Pintor português, Domingos António do Espírito
Santo (aos dezassete anos adotaria o apelido Sequeira, pertencente ao seu
padrinho) nasceu em 1768, no dia 10 de março, em Lisboa, e veio a falecer em
1836, em Roma. Começou os seus estudos de arte na Aula de Desenho, tendo-os
prosseguido em Roma, para onde partiu em 1788. O trabalho Degolação de S.
João Batista abrir-lhe-á as portas da Academia de S. Lucas enquanto
académico. Volta a Portugal cerca de 1795, para entrar poucos anos depois como
noviço no Convento das Laveiras. Durante os três anos deste retiro, executou
alguns trabalhos, entre os quais S. Bruno em oração, que, através da
técnica do claro-escuro, claramente expressa o ambiente religioso e
contemplativo da Ordem dos Capuchos. Ao abandonar a vida monástica é nomeado
pintor da corte, juntamente com Vieira Portuense, tendo trabalhado no Palácio da
Ajuda. Foi entretanto substituído, e dessa época datam alguns retratos: o
Retrato de D. João VI e o Conde de Farrobo. O apoio aos
franceses, aquando das invasões napoleónicas, trar-lhe-á alguns dissabores e a
perda da nomeação como pintor da corte. Pinta em 1810 a Alegoria em honra do
príncipe regente, obra em que explora alguns efeitos de luz, mas é no
Retrato dos filhos (1816) que a sua pincelada exprime mais liberdade e
espontaneidade, o que realça a carga afetiva do tema. Viaja por Londres e Paris,
ganhando uma medalha de ouro no Salon de 1824 com o quadro A Morte de
Camões. A maturidade da sua arte está expressa nos trabalhos de temática
religiosa Descida da Cruz, Adoração dos Magos, Ascensão e
Juízo Final. A Descida da Cruz, em particular, é tida como uma
obra verdadeiramente notável. A sua morte, em 1836, impedi-lo-ia de exercer o
cargo de diretor da Academia de Belas-Artes de Lisboa.
Fontes: Infopédia
wikipedia (imagens)
Alegoria à Fundação da Casa Pia - Domingos
António Sequeira
Deuses no Olimpo - Domingos António
Sequeira






