecto semelhante ao magnífico museu de Alexandria, criado por Ptolomeu I, que era associado à mais valiosa biblioteca da antiguidade. Data da época em que a humanidade começava a reconhecer todas as potencialidades de um museu como instituição de educação geral e centro de pesquisas, muito mais que um repositório de raridades. 
A iniciativa de criar foi de Sir Sloane, famoso médico nascido na Irlanda e presidente da Sociedade Real entre 1727 e 1740. No  seu testamento enumerou todos os itens do seu acervo pessoal e manifestou o desejo de oferecê-los à Coroa pelo valor simbólico de 20 mil libras esterlinas. Sem questionar, o Parlamento uniu-se à Igreja para reunir os recursos financeiros necessários para adquirir a colecção e um local para abrigá-la, tanto esta como a biblioteca cottoniana - que já havia sido adquirida em 1700. A sede encontrada foi a mansão de tijolos vermelhos, a Montagu House. 
A colecção Sloane reunia mais de 69 mil itens, entre livros, manuscritos, medalhas, moedas, mapas, globos, desenhos, produtos naturais, artificiais e antiguidades. A partir do início do século XIX todo o acervo começou a ser reorganizado. A iniciativa fez com que diversas outras colecções fossem chegando, através de doações e aquisições. Paralelamente, o prédio também era ampliado e modificado. Com a reforma feita por Robert Smike entre 1823 e 1852, o prédio ganhava a forma de museu. Outra modificação importante foi feita entre 1878 e 1886 quando as pinturas a óleo foram transferidas para outras galerias nacionais, assim como as colecções de história natural, que foram reunidas no novo Museu de História Natural, em Kensington, perto do Hyde Park. 
Não havia pagamento de entrada ou cobrança por qualquer serviço prestado pelo Museu Britânico. Sempre foi muito forte, também, a relação museu-biblioteca, visando facilitar o trabalho de pesquisadores, estudiosos e curiosos pois, segundo a filosofia do museu, todas as artes e ciências apresentam conexão entre si. 
Além de recursos do Parlamento, o Museu Britânico sobrevivia graças a verbas provenientes do Fundo Nacional para Colecções de Arte, que recebia e administrava doações das associações de amigos de museus e galerias. Outras doações foram importantes para a sobrevivência desta instituição. Uma delas de Willian White, vizinho do museu, que deixou em testamento a sua propriedade contígua para que fosse construída uma nova ala para a biblioteca do Museu Britânico. A biblioteca teria em 1963 um novo prédio. Em consequência, o museu também se expande, passando a ocupar o antigo espaço dos livros. 
A colecção de pinturas e desenhos do museu é uma das mais famosas do mundo. A colecção de história natural foi transferida para edifícios do Museu de História Natural. Um dos mais célebres objectos em exposição na secção do Antigo Egipto é o bloco conhecido como Pedra de Roseta, fragmento de uma estela de granodiorito, cujo texto foi crucial para a compreensão moderna dos hieróglifos egípcios decifrados pelo arqueólogo francês Jean-François Champolion em 1822. Há também uma vasta colecção de múmias egípcias bem como relíquias gregas que incluem os Mármores de Elgin e uma cariátide do Erechtheum, templo da Antiga Grécia construído na face norte da Acrópole de Atenas. 
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)


O Museu c. 1715
Pedra de Roseta em exposição, 1874 
Museu Britânico

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

19 de Novembro de 1819: É inaugurado o Museu do Prado

O Museu Nacional do Prado é um dos mais importantes de Espanha e do mundo. Forma com  o Museu Thyssen-Bornemisza e o Museu Rainha Sofia  o "triângulo da arte", em Madrid.
Inaugurado no dia 19 de Novembro de 1819, o museu foi construído pela monarquia espanhola que desejava ver, na capital do país, símbolos do progresso que tomava conta da Europa. A área do Passeio do Prado é arborizada e cercada por fontes como a das Cibeles, a de Apolo e a de Neptuno, todas inspiradas em temas clássicos, assim como o edifício, de estilo neoclássico.
A construção e as obras que ela abriga sobreviveram sem grandes danos à invasão de Napoleão (que o utilizou como estrebaria e quartel general), à Guerra Civil Espanhola e à Segunda Guerra Mundial.
Actualmente o acervo do museu é composto por mais de 17 mil obras de arte e os dois artistas mais bem representados pela instituição são Velázquez e Goya. O Prado possui a mais importante colecção de arte espanhola do mundo, seguida em importância pela sua colecção de arte italiana e flamenga.
É possível realizar uma visita virtual pelo museu, que disponibiliza gratuitamente mais de 2.000 obras em alta resolução.
A construção do edifício data do final do século XVIII quando Carlos III, rei de Espanha, fez planos para transformar Madrid numa capital bela e moderna. Em 1785 ele ordenou a Juan Villanueva, arquitecto real e um dos mais célebres ícones do estilo neoclássico na península ibérica, que projectasse um edifício no Prado de São Jerónimo para abrigar o Gabinete de História Natural e a Academia de Ciências.
O Museu do Prado só foi inaugurado 34 anos depois. O atraso deveu-se, entre outros contratempos, à invasão da Espanha por Napoleão, em 1808. Os franceses invadiram o edifício, que já estava com o exterior concluído, e o utilizaram-no como estrebaria da Cavalaria Napoleónica e quartel.
O acervo espanhol também não escapou aos saques: a Comissão Imperial de Sequestros de Napoleão enviou a Paris 50 quadros confiscados de personalidades espanholas e partidários de Fernando VII, então rei de Espanha. Os espanhóis também saquearam o prédio depois da expulsão dos franceses. Precisavam de material para reconstruir as casas danificadas no conflito.
Com o passar do tempo, a finalidade do edifício foi alterada. Fernando VII, neto de Carlos III, foi incentivado pela rainha Maria Isabel de Bragança, sua esposa e grande amante das artes, a destinar o prédio para a criação de um Museu Real de Pintura e Escultura.
A inauguração foi realizada no dia 19 de Novembro de 1819 com 311 obras expostas e mais de 1.500 no acervo, que foi formado a partir das colecções dos monarcas e nobres espanhóis.
Com o fim da monarquia dos Bourbon, em 1868,os bens da coroa espanhola foram nacionalizados e o museu assumiu o seu nome definitivo: Museu Nacional do Prado.
Tanto a colecção como o número de visitantes do Prado cresceram muito nos séculos XIX e XX. Por essa razão, o museu foi submetido a sucessivas ampliações.
wikipedia (Imagens)

Vista da fachada norte do Museu do Prado, obra de Fernando Brambila

File:Entrada al Real Museo por el Lado de San Jerónimo.jpg
Fachada frontal do Museu do Prado
 Ficheiro:Fachada frontal Museo del Prado.JPG

File:Las Meninas 01 rotated frame.jpg
Las Meninas, de Velázquez, uma das obras em exposição no Museu

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

10 de Agosto de 1793: É inaugurado o Museu do Louvre em Paris

Depois de mais de dois séculos como palácio real e sede do poder monárquico, o Louvre é inaugurado no dia 10 de Agosto de 1793 como museu público pelo governo revolucionário francês.

Hoje, o acervo do Louvre é um dos mais ricos e diversificados do mundo, com obras de arte – fundamentalmente pinturas e esculturas – e objectos representativos de 11 mil anos de civilização e cultura da humanidade.
O palácio do Louvre começou com o rei Francisco I em 1546 no local onde antes existiu uma fortaleza do século XII construída pelo rei Filipe II. Francisco era um grande coleccionador de arte e o Louvre servia como sua residência real. Os trabalhos de remodelação do palácio, supervisionados pelo arquitecto Pierre Lescot, continuaram após a morte de Francisco e prosseguiram nos reinados de Henrique II e Carlos IX.

Quase todos os monarcas que se seguiram ampliaram o Louvre e os terrenos em volta, porém as maiores ampliações ocorreram sob o reinado de Luis XIII e Luis XIV no século XVII. Ambos os reis expandiram enormemente os bens artísticos da coroa, chegando Luis XIV a adquirir toda a colecção de arte do rei Carlos I de Inglaterra após a sua execução na Guerra Civil inglesa. Em 1682, Luis XIV mudou a corte para Versalhes e o Louvre deixou de ser a principal sede e residência da monarquia.

Envolvidos pelo espírito do Iluminismo, muitos na França começaram a conclamar pela exibição pública das colecções reais. Denis Diderot, grande escritor e filósofo francês e inspirador da Enciclopédia, estava entre os primeiros a propor a criação de um museu nacional de arte aberto ao grande público.

Embora o rei Luis XV tenha exibido temporariamente uma selecção de pinturas do seu acervo no Palácio de Luxemburgo em 1750, somente com a eclosão da Revolução Francesa é que foram alcançados efectivos progressos na instalação de um museu permanente. No dia 10 de Agosto de 1793, o governo revolucionário inaugurou o Museu Central de Artes na Grande Galeria do Louvre.

O acervo do Louvre cresceu rapidamente. O exército francês pilhou peças arqueológicas e artísticas dos territórios e nações conquistadas nas guerras do período revolucionário e principalmente nas Guerras Napoleónicas. Muitos desses objectos de arte saqueados retornaram às suas origens depois da derrota de Napoleão em 1815, porém muito das colecções de antiguidades da secção do Egipto e de outros departamentos deve às conquistas de Napoleão.

Duas novas alas foram acrescentadas ao edifício central no século XIX e o complexo de vários edifícios do Louvre foi completado em 1857, durante o reinado de Napoleão III.


Nos anos 1980 e 1990, o Grande Louvre como o museu é oficialmente conhecido, passou por uma grande remodelação. Inúmeros serviços públicos modernos foram acrescentados e milhares de metros quadrados de espaço para exibição foram abertos.

O arquitecto chinês I. M. Pei construiu uma imensa pirâmide de aço e vidro no centro do pátio de Napoleão, fronteiriço ao museu e que se abre também ao interior. Tradicionalistas invectivaram-na como um ultraje e ofensa às melhores tradições. Em 1993, por ocasião do 200º aniversário do museu, uma ala reconstruída, antigamente pertencente ao Ministério das Finanças, foi aberta ao público. Pela primeira vez, todo o complexo do Louvre era destinado aos objetivos artísticos e culturais do Grande Museu do Louvre.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (Imagens)

Museu  do Louvre - Hubert Robert (1796)Fichier:Hubert Robert - Projet d'aménagement de la Grande Galerie du Louvre (1796).JPG
As Tulherias, o Louvre e a rua Rivoli - Charles Fichot
File:Paris moderne. Les Tuileries, le Louvre, et la rue de Rivoli, vue prise du Jardin des Tuileries.jpg

quarta-feira, 23 de maio de 2018

23 de Maio de 1905: Inauguração do Museu dos Coches

Criado por iniciativa da Rainha D. Amélia de Orleães e Bragança, mulher do rei D. Carlos I, o Museu dos Coches Reaes, como então se chamava, foi inaugurado no dia 23 de Maio de 1905.

D. Amélia, senhora de grande cultura, toma consciência do valor patrimonial das viaturas de gala da Casa Real e com o apoio de Monsenhor Joaquim Boto, Cónego da Patriarcal de Lisboa e do Conselho do Rei e do seu Estribeiro-Mor, Tenente Coronel de Cavalaria Alfredo Albuquerque, propõe-se reuni-lo, salvaguardá-lo e apresentá-lo ao público à semelhança do que acontecera, pela primeira vez em Paris em 1900, na Exposição Universal.

O local escolhido para a sua instalação foi o Picadeiro Real de Belém que deixara de ser utilizado e onde, há época, já se encontravam armazenadas algumas das principais viaturas da corte e para onde a rainha fez convergir os antigos carros nobres da Casa Real Portuguesa e respectivos acessórios, património que se encontrava disperso pelos vários depósitos e cocheiras dos palácios reais.

Da primitiva colecção faziam parte 29 viaturas, fardamentos de gala, arreios de tiro e acessórios de cavalaria utilizados pela Família Real.

Após a implantação da Republica, em 1910, o Museu passa a designar-se por Museu Nacional dos Coches e o seu espólio foi enriquecido com outros veículos da Coroa, do Patriarcado de Lisboa e de algumas casas nobres.

Hoje o Museu reune uma colecção que é considerada única no mundo devido à variedade artística das magníficas viaturas de aparato dos séculos XVII, XVIII e XIX e ao número de exemplares que integra.

De entre os veículos expostos destacam-se coches, berlindas, carruagens, seges, carrinhos de passeio, liteiras, cadeirinhas e carrinhos de criança formando um interessante conjunto que permite ao visitante compreender a evolução técnica e artística dos meios de transporte utilizados pelas cortes europeias até ao aparecimento do automóvel.

Completam a colecção um núcleo de arreios de tiro, arreios de cavalaria, selas, fardamentos de gala, de armaria e acessórios de cortejo setecentistas de que se destaca um conjunto de trombetas da Charamela Real bem como uma galeria de retratos a óleo dos monarcas da Dinastia de Bragança.
wikipedia (imagens)

 

sábado, 19 de maio de 2018

19 de Maio de 1797: Nasce D. Isabel de Bragança, Infanta de Portugal, Rainha de Espanha e fundadora do Museu do Prado

Maria Isabel De Bragança é considerada a fundadora do Museu do Prado. Na sala 75 do Museu descobre-se um episódio histórico bem conhecido pelos espanhóis, mas desconhecido para a maioria dos portugueses. Ao fundo, a legenda do retrato da rainha Maria Isabel de Bragança apresenta-a como fundadora do Real Museu de Pintura e Escultura do Prado. Na imagem, a infanta , casada com o rei Fernando VII de Espanha, aponta com a mão direita para a conhecida pinacoteca, visível através de uma janela. Na mão esquerda, segura os planos arquitectónicos. O quadro terá sido pintado onze anos depois da sua morte por Bernardo López Piquer, um retratista castelhano.
Maria Isabel Francisca de Assis Antónia Carlota Joana Josefa Xavier de Paula Micaela Rafaela Isabel Gonzaga de Bragança  nasceu no dia 19 de Maio de 1797, no Palácio de Queluz.  Era filha de D. João VI e de D. Carlota Joaquina.  Sensível à arte, generosa, tranquila, dócil, romântica, de modos suaves, não falha as lições de pintura de mestre Domingos António de Sequeira. 
Em 1807, durante a primeira invasão francesa, a família real muda-se para o Brasil, para impedir a perda da coroa e da independência.  O bilhete de regresso à Europa só chega em 1814. O irmão de Carlota Joaquina, Fernando VII, restaura a dinastia Borbón e escreve-lhe secretamente para lhe pedir a mão da filha. Na missiva, solicita ainda a mão de Maria Francisca, irmã de Maria Isabel, para o seu irmão Carlos Isidro. As negociações arrastam-se, mas as infantas embarcam em direcção a Cádis em 22 de Março de 1816. A viagem é atribulada, devido ao estado do mar, pelo que só cinco meses depois chegam ao destino. Dali, ainda têm de rumar a Madrid, onde conhecerão os esposos: já casaram com eles por procuração, através dos seus representantes legais. 
Reza a história que Maria Isabel de Bragança teve uma recepção estranha na capital. Marsilio Cassotti confirma no livro Infantas de Portugal, Rainhas em Espanha que as duas raparigas são aceites sem dote. Não é de estranhar. Num continente em guerra com França para impedir o sonho imperial de Napoleão, nenhuma casa real tem dinheiro. Na mesma obra, Maria Isabel é descrita como “roliça, descorada, de olhos esbugalhados, nariz proeminente, boca pequena e aspecto pouco inteligente”. Verdade seja dita: Fernando VII também não é encantador. “Tem baixa estatura, forte compleição, o nariz monumental e o gesto antipático”, escreve Cassotti, além de “modos camponeses”. Apesar de uma primeira impressão negativa, a portuguesa conquista a população quando manda desmarcar os festejos em honra do seu casamento. Tudo para não aumentar o sacrifício do povo, muito massacrado pelas dificuldades trazidas pela Guerra da Independência. 
Nem tudo lhe corre de feição, até porque o marido não é um homem apaixonado. Após o nascimento da primeira filha, Maria Isabel de Bragança surpreende a corte espanhola com a decisão de amamentá-la. Não é o costume da aristocracia, muito menos da família real. A estada no Brasil pode ter influenciado o arrojo, pois as brasileiras crioulas preferem dar peito aos filhos, para evitar que sejam nutridos por mulheres de raças misturadas. A bebé não sobrevive.
A segunda gravidez não tarda. O parto é difícil e prolongado. O esforço e o cansaço provocam convulsões que paralisam o corpo da rainha. Parece morta. Maria Isabel sofre de epilepsia, mas os cirurgiões que a acompanham desconhecem esse facto. Por isso, solicitam ao rei uma cesariana de emergência para salvar o feto. Apesar dos apelos da irmã Maria Francisca, que revela a doença aos especialistas e os adverte sobre a possibilidade de a soberana estar viva, a cirurgia avança. Quando lhe cortam o ventre, Maria Isabel grita de dor, mas a operação continua e dá origem a uma grande hemorragia. A paciente não resiste. Nas ruas, começa a circular o boato de que a rainha morreu duas vezes.
A criança acaba por falecer minutos depois. Estamos em 26 de Dezembro de 1818. Nesse dia, já se encontravam depositados no  Museu do Prado, a mando da rainha, 850 quadros. A pinacoteca abre ao público em Novembro do ano seguinte, sem a presença da sua fundadora. Na inauguração, apenas estavam expostas 311 obras, provenientes de colecções reais e da nobreza, seleccionadas pelo marquês de Santa Cruz e pelo pintor da corte, Vicente López. Hoje em dia, o acervo do Museu do Prado engloba cerca de 8600 pinturas, mais de cinco mil desenhos, duas mil gravuras, setecentas esculturas e fragmentos escultóricos, cerca de mil moedas e medalhas e quase duas mil peças de artes decorativas.
 Fontes: Super interessante
 wikipedia (imagens)
 
Detalhe de retrato de D. Maria Isabel de Bragança, por Vicente López Portaña.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

18 de Maio: Dia Internacional dos Museus



O Dia Internacional dos Museus é celebrado anualmente a 18 de maio.
A celebração da data é feita desde o dia 18 de maio de 1977, por proposta do ICOM – Conselho Internacional de Museus (organismo da UNESCO).
Neste dia vários museus têm entrada gratuita, sendo possível visitar as suas exposições e obras, assim como participar nas iniciativas preparadas para comemorar o Dia Internacional dos Museus. O horário de funcionamento dos museus é alargado com o objetivo de mais pessoas poderem visitar os espaços museológicos do país.


Resultado de imagem para dia internacional dos museus 2018

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

20 de Fevereiro de 1872: É inaugurado o Metropolitan Museum of Art em Nova Iorque

No dia 20 de Fevereiro de 1872, o Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque abre as suas portas ao público pela primeira vez. O museu já havia sido fundado dois anos antes, mas sem prédio fixo ou obras de arte. Com apenas um sarcófago na colecção, a aquisição de 174 pinturas em 1871, incluindo obras de Anthony van Dyck e Nicolas Poussin, iniciou o que é hoje o maior museu de arte dos Estados Unidos.

Um ano depois, o primeiro espaço de exposição foi alugado no prédio Dodworth, na Quinta Avenida, e a abertura realizada. “As pinturas estavam esplêndidas e os elogios eram tantos e tão fortes que receio que as bocas dos donos se curvariam permanentemente num largo sorriso”, escreveu John Taylor Johnston, presidente do Met, como ficaria conhecido.

Três meses depois, o superintendente George Putnam reportava que mais de seis mil visitantes haviam apreciado a exibição de abertura, “incluindo artistas, estudantes, críticos e amadores de outras cidades e vários de Boston”. Um dos críticos era Henry James, que se tornaria um famoso escritor norte-americano. Ele disse que a compra de 1871 fazia com que o Met obtivesse uma fundação sólida para o seu desenvolvimento e elogiou o catálogo artístico.

Em 1873, o Museu  muda-se para a mansão Douglas, na rua 14, e sete anos depois  estabelece-se onde está hoje, no Central Park. Actualmente possui mais de dois milhões de peças, das quais dezenas de milhares estão disponíveis ao público. Destaque para a Sala de Armas e Armaduras e a colecção de artefactos de rituais do Pacífico. 

Um facto curioso do museu é que os 25 dólares cobrados para a entrada não são obrigatórios, mas apenas "recomendados". Assim, muitas pessoas entram de graça ou fazem pagamentos simbólicos para ter acesso ao acervo.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Gravura em madeira da abertura do Metropolitan Museum, publicada na Frank Leslie's Weekly em Março de 1872






O Museu em 1914





segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

15 de Janeiro de 1759: O Museu Britânico, em Londres, é aberto ao público na Montagu House, Bloomsbury.

O Museu Britânico é o repositório nacional para as relíquias da ciência e da arte. Localizado no distrito de Bloomsbury de Londres dispõe de secções de antiguidades, pinturas e desenhos, moedas e medalhas, etnografia. O local foi criado por um acto do Parlamento em 1753, quando a colecção de sir Hans Sloane, iniciada no século anterior e designada Gabinete das Curiosidades, foi comprada pelo governo, juntando-se à colecção Cotton e à biblioteca Harleian. 
O museu foi inaugurado em 15 de Janeiro de 1759 na Mansão Montagu, porém a aquisição da biblioteca de George III em 1823 obrigou-o a  expandir-se. A primeira ala do novo edifício foi concluída em 1829, o quadrângulo em 1852 e o grande e abobadado Salão de Leitura em 1857, onde Karl Marx e Friedrich Engels passavam boa parte de seu tempo. Por decisão do Parlamento em 1973, a Biblioteca Britânica foi estabelecida como entidade separada do Museu, mudando-se para novas e completas instalações em 1997. 
Aquele foi o primeiro museu público do mundo. Dentre os grandes museus ingleses, é o único fundado simultaneamente com uma biblioteca, projecto semelhante ao magnífico museu de Alexandria, criado por Ptolomeu I, que era associado à mais valiosa biblioteca da antiguidade. Data da época em que a humanidade começava a reconhecer todas as potencialidades de um museu como instituição de educação geral e centro de pesquisas, muito mais que um repositório de raridades. 
A iniciativa de criar foi de Sir Sloane, famoso médico nascido na Irlanda e presidente da Sociedade Real entre 1727 e 1740. No  seu testamento enumerou todos os itens do seu acervo pessoal e manifestou o desejo de oferecê-los à Coroa pelo valor simbólico de 20 mil libras esterlinas. Sem questionar, o Parlamento uniu-se à Igreja para reunir os recursos financeiros necessários para adquirir a colecção e um local para abrigá-la, tanto esta como a biblioteca cottoniana - que já havia sido adquirida em 1700. A sede encontrada foi a mansão de tijolos vermelhos, a Montagu House. 
A colecção Sloane reunia mais de 69 mil itens, entre livros, manuscritos, medalhas, moedas, mapas, globos, desenhos, produtos naturais, artificiais e antiguidades. A partir do início do século XIX todo o acervo começou a ser reorganizado. A iniciativa fez com que diversas outras colecções fossem chegando, através de doações e aquisições. Paralelamente, o prédio também era ampliado e modificado. Com a reforma feita por Robert Smike entre 1823 e 1852, o prédio ganhava a forma de museu. Outra modificação importante foi feita entre 1878 e 1886 quando as pinturas a óleo foram transferidas para outras galerias nacionais, assim como as colecções de história natural, que foram reunidas no novo Museu de História Natural, em Kensington, perto do Hyde Park. 
Não havia pagamento de entrada ou cobrança por qualquer serviço prestado pelo Museu Britânico. Sempre foi muito forte, também, a relação museu-biblioteca, visando facilitar o trabalho de pesquisadores, estudiosos e curiosos pois, segundo a filosofia do museu, todas as artes e ciências apresentam conexão entre si. 
Além de recursos do Parlamento, o Museu Britânico sobrevivia graças a verbas provenientes do Fundo Nacional para Colecções de Arte, que recebia e administrava doações das associações de amigos de museus e galerias. Outras doações foram importantes para a sobrevivência desta instituição. Uma delas de Willian White, vizinho do museu, que deixou em testamento a sua propriedade contígua para que fosse construída uma nova ala para a biblioteca do Museu Britânico. A biblioteca teria em 1963 um novo prédio. Em consequência, o museu também se expande, passando a ocupar o antigo espaço dos livros. 
A colecção de pinturas e desenhos do museu é uma das mais famosas do mundo. A colecção de história natural foi transferida para edifícios do Museu de História Natural. Um dos mais célebres objectos em exposição na secção do Antigo Egipto é o bloco conhecido como Pedra de Roseta, fragmento de uma estela de granodiorito, cujo texto foi crucial para a compreensão moderna dos hieróglifos egípcios decifrados pelo arqueólogo francês Jean-François Champolion em 1822. Há também uma vasta colecção de múmias egípcias bem como relíquias gregas que incluem os Mármores de Elgin e uma cariátide do Erechtheum, templo da Antiga Grécia construído na face norte da Acrópole de Atenas. 
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

O Museu c. 1715

Pedra de Roseta em exposição, 1874 
Museu Britânico

terça-feira, 23 de maio de 2017

23 de Maio de 1905: Inauguração do Museu dos Coches

Criado por iniciativa da Rainha D. Amélia de Orleães e Bragança, mulher do rei D. Carlos I, o Museu dos Coches Reaes, como então se chamava, foi inaugurado no dia 23 de Maio de 1905.

D. Amélia, senhora de grande cultura, toma consciência do valor patrimonial das viaturas de gala da Casa Real e com o apoio de Monsenhor Joaquim Boto, Cónego da Patriarcal de Lisboa e do Conselho do Rei e do seu Estribeiro-Mor, Tenente Coronel de Cavalaria Alfredo Albuquerque, propõe-se reuni-lo, salvaguardá-lo e apresentá-lo ao público à semelhança do que acontecera, pela primeira vez em Paris em 1900, na Exposição Universal.

O local escolhido para a sua instalação foi o Picadeiro Real de Belém que deixara de ser utilizado e onde, há época, já se encontravam armazenadas algumas das principais viaturas da corte e para onde a rainha fez convergir os antigos carros nobres da Casa Real Portuguesa e respectivos acessórios, património que se encontrava disperso pelos vários depósitos e cocheiras dos palácios reais.

Da primitiva colecção faziam parte 29 viaturas, fardamentos de gala, arreios de tiro e acessórios de cavalaria utilizados pela Família Real.

Após a implantação da Republica, em 1910, o Museu passa a designar-se por Museu Nacional dos Coches e o seu espólio foi enriquecido com outros veículos da Coroa, do Patriarcado de Lisboa e de algumas casas nobres.

Hoje o Museu reune uma colecção que é considerada única no mundo devido à variedade artística das magníficas viaturas de aparato dos séculos XVII, XVIII e XIX e ao número de exemplares que integra.

De entre os veículos expostos destacam-se coches, berlindas, carruagens, seges, carrinhos de passeio, liteiras, cadeirinhas e carrinhos de criança formando um interessante conjunto que permite ao visitante compreender a evolução técnica e artística dos meios de transporte utilizados pelas cortes europeias até ao aparecimento do automóvel.

Completam a colecção um núcleo de arreios de tiro, arreios de cavalaria, selas, fardamentos de gala, de armaria e acessórios de cortejo setecentistas de que se destaca um conjunto de trombetas da Charamela Real bem como uma galeria de retratos a óleo dos monarcas da Dinastia de Bragança.
wikipedia (imagens)


 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

20 de Fevereiro de 1872: É inaugurado o Metropolitan Museum of Art em Nova Iorque

No dia 20 de Fevereiro de 1872, o Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque abre as suas portas ao público pela primeira vez. O museu já havia sido fundado dois anos antes, mas sem prédio fixo ou obras de arte. Com apenas um sarcófago na colecção, a aquisição de 174 pinturas em 1871, incluindo obras de Anthony van Dyck e Nicolas Poussin, iniciou o que é hoje o maior museu de arte dos Estados Unidos.

Um ano depois, o primeiro espaço de exposição foi alugado no prédio Dodworth, na Quinta Avenida, e a abertura realizada. “As pinturas estavam esplêndidas e os elogios eram tantos e tão fortes que receio que as bocas dos donos se curvariam permanentemente num largo sorriso”, escreveu John Taylor Johnston, presidente do Met, como ficaria conhecido.

Três meses depois, o superintendente George Putnam reportava que mais de seis mil visitantes haviam apreciado a exibição de abertura, “incluindo artistas, estudantes, críticos e amadores de outras cidades e vários de Boston”. Um dos críticos era Henry James, que se tornaria um famoso escritor norte-americano. Ele disse que a compra de 1871 fazia com que o Met obtivesse uma fundação sólida para o seu desenvolvimento e elogiou o catálogo artístico.

Em 1873, o Museu  muda-se para a mansão Douglas, na rua 14, e sete anos depois  estabelece-se onde está hoje, no Central Park. Actualmente possui mais de dois milhões de peças, das quais dezenas de milhares estão disponíveis ao público. Destaque para a Sala de Armas e Armaduras e a colecção de artefactos de rituais do Pacífico. 

Um facto curioso do museu é que os 25 dólares cobrados para a entrada não são obrigatórios, mas apenas "recomendados". Assim, muitas pessoas entram de graça ou fazem pagamentos simbólicos para ter acesso ao acervo.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Gravura em madeira da abertura do Metropolitan Museum, publicada na Frank Leslie's Weekly em Março de 1872





O Museu em 1914




sábado, 19 de novembro de 2016

19 de Novembro de 1819: É inaugurado o Museu do Prado

O Museu Nacional do Prado é um dos mais importantes de Espanha e do mundo. Forma com  o Museu Thyssen-Bornemisza e o Museu Rainha Sofia  o "triângulo da arte", em Madrid.
Inaugurado no dia 19 de Novembro de 1819, o museu foi construído pela monarquia espanhola que desejava ver, na capital do país, símbolos do progresso que tomava conta da Europa. A área do Passeio do Prado é arborizada e cercada por fontes como a das Cibeles, a de Apolo e a de Neptuno, todas inspiradas em temas clássicos, assim como o edifício, de estilo neoclássico.
A construção e as obras que ela abriga sobreviveram sem grandes danos à invasão de Napoleão (que o utilizou como estrebaria e quartel general), à Guerra Civil Espanhola e à Segunda Guerra Mundial.
Actualmente o acervo do museu é composto por mais de 17 mil obras de arte e os dois artistas mais bem representados pela instituição são Velázquez e Goya. O Prado possui a mais importante colecção de arte espanhola do mundo, seguida em importância pela sua colecção de arte italiana e flamenga.
É possível realizar uma visita virtual pelo museu, que disponibiliza gratuitamente mais de 2.000 obras em alta resolução.
A construção do edifício data do final do século XVIII quando Carlos III, rei de Espanha, fez planos para transformar Madrid numa capital bela e moderna. Em 1785 ele ordenou a Juan Villanueva, arquitecto real e um dos mais célebres ícones do estilo neoclássico na península ibérica, que projectasse um edifício no Prado de São Jerónimo para abrigar o Gabinete de História Natural e a Academia de Ciências.
O Museu do Prado só foi inaugurado 34 anos depois. O atraso deveu-se, entre outros contratempos, à invasão da Espanha por Napoleão, em 1808. Os franceses invadiram o edifício, que já estava com o exterior concluído, e o utilizaram-no como estrebaria da Cavalaria Napoleónica e quartel.
O acervo espanhol também não escapou aos saques: a Comissão Imperial de Sequestros de Napoleão enviou a Paris 50 quadros confiscados de personalidades espanholas e partidários de Fernando VII, então rei de Espanha. Os espanhóis também saquearam o prédio depois da expulsão dos franceses. Precisavam de material para reconstruir as casas danificadas no conflito.
Com o passar do tempo, a finalidade do edifício foi alterada. Fernando VII, neto de Carlos III, foi incentivado pela rainha Maria Isabel de Bragança, sua esposa e grande amante das artes, a destinar o prédio para a criação de um Museu Real de Pintura e Escultura.
A inauguração foi realizada no dia 19 de Novembro de 1819 com 311 obras expostas e mais de 1.500 no acervo, que foi formado a partir das colecções dos monarcas e nobres espanhóis.
Com o fim da monarquia dos Bourbon, em 1868,os bens da coroa espanhola foram nacionalizados e o museu assumiu o seu nome definitivo: Museu Nacional do Prado.
Tanto a colecção como o número de visitantes do Prado cresceram muito nos séculos XIX e XX. Por essa razão, o museu foi submetido a sucessivas ampliações.
wikipedia (Imagens)
Fachada frontal do Museu do Prado
 Ficheiro:Fachada frontal Museo del Prado.JPG
Vista da fachada norte do Museu do Prado, obra de Fernando Brambila
File:Entrada al Real Museo por el Lado de San Jerónimo.jpg



File:Las Meninas 01 rotated frame.jpg
Las Meninas, de Velázquez, uma das obras em exposição no Museu

terça-feira, 8 de novembro de 2016

08 de Novembro de 1793:É inaugurado o Museu do Louvre em Paris


Depois de mais de dois séculos como palácio real e sede do poder monárquico, o Louvre é aberto em 8 de Novembro de 1793 como museu público pelo governo revolucionário francês.

Hoje, o acervo do Louvre é um dos mais ricos e diversificados do mundo, com obras de arte – fundamentalmente pinturas e esculturas – e objectos representativos de 11 mil anos de civilização e cultura da humanidade.
O palácio do Louvre começou com o rei Francisco I em 1546 no local onde antes existiu uma fortaleza do século XII construída pelo rei Filipe II. Francisco era um grande coleccionador de arte e o Louvre servia como sua residência real. Os trabalhos de remodelação do palácio, supervisionados pelo arquitecto Pierre Lescot, continuaram após a morte de Francisco e prosseguiram nos reinados de Henrique II e Carlos IX.

Quase todos os monarcas que se seguiram ampliaram o Louvre e os terrenos em volta, porém as maiores ampliações ocorreram sob o reinado de Luis XIII e Luis XIV no século XVII. Ambos os reis expandiram enormemente os bens artísticos da coroa, chegando Luis XIV a adquirir toda a colecção de arte do rei Carlos I de Inglaterra após a sua execução na Guerra Civil inglesa. Em 1682, Luis XIV mudou a corte para Versalhes e o Louvre deixou de ser a principal sede e residência da monarquia.

Envolvidos pelo espírito do Iluminismo, muitos na França começaram a conclamar pela exibição pública das colecções reais. Denis Diderot, grande escritor e filósofo francês e inspirador da Enciclopédia, estava entre os primeiros a propor a criação de um museu nacional de arte aberto ao grande público.

Embora o rei Luis XV tenha exibido temporariamente uma selecção de pinturas do seu acervo no Palácio de Luxemburgo em 1750, somente com a eclosão da Revolução Francesa é que foram alcançados efectivos progressos na instalação de um museu permanente. No dia 8 de Novembro de 1793, o governo revolucionário abriu o Museu Central de Artes na Grande Galeria do Louvre.

O acervo do Louvre cresceu rapidamente. O exército francês pilhou peças arqueológicas e artísticas dos territórios e nações conquistadas nas guerras do período revolucionário e principalmente nas Guerras Napoleónicas. Muitos desses objectos de arte saqueados retornaram às suas origens depois da derrota de Napoleão em 1815, porém muito das colecções de antiguidades da secção do Egipto e de outros departamentos deve às conquistas de Napoleão.

Duas novas alas foram acrescentadas ao edifício central no século XIX e o complexo de vários edifícios do Louvre foi completado em 1857, durante o reinado de Napoleão III.


Nos anos 1980 e 1990, o Grande Louvre como o museu é oficialmente conhecido, passou por uma grande remodelação. Inúmeros serviços públicos modernos foram acrescentados e milhares de metros quadrados de espaço para exibição foram abertos.

O arquitecto chinês I. M. Pei construiu uma imensa pirâmide de aço e vidro no centro do pátio de Napoleão, fronteiriço ao museu e que se abre também ao interior. Tradicionalistas invectivaram-na como um ultraje e ofensa às melhores tradições. Em 1993, por ocasião do 200º aniversário do museu, uma ala reconstruída, antigamente pertencente ao Ministério das Finanças, foi aberta ao público. Pela primeira vez, todo o complexo do Louvre era destinado aos objetivos artísticos e culturais do Grande Museu do Louvre.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (Imagens)
File:Hubert Robert, Une galerie du Musée.jpg
Uma galeria do Museu - Hubert Robert

Museu  do Louvre - Hubert Robert (1796)
Fichier:Hubert Robert - Projet d'aménagement de la Grande Galerie du Louvre (1796).JPG
As Tulherias, o Louvre e a rua Rivoli - Charles Fichot
File:Paris moderne. Les Tuileries, le Louvre, et la rue de Rivoli, vue prise du Jardin des Tuileries.jpg


segunda-feira, 23 de maio de 2016

23 de Maio de 1905: Inauguração do Museu dos Coches

Criado por iniciativa da Rainha D. Amélia de Orleãns e Bragança, mulher do rei D. Carlos I, o Museu dos Coches Reaes, como então se chamava, foi inaugurado no dia 23 de Maio de 1905.

D. Amélia, senhora de grande cultura, toma consciência do valor patrimonial das viaturas de gala da Casa Real e com o apoio de Monsenhor Joaquim Boto, Cónego da Patriarcal de Lisboa e do Conselho do Rei e do seu Estribeiro-Mor, Tenente Coronel de Cavalaria Alfredo Albuquerque, propõe-se reuni-lo, salvaguardá-lo e apresentá-lo ao público à semelhança do que acontecera, pela primeira vez em Paris em 1900, na Exposição Universal.

O local escolhido para a sua instalação foi o Picadeiro Real de Belém que deixara de ser utilizado e onde, há época, já se encontravam armazenadas algumas das principais viaturas da corte e para onde a rainha fez convergir os antigos carros nobres da Casa Real Portuguesa e respectivos acessórios, património que se encontrava disperso pelos vários depósitos e cocheiras dos palácios reais.

Da primitiva colecção faziam parte 29 viaturas, fardamentos de gala, arreios de tiro e acessórios de cavalaria utilizados pela Família Real.

Após a implantação da Republica, em 1910, o Museu passa a designar-se por Museu Nacional dos Coches e o seu espólio foi enriquecido com outros veículos da Coroa, do Patriarcado de Lisboa e de algumas casas nobres.

Hoje o Museu reune uma colecção que é considerada única no mundo devido à variedade artística das magníficas viaturas de aparato dos séculos XVII, XVIII e XIX e ao número de exemplares que integra.

De entre os veículos expostos destacam-se coches, berlindas, carruagens, seges, carrinhos de passeio, liteiras, cadeirinhas e carrinhos de criança formando um interessante conjunto que permite ao visitante compreender a evolução técnica e artística dos meios de transporte utilizados pelas cortes europeias até ao aparecimento do automóvel.

Completam a colecção um núcleo de arreios de tiro, arreios de cavalaria, selas, fardamentos de gala, de armaria e acessórios de cortejo setecentistas de que se destaca um conjunto de trombetas da Charamela Real bem como uma galeria de retratos a óleo dos monarcas da Dinastia de Bragança.
wikipedia (imagens)


 

sábado, 20 de fevereiro de 2016

20 de Fevereiro de 1870: É inaugurado o Metropolitan Museum of Art em Nova Iorque

No dia 20 de Fevereiro de 1872, o Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque abre as suas portas ao público pela primeira vez. O museu já havia sido fundado dois anos antes, mas sem prédio fixo ou obras de arte. Com apenas um sarcófago na colecção, a aquisição de 174 pinturas em 1871, incluindo obras de Anthony van Dyck e Nicolas Poussin, iniciou o que é hoje o maior museu de arte dos Estados Unidos.

Um ano depois, o primeiro espaço de exposição foi alugado no prédio Dodworth, na Quinta Avenida, e a abertura realizada. “As pinturas estavam esplêndidas e os elogios eram tantos e tão fortes que receio que as bocas dos donos se curvariam permanentemente num largo sorriso”, escreveu John Taylor Johnston, presidente do Met, como ficaria conhecido.

Três meses depois, o superintendente George Putnam reportava que mais de seis mil visitantes haviam apreciado a exibição de abertura, “incluindo artistas, estudantes, críticos e amadores de outras cidades e vários de Boston”. Um dos críticos era Henry James, que se tornaria um famoso escritor norte-americano. Ele disse que a compra de 1871 fazia com que o Met obtivesse uma fundação sólida para o seu desenvolvimento e elogiou o catálogo artístico.

Em 1873, o Museu  muda-se para a mansão Douglas, na rua 14, e sete anos depois  estabelece-se onde está hoje, no Central Park. Actualmente possui mais de dois milhões de peças, das quais dezenas de milhares estão disponíveis ao público. Destaque para a Sala de Armas e Armaduras e a colecção de artefactos de rituais do Pacífico. 

Um facto curioso do museu é que os 25 dólares cobrados para a entrada não são obrigatórios, mas apenas "recomendados". Assim, muitas pessoas entram de graça ou fazem pagamentos simbólicos para ter acesso ao acervo.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Gravura em madeira da abertura do Metropolitan Museum, publicada na Frank Leslie's Weekly em Março de 1872





O Museu em 1914