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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Capela de D. Maria, no Palácio Nacional da Ajuda, abre ao público pela primeira vez

Foi a última grande encomenda da família real portuguesa, e da rainha, para a sua casa. Fechada desde a implantação da República, em 1910, a capela pode ser visitada a partir da próxima quinta-feira, dia 17
É a última grande encomenda da rainha Maria Pia para o Palácio Nacional da Ajuda e foi fechada em 1910, com a implantação da República. Nunca foi vista pelo público em geral até agora. As portas abrem no dia 17 de abril, após trabalhos de restauro, investigação e musealização do espaço. O único El Greco em território nacional também vai ficar à vista.
A capela é uma "caixa de madeira", neomedieval, assinada pelo arquiteto modernista Miguel Ventura Terra, o mesmo que converteu o antigo convento de São Bento em Parlamento, à época (por volta de 1897) uma recém-licenciado arquiteto, bolseiro da Escola de Beaux-Arts de Paris, França, de onde trouxe este novo gosto, que já prenuncia o Arts & Crafts britânicos, como nota José Alberto Ribeiro, apontando as ferragens das portas. "Há um programa decorativo comum", acrescenta. Uma estética que vai dos pormenores das portas ao altar, aos genuflexórios passa ndo pelo arcaz da sacristia.
A rainha era uma mulher "muito atualizada em termos de compras", frisa José Alberto Ribeiro. E já tinha feito uma encomenda no mesmo estilo para a sala de pintura no andar superior.
Os arquivos de inventariação de 1910 permitiram perceber o que fazia parte deste local e assim reconstituir o espaço, a começar pela Virgem e o Menino do pintor José Veloso Salgado que está no altar. As várias imagens de santos que aqui se encontram terão sido trazidas pela rainha de Itália, em 1862, quando se casou com o rei D. Luís, um monarca-artista interessado na cultura, melómeno, pintor e amante das artes em geral, um gosto que partilhou com Maria Pia e transmitiu aos filhos.
Fonte: DN


 Capela de D. Maria abre ao público pela primeira vez
Capela de D. Maria abre ao público pela primeira vez

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Peças inéditas marcam exposição dos 150 anos de D. Carlos

Várias peças inéditas, algumas nunca vistas ou há décadas afastadas do olhar do público, constituem uma exposição que evoca, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, os 150 anos do nascimento do Rei D. Carlos.

"Iremos apresentar 150 peças que remetem para a infância e juventude de D. Carlos, que nasceu no palácio e aqui habitou até casar com D. Amélia d'Órleans, em 1886", disse à Lusa o diretor do museu do Palácio, José Alberto Ribeiro.
Entre as peças que estarão expostas, o responsável realçou o primeiro berço do príncipe, que foi restaurado "e há décadas não era mostrado", várias fotografias, entre as quais, umas anotadas pela mãe, a Rainha D. Maria Pia, que, com uma fita, foi marcando o desenvolvimento do herdeiro, assim como um retrato do seu pai, o Rei D. Luís, no dia em nasceu, 28 de setembro de 1863.
Entre as "peças inéditas", José Alberto Ribeiro também referiu "os caracóis loiros do príncipe que estremosamente se guardou".
O Palácio Nacional da Ajuda celebra os 150 anos do nascimento do Rei D. Carlos, propondo um "itinerário" no seu espaço museológico alusivo àquele que foi o penúltimo monarca português.
"Ao longo do palácio há expositores com peças alusivas ao príncipe, como uma pequena raqueta de ténis, desenhos, onde se notam já as tendências artísticas de D. Carlos, ou um mini uniforme de oficial do regimento de Lanceiros da Rainha", contou.
 mostra, que estará patente até ao final do ano, inclui ainda telegramas de parabéns da Rainha Vitória de Inglaterra, do Imperador Napoleão III de França, entre outros monarcas, peças de roupa, peças de jogos, retratos de D. Carlos pintados ou desenhados por vários autores e esculturas.
O príncipe foi batizado na igreja de S. Domingos, com o nome de Carlos Fernando Luís Maria Vítor Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão de Bragança Sabóia Bourbon e Saxe-Coburgo-Gotha.
Na quinta-feira, às 18:30, o historiador Rui Ramos, autor de várias obras e artigos sobre o período correspondente ao reinado de D. Carlos, apresentará uma palestra intitulada "O que não sabemos sobre D. Carlos".
No dia 14 de novembro, pelas 18:30, está prevista a realização de uma conferência pela equipa do Laboratório José de Figueiredo, sobre a ação de conservação e restauro do berço de D. Carlos, que é apresentado ao público.
Filho de D. Luís e D. Maria Pia, D. Carlos subiu ao trono em 1889, um ano antes de Inglaterra apresentar um ultimato a Portugal sobre os territórios africanos compreendidos entre Angola e Moçambique.
O monarca desdobrou-se em esforços diplomáticos, numa altura em que o regime monárquico constitucional, devido a uma grave crise económico-social, era cada vez mais contestado.
A par da ação política o monarca desenvolveu grande atividade na área da oceanografia, tendo sido um dos pioneiros desta ciência.
Os dotes artísticos do monarca foram apreciados pela crítica especializada da época. Marinhas, temas campestres e populares foram algumas das escolhas do monarca, que pintou aguarelas e óleos. Muitas da ementas dos palácios reais e do iate Amélia eram desenhadas pelo monarca.
Antes de subir ao trono, D. Carlos esteve ligado aos movimentos intelectuais Vida Nova e Vencidos da Vida, do qual fizeram parte Oliveira Martins, Ramalho Ortigão ou Eça de Queiroz.
Em fevereiro de 1908, num regresso de Vila Viçosa, em Lisboa, o Rei foi morto, assim como seu filho, o herdeiro da coroa, D. Luís Filipe.
Fonte: DN
D. Carlos
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