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domingo, 10 de março de 2019

10 de Março de 1768: Nasce o pintor Domingos António Sequeira

Pintor português, Domingos António do Espírito Santo (aos dezassete anos adotaria o apelido Sequeira, pertencente ao seu padrinho) nasceu em 1768, no dia 10 de março,  em Lisboa, e veio a falecer em 1836, em Roma. Começou os seus estudos de arte na Aula de Desenho, tendo-os prosseguido em Roma, para onde partiu em 1788. O trabalho Degolação de S. João Batista abrir-lhe-á as portas da Academia de S. Lucas enquanto académico. Volta a Portugal cerca de 1795, para entrar poucos anos depois como noviço no Convento das Laveiras. Durante os três anos deste retiro, executou alguns trabalhos, entre os quais S. Bruno em oração, que, através da técnica do claro-escuro, claramente expressa o ambiente religioso e contemplativo da Ordem dos Capuchos. Ao abandonar a vida monástica é nomeado pintor da corte, juntamente com Vieira Portuense, tendo trabalhado no Palácio da Ajuda. Foi entretanto substituído, e dessa época datam alguns retratos: o Retrato de D. João VI e o Conde de Farrobo. O apoio aos franceses, aquando das invasões napoleónicas, trar-lhe-á alguns dissabores e a perda da nomeação como pintor da corte. Pinta em 1810 a Alegoria em honra do príncipe regente, obra em que explora alguns efeitos de luz, mas é no Retrato dos filhos (1816) que a sua pincelada exprime mais liberdade e espontaneidade, o que realça a carga afetiva do tema. Viaja por Londres e Paris, ganhando uma medalha de ouro no Salon de 1824 com o quadro A Morte de Camões. A maturidade da sua arte está expressa nos trabalhos de temática religiosa Descida da Cruz, Adoração dos Magos, Ascensão e Juízo Final. A Descida da Cruz, em particular, é tida como uma obra verdadeiramente notável. A sua morte, em 1836, impedi-lo-ia de exercer o cargo de diretor da Academia de Belas-Artes de Lisboa.
Fontes: Infopédia
wikipedia (imagens)

Alegoria à Fundação da Casa Pia - Domingos António Sequeira


Deuses no Olimpo - Domingos António Sequeira



quarta-feira, 6 de março de 2019

06 de Março de 1992: Morre a pintora Maria Helena Vieira da Silva

Natural de Lisboa, onde nasceu no dia 13 de Junho de 1908, Maria Helena Vieira da Silva instala-se definitivamente em Paris em 1928. descobre a cor, em Matisse e Bonnard, e uma toalha aos quadrados, que retém de um pormenor de um quadro deste último, haveria de entrar em ressonância com a sua própria pintura. Inspira-se ainda em Paul Klee e frequenta, com o marido, Arpad Szenes, as aulas de Roger Bissière, pintor pós-cubista. O início da maturidade da sua obra pode datar-se a partir do quadro Pont transbordeur (1931). Nesta época são patentes os elementos que hão de definir a sua pesquisa estética: uma conceção do espaço anti-renascentista, ao não assumir o volume ou a perspetiva como um fim em si, e uma conceção da pintura como "escrita", repetindo elementos, quadriláteros ou círculos, percorrendo as tramas das famosas Bibliotecas e Florestas. O mundo exterior surge neste universo através da cor e da luz, e frequentemente a memória da luz e dos azulejos lisboetas habitará as suas telas. Durante a Segunda Guerra Mundial partiu para o Brasil e nos quadros da época instala-se a angústia de um espaço povoado de criaturas fugazes e encurraladas. Guerra ou O Desastre (1942) é sem dúvida o quadro mais representativo destes tempos conturbados. Ao voltar para Paris, Vieira da Silva a sua reputação aumentar. O prémio da Bienal de São Paulo (1962) vem coroar um trabalho seguido atentamente pelo meio cultural português. Seguem-se as exposições, as retrospetivas, as consagrações. A sua pintura esteve patente, designadamente, na Europália, em Bruxelas, em 1992. Esse foi, precisamente, o ano da sua morte.   
Vieira da Silva. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.
Fundação Calouste Gulbenkian

  
Le désastre ou La guerre

sexta-feira, 1 de março de 2019

01 de Março de 1445: Nasce o pintor renascentista Sandro Botticelli, autor de "A Primavera" e "O Nascimento de Vénus"

No dia 1 de Março de 1445  nasceu em Florença o primeiro pintor humanista, Alessandro Filipepi, na família de um curtidor de couro. Como um dos seus irmãos, rechonchudo, havia sido apelidado de "botticelli", que significa em italiano "pequeno tonel", o epíteto substitui o sobrenome de família, passando a identificar o futuro pintor.

Sandro Botticelli fez o seu aprendizado no atelier de um grande pintor florentino do Quattrocento (o século XV italiano), Filippo Lippi (1406-1469). Como todos os artistas da Renascença, Lippi, tal qual um chefe de cozinha moderno, dirigia uma equipa de ajudantes e aprendizes, cada um especializado em um detalhe, nas roupas, nos filamentos de ouro, etc.

Com a colaboração da sua equipa, o mestre atendia aos pedidos da burguesia e produzia pequenos quadros em quantidade. Nessa ocasião é também muito solicitado por abades, bispos e príncipes para levar a cabo obras mais ambiciosas.

Botticelli passa para o atelier de Verrochio embora frequentando o atelier de Leonardo da Vinci, um rival. Em 1470, abre o seu próprio atelier. O seu talento vale ao jovem artista a possibilidade de frequentar as mais influentes famílias da cidade, entre as quais os Vespucci, um deles, Amerigo (ou Américo Vespúcio, o navegador), que viria a emprestar o seu nome a um continente, e sobre tudo os Médicis. O poderoso Lourenço, o Magnífico, concorda em dar-lhe protecção. O pintor, de resto, frequenta os grandes espíritos do humanismo da época, como Pico de la Mirandola e Marsílio Ficino, tradutor de Platão.
Os seus amigos iniciam-no na filosofia neoplatónica que via o mundo sensorial como reflexo do mundo das ideias. Essa filosofia vê-se reflectida nas suas célebres alegorias inspiradas na Antiguidade pagã.

A sua obra-prima "A Primavera", destinada a uma ‘villa’ dos Médicis, expõe toda a graça e o optimismo da Renascença italiana, com um toque de inquietação da ninfa da direita, quase agarrada pela divindade Zéfiro. Trata-se possivelmente da primeira pintura europeia que colhe inspiração na Antiguidade pagã.

Em 1481, o papa Sisto IV encomenda a Botticelli alguns frescos de temas religiosos para a capela à qual emprestaria o seu nome: a Capela Sistina. Pode-se admirar esses painéis ao lado dos monumentais frescos de Miguel Ângelo.

Após a sua viagem a Roma, que não lhe trouxe qualquer recompensa financeira, o artista empreende “O Nascimento de Vénus”. Esta nova alegoria neoplatónica ilustraria, segundo certos comentadores, os quatro elementos – terra, água, ar e fogo – e o Amor que sela a sua harmonia.

Depois da morte de Lourenço, seu protector, em 1492, o pintor sofre como muitos dos seus concidadãos florentinos a influência do pregador Jerónimo Savonarola.

O optimismo próprio do humanismo é atacado, à época, violenta e sistematicamente pelo fundamentalismo religioso. A pintura de Botticelli torna-se mais austera. Todavia, não se pode deixar à margem das suas 
célebres alegorias alguns retratos comoventes de realismo e as pinturas de madonas maternais e recatadas.
Fontes: Opera Mundi
Estórias da História
wikipedia (Imagens)
 
 Provável auto retrato de Sandro Botticelli

O Nascimento de Vénus  (análise da obra) - Sandro Botticelli

A Primavera  (análise da obra) - Sandro Botticelli


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

25 de Fevereiro de 1841: Nasce o pintor francês Pierre-Auguste Renoir

Pintor francês, Renoir nasceu a 25 de Fevereiro de 1841, em Limoges, e morreu a 3 de Dezembro de 1919, em Cagnes.
Desde o princípio a  sua obra foi influenciada pelo sensualismo e pela elegância do rococó, embora não faltasse um pouco da delicadeza do seu ofício anterior como decorador de porcelana. O seu principal objectivo, como ele próprio afirmava, era conseguir realizar uma obra agradável aos olhos. Apesar da sua técnica ser essencialmente impressionista, Renoir nunca deixou de dar importância à forma - de facto, teve um período de rebeldia diante das obras dos seus amigos, no qual se voltou para uma pintura mais figurativa, evidente na longa série Banhistas. Mais tarde retomaria a plenitude da cor e recuperaria a sua pincelada enérgica e ligeira, com motivos que lembram o mestre Ingres, pela sua beleza e sensualidade.
 Em 1862 Renoir conseguiu entrar na Escola de Belas-Artes de Paris, desenvolvendo a admiração por Boucher, Fragonard e Watteau. Talvez por isso o público sempre tenha considerado o seu estilo mais "aceitável" do que o dos restantes companheiros impressionistas. Em 1867, o trabalho Lise resulta da análise da luz e da cor, realizada inteiramente ao ar livre, segundo as conceções impressionistas. Tanto se debruçava sobre paisagens campestres como sobre temas citadinos. O Balouçoe Le Moulin de la Galette foram pintados em 1876. Na Normandia continuou os estudos de luz e de água e durante uma viagem pela Itália interessou-se por Rafael e pelos frescos romanos de Pompeia. A procura da espontaneidade impressionista não o satisfazia e para Les Grandes Baigneuses(1884-87) procura um contorno mais penetrante, inspirando-se num relevo setecentista. Esta obra reconciliou-o com o público e passou a expor frequentemente. Os tons eram quentes, o estilo ganhara vigor. O corpo da mulher tornou-se o centro do seu universo pictural. A partir de 1900 instalou-se no Sul de França.   
Pierre-Auguste Renoir. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.      
wikipedia (Imagens)  





Pierre Auguste Renoir c. 1910File:Renoir, Pierre-Auguste, by Dornac, BNF Gallica.jpg

Análise da obra: O Baile no Moulin de La Galette - Pierre Auguste Renoir

File:Pierre-Auguste Renoir, Le Moulin de la Galette.jpg


Arquivo: Auguste Renoir - Almoço do partido Boating 1880-1881.jpg
Análise da obra O Almoço dos Remadores de Pierre-Auguste Renoir

Análise da obra: As Meninas Cahen d'Anvers - Rosa e Azul - Pierre -Auguste Renoir





segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

18 de Fevereiro de 1564: Morre o artista italiano Miguel Ângelo, pintor, escultor, arquitecto, figura maior do Humanismo

Escultor, pintor, arquitecto e poeta, Michelangelo Buonarroti, conhecido também por Miguel Ângelo, nasceu a 6 de Março de 1475 e iniciou-se na pintura aos 13 anos, como aprendiz de Ghirlandaio, fazendo-se notar pela firmeza e força do seu traço. Trabalhou depois numa oficina de escultura patrocinada por Lourenço de Medicis, vindo a frequentar a sua casa e o círculo intelectual de que se fazia rodear. A sua estadia em Roma, de 1496 a 1501, é essencialmente marcada pela primeira obra-prima, Pietà (1500?), um dos trabalhos mais acabados do artista.
Em 1501 regressa a Florença onde, na primavera desse ano, é acolhido como artista consagrado. Nessa data inicia um dos seus mais famosos trabalhos a estátua de David, que termina em 1504. Outras obras terminadas durante a sua estadia em Florença são a Virgem de Bruges (1506) e A Sagrada Família. O papa Júlio II reclama os serviços do escultor para Roma em 1505, mas é o pintor que durante três anos de trabalho intenso vai decorar os tectos da Capela Sistina. O pintor, mas igualmente o arquitecto, que adopta uma nova estrutura para a organização de toda a obra. A força das figuras vem de uma eficaz utilização das sombras e da cor que emprestam a todo o conjunto uma solene simplicidade eminentemente clássica. Esta obra exprime exemplarmente as tendências neoplatónicas de que se tinha impregnado na corte dos Medicis. O tecto é terminado em 1512 e a reputação de Michelangelo estava confirmada. Era considerado o maior artista desde a época clássica.Voltou depois ao projecto, iniciado anteriormente, do túmulo de Júlio II, que nunca chegou a ser realizado tal como tinha sido concebido. Para esse projecto executou Moisés e os Escravos. O papa Leão X encomendou-lhe o modelo de uma nova fachada para a Igreja de S. Lourenço de Florença, que não foi possível levar até ao fim. De 1536 a 1541, de novo em Roma, executou o fresco O Juízo Final, um trabalho que se distingue dos frescos anteriores pelo tom geral de pessimismo e de angústia que vai caracterizar igualmente os trabalhos da Capela Paulina.
Muito provavelmente trabalhava na estátua Pietà Rondanini antes de falecer, com oitenta anos, a 18 de Fevereiro de 1564. Esta obra, complexa na expressão dos sentimentos, atinge quase a abstração, do ponto de vista formal. O estilo de Michelangelo influenciou grandemente as gerações posteriores de artistas italianos. A sua celebridade está patente no facto de, ainda em vida, ter sido objeto de duas biografias.
Michelangelo Buonarroti. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)


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File:Michelangelo-Buonarroti1.jpg

Retrato de Michelangelo Buonarroti - Jacopino del Conte

Ficheiro:Atto di nascita Michelangelo.jpg
Fac-símile da certidão de batismo de Michelangelo. O original se encontra na Casa Buonarroti, em Florença


Miguel Ângelo: O Juízo Final, Capela Sistina

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

08 de Fevereiro de 1962: Morre o pintor brasileiro Cândido Portinari

Artista plástico brasileiro, Cândido Portinari, nasceu a 29 de Dezembro de 1903, numa plantação de café perto de Brodowski, aldeia do estado de São Paulo, Brasil.
Em 1918 parte para o Rio de Janeiro com a intenção de estudar. A par de trabalhos como empregado de uma pensão consegue estudar seguindo os cursos livres de desenho e pintura da Escola de Belas Artes.
A sua primeira obra exposta (1922), um retrato, não chamou a atenção mas, logo no ano seguinte, um outro retrato permitiu lhe obter um prémio. Em 1928, um outro retrato possibilitou lhe uma bolsa de viagem. Durante três anos viajou por França, Itália, Espanha e Inglaterra.
Regressado ao Brasil em 1933 e com poucos meios para sustentar a sua arte, serve se de lençóis como telas pintando o imaginário da sua aldeia natal. A sua arte começa a ser reconhecida a partir de 1935, quando recebe uma menção honrosa da Exposição Internacional de Arte Moderna do Instituto Carnegie em Nova Iorque. Inicia, no ano seguinte, a pintura de murais: os murais do Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro, nos quais trabalhou de 1937 a 1945; os murais da Biblioteca do Congresso de Washington (1942).
Ao longo dos anos a sua obra foi recebendo o reconhecido merecimento. A partir da sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro, em 1939, nunca mais pararam os convites e Cândido Portinari expôs em Detroit e Nova Iorque (1940), Paris (1946 e 1957), Buenos Aires e Montevideu (1947).
A sua arte entrou, também, em igrejas. Portinari pintou uma série de frescos para várias igrejas e catedrais do Brasil.
Em 1954 é vítima de um envenenamento provocado pelas tintas e aconselhado pelos médicos a parar de pintar. Mas nunca deixou de o fazer e pintou até ao fim porque como ele próprio o disse, "a condição de um artista é ser um homem sensível. Não é possível que as emoções mais altas do mundo não toquem um homem normal. A injustiça humana, a miséria, as crianças famintas são um grito tão grande que não pode deixar de ser ouvido".
Cândido Portinari acaba por morrer vítima de novo envenenamento a 8 de Fevereiro de 1962.
Cândido Portinari. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. 
Candido Portinari

Arquivo: Cândido Portinari, Antônio Bento, Mário de Andrade e Rodrigo Melo Franco 1936.jpg
Da esquerda para a direita: Cândido Portinari, Antônio BentoMário de Andrade e Rodrigo Melo 

FrancoRio de Janeiro1936.

O Mestiço - Cândido Portinari
O Lavrador de Café - Candido Portinari
O Lavrador de Café - Cândido Portinari
A Primeira missa nenhuma Brasil - Candido Portinari
A primeira missa no Brasil - Cândido Portinari





sábado, 26 de janeiro de 2019

26 de Janeiro de 1824: Morre o pintor francês Théodore Géricault, autor da obra-prima "A Jangada da Medusa"

Pintor francês, Jean Louis André Théodore Géricault nasceu no dia 26 de setembro de 1791, em Rouen, no seio de uma família relativamente abastada. Estudou com os pintores Carle Vernet e com Pierre Guérin, em cujo estúdio conheceu Eugéne Delacroix. 
Desde os primeiros trabalhos, Géricault evidencia tendência para se afastar dos ideais estéticos do Neoclassicismo frio da escola oficial, representada ou dominada pelo pintor de Napoleão, Jacques Louis David. Os seus primeiros trabalhos ligavam-se à representação de temas militares, relacionados com as campanhas de Napoleão. Mais do que comemorar as vitórias, estes quadros procuravam apresentar o sofrimento e a individualidade existencial dos soldados, como se pode observar, por exemplo, na pintura "Soldado ferido", datada de 1814, ou em "Oficial da Guarda Imperial", de 1812, que representava, com grande expressividade e dinamismo, um oficial de hussardos a cavalo, sobre um fundo realçado pelo céu turbulento.Assim que abandonou a sua carreira militar, Géricault deslocou-se para Itália em 1816, absorvendo de forma mais intensa os fundamentos estéticos do classicismo, embora sem abandonar o naturalismo e o interesse pelo estudo da natureza que caracterizaram as suas primeiras pinturas. Neste país teve oportunidade de estudar as obras dos pintores renascentistas italianos, como Michelangelo Buonarroti, interessando-se também pelo barroco flamengo seiscentista, nomeadamente pelo pintor Peter Paul Rubens. 


Em 1817 Géricault voltou para Paris, juntando-se ao movimento liberal que faz oposição ao rei Luís XVIII. Neste período realizou uma das suas obras-primas, "A Jangada da Medusa" (1818-1819), cujo tema se liga a um recente desastre naval que ganhou contornos fortemente políticos. Embora com raízes naturalistas, o resultado evidencia influências da pintura barroca, pelo tratamento expressivo do claro-escuro e da composição dramática. Trata-se, de facto, de uma das obras mais diretamente ligadas ao espírito romântico, de que Géricualt, a par de Délacroix, foi um dos expoentes máximos. 


Em 1820 o artista viajou para Inglaterra, interessando-se pela pintura de paisagem e pela representação de temas desportivos, revelados em quadros como "Derby Day" ou "Racy for the Derby at Epsom", de 1821.
Nos dois últimos anos de vida, já instalado em França, Géricault dedicou-se ao estudo de vários tipos de doenças mentais (através do desenho e da pintura de retratos), confirmando um interesse, de sentido fortemente romântico, pelo exótico e pelo invulgar. 
Para além de pintura, este artista realizou alguma escultura de pequena dimensão em bronze, assim como inúmeros desenhos, gravuras e várias séries de litografias.
Théodore Géricault morreu jovem, em Paris, no dia 26 de janeiro de  1824.
Fontes: Infopédia
wikipedia (imagens)
Théodore Géricault by Alexandre Colin 1816.jpg

A Jangada de Medusa - Análise da obra


 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

23 de Janeiro de 1944: Morre o pintor expressionista Edvard Munch

Pintor norueguês, considerado o expoente do Expressionismo nórdico, Edvard Munch nasceu a 12 de dezembro de 1863, em Loten, e morreu a 23 de janeiro de 1944, em Ekely. Frequentou a Escola de Artes e Ofícios de Oslo, vindo a ser influenciado por Courbet e Manet. No campo das ideias, o pensamento de Henrik Ibsen e Bjornson marcou o seu percurso inicial. A arte era considerada como uma arma destinada a lutar contra a sociedade. Os temas sociais estão assim presentes em O Dia Seguinte e Puberdade (1886).
Com A Rapariga Doente (Das Kränke Mädchen - 1885) inicia uma temática que surgiria como uma linha de força em todo o seu caminho artístico. Fez inúmeras variações sobre este último trabalho e os seus sentimentos sobre a doença e a morte, que tinham marcado a sua infância, assumem um significado mais vasto, transformados em imagens que deixavam transparecer a fragilidade e a transitoriedade da vida.
Em Paris, descobre a obra de Van Gogh e Gauguin e indubitavelmente o seu estilo sofre grandes mudanças. Em 1892 o convite para expor em Berlim torna-se num momento crucial da sua carreira e da História da arte alemã. Inicia um projeto que intitula O Friso da Vida. De 1892 a 1908 volta regularmente à Noruega e absorve o pensamento simbólico de Strindberg, tentando depois exprimir através de vários meios e estilos picturais os seus sentimentos e as suas experiências sobre o amor. Em 1896, em Paris, interessa-se pela gravura, fazendo inovações nesta técnica. Os trabalhos deste período revelam uma segurança notável. Em 1914 inicia a execução do projeto para a decoração da Universidade de Oslo, usando uma linguagem simples, com motivos da tradição popular.
As últimas obras pretendem ser um resumo das preocupações da sua existência: Entre o Relógio e a Cama, Autorretrato (1940). Toda a obra está impregnada pelas suas obsessões: a morte, a solidão, a melancolia, o terror das forças da natureza.
Fontes:
Edvard Munch. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.
Wikipedia




Ficheiro: Edvard Munch 1921.jpg

O Grito - Edvard Munch



A Criança Doente - Edvard MunchA Dança da Vida - Edvard Munch